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Valsa Scherzo, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 20.09.13
No dia 20 de Setembro de 1878, realizou-se, no Palácio do Trocadéro, em Paris, a estreia da Valsa Scherzo, para violino e orquestra, do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky. O violinista polaco Stanislaw Barcewicz foi o solista e Nicolai Rubinstein dirigiu a orquestra.

As origens da Valsa Scherzo, op. 34, em dó maior, são algo misteriosas. Parece que foi escrita em Janeiro e Fevereiro de 1877, como relata uma carta escrita por Iosif Kotek a Tchaikovsky. Kotek era um violinista e anterior aluno de Tchaikovsky, no Conservatório de Moscovo. Graduou-se em 1876 e é quase certo que os dois se tornaram amantes por essa altura. A Valsa foi dedicada ao violinista, na sua primeira publicação, em 1878, com arranjos para violino e piano, feitos pelo compositor. A parte orquestral foi publicada no mesmo ano. A partitura completa só foi publicada em 1895, dois anos depois da morte de Tchaikovsky.
Nalgumas cartas de Kotek para Tchaikovsky, é mencionado que o violinist fez a orquestração da Valsa Scherzo, pelo menos, parcialmente. Mas na correspondência de Tchaikovsky não existe nenhuma menção a este facto.
Embora de curta duração, esta peça exige uma grande técnica por parte do solista.

Valsa Scherzo, de Tchaikovsky

Violino: Vadim Repin
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Mariss Jansons

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Maxim Vengerov – Violinista e maestro russo

por António Filipe, em 20.08.13
No dia 20 de Agosto de 1974, nasceu em Novosibirsk o violinista e maestro russo Maxim Vengerov.

Iniciou os estudos de violino aos quatro anos e deu o primeiro recital um ano depois, interpretando obras de Paganini, Tchaikovsky e Schubert. Começou por estudar em Novosibirsk e continuou a sua formação em Moscovo, regressando, depois, à sua cidade natal para trabalhar com o violinista e professor Zakhar Bron. Aos dez anos ganhou o primeiro prémio no Concurso Wieniawsky, na Polónia, para jovens instrumentistas e em Julho de 1990 foi primeiro classificado no Concurso Internacional de Violino Carl Flesch. Desde então, tem sido reconhecido como um dos maiores violinistas de sempre.
Na temporada de 1998-99 interpretou o Concerto Cantabile de Chtchedrin (composto especialmente para si) e participou num concerto, em Chicago, com Barenboim e Yo-Yo Ma.
Na temporada seguinte realizou uma digressão pela Europa com a Orquestra de Câmara Inglesa, no decurso da qual se apresentou pela primeira vez na dupla qualidade de intérprete e maestro. Esta colaboração revelou-se extremamente frutífera, passando a estudar direcção de orquestra. Outros eventos destacados da temporada de 1999-2000 incluíram vários recitais com Trevor Pinnock, nos quais Vengerov se apresentou com um violino barroco, e uma digressão a solo com obras de Bach, Ysaÿe e Chtchedrin. Um acontecimento especial nessa temporada foi o Concerto Comemorativo do 65º aniversário de Seiji Osawa, em Tóquio, sob a direcção de Mstislav Rostropovitch, por ocasião do qual Vengerov viajou da Europa para o Japão e vice-versa, em pleno decurso de uma série europeia de recitais a solo, a fim de poder participar nas celebrações.
A temporada de 2000-2001 inaugurou-se com concertos com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, sob a direcção de Michael Tilson Thomas, seguidos de uma extensa digressão de concertos, recitais a solo e a duo com Vag Papian, o seu habitual pianista acompanhador, na Austrália, Coreia, Japão e Macau. Realizou digressões na Europa e nos Estados Unidos, para além de concertos com o Maestro Claudio Abbado e a Orquestra Filarmónica de Berlim, no Festival de Salzburgo.
Desde Outubro de 2000, Vengerov é também professor de violino na Escola Superior de Música de Saarland.
Maxim Vengerov recebeu, em 1996, duas nomeações para os prémios Grammy, nas categorias de Álbum Clássico do Ano e de Melhor Solista Instrumental com Orquestra, pela sua gravação dos primeiros concertos para violino e orquestra de Shostakovitch e Prokofiev. Este álbum recebeu igualmente o prémio de Melhor Gravação do Ano, concedido pela revista Gramophone. Em 1997, recebeu o Prémio Edison para a categoria de Melhor Gravação de Concerto, atribuído à sua gravação dos Segundos Concertos de Shostakovitch e Prokofiev.
Em 1997, Maxim Vengerov foi nomeado representante da UNICEF na área da música, o que lhe permitiu divulgar a sua arte junto das crianças de todo o mundo e contribuir para a angariação de fundos para programas de apoio.


Concerto para violino, op. 35, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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Ruggiero Ricci – Professor e violinista americano

por António Filipe, em 24.07.13
No dia 24 de Julho de 1918, nasceu, em San Bruno, na Califórnia, o violinista americano Ruggiero Ricci.

Filho de emigrantes italianos, foi um violinista virtuoso e tornou-se célebre pelas suas interpretações de Paganini. O seu primeiro professor foi o pai, mas, aos sete anos, foi aluno de Louis Persinger, que, mais tarde, o acompanharia ao piano em muitos recitais e gravações. Ricci deu o seu primeiro recital com 10 anos, em San Francisco, onde interpretou obras de Wieniawski e Vieuxtemps. Aos 11 anos, em Nova Iorque, interpretou, com orquestra, o Concerto para violino de Mendelsshon e, pouco depois, teve a sua estreia no Carnegie Hall, onde obteve enorme sucesso. Foi considerado menino-prodígio.
Em 1947, Ruggiero Ricci foi o primeiro violonista a gravar os 24 Caprichos, op. 1, de Paganini. Além de ter dado mais de 6000 concertos, em 65 países, durante a sua carreira de 70 anos, Ricci também fez mais de 500 gravações, para todas as principais etiquetas. Também era brilhante como professor. Ensinou violino nas Universidades de Indiana e Michigan e na Juilliard School, em Nova Iorque. Na Áustria, foi professor na Universidade Mozarteum, em Salzburgo.
Ruggiero Ricci faleceu em Palm Springs, na Califórnia, devido a problemas de coração, no dia 6 de Agosto de 2012. Tinha 94 anos.


Capricho nº 24, de Paganini
Violino: Ruggiero Ricci

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Edouard van Remoortel – Maestro belga

por António Filipe, em 30.05.13
No dia 30 de Maio de 1926, nasceu em Bruxelas o maestro belga Edouard van Remoortel.

Estudou violoncelo e direcção de orquestra no Conservatório de Bruxelas. Em 1951 assumiu o cargo de maestro principal da Orquestra Nacional Belga. Entre 1958 e 1962 foi o director musical da Orquestra Sinfónica de Saint Louis, cargo para o qual foi nomeado depois de uma aclamada actuação como maestro convidado. No entanto, surgiram problemas entre ele e a orquestra devido à sua relativa juventude e pouca experiência como maestro e também por causa de conflitos de personalidade entre ele e os músicos. Na primeira temporada tentou despedir 42 músicos e, em contrapartida, eles decidiram que nunca mais tocariam para ele. Na última temporada da Orquestra Sinfónica de Saint Louis, van Remoortel só participou em sete concertos e o seu contrato já não foi renovado.

Durante a sua estadia em St. Louis, ainda apareceu como maestro convidado da Filarmónica de St. Louis, uma orquestra comunitária de amadores.
Entre 1965 e 1969 dirigiu a Orquestra Nacional de Monte Carlo
Edouard van Remoortel morreu em Paris, no dia 16 de Maio de 1977.


3º andamento da Sinfonia Espanhola, de Lalo
Violino: Henryk Szeryng
Orquestra Nacional de Monte Carlo
Maestro: Edouard van Remoortel

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Igor Oistrakh – Violinista ucraniano

por António Filipe, em 27.04.13
No dia 27 de Abril de 1931 nasceu em Odessa, na Ucrânia, o violinista Igor Oistrakh, filho do famoso violinista David Oistrakh e que teve um asteróide nomeado em sua honra.

Frequentou a Escola Central de Música, em Moscovo, e deu o seu primeiro concerto em 1948. De 1949 a 1955 estudou no Conservatório de Moscovo, ganhando primeiros prémios e concursos internacionais na Europa de Leste.
Em 1958, Igor Oistrakh integrou o corpo docente do Conservatório, tornando-se professor em 1965. A partir de 1996, foi professor do Conservatório Real de Bruxelas. Tem-se apresentado, frequentemente, um pouco por todo o mundo, como solista e em recitais com o pai.


Concerto em ré menor, para 2 violinos e orquestra, de Johann Sebastian Bach
Violino: David e Igor Oistrakh
Orquestra de Câmara do Estado de Moscovo
Maestro: David Oistrakh

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No dia 9 de Abril de 1889 nasceu, em Rostov on Don, na Rússia, o compositor, professor, maestro e violinista Efrem Zimbalist.

O pai era maestro e, aos nove anos, já Efrem Zimbalist era primeiro violino na orquestra do pai. Aos 12 anos estudou com Leopold Auer, no Conservatório de S. Petersburgo, onde se graduou em 1907, depois de ter ganhado uma medalha de ouro e o prémio Rubinstein. Aos 21 anos já era considerado um dos maiores violinistas do mundo. Em 1928 começou a ensinar no Curtis Institute of Music, em Filadélfia, do qual foi director entre 1941 e 1968.
Efrem Zimbalist retirou-se em 1949, mas voltou 3 anos depois para um recital onde interpretou o Concerto para violino, de Menotti, que lhe tinha sido dedicado. Voltou a retirar-se em 1955. Fez parte do júri na Competição Internacional Tchaikovsky em 1962 e 1966. Casou com a famosa soprano americana Alma Gluck, com a qual fez algumas digressões. Tiveram dois filhos actores: Efrem Zimbalist, Jr. e Stephanie Zimbalist. Faleceu, com 94 anos, no dia 22 de Fevereiro de 1985.


Tema e Variações sobre a Sonata “A Kreutzer”, de Beethoven
Piano: Harold Bauer
Violino: Efrem Zimbalist

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Pablo de Sarasate – Sucessor de Paganini

por António Filipe, em 10.03.12

No dia 10 de Março de 1844 nasceu em Navarra, o compositor espanhol Pablo de Sarasate. Sendo ele próprio um dos mais virtuosos violinistas de todos os tempos, as suas composições, normalmente peças de recital para violino, exigem grande técnica e interpretação apaixonada. Começou a estudar o instrumento, com o pai, aos cinco anos e, aos oito, apresentou-se pela primeira vez em público. Tinha apenas 12 anos quando foi enviado para Paris para prosseguir os estudos. Três anos depois, Saint-Saëns dedicou-lhe o seu primeiro concerto para violino e, em 1861, Sarasate ganhou o Primeiro Prémio do Conservatório Paris. Em 1880 Saint-Saëns compôs o seu terceiro e último concerto para violino, que voltou a dedicar ao virtuoso espanhol. O próprio Sarasate interpretou a sua estreia nesse mesmo ano.
Em 1860, Sarasate estreou-se, em Paris, como violinista e, um ano depois tocou em Londres. Durante a sua carreira actuou na Europa, na América do Norte e na América do Sul. Faleceu de bronquite crónica, em Biarritz, na França, no dia 20 de Setembro de 1908. O seu violino, construído por Antonio Stradivari, em 1724, foi deixado ao Museu da Música, de Paris. O seu segundo violino, também um Stradivari, de 1713, encontra-se no Real Conservatório Superior de Música, em Madrid. Na capital espanhola realiza-se, todos os anos, o Concurso Internacional de Violino Pablo Sarasate.


Navarra – Dança espanhola, op. 33, para 2 violinos e orquestra, de Pablo Sarasate
Violinos: Yi Li e Ning Feng

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No dia 4 de Março de 1678 nasceu, em Veneza, o compositor italiano Antonio Vivaldi. O pai era barbeiro mas era, também, um talentoso violinista. Ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo.
Em 1703, Vivaldi tornou-se padre. Chamavam-lhe “il prete rosso” (o padre vermelho) por ser sacerdote e ter o cabelo ruivo. Um ano depois de ter sido ordenado, foi dispensado de celebrar missa, devido à sua saúde fragilizada. Aparentemente sofria de asma. Vivaldi voltou-se, então, para o ensino de violino num orfanato de raparigas, em Veneza, chamado “Ospedale della Pietà”. Pouco tempo após o seu início nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima. Compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e música sacra.
No orfanato, desempenhou diversos cargos, interrompidos apenas pelas suas muitas viagens e, em 1713, tornou-se responsável pelas actividades musicais da instituição. António Vivaldi foi realmente um compositor prolífico: compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. Apesar de os seus detractores o acusarem de fabricar música como quem fabrica pão, foi na sua época muito admirado pelo público e pelos peritos, entre os quais Johann Sebastian Bach. É sobretudo conhecido popularmente como autor dos concertos para violino e orquestra “As quatro estações”.
Em 1705 foi publicada a primeira colecção dos trabalhos de Vivaldi. Muitos outros se lhe seguiram. Tal como aconteceu com tantos compositores da época, Vivaldi, terminou a sua vida na pobreza. Faleceu em Viena, no dia 28 de Julho de 1741. Foi-lhe dada uma sepultura anónima, de pobre. No seu funeral foi cantada a missa de Requiem, na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro.
Mas umas décadas após a sua morte a sua música caiu no esquecimento. O estilo genuinamente barroco de Vivaldi não resistiu à ‘coqueluche’ do classicismo. A maior parte do seu repertório só foi descoberta na primeira metade do século XX, em Turim e Génova, e publicada na segunda metade. Hoje é recordado por todos os públicos e tocado por todas as orquestras – e não só as suas “4 Estações”…


“Primavera” de “As 4 Estações”, de Vivaldi
Concerto no Jardim Botânico do País de Gales
Academy of St Martin in the Fields
Violino: Julia Fischer

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No dia 3 de Março de 1988 morreu em Kassel, na Alemanha, o violinista Henryk Szeryng. Tinha nascido no dia 22 de Setembro de 1918, em Żelazowa Wola, na Polónia. Aos 5 anos começou a estudar piano e harmonia, com a sua mãe, mas, aos 7 anos, mudou para o violino. Depois de estudar em Berlim, entre 1929 e 1932, foi para Paris, onde continuou os seus estudos no Conservatório, com Jacques Thibaud. Graduou-se com o primeiro prémio, em 1937 e estreou-se como solista em 1933, tocando o Concerto para violino, de Brahms. Entre 1933 e 1939 estudou composição com Nadia Boulanger. A sua fluência em línguas foi utilizada pelo governo polaco durante a 2ª Guerra, trabalhando como oficial de ligação e intérprete, o que o levou a interromper a carreira musical.
Contudo, Henryk Szeryng não parou completamente de tocar, uma vez que dava concertos para as tropas aliadas. Foi em consequência de um desses concertos, na Cidade do México, que foi convidado para dar aulas no Conservatório local. Aceitou o cargo e, em 1946, obteve a nacionalidade mexicana. Retomaria a carreira de violinista apenas em 1954, por insistência do seu compatriota polaco, o pianista Arthur Rubinstein. Daí em diante os dois tocaram e gravaram, em conjunto, inúmeras vezes.

1º andamento da Sonata nº 5 “Primavera”, para violino e piano, de Beethoven
Violino: Henryk Szeryng
Piano: Arthur Rubinstein

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