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Escravidão ou Forca?

por Fernando André Silva, em 31.08.12

Há muitos anos, num típico Reino distante, o Rei mandou contratar um Sábio para entreter o seu povo, mandando construir um palco na praça principal.

O Sábio depressa se tornou numa referência para o povo, não só ensinando, mas também entretendo. A praça enchia-se a qualquer hora para ver e ouvir o Sábio, que trazia novidades do Reino e de outras províncias distantes, informava sobre todos os assuntos pertinentes e entretinha como ninguém.

O Rei, já velho e perto da morte, via o Sábio como uma forma de manter o povo sereno, e, pensando no seu sucessor, decidiu contratar outro Sábio. Mandou montar outro palco ao lado do primeiro, um pouco mais pequeno, e ordenou ao novo Sábio que desse a conhecer ao povo outros assuntos que o primeiro não dominava, como as artes, a cultura ou a actividade física.

Quando o Rei morreu, fez-se a sucessão, e o novo Rei não largava o palco do primeiro Sábio, dando ele próprio as informações sobre o Reino ao povo. Passado uns anos, os nobres da corte resolveram afastar o novo Rei, mandando-o para o exílio, e tomaram conta do Reino e dos palcos dos dois Sábios, explorando ao máximo a visibilidade que aquele lugar permitia.

Os novos governantes, fascinados com o poder dos Sábios, mandaram construir mais dois palcos, deixando-os para dois outros Sábios, um enviado pela Nobreza e outro pelo Clero. O povo, já um pouco saturado dos dois Sábios anteriores, começou a frequentar os novos palcos, deixando assim os antigos às moscas. O Sábio mais velho, receando a morte, decidiu imitar os dois novos opositores, e com isso conseguiu recuperar alguns dos seus fiéis, mas o Sábio mais novo, que permanecia interessado na cultura, na arte e no desenvolvimento cívico, começou a pregar para as próprias moscas.

Com o enriquecimento dos restantes nobres, outros palcos foram montados numa zona mais afastada da praça principal, e vieram Sábios de todo o mundo, para enriquecer a cultura do povo, a troco de dinheiro.

Num dia, após uma discussão acesa com os seus conselheiros, o governante ordenou a um dos seus ministros que apurasse quantas pessoas assistiam às prestações dos Sábios, e o resultado não foi muito agradável. Os dois primeiros, pagos pelo Governo, não tinham afluência necessária para serem influentes no Reino. Então, o governante mandou fazer umas alterações nos quatro palcos da praça, às quais chamou de TDT, mas ninguém percebeu o motivo.

Após meses de obras, os quatro palcos brilhavam, cheios de novas engenhocas, e davam um ar moderno ao Reino. Pouco depois de estrearem os novos palcos, os dois primeiros Sábios tiveram uma desagradável surpresa. No primeiro palco ergueu-se uma jaula que prendeu o Sábio mais velho. Surpreendido, o mais novo olhava para o velho companheiro, temendo o que lhe poderia acontecer. Enquanto isso, cai uma corda de forca sobre o segundo palco, penetrando a cabeça do Sábio Nº2. Os outros dois Sábios, o Nº3 e o Nº4, olhavam bastante assustados, mas continuaram a sua pregação, com receio de represálias por parte dos governantes.

No momento em que escrevo isto, o Primeiro Sábio continua na jaula, enquanto vários mercadores, do Reino e de fora, vão licitando o Sábio, que se tornou assim num escravo, à espera do próximo dono. O mais novo não teve tanta sorte. Continua com a corda ao pescoço, chorando desalmadamente, esperando que tudo não passe de um sonho. Em todos os contos e mitologias, há sempre um salvador de último minuto, que liberta o escravo e corta a corda, mas desta vez não acontecerá nada disso, pois já está escrito no oráculo que a venda de um e a morte do outro são garantidas.

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publicado às 10:00


O governo vai até 2014 diz Peres Mettelo

por Luis Moreira, em 11.05.12

TVI 24 :Em relação à situação na Europa, o comentador explica que «ninguém responsável politicamente faria outra coisa que não uma combinação entre austeridade e crescimento económico». «Não há uma só solução para fazer isto. O problema é a mistura de políticas. E a situação efetivamente mudou a 6 de maio», disse.
Metelo destacou o «fortíssimo contra-ataque dos social-democratas no parlamento alemão», esta quinta-feira, «dizendo que o tempo de Merkel está a chegar ao fim». «Há greves na Alemanha por aumentos de 6,5 por cento, para ganhar poder de compra numa economia que os pode pagar. Os países europeus que têm excedentes têm que ajudar os outros a voltar a crescer», defendeu.

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publicado às 12:20


Brincando com a miséria na TVI

por Luis Moreira, em 19.02.12

Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima Lopes. O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis. Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira. E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. "Nos tempos que correm", como diz a apresentadora - e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise - , a coisa sabe bem. No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções. Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido". Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende. Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que os séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo. Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas. Entretanto a apresentadora recebe 40.000€ por mês. Foi este o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria A pobre da Fátima Lopes só ganha 1290 euros por dia. Brincando com miséria dos outros, pobre povo português, sem alternativas, mas miseravelmente felizes.

PS: enviado por mail (veja aqui o original por Daniel Oliveira: http://aeiou.expresso.pt/a-caixa-que-adormeceu-o-mundo=f606716)

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publicado às 17:11

"(...) é escandaloso e uma grave quebra dos padrões jornalísticos", dizem os boches disto. E os boches têm razão; bons, bons eram os padrões jornalísticos aqui há coisa de oitenta anos. Mais judeu, menos judeu, a verdade era sempre desvelada. E aquelas conferências de imprensa? "Hoje abrimos mais uma vala comum que se revelou suficiente para albergar todos aqueles sub-humanos". Mas, caramba, estou a ser injusto e escandaloso, que oitenta anos é uma eternidade e o que lá vai lá vai. Há mas é que pôr esse holocaustozinho para trás das costas. Eles hoje estão diferentes. Já não querem dominar a Europa à custa de tais métodos, que o gás está pela hora da morte (ups, esta foi involuntária). O gás dos tempos modernos assume outras formas, como ontem bem se viu.

Haja vergonha, haja decência, haja memória. Haja espinha, raspar, haja espinha, que quando te dobras daquela forma estás a vergar-te em nome de um país que não conheces e não representas. E sabes que mais, vedor da fazenda?, para a próxima não digas "agradecemos muito". O plural, ainda que majestático (wishful thinking...), não te é permitido.

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publicado às 22:18


Uma tragedifarsa em XII actos: "agradecemos muito; de nada."

por Rogério Costa Pereira, em 09.02.12

Se prestarem atenção, ouvirão uma coluna vertebral a partir-se

Do lado da tragédia: Vítor Gaspar, ministro português das finanças

Do lado da farsa: Wolfgang Schäuble, ministro alemão das finanças

(imagens TVI

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publicado às 22:41


O Bordel em directo - sexo oral e handjobs

por Luis Moreira, em 29.12.11
Com a vida difícil e sem dinheiro, isto é, sem pão, que seria de nós se não tivéssemos a D. Teresa a tomar conta do circo?
Uma vida que é um exemplo, não se faz nada, despidos ou meio despidos, os concorrentes da casa com os segredos mais conhecidos do país, sempre que podem fazem o que se espera deles. Debaixo do edredão, movimentos  que deixam adivinhar tudo mas não mostram nada, onde calha, movimentos que mostram tudo e nada deixam à imaginação.
A D. Teresa puxa pela coisa ( antigamente, batiam as palmas e chamavam: meninas à sala) agora vai tendo conversas a "sós" vistas por cerca de 2 milhões (devem ser os que não tiveram comboio para ir a casa passar as festas, sem ofensa). O que eu acho é que a indústria cinematográfica portuguesa encontrou o "material" que prescinde de subsídios

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publicado às 14:37

“Abdel-Hakim Belhaj foi entregue pela CIA. Ele foi capturado e raptado, juntamente com a sua mulher grávida, e levado num dos chamados “voos negros” para Tripoli, para ser interrogado [leia-se: torturtado].”

Peter Bouckaert, Human Rights Watch

Peter Bouckaert, Human Rights Watch

De acordo com a TVI, Abdel-Hakim Belhaj era “um opositor do regime que chegou a pertencer a um grupo com ligações à Al-Qaeda e que, ironicamente, é hoje um dos lideres da nova Líbia apoiada pelo Ocidente”.

Não que isto seja alguma espécie de novidade, verdade seja dita, mas é sempre bom ter como comprová-lo (neste caso, uma série de arquivos que o ditador e sus muchachos deixaram para trás). Em suma, quando lhes cheira a petróleo, qualquer tendinha lhes serve, qualquer mão estendida, por mais suja de sangue que esteja e desde que a sujidade também inclua petróleo, tem de ser apertada. Um poço de petróleo pelo teu sorriso, tóni! Felizmente, não descobriste a tempo que também o há no Beato. A verdade é só uma, estes fantoches (Khadafi, Saddam Hussein, etc) são postos e depostos pelo Ocidente ao ritmo do ouro negro que ejaculam. Quando a coisa aperta e as tendinhas começam a incomodar, a solução é simples. NEXT! 

Blair e Khadafi

* Publiquei este post em 3 de Setembro último. Volto, por motivos óbvios, a publicá-lo hoje.

[As imagens e o texto em itálico são da reportagem da TVI, assim como o título deste post] 

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publicado às 23:42

“Abdel-Hakim Belhaj foi entregue pela CIA. Ele foi capturado e raptado, juntamente com a sua mulher grávida, e levado num dos chamados “voos negros” para Tripoli, para ser interrogado [leia-se: torturtado].”

Peter Bouckaert, Human Rights Watch

Peter Bouckaert, Human Rights Watch

De acordo com a TVI, Abdel-Hakim Belhaj era “um opositor do regime que chegou a pertencer a um grupo com ligações à Al-Qaeda e que, ironicamente, é hoje um dos lideres da nova Líbia apoiada pelo Ocidente”.

Não que isto seja alguma espécie de novidade, verdade seja dita, mas é sempre bom ter como comprová-lo (neste caso, uma série de arquivos que o ditador e sus muchachos deixaram para trás). Em suma, quando lhes cheira a petróleo, qualquer tendinha lhes serve, qualquer mão estendida, por mais suja de sangue que esteja e desde que a sujidade também inclua petróleo, tem de ser apertada. Um poço de petróleo pelo teu sorriso, tóni! Felizmente, não descobriste a tempo que também o há no Beato. A verdade é só uma, estes fantoches (Khadafi, Saddam Hussein, etc) são postos e depostos pelo Ocidente ao ritmo do ouro negro que ejaculam. Quando a coisa aperta e as tendinhas começam a incomodar, a solução é simples. NEXT! 

Blair e Khadafi

[As imagens e o texto em itálico são da reportagem da TVI, assim como o título deste post]

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publicado às 22:52

despejo.jpg

Ninguém, bem sei!, estavam de passagem e lá calhou.

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publicado às 21:52


Retrato de um Portugal alternativo

por Rogério Costa Pereira, em 29.05.09

Manuela Moura Guedes, incorrendo num manifesto erro de apreciação do carácter de Marinho e Pinto, convidou-o para o habitual desfile de sexta-feira. Claramente, MMG não fazia ideia de quem era MP, tirou mal as medidas ao adversário e a coisa deu no que deu. Quem diz o que quer, ouve o que não quer.


Curiosamente, isto aconteceu precisamente na única entrevista em que eu poderia subscrever algumas palavras da apresentadora do show – designadamente, ao demonstrar a contradição em que MP incorria por não convocar  agora a assembleia-geral a que, há cerca um ano atrás, perspectivando - mas não crendo - em tal cenário, tinha dito sim, senhores, não deixarei de o fazer.


Ao contrário de algumas opiniões que tenho ouvido, incluindo a do eclipsante Carlos Abreu Amorim, tenho a certeza que MP não ia preparado para o que sucedeu, o mesmo que dizer que não tinha planeado aquele tipo de reacção, nem sequer como plano B. MMG foi enchendo o copo, naquele seu aprazível estilo gota-a gota, e deu-se o inevitável. MP, honra lhe seja feita, não é de mandar recados e não reage a frio, que acredito será o equivalente dele ao conceito de extemporâneo.  


Só quem não conhece MP, e seria o caso da MMG, poderia esticar tanto a corda perante tal competidor (foi assim que a entrevista foi pensada: como um duelo).


Embora tenha apreciado algumas das verdades que MP bradou, não posso deixar de sublinhar que, mais uma vez, MP se esqueceu do cargo que ocupa. Esqueceu-se que quando fala, falamos todos, quando asneia, asneamos todos. Mas, ninguém mo tira da cabeça, MP tem a sua agenda fora da Ordem – não sei se política, se extra-política, mas tem-na. Claramente. Poderia elencar mais motivos, mas quedo-me pela inusitada proposta de revisão dos estatutos e a retirada, para a frente e em força, de apoios aos conselhos distritais.


Entretanto, o capital, chamemos-lhe mediático, que MP já amealhou começa a ser apetecível para grupelhos políticos cujo discurso demagógico não difere muito do daquele. Não há pedra que não revolvam, desgraçados a que não acudam, incêndio que não ateiem para depois fazer de conta que o apagam. MP, de metralhadora na mão, atira a torto e a direito, no que faz lembrar aqueles jogos de computador onde seria suposto matarmos apenas os maus que nos aparecem. Para MP e para quem o há-de apoiar noutras guerras, parece ser legítimo, e porque não?, arrancar o sobreiro se tal for necessário para abater a erva-daninha.


A ironia de tudo isto é que, o traço final do perfil que MP procurava desenhar para si foi feito, ao estilo do feitiço que se vira contra o feiticeiro, no menos expectável dos cenários, tendo em conta as recentes declarações de MP sobre o caso Freeport. Na TVI.


Entretanto, mudando de dia, e para baralhar mais ainda cabeça aos extra-terrestres que nos perscrutam, a ERC deliberou. E quando a ERC delibera tudo pode acontecer. Desta feita, começa por reprovar “a actuação da TVI por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”, após o que a insta (o quer que isso queira significar em termos de acção-reacção pretendida) a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção. Qual seja, exactamente, a consequência do desrespeito por tão impositiva advertência ninguém suspeita. De seguida, e já no domínio do melhor nonsense, a ERC considera “verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias”. Considera verificada a possibilidade! Estamos, pois, perante um juízo em que o decisor não tem a certeza do que decide, porque, convenhamos, considerar verificada a possibilidade de algo ter acontecido é exactamente o mesmo que considerar verificada a possibilidade de algo não ter acontecido. E, na dúvida, absolva-se. Foi isso que a ERC, sem dizer, quis dizer – e curiosamente, ou talvez não, no mesmo ponto onde alude ao instituto da presunção de inocência. E para que ninguém fique com dúvidas, lá vai outra no cravo: a ERC reafirma, “sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos”. Reafirmar sem prejuízo do antes exposto, quando o antes exposto é incompatível com que ora se expõe equivale, salvo melhor opinião, a dar o dito por não dito. Que é como quem diz, para a frente é que é o caminho.


Confusos? Habituem-se, que este retrato à desgarrada promete ser o do Portugal dos tempos que hão-de correr.


 


Em tempo: "O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados." [DN]

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publicado às 16:12


"Sócrates, amigo, a TVI está contigo!"

por Rogério Costa Pereira, em 24.04.09

Foi com a frase que titula o presente post que, no programa que a TVI apresentou hoje a partir das oito da noite, expirou uma espécie de rábula (o fim da coisa assevera-me a justeza da terminologia) de jornalismo de investigação. Era, a dita, sobre um tema que raras vezes ali é abordado: Sócrates, o homem sobre quem, de acordo com o dr. Vasco, recai uma verdadeira capitis diminutio - de acordo com o dr. em causa, Sócrates deverá esperar até deixar de ser PM para processar quem bem entenda.

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publicado às 22:41


Leiam só as gordas

por Rogério Costa Pereira, em 16.02.09

"António Morais terá invocado o antigo Código de Processo Penal para se opor à publicidade do processo durante a instrução. O pedido foi aceite, muito embora a data ainda já vigorasse o novo código, curiosamente aprovado por socialistas." [TVI]


Teria imenso prazer em comentar este parágrafo assim entendesse o que lá vai escrito - a falha é por certo minha, pois que me asseveram que é excelentissimo o jornalismo praticado na estação em causa.


 


Mas há uma coisa que posso comentar, e essa é bem ilustrativa da tal excelência de que se fala. A notícia acima linkada é encabeçada pelo seguinte título: "Alegada corrupção - Processo «Cova da Beira» parado há mais de um ano. O caso, com acusação deduzida, remonta a 1999 e implica José Sócrates e António Morais."


O caso, diz o título, já tem acusação deduzida e implica José Sócrates. Ou sou eu que não percebo pevas ou dizer que um caso com acusação deduzida "implica" alguém dá a entender que esse alguém é acusado no dito caso. É que, com acusações deduzidas, não há meios termos - ou os sujeitos são acusados, por estarem implicados, ou o processo é arquivado no que lhes toca, por não estarem implicados. Tudo o resto, cartas anónimas e quejandos, vale nada. Já do que se vai entendendo do  corpo da notícia, parece certo que José Sócrates não foi acusado no dito processo. De excelência, portanto.

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publicado às 12:18


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