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Sua Santidade, o ministro Gaspar

por Francisco Clamote, em 16.10.12

A minha educação foi extraordinariamente cara. Portugal investiu na minha educação de forma muito generosa durante algumas décadas. É minha obrigação estar disponível para retribuir essa dádiva que o país me deu."; "a [minha] participação no Governo tem por único propósito retribuir o enorme investimento que o país colocou na minha educação”.
Não é necessário possuir especial perspicácia para concluir que, nas entrelinhas das afirmações supra, o ministro Gaspar está a apresentar-se como uma verdadeira SUMIDADE. De facto, o enorme investimento feito pelo país na educação do ministro Gaspar, extraordinariamente cara, como insiste em afirmar, só tem justificação porque estamos perante uma personalidade com uma capacidade também ela extraordinária. A roçar o génio, admito eu, pelo que  ponderei passar a tratar Sua Excelência, por Sua Sumidade, o ministro de Estado e das Finanças Vítor Gaspar.
Só não transformei  essa intenção em resolução, porque o ministro Gaspar, ao declarar, simultaneamente, que se dispôs a participar no governo e a nele permanecer, apenas e só como forma de retribuir o investimento que o país colocou na sua educação, revelou um desprendimento, uma devoção à pátria e  uma grandeza de alma tais que só estão ao alcance de quem já atingiu as raias da SANTIDADE.
Hesitei, pelas razões supra, no tratamento devido a Sua Excelência, entre Sua Sumidade e Sua Santidade, mas, ponderando, acho que devo optar, definitivamente pelo tratamento por Sua Santidade. Doravante, pois, o ministro Gaspar será tratado por Sua Santidade, o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar.
(Imagem e citações daqui)

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publicado às 21:48

O programa da manhã da TVI oferece hoje 20.000 euros, telefonem.

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publicado às 11:50


Não estará na hora de ser ele a mudar de vida?

por Francisco Clamote, em 11.05.12
Perante as previsões avançadas pela União Europeia, traçando um cenário, para 2012, bem mais negro do que o desenhado pelo Governo (recessão de 3,3%, contra 3%;  desemprego de 15,5% contra 14,5%, com o défice público a suplantar a meta dos 4,5%  a que o governo se  obrigou) Cavaco, refugiando-se na afirmação de que não tem delas conhecimento, prefere acreditar na "possibilidade de inversão da tendência da produção na parte final do ano" , se bem que a sua fé não seja por aí além, pois,  ninguém [nem ele]  consegue dar garantias. Cavaco, cada vez mais consciente de que se meteu num grande sarilho, entrou, definitivamente, num processo de negação da realidade. 

Mas não é o único. O ministro Gaspar, o tal que não mente, não engana, nem ludibria os portugueses, escusou-se hoje simplesmente a comentar as previsões, fugindo a sete pés dos jornalistas que o questionavam sobre o assunto. Perante a insistente exibição dos números, o ministro recusa-se a vê-los ou a ouvi-los, quanto mais a comentá-los. 

Mas o cúmulo do desplante na negação da realidade não pode deixar de ser atribuído à dúplice figura que dá pelo nome de Passos Coelho. Para o em má hora designado primeiro-ministro de Portugal, o drama maior que é o estar desempregado (digo eu)  não pode, ser visto (disse-o, também hoje,  Passos/Coelho) como "um sinal negativo", defendendo  mesmo que o "despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida".

Quem profere afirmações destas não está só a dar provas duma enorme insensibilidade para com os milhares que se encontram na situação de desempregados, situação pela qual é ele, presentemente, o maior responsável   devido às políticas que adoptou e que desde sempre se soube que só poderiam ter um desfecho possível: o desastre social. O fulano está também a gozar com todos nós, a começar por quem votou nele e por quem o designou como primeiro-ministro. 

Não terá ainda chegado a hora de também ele mudar de vida? 

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publicado às 23:19

Num ritmo de 25% ao ano, os subsídios de féria e natal serão repostos até 2018. (Económico)

"A reposição do subsídio de Natal e de férias, bem como a reposição do corte efectuado em 2011 terão de ser feitos gradualmente a partir de 2015 e o ritmo será condicionado pela existência de espaço orçamental", avançou o Vítor Gaspar durante a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou esta manhã o Decreto de Lei de Execução Orçamental.

O governante esclareceu, a propósito, que "as prestações começarão a ser repostas em 2015 e o ritmo será de 25%".
Assim, na melhor das hipóteses os salários e subsídios de funcionários públicos e pensionistas só voltaram a ser totalmente repostos dentro de seis anos.

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publicado às 15:30


Gaspar não mente. Os factos é que o contradizem

por Francisco Clamote, em 19.04.12
 “Temos tido o cuidado de proteger os menos favorecidos e os mais vulneráveis ao definir os cortes na Segurança Social e no sistema de saúde quando aumentámos os impostos."Vítor Gaspar, na sede do Fundo Monetário Internacional).

Deve ser por isso que "Por exemplo, uma mãe solteira com três filhos que ganhe 630 euros por mês não está isenta do pagamento de taxas moderadoras por insuficiência económica. Encontra-se exactamente na mesma situação de uma mulher sem filhos que aufira o mesmo rendimento. Até poderia ter seis filhos que a situação seria igual. A isenção do pagamento de taxas moderadoras por insuficiência económica só é atribuída a quem tenha um rendimento mensal médio de 628,83 euros." 

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publicado às 19:55


A meta para a dívida são os 3% em 2013

por Luis Moreira, em 13.03.12

O resultado deste ano é uma etapa intermédia percebeu-se agora com a decisão do governo espanhol ao não ir tão longe este ano como a Troika queria. Foi por ser assim que os Dezasseis se limitaram a encorajar as autoridades espanholas a consolidar as contas em 2012 em mais 0,5 pontos percentuais do PIB para além das medidas já tomadas.

A meta para Espanha para este ano seria um défice de 4,4% mas vão chegar apenas a 5,8%.

" O valor verdadeiramente importante e vinculativo é a meta dos 3% em 2013" diz Vítor Gaspar que no entanto não quer abrandar o ritmo da consolidação orçamental cá no país. Claro, que a gestão das expectativas são fundamentais, e o governo português depois de ter passado pela prova de fogo de anunciar ao país as medidas dolorosas que teve que tomar, não quer voltar atrás e prefere ter alguma margem de manobra em 2013.

...e está comprometido pelo próprio desenho do programa a manter os seus limites orçamentais independentemente da evolução das circunstâncias macro-económicas" diz também Vítor Gaspar.

O ministro das Finanças sabe que, nestes programas, o tempo é tão importante como o dinheiro porque lhe vai permitir jogar com as realidades que a macro-economia lhe apresentar no fim deste ano. Com certezas, nessa altura, estará a tempo de corrigir a trajectória.

Tudo conseguido sobre um mar de desempregados e de um aperto sem precedentes na classe média.

 

 

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publicado às 18:40


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