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O Metro e a fraude no preço das viagens simples

por Luis Moreira, em 02.03.12

Diz o Metro que o preço do bilhete simples é 1, 25 Euros, mas a verdade é que ninguém pode fazer uma viagem no Metro por menos de 1,75 Euros. Porque além da viagem o utente tem que pagar um cartão recarregável que custa 50 cêntimos.

Diz o Metro cheio de problemas para explicar este aumento não autorizado do preço da viagem, que o utente pode guardar o cartão recarregável e usá-lo no futuro. Isso é como se eu aceitasse pagar mais pelo bilhete do cinema com a promessa de na próxima vez pagar a quantia certa.

Ora eu nem sequer sei se torno a andar de Metro porque carga de água hei-de pagar mais por uma viagem cujo preço é 1,25 Euros e tenho que pagar 1,75 Euros? Cá em casa tenho uma dúzia de cartões, cada um deles custou-me 50 cêntimos e, mais tarde ou mais cedo, vão para o cesto dos papéis porque na carteira só trago o cartão que carrego com uma importância superior. Sempre que me esqueço do cartão "carregado" lá tenho que comprar mais um cartão.

É cómodo para o Metro ter cartões recarregáveis? Admito que sim, mas a comodidade e o preço certo são para satisfazer o utente, não a empresa. Vamos enfiando barretes uns atrás dos outros sempre com uma desculpa, esfarrapada: ou são os impostos nos combustíveis, ou o IVA nos produtos, ou a taxa de circulação do carro e mesmo com esta taxa temos que pagar portagens e parqueamento. Enfim, pagamos sempre mais. Olha, lembrei-me da factura da energia em que só 47% do total facturado diz respeito à energia consumida.

Ah, não sei quê os portugueses ainda têm um custo de vida inferior a outros...

 

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publicado às 18:29


Uma Carta de Amor

por n, em 18.09.11

Foste o meu primeiro amor. Em ti, perdi-me, pela primeira vez. Nos teus braços vivi uma nova experiência, uma primeira vez, uma segunda vez…
Fomos repetindo ao longo dos anos, sempre de forma excessiva. Um amor intenso, único, forte. Vivido com emoção. Em ti e contigo aprendi. Em ti e contigo fui ao céu. Mas como em tudo na vida, um dia, o final, pensava eu, chegou. Afastei-me. Deixei-te. Procurei outras coisas. Já não me chegavas.
Por vezes as relações assim o são fortes e decididas, até ao dia em que tudo acaba.
Troquei-te.
Nos braços de umas francesas me perdi, eram novas, eram diferentes, viviam as coisas de uma outra forma. Nelas acabei por procurar um pouco de ti, mas tu eras diferente e elas também. O seu encanto era outro, mais simpáticas, mais sorridentes, com outro modo de viver, sabes. Até eram mais certas do que tu. Mas também delas também me cansei. Desci mais um pouco, fui à vizinhança e entre Espanholas e até Italianas, acabei por me render às Irlandesas. Mais frias, mais práticas, mais racionais, mais responsáveis. Um novo amor, um mundo de novas descobertas, mas faltavas-me tu. Sim, tu.
Finalmente, treze anos depois, quis voltar aos teus braços. Pretendi em ti aterrar de braços abertos.
Ponderei e decidi arriscar. Voltei. Tu deixaste!
O desafio chegou. Uma viagem. Tu e eu, Portugal ao longe. Fomos, de acordo com a tua planificação.
Chegamos ao Aeroporto. Não havia avião, mas havia o Hotel como solução.
Amanhã vamos, dizias tu de forma calma. Eu ouvia.
No dia seguinte fomos, não sem antes percorrermos três ou quatro espaços do Aeroporto para refazer todo o processo de Check-In para que a nossa bagagem também fosse, e tu tranquila no meio do caos estabelecido. Acho que nem sabias muito bem o que dizias ou fazias, mas eras tu e tu és especial, foste a primeira.
Mais um atraso no voo. Sem problemas dizias tu, mais uma vez.
Finalmente, deixamos Lisboa, num dia de sol. Li as tuas palavras, falavas do império do meio, das suas histórias e dos seus encantos, enquanto mergulhávamos na noite.
Chegamos e tu calma.
Abeiramos do tapete rolante, mas as minhas malas não chegaram. De ti o silêncio.
Dei conta da situação e tu ali, ao lado, afastada. Estavas diferente. Longe, ausente.
Deu ao menos para chegar de braços abertos, como tu incessantemente afirmas que deve ser a chegada, afinal eu não tinha o peso das bagagens nas mãos.
Durante uns três dias, o teu silêncio. Voltei a recuperar as minhas malas e em ti a ausência de palavras continuava.
Voltei a encontrar-te na volta a Portugal. Estavas como no primeiro dia, sorridente, atenciosa, e terna. Disseram-me depois que tinhas voltado a fazer o mesmo, horas antes, a outras pessoas.
Mas agora tu és assim, tap, um mundo de atrasos e confusões?

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publicado às 10:50


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