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Anna Netrebko – "La Bellissima"

por António Filipe, em 18.09.13
No dia 18 de Setembro de 1971, nasceu, em Krasnodar, na Rússia, a soprano Anna Netrebko, admirada, não só pela sua beleza, mas, principalmente, pela sua voz. Os seus fãs puseram-lhe a alcunha de "La Bellissima".

Começou a trabalhar lavando nas limpezas do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, onde chamou a atenção do maestro Valery Gergiev, que se tornou o seu orientador vocal no Conservatório de São Petesburgo. Guiada por Gergiev, Netrebko estreou-se no Mariinsky como Susanna, na ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart. Depois disso, interpretou, com aquela companhia, vários papéis como Pamina, da ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart e Rosina, da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini.
Em 1995, aos 24 anos, Anna Netrebko fez a sua estreia nos Estados Unidos, como Lyudmila em “Ruslan e Lyudmila”, de Mikhail Glinka, na Ópera de São Francisco.
Em 2002, estreou-se no Metropolitan Opera como Natasha, na primeira produção da companhia de “Guerra e Paz”, de Prokofiev. No mesmo ano, participou no Festival de Salzburgo, sob a direcção de Nikolaus Harnoncourt.
Em 2003, lançou o seu primeiro disco gravado em estúdio, Opera Arias, que se tornou um dos discos de música erudita mais vendidos do ano. No ano seguinte, lançou outro disco, Sempre Libera. Em 2005, participou novamente no Festival de Salzburgo, interpretando Violetta Valéry, na ópera “La Traviata”, de Verdi, ao lado do tenor mexicano Rolando Villazón e sob a batuta de Carlo Rizzi.
Em Março de 2006 requereu a cidadania austríaca, que lhe foi concedida em Julho do mesmo ano. Mantém ambas as cidadanias, russa e austríaca, e, actualmente vive em Viena.
Em Abril de 2008, Netrebko anunciou que tinha casado com o baixo-barítono uruguaio Erwin Schrott mas, na verdade, o casamento nunca se realizou. O filho deles, Tiago, nasceu em Viena, no dia 5 de Setembro de 2008.
Em Setembro de 2011, surgiu a notícia de que Netrebko participará nas cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2014, na Rússia, que se realizarão perto da sua cidade natal.

Ária “Meine Lippen sie Kussen so heiss”, da opereta “Giuditta”, de Franz Lehár

Soprano: Anna Netrebko

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"A clemência de Tito", de Wolfgang Amadeus Mozart

por António Filipe, em 06.09.13
No dia 6 de Setembro de 1791, estreou-se no Teatro Nacional de Praga a ópera “La Clemenza di Tito”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

"A clemência de Tito", K.621, a última ópera de Mozart, foi encomendada para a coroação do imperador da Boémia, Leopoldo II. É uma ópera séria em dois actos, baseada num texto de Pietro Metastasio. Relata a história de um governante justo e bondoso para com o povo, mesmo perante uma tentativa de assassinato preparada por Vitelia e levada a cabo por Sexto, seu amigo.
O empresário Domenico Guardasoni, que vivia em Praga e a quem tinham pedido uma nova obra para a coroação de Leopoldo II como Rei de Boémia, cerimónia que teria lugar o 6 de Setembro, deslocou-se a Viena, e tentou primeiro contratar Antonio Salieri, que estava muito ocupado e declinou a oferta. Foi então que encomendou a Mozart a composição de uma ópera séria.
Embora estivesse absorvido na criação da ópera “A flauta mágica”, Mozart não hesitou em aceitar, pois Guardasoni ofereceu-lhe o dobro do que normalmente lhe pagavam por uma ópera em Viena. Abandonou a composição de “A flauta mágica” para se dedicar à “Clemência de Tito”.
A estreia da ópera não teve grande sucesso. O rei Leopoldo preferia um estilo mais italiano, em vez do germânico pelo qual Mozart era conhecido. Não se sabe o que Leopoldo pensava desta ópera composta em sua honra, mas conta-se que a sua mulher, María Luísa, se referiu a ela como "porcaria alemã".


Final da ópera “A clemência de Tito”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Tenor: Michael Schade
Mezzo-soprano: Vesselina Kasarova
Soprano: Dorothea Roschmann
Mezzo-soprano: Elina Garanca
Soprano: Barbara Bonney
Baixo: Luca Pisaroni
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Nikolaus Harnoncourt

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“Ernani”, de Giuseppe Verdi

por António Filipe, em 03.09.13
No dia 3 de Setembro de 1844, estreou-se, no Teatro alla Scala de Milão, a ópera “Ernani” de Giuseppe Verdi.

O libreto da ópera “Ernani”, de Verdi foi escrito por Francesco Maria Piave e é baseado no drama com o mesmo nome, de Victor Hugo, que tinha sido levado à cena, com grande sucesso, em 1830. Considerando que algumas modificações eram inevitáveis, podemos dizer que o libreto estava muito próximo do original. A diferença mais marcante reside no facto de, no drama de Victor Hugo, ambos os amantes se suicidarem, enquanto Verdi optou só pela morte de Ernani. Victor Hugo não gostou desta modificação e fez tudo o que pôde para que a ópera não tivesse sucesso.
Ernani marca uma evolução na obra de Verdi. Ao contrário de outras óperas do mesmo compositor, esta dá menos importância ao coro e maior relevância ao indivíduo. Os coros ainda desempenham um papel importante na música, mas as partes principais são para as vozes a solo. A estreia absoluta desta ópera teve lugar no Teatro La Fenice, em Veneza, no dia 9 de Março de 1844. Verdi não ficou satisfeito com o desempenho de alguns dos cantores. Embora, no início, tivesse uma fraca aceitação, a popularidade de Ernani cresceu rapidamente e nem a reprovação de Victor Hugo conseguiu abrandar o seu sucesso.


Ária “Surta è la notte”, da ópera “Ernani”, de Giuseppe Verdi
Soprano: Maria Callas
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão do Norte da Alemanha
Maestro: Georges Prêtre

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Elizabeth Harwood – Soprano inglesa

por António Filipe, em 21.06.13
No dia 21 de Junho de 1990 morreu, de cancro, em Fryerning, Essex, com 52 anos, a soprano inglesa Elizabeth Harwood. Tinha nascido em Barton Seagrave, um subúrbio de Kettering, a 27 de Maio de 1938. Cresceu Yorkshire.

Depois de frequentar uma escola de música, teve uma carreira operática que durou mais de duas décadas. Trabalhou com importantes maestros como Colin Davis e Herbert von Karajan. Foi uma das poucas sopranos inglesas da sua geração a ser convidada para cantar em produções no Festival de Salzburgo, no La Scala de Milão e no Metropolitan Opera.
Depois de algumas actuações em Glyndebourne e cinco anos na Companhia de ópera Sadler's Wells, na década de 1960, Harwood cantou no Covent Garden, em Londres, e na Ópera Escocesa, antes de atingir reputação internacional na década de 1970.

O reportório de Elizabeth Harwood era extenso, mas ficou particularmente conhecida pelas suas actuações em óperas de Mozart e Richard Strauss.
Em salas de concerto, representou oratórias e, nos últimos anos, concentrou-se mais em recitais de Canções (Lieder).


Ária "Porgi amor", da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Soprano: Elizabeth Harwood
Orquestra Sinfónica de Queensland
Maestro: Werner Andreas Albert

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Robert Shaw - Maestro americano

por António Filipe, em 30.04.13
No dia 30 de Abril de 1916 nasceu, em Red Bluff, na Califórnia, o maestro americano Robert Shaw, mais conhecido pelo seu trabalho com o coro que tem o seu nome e as Orquestras e Coros de Cleveland e Atlanta.

Em 1941 fundou o "Collegiate Chorale”, que ficou famoso pela sua integração racial. Em 1945 o grupo executou a Sinfonia Coral, de Beethoven, com a Orquestra Sinfónica da NBC, dirigida por Arturo Toscanini, que, na altura, afirmou: “Em Robert Shaw encontrei, finalmente, o maestro de que tenho andado à procura”. Em 1949 o maestro fundou o “Coro Robert Shaw”, grupo com o qual visitou 30 países, em digressões patrocinadas pelo Departamento de Estado Americano.
Em 1953, Robert Shaw foi nomeado director musical da Orquestra Sinfónica de San Diego, posição que ocupou durante 4 anos. Depois disso, dedicou-se, novamente, aos estudos. Com George Szell estudou direcção de orquestra e foi seu assistente, na Orquestra de Cleveland, durante 11 épocas. Entre 1967 e 1988 foi director musical e maestro da Orquestra Sinfónica de Atlanta.
Robert Shaw morreu em New Haven, Connecticut, no dia 25 de Janeiro de 1999.


Gloria, RV 589, de Vivaldi
Sopranos: Saramae Edlich e Adele Addison
Contralto: Florence Kopleff
Orquestra e Coro de Robert Shaw
Maestro: Robert Shaw

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Luisa Tetrazzini – Soprano italiana

por António Filipe, em 28.04.13
No dia 28 de Abril de 1941 morreu, em Milão, a soprano italiana Luisa Tetrazzini. Tinha nascido em Florença no dia 29 de Junho de 1871.

Começou a cantar aos 3 anos de idade, com lições da irmã mais velha, também ela uma cantora bem-sucedida. Estreou-se na ópera aos 19 anos e fez a primeira parte da sua carreira nos teatros de Itália e em digressões pela Rússia, Espanha e América do Sul. Em 1905 cantou pela primeira vez nos Estados Unidos e a entrada no novo mundo não foi fácil: o director do Metropolitan de Nova Iorque faltou à promessa de contrato que lhe tinha feito, alegando dificuldades legais para que ela cantasse no Met como profissional – e ela afirmou publicamente que cantaria em San Francisco, se tivesse que cantar nas ruas, porque em San Francisco as ruas eram livres. O Tribunal autorizou-a a cantar e o seu agente anunciou que ela cantaria nas ruas de San Francisco.
A voz soprano coloratura brilhou em San Francisco e a carreira de Luisa Tetrazzini deu uma reviravolta. Em 1907 fez a estreia em Covent Garden, como Violeta, na “Traviata” de Verdi e, se subiu a esse palco sendo praticamente desconhecida na Inglaterra, logo de seguida tornou-se a mais requisitada e bem paga soprano das mais importantes salas de ópera. Voltou no ano seguinte aos E.U.A. e cantou pela primeira vez em Nova Iorque. Viria a fazer a temporada de 1911-1912 no Metropolitan, mas permaneceu fiel ao Oskar Hammerstein Manhattan Opera House, o primeiro teatro que a acolheu na metrópole americana.
Depois da Guerra de 1914/1918, Luisa Tetrazzini trocou os palcos da ópera pelos palcos de concerto. O final da vida não foi particularmente feliz: depois da ruína de 3 casamentos foi a derrocada económica. Quando se retirou, em 1932, foi feito um documentário filmado e ela, quando o viu, cantou em paralelo com filme e disse: "Eu estou velha, eu estou gorda, mas eu ainda sou Tetrazzini."


Ária “Caro nome”, da ópera “Rigoletto”, de Verdi
Soprano: Luisa Tetrazzini

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O Rei Pastor, de Mozart

por António Filipe, em 23.04.13
No dia 23 de Abril de 1775, estreou-se, no Palácio do Arcebispo, em Salzburgo, a ópera “Il Re pastore”. O compositor, Wolfgang Amadeus Mozart, tinha apenas 19 anos de idade.

Para esta “serenata teatral”, em dois actos, Mozart trabalhou com um libreto de Pietro Metastasio, autor de grande prestígio na época. O Rei Pastor conta a história de Aminta, pastor que se recusa a sacrificar o seu amor pela ninfa Elisa e que, no final, é coroado rei. Embora só tivesse 19 anos, Mozart já era experiente no género lírico, com cerca de uma dezena de obras no seu currículo.
Esta ópera, que Mozart levou seis semanas a compor, foi encomendada pelo arquiduque Maximillian Franz, filho mais novo da imperatriz Maria Teresa de Salzburgo. O libretista da ópera escreveu o libreto em 1751, baseando-se numa obra de Torquato Tasso, chamada Aminta.


Ária "L'amero saro costante", da ópera “O Rei Pastor”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Soprano: Leontyne Price
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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Anita Cerquetti - Soprano italiana

por António Filipe, em 13.04.13
No dia 13 de Abril de 1931 nasceu, em Montecosaro, perto de Macerata, na Itália, a soprano italiana Anita Cerquetti, que, infelizmente, teve uma carreira curta, que só abrangeu a década de 1950.

Inicialmente estudou violino durante oito anos mas, depois de um ano de estudar canto no Conservatório de Perugia, em 1951 estreou-se como cantora de ópera, em Spoleto, interpretando o papel de Aida. Depois de cantar por toda a Itália, estreou-se no Teatro alla Scala, em 1958.
Anita Cerquetti foi notícia quando substituiu Maria Callas, à última da hora, na Casa de Ópera de Roma, no papel de Norma, em Janeiro de 1958. Já estava a interpretar esse papel no Teatro S. Carlos, em Nápoles e, durante várias semanas teve que se deslocar entre Roma e Nápoles. Este esforço teve efeitos graves na sua saúde e, pouco a pouco, foi-se afastando dos palcos, até que se retirou definitivamente, em 1961, com apenas 30 anos.


Ária "Pace mio Dio", da ópera “A Força do Destino”, de Verdi
Soprano: Anita Cerquetti

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Ópera “Dido e Eneas”, de Henry Purcell

por António Filipe, em 11.04.13
No dia 11 de Abril de 1689 estreou-se a ópera “Dido e Eneas”, do compositor inglês Henry Purcell. O evento realizou-se no Theatre Royal, em Londres.

Dido e Eneas é uma ópera trágica, em três actos e um prólogo, com libreto de Nahum Tate, e é considerada a única grande obra de teatro musical em inglês antes das óperas de Benjamin Britten, no século XX. A história baseia-se no IV Canto da “Eneida”, do épico latino Virgílio. A acção desenrola-se ao longo de um dia, descrevendo o drama de Dido, rainha de Cartago, que se enamora de Eneas e se vê abandonada, em detrimento da epopeia que o príncipe troiano está vaticinado a viver.
Na época, o papel de Dido era interpretado por um “castratti”.
Com esta ópera, Purcell tornou-se o mais importante compositor de ópera em inglês, durante mais de 220 anos. O seu inigualável talento para moldar a língua à música fez dele um modelo para Benjamin Britten e outros compositores modernos que trabalharam com a língua inglesa.


Ária “O Lamento de Dido”, da ópera “Dido e Eneas”, de Henry Purcell
Soprano: Jessye Norman

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Um Requiem Alemão, de Johannes Brahms

por António Filipe, em 10.04.13
No dia 10 de Abril de 1868, uma Sexta-feira Santa, o compositor Johannes Brahms subiu ao pódio para dirigir a orquestra, que interpretou “Um requiem alemão”. O concerto teve lugar em Bremen, na Alemanha.

Dois acontecimentos levaram Brahms a compor o seu Requiem: o falecimento, em 1856, do amigo e mentor Robert Schumann - nesta altura compôs o primeiro andamento - e a morte da sua mãe em Fevereiro do ano de 1865 - quando completou a obra. O Requiem tem uma letra estranha, pois fala pouco em Deus (até há quem lhe chame o Requiem ateu), mas há nele um indiscutível e profundo sentimento religioso.
Esta composição foge ao convencionalismo das Missas de Requiem, por norma cantadas em latim. Para a parte vocal Brahms seleccionou textos da bíblia em alemão, traduzida por Lutero. O conteúdo tem a intenção primária de consolar os vivos com as suas perdas e acostumá-los a pensar na esperança da ressurreição, deixando de lado os temores do dia do julgamento.


Um Requiem Alemão, de Brahms
Soprano: Kathleen Battle
Baixo-barítono: José Van Dam
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Herbert von Karajan

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