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Passos Coelho: putativo Nobel da Economia?

por João de Sousa, em 20.08.12

1º artigo de uma série de 3 dedicada ao pensamento económico de Passos Coelho (na foto)

Por João de Sousa

Muito se tem dito, e escrito, acerca das opções de política financeira e económica do 1º ministro Passos Coelho, alguns elogiando outros denegrindo. A meu ver, todos estão errados.

É comum, entre as mentes menos esclarecidas, aceitar de forma acrítica ou rejeitar sem fundamento, as teorias verdadeiramente revolucionárias e que representam um vigoroso salto em frente no pensamento e conhecimento humanos. Passos está a ser vítima deste tipo de inércia tão característico das pessoas vulgares. Vejamos mais detalhadamente as razões que me assistem na formulação de tão categórica asserção.

Começo por esclarecer os mais cépticos sobre as razões que me têm tolhido o verbo na análise dos aspectos macro-económicos da crise que afecta a zona Euro, em particular, e a União Europeia, em geral. Tal facto deriva apenas do “encolhimento”dos meus rendimentos – assoberbado pelas necessidades do dia a dia, as minhas atenções têm recaído sobre questões cada vez mais pequenas, isto é, micro económicas, como a renda da casa, a alimentação, a conta da farmácia, etc.. Aliás, este processo de shrinkagem tem-se estendido paulatinamente à maioria dos aspectos da minha existência, gerando o interessante paradoxo de as minhas atenções incidirem sobre questões cada vez mais pequenas na razão inversa do tamanho que os meus problemas vão adquirindo.

Mas, retomando o Passos, e o erro de paralaxe dos seus apoiantes e detractores: o que acontece é que o país, e até mesmo o mundo, não estavam preparados para a revolução que este precursor está a introduzir nas Teorias Económicas. Passos Coelho acaba de fundar uma nova escola do pensamento económico que, por razões adiante explicadas, denominarei de Neo-neo-Liberalismo neo-Keynesiano. E que, se houver justiça neste mundo, vai granjear-lhe o merecido reconhecimento à escala planetária, e, porque não, também da Academia Sueca, premiando-o com um justo Nobel da Economia.

É vox populi entre os leitores atentos de “An Inquiry into… Wealth of Nations”, vulgo “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, que a beleza metafísica, quase poética, do fenómeno da regulação dos Mercados resulta da acção de uma “mão invísivel”. E é aqui, pasme-se, que Passos dá início à sua revolução epistemológica. Defensor acérrimo da transparência, Passos inova, articulando, qual demiurgo, as suas convicções morais com o punctus saliens da crença liberal. Com Passos eis que a “mão” se torna não apenas “visível” como até é publicada em Diário da República.

As nomeações para cargos públicos, os sucessivos escãndalos do BPN, do Lima, do Loureiro e restante quadrilha, da sua entourage onde brilha como eminence grise o Cardeal Richelieu, digo o Ângelo Correia, as privatizações do sector energético a favor do Estado Chinês, o ministro Relvas e a sua Angola’s connection, o Álvaro, que deve ter fumado parte do relvas, confundindo-o com Erva, a protecção dos especuladores e da banca, etc. etc. Poderíamos ficar aqui a tarde toda a elencar exemplos de como Passos, apesar de Liberal, rompe com o paradigma mater e faz um upgrade teórico para a “mão visível”, como regulador do sistema.

O mesmo se diga quanto ao domínio Público: é conhecida a aversão dos liberais e neo-liberais aos Impostos, em particular, e ao Estado, em geral. Subindo os impostos e empregando os amigos no Governo, Passos estabelece uma nova fronteira no ideário Liberal – o Estado grande é nocivo excepto quando o tamanho resulta de albergar os correlegionários políticos. Os impostos são sempre maus, excepto se contribuírem para redistribuir a riqueza, quer dizer, para empobrecer a larga maioria e enriquecer alguns poucos.

Provar que Passos é Liberal, mesmo que heterodoxo, não representa dificuldade de maior. Mas como sustentar que Passos é, ao mesmo tempo, Keynesiano?

Como se tem dito, qualquer pessoa que tenha lido o “Economics”, do Samuelson, percebe as implicações Keynesianas de algo que Samuelson denomina como “efeito multiplicador”. A introdução de um input externo na economia (por exemplo investimento público) vai gerar Emprego, com impacto no Rendimento das Famílias, logo na Procura Interna e, assim, nos Lucros das empresas, no rendimento do capital traduzido nos Juros e, por fim, nas Rendas. Isto é, o PIB aumenta, o Rendimento Disponível aumenta, logo, a cobrança de impostos cresce igualmente, equilibrando o investimento inicial e permitindo reiniciar o ciclo num plano superior. Daí o nome “multiplicador”!

Um neo-liberal vulgar, fugiria a sete pés desta formulação. Já com um Neo-neo-Liberal como Passos, a coisa fia mais fino, sobretudo, se, tal como o nosso 1º, tiver o arrojo de romper com as ideias feitas e os preconceitos próprios das mentes ordinárias e piegas.

Passos não recusa liminarmente a ideia do “efeito multiplicador”. Pelo contrário, adopta-o, mas introduz-lhe inovações teóricas apenas ao alcance do entendimento dos mais dotados. Tal como qualquer neo-Keynesiano, Passos aceita que a introdução de um input externo na economia vai produzir um “efeito multiplicador”. É por esta razão que o classifico como neo-neo-Liberal neo-Keynesiano. Só que, diferentemente dos restantes Keynesianos, Passos elege como input externo a investir, não capital mas… Trabalho! E Trabalho à borla: é aqui que reside a genialidade de toda a ideia!

Introduzindo o factor de produção Trabalho à borla, Passos obtém igualmente um efeito multiplicador, neste caso, multiplicador da pobreza, do desemprego, das falências, do incumprimento, da infelicidade e da miséria de um modo geral. Estes efeitos, que podem ser considerados indesejáveis pelos mais piegas, não tiram o sono ao nosso 1º uma vez que a substância do seu pensamento político é de natureza… moral. Que querem? O tipo acabou o curso já tarde e não teve tempo de ler aquelas 50 páginas iniciais dos manuais das cadeiras, onde se distinguem os diferentes objectos das ciências, e os digest que constituem a base da sua formação intelectual não abordam este assunto.

Sendo a questão moral e não política… todo o crime merece punição. E, como somos todos culpados – preguiçosos, piegas e culpados, muito culpados – logo, qualquer castigo é merecido! Custe o que custar!

Custe o que custar, bem entendido, aos investidores eleitos por Passos: os Trabalhadores!

Para aqueles que acharem o texto acima tendencioso, sempre lhes digo que o Passos poderá sempre invocar em sua defesa a condição que partilha com muitos colegas seus como, por exemplo, todo o elenco dos Marretas!

Afinal, se também vocês tivessem uma mão enfiada pelo rabo acima, seria muito natural que um destes dias perdessem a voz de barítono e passassem a dizer, em tom de contralto: Achtung! Schnell! Schnell! Deutschland, Deutschland, über alles!

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publicado às 14:00


Dia negro

por Ariel, em 01.08.12

 

Com o país a banhos e sob um luminoso sol de Agosto, hoje em vigor a Lei 23/2012, que altera várias disposições imperativas sobre as convenções coletivas e acordos de empresa:

1. - Artº 268º do Código do Trabalho, reduz os acréscimos devidos pela prestação de trabalho suplementar, da seguinte forma:

    - 25% pela 1ª hora ou fracção, em dia útil;

    - 37,5 pelas horas subsequentes ou fracção, em dia útil;

   - 50% por cada hora em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em dia feriado. Apenas se mantém o descanso compensatório por trabalho suplementar prestado em dia de descanso semanal obrigatório.

 2- Artº 256º do CT - as faltas injustificadas  ocorridas em períodos normais de trabalho anteriores ou posteriores a dias de descanso ou feriados, para além de serem consideradas faltas graves, passam a implicar a perda de retribuição relativamente a esses dias de descanso ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores ao dia de falta.

3-  Artº 238º do CT - eliminação do acréscimo de 3 dias de férias;

4 - Artº 234º São eliminados os feriados do Corpo de Deus, 5 de Outubro , 1 de Novembro e 1 de Dezembro, com efeito a partir de 1 de Janeiro de 2013."

 

Entretanto preparemo-nos para em Novembro o governo voltar à carga com a generalização a todos os trabalhadores da redução da indemnização por despedimento, com aquilo a que eufemisticamente dizem ser a média europeia. Portanto será assim, para despedir as condições serão iguais à média europeia, para contratar serão iguais às chinesas.

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publicado às 11:58

O Fim da Política

por Miguel Cardoso, em 24.05.12

 

Vale a pena ganhar algum tempo e ler este texto do Grupo Krisis. A edição portuguesa data de 2003 e qualquer semelhança com a actual situação já não é mera coincidência.

  

A crise do trabalho arrasta consigo necessariamente a crise do Estado e, portanto, da política. Basicamente, o Estado moderno deve a sua carreira ao facto de o sistema produtor de mercadorias precisar de uma instância superior que garanta, no quadro da concorrência, os fundamentos jurídicos e os pressupostos da valorização do capital – incluindo um aparelho repressivo para o caso de o material humano se insubordinar contra o sistema. Na sua forma amadurecida de democracia de massas, no século XX, o Estado teve de assumir, de forma crescente, encargos de natureza socio-económica: não apenas o sistema de segurança social, mas também a saúde e a educação, a rede de transportes e de comunicações, infra-estruturas de todo o tipo que se tornaram indispensáveis para o funcionamento da sociedade do trabalho, enquanto sociedade industrial desenvolvida, mas que não podem ser organizadas de acordo com o processo de capitalização da economia empresarial. E isto porque as infra-estruturas têm de estar permanentemente disponíveis para o conjunto da sociedade e têm de cobrir todo o território, não podendo portanto ser obrigadas a adaptar-se às conjunturas da oferta e da procura no mercado.

 

Mas como o Estado não é uma unidade autónoma de valorização do capital, e portanto não pode transformar trabalho em dinheiro, tem de ir buscar dinheiro ao processo de capitalização realmente existente para financiar as suas tarefas. Esgotado o processo de ampliação do capital, esgotam-se também as finanças do Estado. Aquele que parecia ser o soberano da sociedade revela-se afinal totalmente dependente da cega e fetichizada economia da sociedade do trabalho. Pode legislar como bem entender, mas, quando as forças produtivas crescem para além do sistema de trabalho, o direito estatal positivo fica no vazio, uma vez que só pode referir-se a sujeitos do trabalho.

 

Com o desemprego de massas, sempre crescente, secam as receitas estatais provenientes dos impostos sobre os rendimentos do trabalho. As redes sociais rompem-se assim que se atinge uma massa crítica de «supérfluos» que, em termos capitalistas, só podem ser alimentados através da redistribuição de outros rendimentos financeiros. Na situação de crise, com o acelerado processo de concentração do capital, que ultrapassa as fronteiras das economias nacionais, desaparecem também as receitas fiscais resultantes da tributação dos lucros das empresas. Os trusts transnacionais obrigam os Estados em competição pelos investimentos à prática dodumping fiscal, social e ecológico.

 

É precisamente este processo que leva o Estado democrático a transformar-se em mero administrador da crise. Quanto mais se aproxima do estado de emergência financeira, mais se reduz ao seu núcleo repressivo. As infra-estruturas são orientadas segundo as necessidades do capital transnacional. Como outrora nos territórios coloniais, a logística social restringe-se cada vez mais a um número restrito de centros económicos, enquanto o resto fica abandonado. Privatiza-se o que pode ser privatizado, mesmo que com isso cada vez mais pessoas fiquem excluídas das mais elementares formas de abastecimento. Quando a valorização do capital se concentra num número cada vez menor de ilhas do mercado mundial, deixa de ser possível dar cobertura ao abastecimento das populações em todo o território.

 

Na medida em que tal não diga directamente respeito aos sectores relevantes para a economia, já não interessa saber se os comboios andam ou se as cartas chegam ao destino. A educação passa a ser um privilégio dos vencedores da globalização. A cultura intelectual, artística e teórica é entregue ao critério do mercado e agoniza. O sistema de saúde deixa de ser financiável e degenera num sistema de classes. Primeiro lenta e disfarçadamente, depois de modo aberto, passa a valer a lei da eutanásia social: quem é pobre e «supérfluo» deve morrer mais cedo.

 

Apesar de toda a abundância de conhecimentos, capacidades e meios da medicina, da educação, da cultura, da infra-estrutura geral, a lei irracional da sociedade do trabalho, objectivada em termos de «restrição ao financiamento», fecha-os a sete chaves, desmantela-os e atira-os para a sucata – exactamente como acontece com os meios de produção agrários e industriais que deixaram de ser «rentáveis». O Estado democrático, transformado num sistema de apartheid, nada mais tem para oferecer àqueles que até agora eram os cidadãos do trabalho do que a simulação repressiva da ocupação em formas de trabalho barato e coercivo, e o desmantelamento de todas as prestações sociais. Num estádio mais avançado, é a própria administração estatal que pura e simplesmente se desmorona. Os aparelhos de Estado tornam-se mais selvagens, transformando-se numa cleptocracia corrupta, os militares transformam-se em bandos armados mafiosos e a polícia em assaltantes de estrada.

 

Não há política no mundo que possa parar este desenvolvimento e, muito menos, invertê-lo. Pois a política é, por essência, uma acção em referência ao Estado; consequentemente, com a desestatização, ela fica sem objecto. A fórmula democrática de esquerda, que fala da «progressiva configuração política» das relações sociais, torna-se cada dia mais ridícula. Para além de uma repressão sem fim, do desmantelamento da civilização e do apoio ao «terror económico», já não há nada para «configurar». Uma vez que a finalidade autotélica da sociedade do trabalho é o pressuposto axiomático da democracia política, não pode haver nenhuma regulação político-democrática para a crise do trabalho. O fim do trabalho é o fim da política.

 (Grupo KrisisManifesto contra o Trabalho, trad. José Paulo Vaz, Antígona, Lisboa, 2003) - Negrito meu - imagem

 

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publicado às 09:34

Cá está um bom exemplo. Que interessa que as agências de emprego sejam públicas ou privadas? O que interessa é encontrar uma colocação para quem não a tem. E, a ser assim, o Estado pagaria por cada desempregado que encontrasse trabalho.

O Instituto de Emprego, ou melhor, as pessoas que lá estão para conhecer o perfil do desempregado e encontrar trabalho compatível, fazem algum esforço extra para atingir esse objectivo? Claro que não!

Aquelas senhoras não levantam o rabinho das cadeiras, chamam lá uma e outra vez o desempregado, fazem uns cursos absolutamente ridículos ( eu tinha saído de Director-Geral de um Ministério e armado em tanso fui para o desemprego em vez de aceitar um tacho numa qualquer empresa pública) em que ao meu lado havia gente que era empregado de mesa em restaurantes. A matéria dada no curso era para mim ou para quem mal sabia ler?

Por isso meus amigos, vamos pagar a quem resolver a situação dos desempregados, incluindo às empresas que criem emprego. Na passada acabem com o Instituto de Emprego que, pelo menos nesta vertente, não serve para nada. As senhoras até passavam a ganhar muito mais!

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publicado às 09:00


Socialismo e trabalhadores

por Luis Moreira, em 14.02.12

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publicado às 14:00

É um saltinho! Em três horas está lá. Pequena cidade sem trânsito e balbúrdia com gente de muitas partes do mundo, companhias internacionais, a pagar em média 3 500 euros. Claro que um engenheiro ganha muito mais.

Há uma cidade alemã a três horas de avião de Lisboa que precisa desesperadamente de trabalhadores qualificados. Numa iniciativa inédita, está a convidar portugueses a candidatarem-se aos mais de 2.700 empregos que ficam disponíveis todos meses. Chama-se Schwäbisch Hall, tem 37 mil habitantes e fica a duas horas de carro de Estugarda. Para lidar com esta falta de trabalhadores qualificados, o presidente da câmara da cidade, Hermann-Joseph Pelgrim, decidiu promover uma iniciativa inédita: convidou jornalistas a conhecerem a cidade para trazerem a boa nova.

Na Alemanha há mais de 400 000 empregos há espera de jovens que queiram trabalhar, deixem-se de lamúrias e não percam os melhores anos da vossa vida desempregados. É, agora, mais fácil ir trabalhar para a Alemanha do que há trinta anos vir para Lisboa trabalhar e estudar.

PS:Veja todos os contactos:http://pegada.blogs.sapo.pt/1374215.html

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publicado às 13:30

"Sei que, frequentemente, os sinais e os símbolos exteriores, visíveis e tangíveis da sorte e da ascensão, só aparecem quando, na realidade, tudo já se põe de novo a declinar."

Thomas Mann – Escritor alemão – Os Buddenbrook

Enviaram-me a parábola da formiga e da cigarra nas versões alemã e portuguesa (ver abaixo). Cá temos mais uma vez o eterno e enganoso esquema do “you are ok, I am not ok” enraizado em certas cabeças.

A resolução do problema consiste na adopção de um objectivo/desígnio diverso a nível nacional e a nível da UE. Isto reduz automatica e grandemente os problemas abaixo descritos, deixando apenas valores residuais de “cigarrice” que são normais e desejáveis em cada sóciosistema aberto. Uma vez que os antigos objectivos/desígnios da UE – maximização do bem estar para os países da UE – se encontram esgotados, a versão alemã da parábola hoje aproxima-se bastante à versão portuguesa. O potencial de diferença – tal como entre os partidos políticos – deixou de existir, sendo a confusão total.

Antes que o sistema “Merkozy” não baixe a bola, enquanto continuar a cavalgar “cavalos mortos”, não haverá fim pacífico da actual crise, precisamente porque todos os restantes parceiros da UE continuam a pensar que a solução consiste em cavalgar “cavalos mortos” – indicados pela troika, claro.

Diga-se de passagem: a não adianta que algumas “formigas” fujam e refaçam a sua vida em alguma “Suiçã”, o problema terá que ser ressolvido localmente, em Portugal. O país terã que continuar porque ainda tem muito para dar ao mundo – e para receber dele em troca. Com a estratégia certa e não a da troika!

P.S. Foram os “sinais e os símbolos exteriores, visíveis e tangíveis da sorte e da ascensão” aparentemente áureos e referidos por Thomas Mann, que se viu aqui em Portugal nos anos 90, nos tempos das “subsidiocracias de sucesso”. E o mesmo se passava a nível da UE – mas ninguèm quis saber.

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publicado às 18:00


Nova era no trabalho

por Luis Moreira, em 17.01.12
Estas mudanças protegem quem se dedica ao trabalho? Fazem a diferença entre quem trabalha e quem anda a aproveitar-se das pontes, das férias, do fundo de desemprego? Se, sim, estou de acordo. É preciso proteger, não quem é relapso em relação aos seus deveres, mas quem tem mérito e dedicação.
Hoje campeia o igualitarismo, são todos iguais, o bom e o mau. Isto é profundamente injusto para quem é dedicado.
Estas mudanças irão incentivar o mérito, a produtividade, tornar mais objectivas as avaliações individuais e, principalmente, acabar com os abusos de muitos.

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publicado às 14:00

Os políticos têm uma reforma de arromba ao fim de um par de anos de trabalho; os nossos gestores ganham mais que os colegas dos países mais ricos e muito maiores; as nossas empresas vivem em concubinato com o estado, sem risco e sem concorrência; os nossos trabalhadores ganham o segundo mais baixo salário mínimo de toda a Europa.
Mas quando se trata de pagar é o que se pode ouvir aí no vídeo.Os que mais são chamados a sacrifícios são os mais pobres!
Tudo pela mão de um partido que se diz socialista e de outro que se diz social-democrata!

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publicado às 12:00


A grande cabazada

por Francisco Clamote, em 14.11.11
Desde que o actual "árbitro" tomou conta do apito, o factor trabalho ainda não averbou um único ponto sequer no confronto com o factor capital.
Na sobretaxa extraordinária inventada, sob o pretexto do "desvio colossal" = colossal embuste, a cobrar este ano, com o corte de 50% do subsídio de Natal, toda a factura incide sobre os rendimentos do trabalho (Capital: 1- Trabalho: 0);
Para aumentar a "produtividade" da economia:
- aumenta-se o horário de trabalho em meia hora por dia, sem qualquer contrapartida por parte dos empregadores (Capital: 2 - Trabalho: 0 );
eliminam-se quatro feriados, aumentando em igual número os dias de trabalho à borla (Capital: 3 - Trabalho: 0);
- diminui-se o montante e o período de duração do subsídio de desemprego (Capital: 4 - Trabalho 0);
A inflação aumenta (já é superior a 3%), mas o salário mínimo não senhor, porque, diz este "tipinho" que   "em temos relativos e em relação ao salário médio, o salário mínimo [€485]  não é baixo". Se não é, ele que experimente viver com ele (Capital: 5 - Trabalho: 0);

São só alguns exemplos, mas como o "árbitro" nem sequer tem a preocupação de disfarçar a sua parcialidade, como se pode ver por este despacho "do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), Paulo Núncio, sobre a tributação dos dividendos dos grupos económicos [que] deu mais vantagens às empresas do que apontava o parecer sobre o mesmo assunto do Centro de Estudos Fiscais (CEF) do Ministério das Finanças", é evidente que a cabazada não vai ficar por aqui.

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publicado às 23:44

Há muito que esta ideia anda a bailar na cabeça de muitos mas nunca foi implementada porque os sindicatos acham que , como muitas outras coisas, são direitos adquiridos e, como tal, não se mexe mesmo que isso nos empurre a sermos cada vez mais pobres. Há mesmo quem, sem se rir, diga que quem perde com esta medida é o turismo no Algarve, como se os trabalhadores que ganham miseravelmente corram para o Algarve nas pontes.( os que entopem as autoestradas nas pontes são os que ganham bem e saem cedo...)

Estas pessoas não fazem ideia nenhuma dos custos que um feriado tem no meio de uma semana de trabalho. Na indústria então, parar máquinas, deixar trabalho a meio, aquecer novamente o que arrefeceu durante o feriado, arrancar com todo um parque de máquinas que atinge a sua produtividade de cruzeiro ao fim de um par de horas, é um prejuízo e tanto.

Daí querer-se encostar o feriado a um fim de semana, fica o mal distribuído por três dias, na segunda feira faz-se o que, mesmo sem feriado, tinha que ser feito. Nas grandes empresas como a Auto Europa, trabalha-se quando há trabalho e compromissos a cumprir e vai-se de férias quando não há ou há pouco trabalho.É o banco de horas! Trocamos horas de trabalho por horas de descanso e férias quando interessar à empresa e aos trabalhadores.

Nos hospitais, empresas de transportes, só para falar nestas, há quanto tempo estas questões estão aceites e compreendidas!

Há feriados e pontes nos hospitais, nos bombeiros, nas forças armadas, na rega do que tem que ser regado, no que tem que ser tratado? Afinal quem é que goza feriados e pontes? São os trabalhadores a quem sobra mês e falta dinheiro?

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publicado às 12:00

Meia hora a mais de trabalho por dia pode ajudar a salvar da falência muitas empresas de produção de urnas funerárias, disse hoje à Lusa o empresário do setor Cândido Moreira.

"Acho que é uma coisa extraordinária podermos ter os funcionários a trabalhar mais, sem termos custos acrescidos", afirmou, sublinhando os esperados ganhos de produtividade.

 

Notícia via PontoMedia

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publicado às 19:19

Um amigo, recém-licenciado, foi a uma entrevista de trabalho. Lá, depois de uma pequena conversa, é informado que a decisão será rápida e que ainda hoje ele pode telefonar para saber se fica ou não. Confesso que fico a pensar na parte do "você telefona"!

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publicado às 17:21


10/11/12 de Junho

por Rogério Costa Pereira, em 11.06.11

UBI

25º/26º/28º no Algarve, 26º/29º/29º lá fora, nas terras da reforma agrária do Cavaco. 96 frequências para ver cá em casa. Está calor.

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publicado às 02:42


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