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Carmina Burana - Cantata de Carl Orff

por António Filipe, em 08.06.13
No dia 8 de Junho de 1937, na Casa da Ópera de Frankfurt, estreou-se a cantata “Carmina Burana”, de Carl Orff, compositor alemão que viveu entre 1895 e 1982.

Carmina Burana é uma cantata cénica de poesias latinas medievais composta por Carl Orff em 1935 e 1936, baseada em textos extraídos de uma colecção de mais de duzentos poemas do final do século XIII. Estes poemas, numa espécie de mistura entre um alemão arcaico, francês, grego e latim, foram escritos por um grupo profano de errantes chamados Goliardos. Eram monges e menestréis que passavam o seu tempo deliciando-se com os prazeres da carne. A obra é descrita pelo compositor como "a celebração de um triunfo do espírito humano pelo balanço holístico e sexual".
Na época em que estes poemas foram escritos, a influência da música religiosa – principalmente o canto gregoriano –, no Ocidente, era muito forte. O que caracteriza os poemas utilizados por Carl Orff são temas do quotidiano onde a parábola presente é a da roda da fortuna, em que o azar e a sorte são o dia-a-dia do ser humano em todos os momentos da vida.
Apesar de moderno em algumas de suas composições, Orff soube capturar o espírito da era medieval na sua trilogia e, em particular, no tema “Fortuna Imperatrix Mundi”, o principal e mais célebre trecho de Carmina Burana.


“Fortuna Imperatrix Mundi”, da Cantata “Carmina Burana”, de Carl Orff
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Sir Simon Rattle

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Sinfonia nº 1, de Brahms

por António Filipe, em 04.11.12
No dia 4 de Novembro de 1876, em Karlsruhe, na Alemanha, aconteceu a estreia da Sinfonia nº 1, de Johannes Brahms. O maestro foi um velho amigo do compositor: Felix Otto Dessoff.

Os primeiros esboços da Sinfonia nº 1, em dó menor, op. 68, de Brahms, datam de 1854. O próprio compositor admitiu que a composição desta obra demorou 21 anos. Uma das razões desta demora é que havia uma expectativa de que Brahms continuaria a obra de Beethoven, o que Brahms sentia que não conseguiria realizar, devido à enorme reputação de Beethoven.
Muitos disseram que existe uma grande semelhança entre esta sinfonia e outras de Beethoven, principalmente a 5ª e a 9ª. Isto irritava Brahms, que via nesta afirmação uma acusação de plágio. Brahms sabia destas semelhanças, mas encarava-as como sendo uma homenagem a Beethoven. A Sinfonia nº 1, de Brahms, é muitas vezes referida como a décima, de Beethoven.


Excerto da Sinfonia nº 1, de Brahms
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Simon Rattle

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No dia 12 de Setembro de 1910, no Neue Musik-Festhalle, em Munique, realizou-se a estreia da Sinfonia nº 8, em mi bemol maior, de Gustav Mahler. Em palco, estavam 1023 músicos, dirigidos pelo compositor e, na assistência, encontravam-se 3200 pessoas.
A Sinfonia nº 8 é uma obra mais impressionante do que bela e nem é bem uma sinfonia, mas uma gigantesca cantata. A sua execução exige, entre orquestra e coro, mais de mil participantes. Por isso é mais conhecida pela “Sinfonia dos mil”, subtítulo que lhe foi dado por razões comerciais e com o qual Mahler nunca concordou.
Esta obra, rica em polifonia, é pouco convencional, na medida em que, em vez dos vários andamentos habituais, é composta por duas partes. A primeira é baseada num texto latino intitulado "Veni creator spiritus” de um hino cristão do séc. IX, para o Pentecostes. A segunda parte baseia-se na cena final do “Fausto”, de Goethe.
Composta no sul da Áustria em 1906, a Sinfonia nº 8 é a única sinfonia de Mahler inteiramente cantada e a última que foi estreada durante a vida do compositor. No período que se seguiu à morte de Mahler, esta obra foi executada muito poucas vezes. No entanto, desde meados do séc. XX, tem sido ouvida regularmente em salas de concerto por todo o mundo e gravada inúmeras vezes.
Embora reconhecendo a sua vasta popularidade, os críticos modernos dividem as opiniões sobre esta obra. Enquanto uns acham que o seu optimismo não é convincente e consideram-na inferior às outras sinfonias de Mahler, outros comparam-na à nona sinfonia de Beethoven, como sendo o auge da afirmação humana do séc. XX.
Entre o público que assistiu à estreia da Sinfonia nº 8, de Mahler, encontravam-se os compositores Richard Strauss, Camille Saint-Saëns e Anton Webern e os escritores Thomas Mann e Arthur Schnitzler. Na audiência estava, também, o maestro Leopold Stokowsky, então com 28 anos, que, seis anos mais tarde, iria dirigir a estreia, nos Estados Unidos, da “Sinfonia dos mil”.
Até à data, a reacção às sinfonias de Mahler tinha sido, muitas vezes, um desapontamento. Mas a estreia da oitava sinfonia, em Munique, foi um enorme triunfo. Depois dos acordes finais, houve uma breve pausa, antes de se ouvirem os estrondosos aplausos que duraram cerca de vinte minutos. De regresso ao hotel, Mahler recebeu uma carta de Thomas Mann, que se referia ao compositor como “o homem que, creio eu, exprime a arte do nosso tempo na sua forma mais profunda e sagrada”.

Final da Sinfonia nº 8, de Mahler
National Youth Orchestra of Great Britain
Maestro: Simon Rattle

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Artur Pizarro – Pianista português*

por António Filipe, em 17.08.12

No dia 17 de Agosto de 1968 nasceu, em Lisboa, o pianista português Artur Pizarro, um nome grande na música da Europa de hoje. Filho de pais portugueses, nascido em Portugal, criado no nosso país.
Começou a estudar música no ano em que a Democracia voltou a Portugal. Nesse ano de 1974 Artur tinha 6 anos e era já aluno do grande mestre do piano, Sequeira Costa.
Vive actualmente em Londres, onde tem sede profissional a actividade artística que desenvolve por todo o mundo, como distinto representante da cultura europeia.
Comemorou os 25 anos de carreira artística em Portugal, num concerto no Teatro Municipal de São Luís, em Lisboa.
No palco, o pianista tocava Ravel, com uns legattos muito de sua criação, que faziam a interpretação soberba. Na plateia tocou um telemóvel, num sample da Missão Impossível ou do CSI ou de coisa nenhuma – mas estridente. O pianista parou.
A seguir veio Débussy. O pianista voltou a parar, porque o piano não conseguia competir com mais um toque do telemóvel.
Quando o pianista quis recomeçar, foi impossível. Os assuntos políticos do afanoso empresário, ou as obras grandes do autarca sem descanso, não podiam esperar. A música incomodava o negócio. No corredor do São Luís, a teleconversa subiu de tom. E a seguir subiu mais ainda, na discussão do importante senhor com o guarda do Teatro.
Ninguém chamou a polícia – e talvez não servisse de nada. A suite de Débussy não chegou ao fim. E ninguém pôde ouvir a sonata de Rachmaninov que muitos aguardavam.
O concerto ficou por ali. O importante senhor do telemóvel reclamou o preço do bilhete que pagou pelo concerto que não ouviu.
As salas do seu país são pequenas demais para a sua música… E o pianista, filho de pais portugueses, nascido em Portugal, voltou para Inglaterra.
Hoje faz anos. Por isso, ou por ser Agosto, ou por saudades da sua terra natal, talvez queira gozar o aniversário e as férias no alegre ambiente de uma praia do sul da Europa. Quem sabe não estará em Espanha…

* Texto de António Leal Salvado

 


Início do Concerto nº 3, para piano, de Rachmaninoff
Piano: Artur Pizarro
Orquestra Sinfónica da Cidade de Birmingham
Maestro: Simon Rattle

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