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O Rei Pastor, de Mozart

por António Filipe, em 23.04.13
No dia 23 de Abril de 1775, estreou-se, no Palácio do Arcebispo, em Salzburgo, a ópera “Il Re pastore”. O compositor, Wolfgang Amadeus Mozart, tinha apenas 19 anos de idade.

Para esta “serenata teatral”, em dois actos, Mozart trabalhou com um libreto de Pietro Metastasio, autor de grande prestígio na época. O Rei Pastor conta a história de Aminta, pastor que se recusa a sacrificar o seu amor pela ninfa Elisa e que, no final, é coroado rei. Embora só tivesse 19 anos, Mozart já era experiente no género lírico, com cerca de uma dezena de obras no seu currículo.
Esta ópera, que Mozart levou seis semanas a compor, foi encomendada pelo arquiduque Maximillian Franz, filho mais novo da imperatriz Maria Teresa de Salzburgo. O libretista da ópera escreveu o libreto em 1751, baseando-se numa obra de Torquato Tasso, chamada Aminta.


Ária "L'amero saro costante", da ópera “O Rei Pastor”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Soprano: Leontyne Price
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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Béla Bartók - Compositor e pianista húngaro

por António Filipe, em 25.03.13
No dia 25 de Março de 1881 nasceu, em Nagyszentmiklós, na Hungria, o compositor Béla Bartók, que também foi pianista e investigador da música popular da Europa Central e do Leste.

Desde muito cedo demonstrou um grande talento para a música. Aos 4 anos já sabia tocar 40 peças no piano. Começou a aprender música e piano com a mãe, a partir dos cinco anos. Aos oito, perdeu o pai. Aos 11 anos deu o seu primeiro concerto em público, onde tocou uma obra de sua autoria, composta no ano anterior. Bartok estabeleceu-se, desde 1894, em Pozsony, actual Bratislava, centro cultural importante, onde fez estudos musicais regulares, que serviram de base para sua actividade criativa.
A partir de 1905, juntamente com o seu amigo Zoltán Kodály, Bartok realizou a pesquisa sistemática da música popular húngara, revelando-a completamente diferente da que se divulgava como tal, ocidentalizada e desfigurada pelos músicos ciganos. Esse levantamento, sempre criterioso e objectivo, daria a matéria-prima fundamental para a obra de Bela Bartok, particularmente de 1926 em diante, quando esta amadurece e adquire feições inteiramente originais. Em 1907, a reputação de Bartok como pianista já era notável e é nomeado professor no Conservatório de Budapeste. Depois efectua numerosas digressões pela Europa (e pelos Estados Unidos, a partir de 1927), dando a conhecer as suas obras, tardiamente apreciadas no seu próprio país.
Em 1940, a ocupação nazi da Hungria força Bela Bartok ao exílio. Autenticamente democrata, Bartok recusa-se a permanecer no seu país, quando o fascismo se instala no poder. Parte para os Estados Unidos, a convite da Universidade de Columbia, e aí prossegue os trabalhos sobre folclore e multiplica os concertos, sem atingir o êxito antecipadamente esperado, apesar da ajuda dada pela Associação dos Compositores Americanos. Foi nos Estados Unidos que Bartok compôs as suas últimas obras, nomeadamente o Concerto para orquestra, em 1943, a Sonata para violino, em 1944 e o Concerto para piano n.º 3, em 1945.
Bela Bartok não consegue alcançar o reconhecimento do valor e do significado da sua obra nem sequer nessa arrancada final em que, precário de saúde e de bens materiais, não deixou de compor e de trabalhar num hospital de Nova Iorque. A vida nos Estados Unidos foi difícil e só o sucesso do seu Concerto para Orquestra melhorou um pouco a sua situação financeira. A propósito desta obra, refira-se o delicioso 4º andamento, Intermezzo Interrompido, com uma paródia a um tema da 7ª Sinfonia de Shostakovitch, compositor que, na altura, estava muito em voga nos Estados Unidos. Já atingido pela doença, não conseguirá acabar algumas obras, como o Concerto para viola, do qual só deixou um esboço. Bela Bartok morreu de leucemia no West Side Hospital, de Nova Iorque, no dia 26 de Setembro de 1945.


Concerto para orquestra, de Béla Bartók
Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Maestro: Zubin Mehta

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Werther, de Jules Massenet

por António Filipe, em 16.02.13
No dia 16 de Fevereiro de 1892, estreou-se, no Teatro Imperial Hofoper, em Viena, a ópera Werther, do compositor francês Jules Massenet.

Werther é uma ópera em quatro actos, com libreto, em francês, de Édouard Blau, Paul Milliet e Georges Hartmann, baseado numa novela de Goethe. A ópera retrata um amor sem esperança, com o habitual desfecho trágico, onde, quem morre é o homem e não a mulher, como era hábito.
Embora Massenet tenha completado a ópera em 1887, ela só foi estreada cinco anos mais tarde, em 1892, numa versão em alemão, que foi um grande sucesso. A versão francesa foi estreada em Dezembro do mesmo ano, em Genebra, e a primeira encenação na França teve lugar na Opéra-Comique, em Paris, no dia 16 de Janeiro de 1893. No ano seguinte estreou-se nos Estados Unidos, no Metropolitan Opera, e no Covent Garden, em Londres.


Ária “Porquoi me reveiller”, da ópera “Werther”, de Jules Massenet
Tenor: Luciano Pavarotti
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 24 de Dezembro de 1906 nasceu, em Königshütte, província da Silésia, hoje Polónia, o compositor Franz Waxman, mais conhecido como compositor de bandas sonoras.

Aos 3 anos sofreu uma grave lesão nos olhos, provocada por água quente, que lhe afectou a visão permanentemente. Orquestrou a partitura para o filme de 1930 “Anjo Azul”, de Frederick Hollander e depois compôs bandas sonoras para vários filmes alemães. Com os nazis no poder, a partir de 1933, trabalhou algum tempo em França, onde escreveu a banda sonora para o filme “Liliom”, de Fritz Lang. Em 1935 foi para os Estados Unidos.
O realizador James Whale, que tinha gostado do seu trabalho no filme “Liliom”, encomendou-lhe a música para o filme “A Noiva de Frankenstein”, o seu primeiro filme americano. Franz Waxman teve 12 nomeações para os Óscars, ganhando em dois anos consecutivos, com “Sunset Boulevard” e “Um lugar a sol”.
Além de bandas sonoras, Franz Waxman também compôs música de concerto e, em 1947, foi o fundador do Festival de Música Internacional de Los Angeles, que dirigiu durante vinte anos. Durante a sua direcção, o festival serviu de palco para a estreia de 80 obras importantes de compositores como Stravinsky, William Walton, Vaughan Williams, Shostakovich e Schoenberg.
Waxman trabalhou com o realizador Alfred Hitchcock em quatro filmes, recebendo por dois deles, nomeações para o Óscar da Academia. Uma das suas obras mais conhecidas é a Fantasia para violino e orquestra, baseada em temas da ópera “Carmen”, de Georges Bizet. Franz Waxman morreu com 60 anos, vítima de cancro, no dia 24 de Fevereiro de 1967.


Excerto da Fantasia sobre temas da ópera “Carmen” de Bizet, de Franz Waxman
Violino: Glenn Dicterow
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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Umberto Giordano – Compositor italiano

por António Filipe, em 28.08.12

No dia 28 de Agosto de 1867 nasceu em Foggia, Umberto Giordano, um compositor italiano que se dedicou, principalmente, à composição de óperas. Contra a vontade do pai, matriculou-se no Conservatório de Nápoles em 1882. Estudou com Paolo Serrao e escreveu a primeira ópera, Marina, para um concurso académico. Algum tempo depois, compôs “Mala Vita”, uma ópera do verismo italiano, a respeito de um homem que promete devolver a dignidade a uma prostituta caso ela se cure da tuberculose. Esta ópera provocou escândalos durante a sua representação em Roma, em 1892, e atingiu mais popularidade na Áustria e na Alemanha. Em 1894, Giordano tentou aproximar-se mais do romantismo, compondo a ópera “Regina Diaz”, que acabou por ser um fracasso.
Voltou, então, a apostar no verismo com a sua obra mais famosa até hoje, Andrea Chénier, escrita em 1896 e baseada na vida do poeta francês André Chénier. Fedora, de 1898, foi também uma ópera bem-sucedida e ainda hoje é apresentada, embora mais raramente. O teatro mais importante de Foggia é dedicado a Umberto Giordano e existe uma praça com o seu nome, na qual alguns monumentos retratam as suas obras mais famosas. Giordano faleceu em Milão, no dia 12 de Novembro de 1948.


Improviso, da ópera Andrea Chenier, de Umberto Giordano
Tenor: José Carreras
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 22 de Julho de 1870 faleceu, em Viena, o compositor austríaco Josef Strauss. Tinha nascido na mesma cidade, no dia 20 de Agosto de 1827. O seu pai, Johann Strauss, queria que ele seguisse a carreira militar. No entanto, Josef estudou teoria musical e aprendeu a tocar violino. Também teve formação como engenheiro e trabalhou para a cidade de Viena, como projectista. Foi inventor de máquinas e veículos, publicou livros de matemática, foi pintor, poeta e cantor. Mas, com todos estes predicados, ficou na História por causa da música. Em 1850, Josef Strauss começou a integrar a orquestra da família. O público de Viena, amante de valsas, recebeu, com agrado, as suas primeiras composições, o que o levou a tomar a decisão de continuar a tradição familiar de compor música de dança. Compôs mais de 300 marchas e danças e fez cerca de 500 arranjos de música de outros compositores.
Entre a família e os amigos, era conhecido como “Pepi” e o seu irmão, Johann, costumava dizer que “Pepi é o mais dotado de nós os dois; simplesmente, eu sou mais popular…” Josef Strauss nunca gozou de boa saúde e, durante uma digressão pela Polónia, em 1870, enquanto dirigia a orquestra, que tocava obras suas, caiu, inconsciente. A sua mulher levou-o de regresso a casa, em Viena, onde veio a falecer.


A minha vida é amor e riso, de Josef Strauss
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Zubin Mehta

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Pinchas Zukerman – Maestro e violinista israelita

por António Filipe, em 16.07.12

No dia 16 de Julho de 1948 nasceu, em Tel Aviv, o maestro e violinista israelita Pinchas Zukerman.
Partiu para os Estados Unidos e estudou na Juilliard School, em Nova Iorque, onde fez a sua estreia, como violinista, em 1963. Em 1966 ganhou o Concurso Internacional de Jovens Artistas de Concerto. De 1980 a 1987 foi director da Orquestra de Câmara de S. Paulo, no estado de Minnesota. Foi nomeado Director Musical da Orquestra Nacional do Centro de Artes, de Otava, no Canadá, em Abril de 1998.
Durante a temporada de 2005/2006, Zukerman deu vários concertos fora do Canadá. Fez uma digressão com Itzhak Perlman pelas principais cidades dos Estados Unidos. Também dirigiu ou actuou como violinista com grandes orquestras nos Estados Unidos, Israel, Coreia, Bélgica e Alemanha. Em 2003 fundou o agrupamento Zukerman Chamber Players que já actuou em 40 concertos um pouco por todo o mundo. Pinchas Zukerman faz parte do corpo de professores da prestigiada Escola de Música de Manhattan.


3º andamento do Concerto para violino, de Beethoven
Violino: Pinchas Zukerman
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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Ernest Chausson - Compositor romântico francês

por António Filipe, em 10.06.12

No dia 10 de Junho de 1899 morreu, em Limay, o compositor romântico francês Ernest Chausson. Tinha nascido em Paris no dia 20 de Janeiro de 1855. Para fazer a vontade ao pai estudou direito e tornou-se advogado mas, na realidade, tinha pouco ou nenhum interesse pela profissão. Interessou-se pela escrita e pelo desenho antes de se decidir, definitivamente, pela carreira de músico.
Em Outubro de 1879, já com 25 anos, matriculou-se no Conservatório de Paris, onde teve aulas de composição com Jules Massenet. Chausson tinha já composto algumas peças para piano e algumas canções. No entanto, os manuscritos que se mantêm, são aqueles que foram corrigidos por Massenet. Mais tarde, teve aulas com César Franck, que muito o influenciaria como compositor.
Chausson é autor de uma Sinfonia em si bemol maior, de um Quinteto para piano e quarteto de cordas, de um Poème para violino e orquestra, da ópera Le Roi Arthus, e de várias canções. Quando tinha 44 anos, Chausson morreu em Limay, devido a um estranho acidente de bicicleta. Enquanto pedalava colina abaixo, na sua propriedade, perdeu o controlo e foi bater num muro de tijolos, morrendo instantaneamente. Foi no dia 10 de Junho de 1899.


Poème, para violino e orquestra, de Ernest Chausson
Violino: Vadim Repin
Orquestra Filarmónica de Israel
Maestro: Zubin Mehta

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Georges Bizet – Compositor francês

por António Filipe, em 03.06.12

No dia 3 de Junho de 1875 morreu, em Bougival, perto de Paris, Georges Bizet, compositor francês da época do romantismo. Tinha nascido em Paris, no dia 25 de Outubro de 1838. O pai era professor de canto, e a mãe pianista e irmã do famoso professor François Delsarte. Aos nove anos foi admitido no Conservatório de Música de Paris. Em 1857 foi agraciado com um prémio oferecido por Jacques Offenbach pela ópera “Le Docteur Miracle” e obteve o Prémio de Roma, onde estudou durante três anos. Depois da sua estadia em Roma, voltou a Paris onde se dedicou totalmente à composição.
Em 1869, casou com a filha de Fromental Halévy, compositor com quem tinha estudado no Conservatório. Embora tenha sido mais famoso como compositor, foi também um grande pianista, elogiado por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa. Bizet morreu de ataque cardíaco, no dia 3 de Junho de 1875, data do seu aniversário de casamento e pouco tempo depois de ter composto a sua imortal “Carmen”.


Prelúdio+Sur la Place, da ópera “Carmen”, de Bizet
Soprano: Maria Ewing
Tenor: Luis Lima
Royal Philharmonic Orchestra
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 18 de Março de 1844 nasceu, em Tikhvin, Novgorod, o professor e compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov. Membro de uma família aristocrática, manifestou talento musical desde muito cedo: aos 6 anos de idade começou a ter aulas de piano e, aos 9 já compunha. Aos 12 anos, ingressou no Colégio Naval Imperial Russo de São Petersburgo e, posteriormente, na Marinha Russa. Foi membro do nacionalista Grupo dos Cinco, ao lado de Balakirev, Borodin, César Cui e Mussorgsky.
Apesar de ser autodidacta, em 1871 é nomeado professor de composição e orquestração do Conservatório de São Petersburgo. Entre os seus alunos figuram nomes como Glazunov, Liadov, Prokofiev, Respighi e Stravinsky. Durante os anos seguintes, estuda assiduamente instrumentação, harmonia e contraponto. Torna-se no mais sábio músico russo da sua geração Entre 1874 e 1881 desempenha o cargo de director de concertos do Conservatório Livre. Em 1883 e 1894 trabalha com Balakirev na Capela da Corte, onde estuda a música da Igreja Ortodoxa Russa.
Rimsky-Korsakov também gostava de praticar desporto. Dedicou-se à natação, que gostava de treinar no Verão dos mares siberianos. Apresentou-se como maestro por toda a Europa, incluindo Paris, durante a Exposição Universal de 1899. Em 1905 foi demitido das funções pedagógicas, depois de publicar uma carta de protesto, em que criticava as autoridades que administravam o Conservatório. Este acto gerou uma série de demissões imediatas, como as de Liadov e Glazunov. Com o escândalo, a instituição é completamente reorganizada sob o comando de Glazunov, que foi readmitido para dirigir o novo Conservatório de São Petersburgo.
Nos anos seguintes causa nova polémica com a publicação da ópera “O galo de ouro”, em que critica a monarquia russa de tal forma, que a ópera só pôde ser apresentada em 1909, após a morte do compositor. Korsakov também era famoso pelos seus hábitos excêntricos, como jogar futebol, no auge do inverno russo, nos lagos congelados de São Petersburgo. Vítima de angina, veio a falecer em Lyubensk, no dia 21 de Junho de 1908.
Rimsky-Korsakov renovou a grande música russa a partir do espírito do folclore nacional. Mas, embora rejeitando a “ocidentalização” de famosos compatriotas seus, como Tchaikovsky, não foi um nacionalista “fechado”: duas das suas maiores obras, o poema sinfónico “Sheherazade” e o Capricho Espanhol, op.34 traduzem bem o universalismo da sua composição.


Capricho Espanhol, op. 34, de Rimsky-Korsakov
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Zubin Mehta

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