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Heinrich von Herzogenberg – Compositor austríaco

por António Filipe, em 10.06.13
No dia 10 de Junho de 1843 nasceu em Graz, na Áustria, descendente de uma família de aristocratas franceses, o compositor austríaco Heinrich von Herzogenberg.

Foi educado numa escola de jesuítas em Feldkirch e em Munique, Dresden e Graz, antes de estudar direito, filosofia e ciência política na Universidade de Viena. Mas depressa virou as suas energias para a música. Frequentou aulas de composição até 1864. Foi inicialmente atraído pela música de Wagner mas o estudo das obras de Bach levou-o a inclinar-se para a tradição clássica e tornou-se um grande admirador de Brahms.
Em 1866 casou-se com Elisabet von Stockhausen, que tinha sido aluna de piano de Brahms. Viveram em Graz até 1872, ano em que se mudaram para Leipzig. Em 1874 fundou a Associação Bach de Leipzig, que se preocupava com o renascimento das cantatas de Bach. A partir de 1885 foi professor de composição na Hochschule für Musik, em Berlim. Heinrich von Herzogenberg morreu repentinamente, em Wiesbaden, no dia 9 de Outubro de 1900.


Sinfonia nº 1, de Heinrich von Herzogenberg
Orquestra Sinfónica da Rádio do Norte da Alemanha
Maestro: Frank Beermann

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Vincent d'Indy – Compositor francês

por António Filipe, em 27.03.13
No dia 27 de Março de 1851 nasceu em Paris, no seio de uma família aristocrática, o compositor francês Vincent d'Indy.

Recebeu lições de piano da avó paterna, desde criança e, aos 14 anos, começou a estudar harmonia. Aos 19 anos, durante a Guerra Franco-Prussiana, d’Indy alistou-se na Guarda Nacional, mas voltou ao mundo da música logo que a guerra acabou. No Verão de 1873, d’Indy visitou a Alemanha, onde conheceu Franz Liszt e Johannes Brahms.
As suas obras denotam a influência de Berlioz, Wagner e César Franck, de quem foi aluno, no Conservatório de Paris. Inspirado pelos estudos com Franck e insatisfeito com a qualidade do ensino no Conservatório de Paris, d’Indy, em colaboração com Charles Bordes e Alexandre Guilmant, fundou a Schola Cantorum de Paris, em 1894. Foi professor naquela escola e, mais tarde, no Conservatório de Paris, até que veio a falecer, no dia 2 de Dezembro de 1931, na capital francesa.


Sinfonia nº 1 “Italiana”, de Vincent d'Indy
Orquestra Sinfónica da Islândia
Maestro: Rumon Gamba

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Michel Tabachnik - Compositor e maestro suíço

por António Filipe, em 10.11.12
No dia 10 de Novembro de 1942 nasceu, em Genebra, na Suíça, o compositor e maestro Michel Tabachnik. Estudou piano, composição e direcção de orquestra.

Enquanto jovem, trabalhou com maestros como Igor Markevitch e Herbert von Karajan e, durante quatro anos, foi maestro assistente de Pierre Boulez. Desempenhou o cargo de maestro principal da Orquestra Gulbenkian, em Lisboa, e já dirigiu várias orquestras internacionais, como a Filarmónica de Berlim, a Orquestra dos Concertos Gebouw e a Orquestra de Paris, entre outras.
Na área da ópera, Michel Tabachnik dirigiu em salas de ópera de Paris, Genebra, Zurique, Copenhaga, Lisboa, Roma e Montreal. Também trabalhou com várias orquestras juvenis. De 1985 a 1989, foi director da Orquestra Juvenil do Quebeque e, em 1984, fundou a Orquestra Juvenil do Mediterrâneo. Em 1995 foi nomeado Artista do Ano pelo Centro Internacional de Arte e Cultura, de Roma e, em 2005, assumiu o cargo de maestro principal e director artístico da Orquestra Filarmónica de Bruxelas.


1º andamento da Sinfonia nº 1, de Brahms
Orquestra Filarmónica de Bruxelas
Maestro: Michel Tabachnik

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Sinfonia nº 1, de Brahms

por António Filipe, em 04.11.12
No dia 4 de Novembro de 1876, em Karlsruhe, na Alemanha, aconteceu a estreia da Sinfonia nº 1, de Johannes Brahms. O maestro foi um velho amigo do compositor: Felix Otto Dessoff.

Os primeiros esboços da Sinfonia nº 1, em dó menor, op. 68, de Brahms, datam de 1854. O próprio compositor admitiu que a composição desta obra demorou 21 anos. Uma das razões desta demora é que havia uma expectativa de que Brahms continuaria a obra de Beethoven, o que Brahms sentia que não conseguiria realizar, devido à enorme reputação de Beethoven.
Muitos disseram que existe uma grande semelhança entre esta sinfonia e outras de Beethoven, principalmente a 5ª e a 9ª. Isto irritava Brahms, que via nesta afirmação uma acusação de plágio. Brahms sabia destas semelhanças, mas encarava-as como sendo uma homenagem a Beethoven. A Sinfonia nº 1, de Brahms, é muitas vezes referida como a décima, de Beethoven.


Excerto da Sinfonia nº 1, de Brahms
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Simon Rattle

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Sinfonia nº 1, de Sibelius

por António Filipe, em 18.07.12

No dia 18 de Julho de 1900 estreou-se, em Estocolmo, a versão final da Sinfonia nº 1, de Jean Sibelius. O maestro Robert Kajanus dirigiu a Orquestra Filarmónica de Helsínquia.
A Sinfonia nº 1, op. 39, em mi menor, foi composta em 1898 pelo compositor finlandês Jean Sibelius. A obra foi tocada, pela primeira vez, no dia 26 de Abril de 1899, pela Filarmónica de Helsínquia dirigida pelo compositor. Esta versão original da sinfonia não sobreviveu. Depois da estreia, Sibelius fez algumas revisões, que resultaram na versão que hoje conhecemos.
Esta sinfonia é caracterizada pelo uso de solos de instrumentos de cordas e madeira. O primeiro andamento abre com um longo solo de clarinete sobre um rolar de tímpanos. Esta ideia volta no início do 4º andamento, com as cordas em fortíssimo, acompanhadas pelos naipes de sopros e metais. Os outros andamentos incluem solos de violino, viola e violoncelo.
O próprio Sibelius não estava completamente satisfeito com a sinfonia. Fez-lhe revisões, durante a Primavera e o Verão de 1900, para uma digressão pela Europa da orquestra do seu amigo Robert Kajanus. A atmosfera era triste porque a filha de Sibelius tinha morrido com apenas 1 ano e Aino, a sua mulher, tinha ficado doente devido à morte da filha.
No entanto, a estreia desta versão final foi um sucesso. A Sinfonia nº 1 foi a obra com a qual Sibelius atingiu fama internacional. Foi aclamada pelos críticos em Copenhaga, Estocolmo, Hamburgo, Berlim e, um pouco menos, em Paris.


Excerto (Final) da Sinfonia nº 1, de Sibelius
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 18 de Maio de 1911 faleceu, em Viena, o compositor austríaco Gustav Mahler. Tinha nascido em Kaliště, na Boémia, no dia 7 de Julho de 1860. Quando morreu o irmão mais velho, Gustav tomou conta da família que o pai, alcoólico, não conseguia governar. Tornou-se então músico profissional. Tinha 6 anos de idade. Os seus contemporâneos quase não o conheciam como compositor, pois foi como maestro que adquiriu fama e fortuna. As suas composições só viriam a ser reconhecidas nos anos 60. Para isso contribuíram as gravações de Leonard Bernstein, um dos seus sucessores à frente da Filarmónica de Nova Iorque, assim como biografias escritas por Theodor Adorno e Otto Klemperer, publicadas na década de 60. A última contribuição para a sua redescoberta foi a utilização do Adagietto da 5ª sinfonia como parte da banda sonora do filme “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, em 1970. A música de Mahler é impregnada de romantismo, mas possui novas tendências. As suas composições seguem a linha de Anton Bruckner e Beethoven.
Gustav Mahler compôs dez sinfonias, sendo que a última foi completada por Deryck Cooke, um investigador britânico, em 1964. A estreia, em 1910, da sua 8ª Sinfonia (A Sinfonia dos Mil), dirigida por ele mesmo, precisou de dois coros e um terceiro de vozes brancas, oito vozes solistas, órgão e orquestra. Mahler foi, também, um apreciado intérprete de obras clássicas. Em 1907, abandonou Viena para se instalar em Nova Iorque, onde dirigiu a Orquestra Filarmónica. Em 1911, ficou extremamente doente. A conselho do seu médico, ainda viajou até Paris, para ser tratado. Teve pequenas melhoras durante algum tempo, mas não conseguiu resistir. Deslocou-se, então, para Viena para ser internado. Veio a falecer a 18 de Maio de 1911.


3º andamento da Sinfonia nº 1, de Mahler
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Aleksander Scriabin – Compositor e pianista russo

por António Filipe, em 27.04.12

No dia 27 de Abril de 1915 morreu o compositor e pianista russo Aleksander Scriabin. Tinha nascido em Moscovo, de uma família aristocrática, no dia 6 de Janeiro de 1872. As suas principais influências foram Chopin e Richard Wagner. Quanto tinha apenas um ano, a sua mãe, pianista de concerto, morreu vítima de tuberculose. Scriabin é entregue aos cuidados da avó e da tia, depois de o pai partir para a Turquia. Ingressou no corpo de cadetes, mas cedo abandonou a carreira militar para se dedicar à música. Começou os estudos musicais com Nikolay Zverev, na altura mestre de Sergei Rachmaninoff e de outros talentos. Scriabin ingressa posteriormente no Conservatório de Moscovo, estudando com Anton Arensky e Sergei Taneyev, demonstrando na altura um assinalável talento como pianista.
É nesta altura que Scriabin compõe a sua primeira grande obra, a Sonata em Fá menor, num acto que definiu como «um grito a Deus e ao Destino». Foi casado com Vera Isakovich, embora tenha preferido a companhia de Tatiana Fyodorovna, com quem teve um filho que acabou por morrer aos 11 anos.
Dedicou-se a especulações filosóficas e religiosas e dessa atitude de pensamento resultou uma música inédita. Apesar de as suas obras sinfónicas (como Poema do Êxtase e Prometeu, Poema do Fogo) não terem confirmado o papel messiânico que a si próprio atribuía, trocou a influência que inicialmente recebera de Chopin pela inspiração na arte do diabólico, satânico, que já tinha movido Liszt e a última fase da sua vida foi profundamente mística.
Algum tempo antes de morrer Scriabin planeou um mega-projecto a que chamou “Misteria”, um trabalho multimédia a ser apresentado nos Himalaias que desencadearia o Armagedão, uma «grandiosa síntese religiosa de todas as artes que faria nascer um novo mundo». Como pianista, ganhou fama no Ocidente, tendo dado concertos em Paris, Bruxelas e Londres. Mas foi compositor que preferiu ser e foi como compositor que ficou na História. Deixou extensa obra, apesar da sua vida relativamente curta. Morreu com 44 anos, no dia 27 de Abril de 1915.


5º andamento da Sinfonia nº 1, de Scriabin
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Riccardo Muti

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No dia 15 de Abril de 1924 nasceu, em Lincoln, na Inglaterra, o maestro e violinista Sir Neville Marriner. Realizou os seus estudos de violino no Royal College of Music e no Conservatório de Paris. Em 1949 ingressou no Martin String Quartet e fundou o Jacobean Ensemble, com o cravista Thurston Dart, e o Virtuoso String Trio. Como violinista, integrou diversas orquestras de Londres e teve, deste modo, oportunidade de trabalhar com nomes lendários da direcção de orquestra como Toscanini, Furtwängler, Cantelli e Karajan, entre outros.
Enquanto membro da Orquestra Sinfónica de Londres, fundou, em 1959, a Academy of St. Martin in the Fields, com a qual trabalhou primeiramente como violinista e, mais tarde, como maestro titular. Pierre Monteux tornou-se seu mentor e Marriner ocupou o seu primeiro cargo como maestro à frente da Orquestra de Câmara de Los Angeles, entre 1969 e 1979. Posteriormente, foi Director Musical da Orquestra de Minnesota até 1986, ano em que assumiu idênticas funções na Orquestra Sinfónica da Rádio de Estugarda.
Neville Marriner foi galardoado, por duas vezes, pela acção que desenvolveu em prol da música: em 1979 foi nomeado ''Comendador da Ordem do Império Britânico'' e em 1985 recebeu o título honorífico de ''Sir''. Mais recentemente, a Academy of St. Martin in the Fields e Neville Marriner foram distinguidos com o Queen's Award for Export Achievement, em reconhecimento pela sua destacada actividade conjunta no domínio dos concertos e das gravações internacionais. Além disso, em 1995, foi-lhe atribuída a Ordem das Artes e Letras, pelo Ministério da Cultura Francês, pela sua grande dedicação à vida cultural francesa.
Especialmente célebre pelas gravações históricas que fez com a Academy of St. Martin in the Fields, Neville Marriner desempenha as funções de Maestro Convidado Principal da Orquestra de Cadaqués desde 1992. Como curiosidade, diga-se que é pai do também famoso clarinetista Andrew Marriner, primeiro clarinete da Orquestra Sinfónica de Londres.


3º andamento da Sinfonia nº 1, de Mahler
Orquesta de Cadaqués
Maestro: Sir Neville Marriner

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