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Eugene Ormandy - Maestro e violinista americano

por António Filipe, em 18.11.12
No dia 18 de Novembro de 1899 nasceu, em Budapeste, na Hungria, o maestro e violinista Eugene Ormandy. Inicialmente, ganhou fama como violinista, na sua terra natal.

Foi o aluno mais novo da história da Academia de Música de Budapeste (hoje chamada Academia de Música Franz Liszt), onde entrou com 5 anos, deu os primeiros concertos aos 7 e formou-se com o grau de Mestre aos 14. A carreira de maestro começou, por acidente: em 1921 ia fazer uma digressão, como violinista, pelos Estados Unidos, com a promessa de proventos fabulosos, mas que não passou de um embuste. Sem dinheiro, lá arranjou um empregozito no Teatro do Capitólio de Nova Iorque, de que, 4 anos depois, já era o maestro principal. Tornou-se cidadão americano em 1927. A oportunidade da sua vida surgiu quando, por doença, Toscanini se viu impedido de dirigir a Orquestra de Filadélfia. Corria o ano de 1931.
Ormandy agarrou essa oportunidade, causando tal impressão que, pouco tempo depois, foi convidado para maestro principal da Orquestra Sinfónica de Minneapolis. Com esta orquestra, foi contratado pela RCA Victor para uma série de gravações, que decorreram em 1934 e 1935 e graças às quais, seleccionando e dirigindo músicos cuja técnica apurou laboriosamente, o maestro granjeou prestígio e reconhecimento mundial. Em 1938, depois de 2 anos como maestro auxiliar, passou a maestro principal da Orquestra de Filadélfia, de onde só saiu para a reforma, 42 anos depois!!! Foram suas as primeiras gravações da Sinfonia nº 4 e do Concerto para Violoncelo nº 2, de Shostakovich, no segundo caso com o violoncelista Mstislav Rostropovich. Foi ainda com Ormandy que, no dia 21 de Março de 1948, foi efectuada a primeira transmissão televisiva de uma sinfonia: a nº 1 de Rachmaninov.
Faleceu no dia 12 de Março de 1985, em Filadélfia.


Sinfonia nº 8, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Eugene Ormandy

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No dia 12 de Setembro de 1910, no Neue Musik-Festhalle, em Munique, realizou-se a estreia da Sinfonia nº 8, em mi bemol maior, de Gustav Mahler. Em palco, estavam 1023 músicos, dirigidos pelo compositor e, na assistência, encontravam-se 3200 pessoas.
A Sinfonia nº 8 é uma obra mais impressionante do que bela e nem é bem uma sinfonia, mas uma gigantesca cantata. A sua execução exige, entre orquestra e coro, mais de mil participantes. Por isso é mais conhecida pela “Sinfonia dos mil”, subtítulo que lhe foi dado por razões comerciais e com o qual Mahler nunca concordou.
Esta obra, rica em polifonia, é pouco convencional, na medida em que, em vez dos vários andamentos habituais, é composta por duas partes. A primeira é baseada num texto latino intitulado "Veni creator spiritus” de um hino cristão do séc. IX, para o Pentecostes. A segunda parte baseia-se na cena final do “Fausto”, de Goethe.
Composta no sul da Áustria em 1906, a Sinfonia nº 8 é a única sinfonia de Mahler inteiramente cantada e a última que foi estreada durante a vida do compositor. No período que se seguiu à morte de Mahler, esta obra foi executada muito poucas vezes. No entanto, desde meados do séc. XX, tem sido ouvida regularmente em salas de concerto por todo o mundo e gravada inúmeras vezes.
Embora reconhecendo a sua vasta popularidade, os críticos modernos dividem as opiniões sobre esta obra. Enquanto uns acham que o seu optimismo não é convincente e consideram-na inferior às outras sinfonias de Mahler, outros comparam-na à nona sinfonia de Beethoven, como sendo o auge da afirmação humana do séc. XX.
Entre o público que assistiu à estreia da Sinfonia nº 8, de Mahler, encontravam-se os compositores Richard Strauss, Camille Saint-Saëns e Anton Webern e os escritores Thomas Mann e Arthur Schnitzler. Na audiência estava, também, o maestro Leopold Stokowsky, então com 28 anos, que, seis anos mais tarde, iria dirigir a estreia, nos Estados Unidos, da “Sinfonia dos mil”.
Até à data, a reacção às sinfonias de Mahler tinha sido, muitas vezes, um desapontamento. Mas a estreia da oitava sinfonia, em Munique, foi um enorme triunfo. Depois dos acordes finais, houve uma breve pausa, antes de se ouvirem os estrondosos aplausos que duraram cerca de vinte minutos. De regresso ao hotel, Mahler recebeu uma carta de Thomas Mann, que se referia ao compositor como “o homem que, creio eu, exprime a arte do nosso tempo na sua forma mais profunda e sagrada”.

Final da Sinfonia nº 8, de Mahler
National Youth Orchestra of Great Britain
Maestro: Simon Rattle

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Gerard Schwarz - Maestro norte-americano

por António Filipe, em 19.08.12

No dia 19 de Agosto de 1947 nasceu em Weehawken, New Jersey, o maestro norte-americano, filho de pais austríacos, Gerard Schwarz. É o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Seattle, no estado de Washington. Licenciou-se na Juilliard School, em Nova Iorque e começou a sua carreira como trompetista principal na Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, sob a direcção de Pierre Boulez, cargo que manteve até 1973. Em 1971 ganhou o primeiro prémio nas Audições Internacionais de Jovens Artistas de Concerto. Tem sido director musical de várias organizações, entre as quais se destaca o Festival Mostly Mozart de Nova Iorque, que dirigiu entre 1982 e 2001.
Em 1989, Gerard Shwarz recebeu o prémio Ditson, para maestros, pelo seu empenho na apresentação de música americana. Entre as suas numerosas distinções, destacam-se o prémio de Maestro do Ano, em 1994, 13 nomeações para os Grammy e 3 para os Emmy (2 das quais resultaram na obtenção do prémio), pela sua interpretação do Requiem, de Mozart e das suas actuações com a Orquestra Sinfónica de Seattle, transmitidas pela cadeia pública de televisão PBS.


Sinfonia nº 8, de Shostakovich
Orquestra Sinfónica de Seattle
Maestro: Gerard Schwarz

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