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A Sagração da Primavera, de Stravinsky

por António Filipe, em 29.05.13
Faz hoje 100 anos que se estreou o bailado "A Sagração da Primavera", do compositor russo Igor Stravinsky.

Depois de passar por revisões quase até ao dia da sua primeira apresentação, a obra foi apresentada pelo Ballets Russes, a 29 de Maio de 1913, no Teatro dos Campos Elísios, em Paris. O programa dessa noite começou com "As Sílfides", um bailado com música de Chopin, seguido de "A Sagração da Primavera".
A estreia envolveu um dos mais famosos motins de música clássica na história. O ritmo intenso, o cenário primitivo e a coreografia chocaram o público que estava habituado à maior elegância do ballet clássico. A música complexa e os passos de dança violentos causaram vaias e assobios no público. Havia opiniões fortes na plateia entre apoiantes e opositores da obra, o que originou gritos e brigas nos corredores do teatro. A agitação na plateia eventualmente degenerou num motim. A polícia de Paris teve que intervir, mas não conseguiu evitar o caos durante o resto da apresentação. Diaghilev, o empresário dos Ballets Russes, ascendia e apagava as luzes numa tentativa para tentar acalmar a plateia.
Depois do espectáculo, consta que Diaghilev comentou, num jantar com o coreógrafo Nijinsky e com o compositor Stravinsky, que o escândalo era "exactamente o que eu queria."
"A Sagração da Primavera" tornou-se na obra mais conhecida de Stravinsky.


"A Sagração da Primavera", de Stravinsky
Orquestra e Bailado do Teatro Mariinsky
Maestro: Valery Gergiev
Fagote: Rodion Tolmachev

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publicado às 16:05

No dia 20 de Julho de 1920, Ernest Ansermet dirigiu a orquestra na estreia, em Londres, da Suite do bailado "A história do soldado", de Igor Stravinsky.
Originalmente, "A história do soldado" é uma obra que mistura narração, dança, pantomima, teatro e música. É baseada numa história surreal russa sobre temas folclóricos, intencionalmente tola e fantasiosa, em resposta ao caos e miséria provocados pela guerra. Conta a narrativa que um soldado comum teria negociado o seu violino com o diabo, em troca de um livro que previsse o futuro.
Stravinsky, indignado com a morte de milhões de soldados, escreveu esta obra na Suíça, país neutro e calmo, durante a primeira guerra mundial. O texto é do novelista suíço Charles-Ferdinand Ramuz, e a coreografia original foi concebida por Anna Sokolow. Esta é uma história “real” de Stravinsky, que em vez do soldado estar armado com uma espingarda, granadas, bombas, ou lanças, está armado com um violino.


Suite do bailado "A história do soldado", de Stravinsky
Maestro: Gennady Rozhdestvensky

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publicado às 00:01

No dia 17 de Junho de 1908 realizou-se a estreia da fantasia orquestral “Fogo de artifício”, obra que foi o trampolim para o sucesso do compositor russo Igor Stravinsky.

Fogo de artifício, op. 4 é uma pequena peça de música composta por Stravinsky em 1908, como prenda de casamento para Nadezhda, filha de Rimsky-Korsakov, que tinha casado com Maximilian Steinberg, cinco dias antes da morte do pai. Embora não seja considerada representativa do seu trabalho, esta obra ajudou a aumentar a reputação de Stravinsky como compositor.
Na estreia de “Fogo de artifício” encontrava-se o empresário Sergey Diaghilev, que, por sorte, andava à procura de um compositor para trabalhar num novo bailado para a Ópera de Paris. Diaghilev contratou imediatamente Stravinsky para orquestrar peças para um pequeno bailado, ao que se seguiu uma colaboração mútua, que deu origem ao bailado “O pássaro de fogo”, que lançou Stravinsky para a fama internacional.


Fogo de Artifício, de Igor Stravinsky
Orquestra de Paris
Maestro: Pierre Boulez

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Appollon musagète – Bailado, de Stravinsky

por António Filipe, em 12.06.12

No dia 12 de Junho de 1928, no Teatro Sarah Bernhart, em Paris, a companhia de Diaghilev "Ballets Russes” apresentou, pela primeira vez na Europa, o bailado “Appollon musagète”, de Stravinsky. A coreografia foi do bailarino e coreógrafo russo George Balanchine. Os cenários e figurinos foram desenhados por André Bauchant e o próprio Stravinsky dirigiu a orquestra, com o violinista Marcel Darrieux. “Apollo” foi o primeiro grande sucesso de Balanchine, incorporando o estilo neoclássico, pelo qual ficou conhecido, e marcou o início da sua importante e duradoura colaboração com Stravinsky.
A estreia absoluta desta obra teve lugar na Biblioteca do Congresso, em Washington, no dia 27 de Abril de 1928
“Apollon musagète” é um bailado, com dois quadros, cuja história se centra à volta de Apolo, o deus da música, que recebe a visita de três musas: Terpsichore, musa da dança e da canção, Polyhymnia, musa da mímica e Calíope, musa da poesia. Foi composto por Stravinsky entre o dia 16 de Julho de 1927 e 9 de Janeiro de 1928. A patrona das artes americana Elizabeth Coolidge encomendou o bailado em 1927, para um festival de música contemporânea a ser realizado no ano seguinte, na Biblioteca do Congresso, em Washington. Pagou mil dólares pela obra, exigindo que fossem usados só seis bailarinos e uma pequena orquestra e que não durasse mais de trinta minutos. A estreia foi coreografada por Adolph Bolm, que dançou o papel de Apolo.
Stravinsky fez uma revisão à obra, em 1947 e ele próprio dirigiu a primeira interpretação pela Orquestra Sinfónica de San Francisco, em Abril de 1958.


Excerto do bailado “Apollon Musagète, de Stravinsky
Opera Nacional de Paris
Bailarinos: Mathieu Ganio, Myriam Ould-Braham, Mathilde Froustey, Charline Giezendanner

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No dia 6 de Abril de 1971 morreu, em Nova Iorque, o compositor russo Igor Stravinsky, que foi considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do séc. XX. Tinha nascido em Oranienbaum, no dia 17 de Junho de 1882. Filho de um cantor da ópera imperial de São Petersburgo, aos vinte anos estudou com o compositor Rimsky-Korsakov. Em 1910, compôs o ballet Pássaro de Fogo – o primeiro de uma série encomendada pelo Ballet Russo, e obteve imediato sucesso. A partir daí, outras obras para ballet lhe seriam solicitadas. Mas foi com a célebre “A Sagração da Primavera”, em 1913, que o seu nome entraria mesmo para a história da música universal. A apresentação da obra causou escândalo devido às dissonâncias, à assimetria e alternância de ritmos. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, mudou-se para a Suíça. De 1920 a 1939, Stravinsky viveu na França.

Na década de 1930, em menos de dois anos, perdeu a filha mais nova e a mulher, ambas vítimas de tuberculose. Pouco tempo depois, perdeu também a mãe. Desgostoso, buscou novos ares. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Stravinski foi viver para os Estados Unidos. Desembarcou no país em Setembro de 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1945. Em 1963, resolveu visitar a sua pátria e foi recebido com carinho pelos fãs e homenageado pelo governo soviético. O compositor continuou a trabalhar até os oitenta anos.


1ª parte do bailado “A Sagração da Primavera”, de Stravinsky
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowsky

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Pierre Monteux- Maestro francês

por António Filipe, em 04.04.12

No dia 4 de Abril de 1875 nasceu, em Paris, o maestro francês Pierre Monteux. Graças à sua longevidade, atravessou sucessivos períodos da música dos séculos XIX e XX e trabalhou com um diversificado número de grandes figuras e instituições do mundo musical. No início de carreira, ainda como violinista, tocou para Grieg e para Brahms; dirigiu ou colaborou na direcção de companhias como os Ballets Russes de Diaghilev, o Metropolitan, a Sinfónica de Boston, a Orquestra dos Concertgebouw e muitas outras.
Em 1942 tornou-se cidadão americano e fixou a sua principal residência no Maine. Com sua mulher Doris, fundou uma escola de Verão para maestros, inspirada pela docência de direcção de orquestra, que tinha exercido em França. De todo o mundo acorreram músicos para assistirem às classes de Maître Monteux, que um dia disse: “Reger não é suficiente; eu tenho de criar algo; não sou compositor, portanto, quero criar excelentes músicos”.
Pierre Monteux dirigiu grandes orquestras nas “premières” de diversas obras primas. Daphnis e Cloé, de Ravel; Jeux, de Claude Debussy e A Sagração da Primavera e Petrushka, de Stravinsky são alguns exemplos.


Excerto do bailado “Petroushka”, de Stravinsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Pierre Monteux

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