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Direita xenófoba tenta lucrar com crimes de Mohamed Merah (Carta Maior)
O suposto autor dos assassinatos na França não só destruiu muitas vidas em sua trajetória mortal, mas também dinamitou o processo democrático que estava se desdobrando com vistas às eleições presidenciais de abril e maio próximos – primeiro e segundo turno. A sombra do terrorismo de corte islâmico e sua sequela de acusações, recuperação política do drama por parte da ultradireita xenófoba, acusações cruzadas e um sem fim de insensatezes irromperam na campanha junto à dor humana pelos crimes cometidos.
O suposto autor dos assassinatos não só destruiu muitas vidas em sua trajetória mortal, mas também dinamitou o processo democrático que estava se desdobrando com vistas às eleições presidenciais de abril e maio próximos – primeiro e segundo turno. A sombra do terrorismo de corte islâmico e sua sequela de acusações, recuperação política do drama por parte da ultradireita xenófoba, acusações cruzadas e um sem fim de insensatezes irromperam na campanha junto à dor humana pelos crimes cometidos.
Logo após o anúncio da morte de Mohamed Merah, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou uma bateria de medidas repressivas para fechar o caminho ao terrorismo. Todos pagaram por um fundamentalista. “De hoje em diante, qualquer pessoa que consulte de forma regular portais da Internet que façam apologia ao terrorismo ou que chamem ao ódio ou à vingança será castigada penalmente. Qualquer pessoa que viaje ao exterior para doutrinar-se com ideologias que conduzem ao terrorismo será castigada penalmente. A propagação e a apologia de ideologias extremistas serão reprimidas mediante um delito que figura no código penal e com os meios com que já contamos na luta antiterrorista”, disse Sarkozy.
Durante as minhas quase seis décadas de vida (digo seis décadas porque parece menos que sessenta anos) já ouvi uma enorme quantidade de coisas que me irritaram.
Mas nada me irrita e revolta mais do que estar num grupo onde se começa a dizer mal de uma determinada raça, de um determinado povo ou de um determinado grupo. O racismo e a xenofobia sempre me incomodaram. Infelizmente, constato que isto acontece com cada vez mais regularidade. E isso incomoda-me, porque eu fico sem palavras. Cobardemente, admito-o, pois tenho o pressentimento que, no grupo, sou o único (salvo raras excepções) que sente obrigação de falar em defesa daqueles que, não estando presentes, estão a ser atacados. Tenho a sensação que somos um país cada vez mais xenófobo e racista. Pelos nossos erros, culpamos todos e tudo o que nos seja alheio. Raramente temos a humildade de admitir a nossa própria culpa. Culpamos os ciganos, os pretos, os romenos, os imigrantes em geral e até os nossos próprios emigrantes. No entanto, ironia das ironias, quando algum dos “nossos” comete um erro, ouço, muitas vezes, a expressão: “É à portuguesa”. Expressão que eu detesto, diga-se de passagem, por considerar que não deixa de ser xenófoba por ser contra o nosso próprio povo. Neste aspecto, outros povos fazem exactamente o contrário. Por exemplo, os americanos têm uma expressão semelhante, mas usam-na quando alguém tem sucesso naquilo que faz. Quando as coisas correm bem, dizem: “It’s the american way”, o que é uma maneira bem mais optimista de encarar a vida.
O que mais me espanta é que muitas das pessoas a quem eu ouço comentários racistas, afirmam-se democratas e dizem que são a favor da liberdade e da igualdade. Chegam ao cúmulo de, muitas vezes, iniciarem um comentário racista com: “Eu não sou racista, mas…”. E, depois de mandarem uma enxurrada de baboseiras de teor claramente racista, dão-se ao luxo de afirmar, orgulhosamente: “Mas, atenção, eu não sou racista.” Bem, justiça lhes seja feita, pelo menos negam a sua própria xenofobia, o que demonstra algum sentimento de culpa. O Hitler nem sequer se dava a esse luxo. Exterminava judeus, ciganos e tudo o que não fosse raça ariana, sem pudor nem vergonha.
Já não me espanta muito o facto destas mesmas pessoas se assumirem católicas e, muitas delas, até praticantes. É que as religiões sempre foram e continuam a ser causa de grandes ódios por esse mundo fora. Tudo o que for de crença diferente é para destruir.
Cúmulo dos cúmulos: agora até já nos jogos de futebol se instalam jaulas destinadas aos adeptos do clube adversário. E, depois, dá no que deu: fogo à peça.
Tenho alguma dificuldade em acreditar que qualquer normal ser humano não tenha o discernimento necessário para chegar à conclusão de que qualquer outro ser humano é igual a ele e que todos temos defeitos e qualidades. Se tivermos respeito, damo-nos ao respeito. Se compreendermos, somos compreendidos. O ódio só alimenta o ódio.
Deixo uma canção do grande John Lennon, que, além de ter uma melodia bem bonita, tem uma letra sobre a qual todos devíamos meditar.
Não ouvir José Sócrates, pronto (o que me irrita mais porque é o PM do meu país, não é?).
Não ouvir Pedro Passos Coelho, pronto.
O Parlamento Europeu disse que não ao Presidente Francês.
Mas não foi uma Resolução apenas dirigida à França.
Na resolução apresentada pelos grupos S&D, ALDE, Verdes/ALE e CEUE/EVN, aprovada por 337 votos a favor, 245 contra e 51 abstenções, os eurodeputados manifestam a sua "viva apreensão" face às medidas tomadas pelas autoridades francesas e pelas autoridades de outros Estados-Membros que visam os ciganos e os viajantes e prevêem a sua expulsão.
Recordaria também que o PE lamenta profundamente a "reacção tardia e limitada" da Comissão – que é a guardiã dos Tratados – à "necessidade de verificar a coerência das acções dos Estados-Membros" com os Tratados e a legislação europeia. Os eurodeputados querem que a Comissão defenda "tenazmente" os valores e os princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da UE e nos Tratados e que reaja "prontamente por meio de uma análise cabal da situação em França e em todos os Estados-Membros".
Já está convocada uma manifestação. Trata-se de uma concentração em frente à Embaixada de França contra a expulsão dos ciganos no Sábado às 15h.
Portanto, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, filho de pai húngaro, ordenou no passado dia 28 que as autoridades expulsassem os imigrantes ilegais ciganos e desmantelassem os seus acampamentos, absolutamente indiferente às acusações de que o seu Governo estaria agindo com racismo no tratamento dispensado aos chamados "roma" ou ciganos. Estamos a falar de romenos e búlgaros, pessoas basicamente deportadas para esses estranhos países da União Europeia. Mesmo assim, a medida mereceu-lhe o aplauso de Roberto Maroni, político do partido populista de direita Liga Norte e ministro do Interior no governo de Silvio Berlusconi, que tratou de recordar idêntica medida levada a cabo no passado na europeia Itália.
Se, numa atitude oposta, ouviu-se dizer que as perseguições aos ciganos constituem “uma espécie de novo holocausto”, (Arcebispo Agostino Marchetto, secretário do Conselho Pontifício para os Emigrantes), o que foi alvo de crítica pelo Nobel da Paz Ellie Wiesel, a verdade é que também o The Times associou a deportação dos ciganos da França à perseguição que eles sofreram durante o período nazista: "Dessa vez, eles foram pelo menos colocados num avião e deram-lhes um dinheirinho. Naquela época, foram transportados em vagões como animais, que não os enviavam de volta a seus países de origem, mas às câmaras de gás de Auschwitz. A deportação dos ciganos da etnia rom da França lembrou a perseguição a todos os ciganos pelos nazistas".
Independentemente das analogias escolhidas, cada Governo, e a Eupora no seu conjunto, não pode ficar indiferente a uma medida xenófoba que se apresenta como uma solução "normal" para o que um Governo entenda por "problema de seugurança", "de integração" e por aí fora. Qual será a próxima medida? É que ciganos são umas centenas, não é? A logística é fácil, pois.
Por isso mesmo, é bom que o Parlamento Europeu, que reúne hoje, discuta o assunto e que vozes se levantem a favor de uma Europa que não nasceu para isto mas que, ao contrário, nasceu contra isto.
Em todo o caso, para quem não gostou de certas analogias, recordaria que os membros da resistência, judeus, sim, mas também, precisamente ciganos, para além de homossexuais, foram, imagine-se, deportados.
Adenda: Um tribunal francês anulou a ordem de expulsão de sete ciganos romenos retirados de um acampamento.
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