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Assunção Esteves – O tigre de papel

por António Filipe, em 11.07.13

Já me venho habituando a ser insultado e até humilhado pelos vários governos que temos tido ao longo dos anos. Mas os que nos governam nos dias de hoje já conseguiram ultrapassar todos os limites da minha paciência.
Estando este governo no limite dos seus dias, pensava eu que já não haveria muito mais tempo para o povo ter que se submeter a estes insultos. Hoje, porém, o insólito aconteceu. A Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República, teve que, pela enésima vez, mandar evacuar as galerias da AR, porque algumas dezenas de manifestantes se manifestavam, pedindo a demissão do governo e atirando cartões amarelos e vermelhos para o plenário. A manifestação era pacífica, mas a Presidente Assunção Esteves mostrou a sua arrogância e estupidez, quando, logo no início da manifestação, repetiu, umas dez vezes, a frase “Façam favor de se retirar”. À maneira que ia repetindo “Façam favor de se retirar”, sentia-se a crescente raiva na sua voz. Raiva porque sabe que tem os dias contados no cargo que tem desempenhado, normalmente com uma vozinha de meter nojo, querendo dar a entender que é uma pessoa ponderada e calma. Mas, mais tarde ou mais cedo, o leão mostra a sua raça. Foi o que aconteceu hoje. A leoa pachorrenta transformou-se num tigre raivoso, a tentar meter medo aos manifestantes, que tiveram tanto medo dela como eu tenho de um rato morto. Não passa de um tigre de papel, que, à primeira sopradela, cai por terra. A Assunção Esteves é uma besta, essa sim de carne e osso, que tem as costas quentes por um governo, por sua vez composto por várias bestas. Na verdade, a Presidente da AR estava cheiinha de medo dos cartões que eram lançados para o plenário pelas dezenas de manifestantes, esses sim verdadeiros representantes do povo, ao contrário da maioria daqueles de que a Assunção Esteves é presidente e que a elegeram para o cargo que se veio a verificar que não merecia. E quando penso que esta palhacita substitui o Presidente da República, no caso de lhe acontecer alguma coisa que o impeça de exercer o cargo, quase desisto do meu desejo de há muitos anos de que dê uma travadinha ao palhaço-mor.
Depois de terem expulsado o povo das galerias, a Presidente, dirigindo-se aos deputados, disse que “nós não fomos eleitos para ter medo, para ser coagidos e, provavelmente, também não fomos eleitos para não ser respeitados”.
Pois não, não foste eleita para ter medo e não haveria razão para tal se o governo que tanto defendes não desse ao povo mil e uma razões para te meter medo. Então admiras-te que as pessoas se revoltem quando, na Assembleia a que presides, estão a ser aprovadas leis que, a pouco e pouco, lhes vão tirando direitos que, às vezes com muito sacrifício, conseguiram conquistar ao longo dos últimos 40 anos? És mesmo burra se algumas dezenas de papelinhos te intimidam. E ingénua, se pensas que esses papéis não se vão transformar em tigres raivosos, quando o povo já estiver mesmo farto dos crimes que estão a ser cometidos contra ele. E dos quais tu és uma das principais cúmplices. Também é verdade que não foste eleita para não seres respeitada. Mas tens que te lembrar que para seres respeitada, tens que te dar ao respeito. E é isso que tu não fazes nem sabes fazer, como, hoje, demonstraste.
Uma das provas da tua burrice é a afirmação, à laia de pedido, que fizeste a seguir: “E queria dizer aos senhores deputados que provavelmente teremos que considerar as regras de acesso às galerias”. Mas o que é que tu queres dizer com isso? Não precisas de responder, que eu sei muito bem que o que tu querias era proibir o povo de entrar na casa que é dele. E, se quiseres, vais consegui-lo, porque a maioria das bestas que aprova as tuas propostas, têm tanto medo do povo como tu tens. E fazem tudo para fugir dele. Olha, lembrei-me agora, sabes o que é que o povo chamava ao Salazar? Chamava-lhe “Esteves”. Que coincidência! O povo chamava o Salazar pelo teu nome. E não sabes porquê? Eu explico: É que nas notícias, os jornalistas, quando falavam do Salazar, escreviam ou diziam constantemente “O Senhor Presidente do Concelho esteve… neste ou naquele sítio”. Nunca diziam “Vai estar”, porque o Salazar, tal como tu, a partir de certa altura, começou a ter medo que o povo soubesse onde ele ia estar. Daí darem o teu nome ao fascista Salazar. Percebeste? As tuas ideias fascistas também te levam a querer que o povo não esteja presente na Assembleia, quando tu e os teus parceiros tomam decisões contra ele. Mas olha que o povo não é parvo. Imagina tu que até derrubaram o fascismo. E, a ti, se não te pões a pau, apanha-te na esquina mais próxima, da qual nem tu nem ninguém o conseguem expulsar. Não é que eu seja teu amigo, mas, na minha terra, diz-se que “quem te avisa teu amigo é”.
O dia de hoje vai ficar na história como sendo o dia em que tu, Assunção Esteves, mostraste a fascista que és. Depois de teres expulsado o povo da Assembleia, como tantas vezes já fizeste, de teres dito que não foste eleita para ter medo, mas para seres respeitada e de teres exprimido o desejo de as sessões da Assembleia serem feitas à porta fechada, deste-te ao luxo de citar a Simone de Beauvoir, à qual, nem de rastos, chegas aos calcanhares. Fazendo referência aos manifestantes que tinhas acabado de expulsar, afirmaste, do alto da tua cátedra: “Não podemos deixar, como dizia a Simone de Beauvoir, que os nossos carrascos nos criem maus costumes”.
E assim, sem mais nem menos, chamaste “carrascos” aos manifestantes. E sendo que os manifestantes estavam ali a exprimir o que vai na alma da maioria dos portugueses, chamaste, sem qualquer pudor, “carrascos” aos portugueses. E, por tabela, chamaste-me “carrasco”. Depois de fazer alguma pesquisa, descobri que já tinhas usado a mesma frase, quando, em 2007, participaste no debate sobre a luta contra o terrorismo, no Parlamento Europeu. Referias-te, nessa altura, aos terroristas. O que me leva a deduzir que, hoje, chamaste terrorista ao povo português. E, por tabela, chamaste-me “terrorista”. Sabes, certamente, que a Simone de Beauvoir usou essa frase, referindo-se aos nazis. O que me leva a deduzir que, hoje, chamaste nazi ao povo português. E, por tabela, chamaste-me “nazi”. E aí pia mais fino. E dá-me o direito e a vontade de te chamar tudo o que me der na real gana. O que farei doravante, enquanto o teu cuzinho, que mal se vê, de tão esquelética que és, estiver sentado nesse lugar altivo, do qual nunca foste, não és e nunca serás digna.
Para já, estou com vontade de te chamar fascista, ditadora, sabuja, sacanita e chula do erário público.
E fico-me por aqui, porque já me roubaste mais palavras do que mereces, sua besta nazi.

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publicado às 23:46

(cliquem na imagem para ampliar)

«Maria da Assunção Esteves (PPE-DE ), Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007 – Estrasburgo  O terrorismo desafia a nossa sociedade livre e aberta. Às vezes, traz-nos mesmo a tentação de criar um direito securitário muito próximo da erosão dos nossos valores civilizacionais.

A União Europeia tem, por isso, de criar com urgência um código comum que deixe claros os princípios e os métodos.

Em primeiro lugar, a garantia dos princípios da dignidade humana e do Estado de Direito em todas as frentes no combate ao terrorismo. Não podemos fazer claudicar as bases morais da democracia que assentam justamente nesses valores. Como dizia Simone de Beauvoir, não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes.

Em segundo lugar, é necessário criar uma legislação uniforme dos Estados-Membros. A União, neste aspecto, tem mesmo que ser União. O combate ao terrorismo torna urgente uma prática de unidade e de coerência das regras; ele não pode ser deixado aos impulsos de cada Estado-Membro e das suas opiniões públicas de ocasião.

Em terceiro lugar, impõe-se a promoção de um trabalho em rede e a promoção de consensos através da legitimação das medidas no Parlamento Europeu e nos parlamentos nacionais.

Em quarto lugar, o esforço da União Europeia para a criação de um mecanismo internacional das Nações Unidas para a monitorização das práticas e legislações de emergência. Este é um combate de larga escala, não é um combate apenas da Europa ou do eixo euro-atlântico.

Finalmente, o combate ao terrorismo exige-nos um esforço de criação de uma comunidade internacional mais justa e equilibrada, o diagnóstico das causas e das fracturas, a promoção de uma cultura de direitos transversal aos povos e um esforço imenso no diálogo entre civilizações. O terrorismo é um fenómeno complexo. Não podemos responder-lhe com uma interpretação simplista.»

[via Francisco Zuzarte Sénior]

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publicado às 22:11


A Esteves fascista e os carrascos do POVO

por Rogério Costa Pereira, em 11.07.13

"Nous ne devons pas laisser nos bourreaux nous donner de mauvaises habitudes".

Esta frase, de Simone de Beauvoir, foi hoje urrada em português pela Esteves, presidente da AR, em referência aos DEMOCRÁTICOS protestos que vinham das galerias. Como bem contextualiza Nicolau Santos,"Beauvoir escreveu esta frase a propósito da opressão nazi sobre os franceses durante a II Guerra Mundial. Equiparar cidadãos portugueses que se manifestavam na casa da democracia a torturadores e carrascos nazis é inadmissível - e é totalmente inaceitável que seja a presidente da Assembleia da República a fazer essa comparação. O povo português merece seguramente um pedido de desculpas por parte de Assunção Esteves. E quem em democracia tem medo do povo, não merece seguramente ocupar o segundo cargo na hierarquia de um Estado democrático."

Numa coisa a Esteves tem razão, estamos a "deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes". Mas nós, não ela e os da sua igualha. No caso, o costume de deixar que esta tralha de gente nos insulte todos os dias - todos os dias! -, já com os seus tiques fascistas escancarados, sem medos de revelarem o que lhes vai no intestino.

Nicolau Santos é brando. Eu não aceito as desculpas da Esteves. Os carrascos são eles, não nós (não estive nas galerias do Parlamento, mas não gritaria melhor). E, a cada dia, eles trepam-nos mais pelo lombo acima.

Mas a História vai cumprir-se, é a História que o diz.

Demite-te, fascista! [digo eu, pateta, como se fosse possível um fascista abandonar o poder sem ser corrido a pontapé]

Adenda: afinal, são habitos velhos e uma frase decorada: Os terroristas das Galerias.

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publicado às 21:18


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