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Valsa Scherzo, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 20.09.13
No dia 20 de Setembro de 1878, realizou-se, no Palácio do Trocadéro, em Paris, a estreia da Valsa Scherzo, para violino e orquestra, do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky. O violinista polaco Stanislaw Barcewicz foi o solista e Nicolai Rubinstein dirigiu a orquestra.

As origens da Valsa Scherzo, op. 34, em dó maior, são algo misteriosas. Parece que foi escrita em Janeiro e Fevereiro de 1877, como relata uma carta escrita por Iosif Kotek a Tchaikovsky. Kotek era um violinista e anterior aluno de Tchaikovsky, no Conservatório de Moscovo. Graduou-se em 1876 e é quase certo que os dois se tornaram amantes por essa altura. A Valsa foi dedicada ao violinista, na sua primeira publicação, em 1878, com arranjos para violino e piano, feitos pelo compositor. A parte orquestral foi publicada no mesmo ano. A partitura completa só foi publicada em 1895, dois anos depois da morte de Tchaikovsky.
Nalgumas cartas de Kotek para Tchaikovsky, é mencionado que o violinist fez a orquestração da Valsa Scherzo, pelo menos, parcialmente. Mas na correspondência de Tchaikovsky não existe nenhuma menção a este facto.
Embora de curta duração, esta peça exige uma grande técnica por parte do solista.

Valsa Scherzo, de Tchaikovsky

Violino: Vadim Repin
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Mariss Jansons

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Seiji Ozawa - Maestro japonês

por António Filipe, em 01.09.13
No dia 1 de Setembro de 1935, nasceu em Shenyang, na China, quando a cidade se encontrava sob ocupação japonesa, o maestro Seiji Ozawa, filho de pais japoneses e mais conhecido pelo seu trabalho como maestro da Orquestra Sinfónica de Boston, durante 29 anos.

Quando a família regressou ao Japão, em 1944, começou a estudar piano, dedicando-se, principalmente às obras de Johann Sebastian Bach. Depois de completar o liceu, Ozawa torceu um dedo, num jogo de rugby, o que o impediu de continuar os estudos de piano. Dedicou-se, então, à direcção de orquestra.
Uma década depois, ganhou o primeiro prémio no concurso internacional de maestros, em Besançon, na França. Isto levou a que Charles Münch, director musical da Orquestra Sinfónica de Boston, o convidasse a frequentar o Berkshire Music Center (hoje, Tanglewod). Em 1960, ganhou o prémio Koussevitzky, o mais importante daquela instituição, e recebeu uma bolsa para estudar com Herbert von Karajan, em Berlim.
A convite de Leonard Bernstein, Seiji Ozawa foi nomeado maestro assistente da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque e, enquanto desempenhava essa função, apareceu pela primeira vez em público, como profissional, em 1962, dirigindo a Orquestra Sinfónica de S. Francisco. A partir de 1964, dirigiu várias orquestras, até que, em 1973, foi nomeado director musical da Orquestra Sinfónica de Boston, onde se manteve durante 29 anos.
Desde 2002, tem sido maestro principal da Ópera Estatal de Viena e continua a desempenhar um papel importante, como professor e administrador do Tanglewood Music Center, em Massachusetts. No dia 7 de Janeiro de 2010, Seiji Ozawa anunciou que iria cancelar todos os seus compromissos para se submeter a tratamentos, devido a um cancro do esófago, que, segundo o seu médico, tinha sido detectado numa fase inicial.


Valsa, da Serenata para cordas, de Tchaikovsky
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Seiji Ozawa

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Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 26.08.13
No dia 26 de Agosto de 1888, o compositor Pyotr Ilitch Tchaikovsky, terminou a composição da Sinfonia nº 5, op. 64, em mi menor, que tinha começado em Maio.

Dedicada a Theodore Avé-Lallemant, um músico de Hamburgo, esta sinfonia teve a sua estreia em São Petersburgo, na Rússia, no dia 17 de Novembro de 1888, dirigida pelo próprio compositor. Tal como a Sinfonia nº 4, a quinta sinfonia de Tchaikovsky é uma sinfonia cíclica, cujo tema principal está constantemente a ser chamado em todos os quatro andamentos, uma característica que o compositor tinha usado pela primeira vez na Sinfonia Manfred, composta dois anos antes.
O tema tem um carácter fúnebre no primeiro andamento, mas transforma-se, gradualmente, numa marcha triunfante, que domina o último andamento. Alguns críticos, incluindo o próprio Tchaikovsky, consideraram o final pouco sincero e mesmo rudimentar. Depois da segunda actuação, o compositor escreveu: “Cheguei à conclusão que é um fracasso”. Apesar disso esta sinfonia tornou-se numa das obras mais populares de Tchaikovsky.


Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Leonard Bernstein

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Maxim Vengerov – Violinista e maestro russo

por António Filipe, em 20.08.13
No dia 20 de Agosto de 1974, nasceu em Novosibirsk o violinista e maestro russo Maxim Vengerov.

Iniciou os estudos de violino aos quatro anos e deu o primeiro recital um ano depois, interpretando obras de Paganini, Tchaikovsky e Schubert. Começou por estudar em Novosibirsk e continuou a sua formação em Moscovo, regressando, depois, à sua cidade natal para trabalhar com o violinista e professor Zakhar Bron. Aos dez anos ganhou o primeiro prémio no Concurso Wieniawsky, na Polónia, para jovens instrumentistas e em Julho de 1990 foi primeiro classificado no Concurso Internacional de Violino Carl Flesch. Desde então, tem sido reconhecido como um dos maiores violinistas de sempre.
Na temporada de 1998-99 interpretou o Concerto Cantabile de Chtchedrin (composto especialmente para si) e participou num concerto, em Chicago, com Barenboim e Yo-Yo Ma.
Na temporada seguinte realizou uma digressão pela Europa com a Orquestra de Câmara Inglesa, no decurso da qual se apresentou pela primeira vez na dupla qualidade de intérprete e maestro. Esta colaboração revelou-se extremamente frutífera, passando a estudar direcção de orquestra. Outros eventos destacados da temporada de 1999-2000 incluíram vários recitais com Trevor Pinnock, nos quais Vengerov se apresentou com um violino barroco, e uma digressão a solo com obras de Bach, Ysaÿe e Chtchedrin. Um acontecimento especial nessa temporada foi o Concerto Comemorativo do 65º aniversário de Seiji Osawa, em Tóquio, sob a direcção de Mstislav Rostropovitch, por ocasião do qual Vengerov viajou da Europa para o Japão e vice-versa, em pleno decurso de uma série europeia de recitais a solo, a fim de poder participar nas celebrações.
A temporada de 2000-2001 inaugurou-se com concertos com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, sob a direcção de Michael Tilson Thomas, seguidos de uma extensa digressão de concertos, recitais a solo e a duo com Vag Papian, o seu habitual pianista acompanhador, na Austrália, Coreia, Japão e Macau. Realizou digressões na Europa e nos Estados Unidos, para além de concertos com o Maestro Claudio Abbado e a Orquestra Filarmónica de Berlim, no Festival de Salzburgo.
Desde Outubro de 2000, Vengerov é também professor de violino na Escola Superior de Música de Saarland.
Maxim Vengerov recebeu, em 1996, duas nomeações para os prémios Grammy, nas categorias de Álbum Clássico do Ano e de Melhor Solista Instrumental com Orquestra, pela sua gravação dos primeiros concertos para violino e orquestra de Shostakovitch e Prokofiev. Este álbum recebeu igualmente o prémio de Melhor Gravação do Ano, concedido pela revista Gramophone. Em 1997, recebeu o Prémio Edison para a categoria de Melhor Gravação de Concerto, atribuído à sua gravação dos Segundos Concertos de Shostakovitch e Prokofiev.
Em 1997, Maxim Vengerov foi nomeado representante da UNICEF na área da música, o que lhe permitiu divulgar a sua arte junto das crianças de todo o mundo e contribuir para a angariação de fundos para programas de apoio.


Concerto para violino, op. 35, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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Yevgeny Mravinsky – Maestro russo

por António Filipe, em 04.06.13
No dia 4 de Junho de 1903 nasceu em São Petersburgo, o maestro russo Yevgeny Mravinsky, considerado um dos grandes maestros do século XX.

O seu pai faleceu quando ele tinha 15 anos, em 1918, e, no mesmo ano, Yevgeny começou a trabalhar como estagiário no Teatro Maryinsky. Antes de entrar no Conservatório de Leningrado, estudou biologia na Universidade de Leningrado. Estreou-se como maestro em 1929.
Começou por reger música para bailado, dirigindo o Ballet Kirov, no Teatro Maryinsky, e o Ballet da Ópera Bolshoi, em Moscovo. Em Setembro de 1938, venceu o Concurso de Maestros da União em Moscovo. Em Outubro do mesmo ano, tornou-se o maestro principal da Orquestra Filarmónica de Leninegrado, cargo que ocupou até 1988.
Sob a regência de Mravinsky, esta orquestra ganhou reputação internacional, particularmente com a música russa, como Tchaikovsky e Shostakovich, que lhe dedicou a sua oitava sinfonia. Durante a 2ª guerra mundial, Mravinsky e a orquestra foram evacuados para a Sibéria.
Fez a primeira digressão com a orquestra em 1946, que incluiu actuações na Finlândia e no Festival da Primavera de Praga. Dirigiu a estreias da Sinfonia nº 6, de Prokofiev, no ano da sua composição, em 1947.
Em Junho de 1956 fez digressões pela Alemanha Ocidental e Oriental, Áustria e Suíça. Em Setembro de 1960, apresentou-se no Festival de Edimburgo e no Royal Festival Hall, em Londres. A sua primeira digressão pelo Japão aconteceu em Maio de 1973. A última digressão no estrangeiro foi em 1984, na Alemanha Ocidental.
De 1938 a 1961, fez várias gravações de estúdio. A partir de 1961 começou a fazer gravações ao vivo. A sua última gravação data de Abril de 1984, interpretando a Sinfonia nº 12, de Dmitri Shostakovich e o seu último concerto foi no dia 6 de Março de 1987, em que interpretou a oitava sinfonia de Schubert e a quarta de Brahms.
Yevgeny Mravinsky faleceu em Leninegrado, no dia 19 de Janeiro de 1988.


1º andamento da Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky
Orquestra Filarmónica de Leninegrado
Maestro: Yevgeny Mravinsky

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Bailado “A Bela Adormecida”, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 15.01.13
No dia 15 de Janeiro de 1890, no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, realizou-se a estreia do bailado “A Bela Adormecida”.

Com música do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa, “A Bela Adormecida” é um ballet composto por um prólogo e três actos, baseado no conto de fadas, com o mesmo nome, do escritor francês Charles Perrault. Tchaikovsky escreveu a obra em 1888 e 1889. Ao contrário do que tinha acontecido com “O Lago dos Cisnes”, “A Bela Adormecida” foi um sucesso. A história anda à volta de uma princesa que é enfeitiçada para dormir até que um príncipe encantado a desperta com um beijo de amor.
O conhecido bailarino Rudolph Nureyev fez a sua estreia no Ocidente dançando “A Bela Adormecida”. A apresentação de reabertura do Royal Opera House, Convent Garden, em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, não foi uma ópera, mas sim o bailado “A Bela Adormecida”. O czar Alexandre III e a sua família assistiram ao ensaio geral. Ao sair, o czar limitou-se a afirmar que era muito lindo. Isto irritou Tchaikovsky, que estava à espera de uma reacção mais favorável.


Valsa, do Bailado “A Bela Adormecida”, de Tchaikovsky
Grupo de Bailado do Teatro de Bolshoi
Coreografia: Marius Petipa
Orquestra do Teatro de Bolshoi
Maestro: Aleksandr Kopilov

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No dia 27 de Dezembro de 1906 nasceu em Pittsburgh, o pianista, compositor e actor norte-americano Oscar Levant.

Oscar Levant ficou mais conhecido pelos seus programas de televisão e pelo cinema do que pela música, mas o seu talento estendeu-se igualmente a todas essas áreas. Oriundo de família russa de judeus ortodoxos, nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, mas quando tinha 16 anos mudou-se para Nova Iorque com a mãe, após a morte do pai, em 1922.
Em 1928 viajou até Hollywood e a sua carreira deu uma reviravolta.
Em Hollywood conheceu e fez amizade com George Gershwin e durante vinte anos compôs música para mais de duas dezenas de filmes. Entretanto, estudou composição com Arnold Schonberg, que o convidou ser seu assistente, o que Levant recusou por não se achar qualificado. Também Aaron Copland viria a solicitar os seus serviços musicais e a lançá-lo para maior notoriedade na área da música mais séria.
Entre 1958 e 1960 viveu o auge da popularidade. O “Oscar Levant Show”, um programa televisivo de grande audiência, proporcionou-lhe grandes entrevistas (entre as quais a Fred Astaire) e a demonstração do seu talento multifacetado, tocando piano pelo meio de interessantes prelecções. O programa veio a ser proibido, mas Levant levou a grandes audiências o espectáculo do mesmo talento que foi reconhecido às suas interpretações de Tchaikowsky, Anton Rubinstein e Gershwin.


1º andamento do Concerto nº 1, para piano, de Tchaikovsky
Piano: Oscar Levant

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No dia 4 de Dezembro de 1881, o maestro Hans Richter dirigiu a Orquestra Filarmónica de Viena na estreia do Concerto para violino e orquestra, op. 35, em ré maior, de Tchaikovsky. O solista foi Adolf Brodsky, a quem a peça tinha sido dedicada.

O Concerto foi composto por Piotr Ilitch Tchaikovsky em Março de 1878. Inicialmente foi dedicado a Leopold Auer, mas este recusou-se a executar a obra. Na mesma altura, Tchaikovsky também escreveu um arranjo para violino e piano. É um dos mais conhecidos concertos para violino e figura entre as obras de mais difícil execução técnica.
O concerto para violino foi escrito em Clarens, uma estância turística na Suíça, para onde Tchaikovsky tinha ido para se refazer da depressão causada pelo casamento desastroso com Antonina Miliukova.


Concerto em ré maior, op. 35, para violino e orquestra, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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Leopold Stokowski – Maestro inglês

por António Filipe, em 13.09.12

No dia 13 de Setembro de 1977 morreu em Hampshire, na Inglaterra, o maestro inglês Leopold Stokowski. Tinha nascido em Londres, no dia 18 de Abril de 1882. Filho de um polaco e de uma irlandesa, cresceu em Londres e fez os seus estudos no prestigiado Royal College of Music, onde entrou aos 13 anos e foi colega, nos estudos de órgão, de Ralph Vaughan Williams. Ainda assim, nunca se percebeu bem porque falava com um sotaque da Europa de Leste e o mistério adensou-se quando, numa famosa carta, o compositor indicava como local de nascimento a cidade polaca de Cracóvia, e ainda mais quando o editor de uma enciclopédia garantiu que o maestro lhe tinha dito, ele mesmo, que tinha nascido em Pomerania, na Alemanha. Tudo estranho, num homem que se identificava como nascido em 1887, sabendo-se que na realidade nasceu 5 anos mais cedo…
Mas Stokowski, que também frequentou o Queen’s College com um sucesso que lhe permitiu o grau de bacharel em Música, teve uma vida longa e recheada de sucessos, empreendimentos e aventuras. Casou e divorciou-se 3 vezes, mas ainda teve tempo para um romance, muito mediatizado, com a “deusa” do cinema Greta Garbo. Começou a carreira profissional a dirigir um coro de igreja e teve de fazer uma intensa campanha de auto-promoção para conseguir lugar na Orquestra Sinfónica de Cincinnati, mas ao longo da vida dirigiu e fundou diversas orquestras de prestígio, entre as quais a All American Youth Orchestra e a Hollywood Bowl Symphony Orchestra, que lhe serviram para uma divulgação da música entre os jovens como talvez jamais alguém tenha conseguido. Aderiu à música sintetizada e à associação de efeitos visuais e, antes de morrer aos 95 anos, ainda foi o maestro convidado e estrela convidada na extraordinária produção “Fantasia Disney”.


2º andamento da Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky
Maestro: Leopold Stokowski

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Van Cliburn – Pianista norte-americano

por António Filipe, em 12.07.12

No dia 12 de Julho de 1934 nasceu em Shreveport, Louisiana, o pianista americano van Cliburn, que obteve reconhecimento internacional em 1958, quando, aos vinte e três anos, venceu o primeiro Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo. Aos três anos começou a aprender piano com a mãe. Aos seis anos, van Cliburn e a família foram viver para Kilgore, no Texas e, aos doze, ganhou um concurso estatal de piano, que lhe deu a oportunidade de tocar com a Orquestra Sinfónica de Houston. Aos dezassete anos entrou para a Juilliard School, em Nova Iorque e, aos vinte, estreou-se no Carnegie Hall.
Mas foi o seu reconhecimento em Moscovo que deu fama internacional a van Cliburn. O primeiro Concurso Internacional Tchaikovsky foi um acontecimento organizado para demonstrar a superioridade cultural soviética, durante a guerra fria. Os russos tinham tido uma vitória tecnológica, em Outubro de 1957, com o lançamento do Sputnik. A interpretação de Cliburn valeu-lhe uma ovação de pé, que durou oito minutos.
Quando chegou o momento de anunciar o vencedor, o júri viu-se obrigado a pedir autorização ao presidente russo, Nikita Khrushchev, para atribuir o primeiro prémio a um americano. “É o melhor?” – perguntou Khrushchev – “Então dêem-lhe o prémio.”
Quando Cliburn regressou aos Estados Unidos teve direito a uma parada, em Nova Iorque, a primeira vez que tal honra foi atribuída a um artista clássico. A capa da revista Time proclamava: “O texano que conquistou a Rússia.”

3º andamento do Concerto nº 1, para piano, de Tchaikovsky
Piano: Van Cliburn
Maestro: Kirill Kondrashin

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No dia 10 de Julho de 1979 faleceu em Brookline, Massachusetts, com oitenta e quatro anos, o maestro americano Arthur Fiedler. Tinha nascido em Boston a 17 de Dezembro de 1894. Era filho de uma pianista e de um violinista austríaco, que era membro da Orquestra Sinfónica de Boston. Frequentou a Escola Latina de Boston, até que o pai se aposentou e voltou para a Áustria, onde Arthur estudou e trabalhou até regressar à terra natal. Em 1909, foi para Berlim estudar violino e, em 1915, integrou a Orquestra Sinfónica de Boston, como violinista. Também trabalhou como pianista, organista e percussionista.
Em 1924, Fiedler formou a Sinfonietta de Boston, uma orquestra de música de câmara, com membros da Sinfónica de Boston e, em 1930, foi nomeado o décimo oitavo maestro da Orquestra Pops de Boston. Sob a direcção de Fiedler, a orquestra fez inúmeras gravações para a RCA Victor, com um lucro de 50 milhões de dólares. Fiedler também se associou à Orquestra Pops de São Francisco durante vinte e seis verões, a partir de 1949.
Arthur tinha muitos hobbies. Ficava fascinado com o trabalho dos bombeiros e deslocava-se muitas vezes, no seu próprio carro, para os ajudar em grandes incêndios. Foi nomeado Comandante Honorário da Associação de Bombeiros de Boston. Muitas outras associações de bombeiros ofereceram-lhe capacetes e crachás. A biografia oficial do maestro relata a sua ajuda no trágico fogo de 1942, em Cocoanut Grove, na cidade de Boston.
Misto de Homem-músico e Homem-espectáculo, dizia que o seu principal objectivo era “dar bons momentos aos auditórios”. E a verdade é que, embora criticado por alguns por tratar tão “ligeiramente” a música clássica, ninguém como ele conseguiu levar a música às multidões que enchiam os seus concertos ou compravam os seus discos.
Quando faleceu, Arthur Fiedler completava cinquenta anos à frente da Orquestra Pops de Boston. Em sua honra, a orquestra mandou fazer uma escultura com o seu rosto.


Excerto do 1ª andamento do Concerto nº 1, para piano, de Tchaikovsky
Piano: Earl Wild
Orquestra Pops de Boston
Maestro: Arthur Fiedler

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Tchaikovsky – Compositor russo

por António Filipe, em 07.05.12

No dia 7 de Maio de 1840 nasceu, na cidade de Kamsko-Votkinsk, que actualmente se chama Tchaikovsky, na Rússia, o compositor Piotr Ilich Tchaikovsky. O seu primeiro contacto com a música foi aos cinco anos, com um velho órgão mecânico que havia em casa, onde aprendeu a tocar, ajudado pela mãe. Em 1848 a família fixa-se em São Petersburgo, onde o compositor recebe as primeiras aulas teóricas musicais com vários professores particulares. Mas em 1850 os desejos da família eram que fosse advogado. Tchaikovsky foi para a Escola de Direito de São Petersburgo, que frequentou até 1859, mostrando-se um estudante muito aplicado e, antes mesmo de se formar, foi empregado do Ministério da Justiça. Em 1863 decide dedicar-se inteiramente à carreira musical. Abdica da carreira jurídica e matricula-se no Conservatório de São Petersburgo, onde permanece três anos. Em 1866 é convidado pelo director do Conservatório de Moscovo, para dar aulas de Teoria Musical e Composição. Foi professor até 1878. Numa carta de 1876 ao seu irmão, Tchaikovsky confessa estar atormentado por tendências homossexuais desde a juventude, e que faria tudo o que fosse possível para se casar e afastar todos os rumores que o incomodavam. Em 1877 casa-se com uma aluna do Conservatório de Moscovo. Este casamento foi um suplício desde o começo. A mulher nunca se interessou pelas suas composições e projectos artísticos. Em Junho de 1893, Tchaikovsky recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Cambrigde. Em Outubro do mesmo ano a sua saúde agrava-se profundamente. Faleceu no dia 6 de Novembro de 1893, em São Petersburgo.


Final da Abertura 1812, de Tchaikovsky
Hallé Orchestra
Maestro: Mark Elder

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Gennady Rozhdestvensky – Maestro russo

por António Filipe, em 04.05.12
No dia 4 de Maio de 1931, nasceu, em Moscovo, o maestro russo Gennady Anosov, filho de um maestro e professor, Nikolay Anosov, com quem aprendeu composição no Conservatório de Moscovo. Apesar disso (ou talvez para melhor se distinguir do pai), adoptou o apelido de solteira da mãe para a sua carreira artística. Famoso quando ainda mal tinha completado 20 anos, por ter dirigido “O Quebra Nozes” no Teatro Bolshoi, muito cedo granjeou prestígio. Estreou diversas obras de compositores soviéticos e fez a estreia de “Sonho de uma Noite de Verão”, de Benjamin Britten, em Moscovo.
Conhecido pela eficiência das suas especiais batutas muito curtas e pelo facto de nunca usar o pódio para reger a orquestra, porque deambula permanentemente pelo palco enquanto dirige, Rozhdestvensky “passeou”, pelas grandes salas de todo o mundo, uma distinta classe e uma enorme humildade. Portugal foi, de algum modo, testemunha disso, quando, em 2003, um concerto do grande maestro na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, foi cancelado porque um segurança o não deixou entrar no recinto – certamente estranhando que uma tão grande personagem chegasse a pé e sozinho…

3º andamento da Sinfonia nº 4, de Tchaikovsky
Orquestra Filarmónica de Leninegrado
Maestro: Gennady Rozhdestvensky

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No dia 11 de Fevereiro de 1926 nasceu, em Motherwell, o maestro escocês Alexander Gibson. Embora a sua família tivesse muito pouco a ver com música, o pequeno Alex, desde muito cedo, tinha o hábito de, aos Sábados à noite, ir, com alguns amigos, assistir às actuações da Orquestra da Escócia, em Glasgow. Começou por estudar música na Royal Scottish Academy of Music e, aos 17 anos, já era organista numa igreja da vizinhança. Licenciou-se em Literatura Inglesa e Música, na Universidade de Glasgow.
Entre 1944 e 1948 cumpriu o serviço militar, sendo pianista na Royal Signals Band, onde também fazia arranjos de concertos de Mozart, Beethoven, Schumann, Grieg e Rachmaninov. Em 1948 deixou a vida militar e, pouco tempo depois, ganhou uma bolsa de estudo para frequentar a Royal College of Music, onde lhe disseram que não podia frequentar as aulas de direcção de orquestra, por não ter conhecimentos teóricos suficientes. Como resposta, Gibson formou a sua própria orquestra e, subsequentemente, as autoridades da Universidade reconheceram o seu enorme talento.
Em 1952, foi nomeado maestro assistente da Orquestra Escocesa da BBC, onde permaneceu durante dois anos. Em 1959 foi-lhe oferecido o cargo de maestro da Orquestra Nacional da Escócia. Depois de uma noite sem dormir, a contrapor os prós e os contras desse passo, decidiu aceitar o cargo. Na manchete do jornal “The Scotsman” lia-se: “A Orquestra Nacional da Escócia tem um novo maestro. E é escocês!”. Sob a batuta de Alexander Gibson, a orquestra atingiu reputação internacional e, em 1975, tornou-se a primeira orquestra inglesa, fora de Londres, a fazer uma digressão pela América do Norte.
De 1981 a 1983, foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Houston, no Texas. Durante a sua carreira deu vários concertos, com as principais orquestras inglesas, pela Europa, Austrália, América, Hong Kong e Japão. Ganhou um grande número de prémios por esse mundo fora e é Doutor “Honoris Causa” de várias universidades. Fez um notável trabalho em prol da ópera no Reino Unido, o que lhe valeu, para além de ter recebido a Ordem do Império Britânico e recebido o título de Sir, ter sido dado o seu nome à primeira escola de ópera britânica e colocado o seu busto no Teatro Real de Glasgow. Fundou a Ópera Escocesa, em 1962, e foi seu director até 1986. No ano seguinte, foi nomeado director honorário e conservou esse lugar até que morreu, no dia 14 de Janeiro de 1995, devido a complicações, depois de ter sofrido um ataque cardíaco. Tinha 68 anos.


Capricho Italiano, op. 45, de Tchaikovsky
Nova Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Sir Alexander Gibson

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Michael Tilson Thomas

por António Filipe, em 21.12.11

No dia 21 de Dezembro de 1944 nasceu em Los Angeles, Califórnia, o compositor, pianista e maestro Michael Tilson Thomas. Estudou na Universidade da Califórnia do Sul e, enquanto estudante, foi assistente musical e assistente dos maestros no Festival de Bayreuth. Em 1969 estreou-se como maestro, com a Orquestra Sinfónica de Boston, substituindo William Steinberg na segunda parte do concerto. Ficou em Boston como assistente do maestro até 1974. Foi director musical da Orquestra Filarmónica de Buffalo, entre 1971 e 1979. Por essa altura também dirigiu muitos concertos com a Filarmónica de Nova Iorque. De 1981 até 1985 foi o maestro principal da Orquestra Filarmónica de Los Angeles e, em 1987, fundou a Nova Sinfónica Mundial, em Miami, Flórida. De 1988 a 1995 foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres. Desde 1995 é director musical da Orquestra Sinfónica de São Francisco.
No ano de 2009 Michael Tilson Thomas ajudou a criar a Orquestra Sinfónica do YouTube, cujos membros foram seleccionados em 30 países, tendo como base mais de 3000 audições em vídeo, no YouTube. Esta orquestra participou numa cimeira de música clássica, na Juilliard School of Music, em Nova Iorque, que durou 3 dias e terminou com um concerto ao vivo, no Carnegie Hall, no dia 15 de Abril. O concerto ficou, mais tarde, disponível no YouTube. No dia 20 de Março de 2011 Tilson Thomas também dirigiu a Orquestra Sinfónica YouTube 2 em Sydney, na Austrália.


4º andamento da Sinfonia nº 4, de Tchaikovsky
Orquestra Sinfónica de S. Francisco
Maestro: Michael Tilson Thomas

 

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