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No dia 20 de Setembro de 1957 morreu Jean Sibelius, um compositor finlandês que foi um dos mais populares do final do séc. XIX e início do séc. XX e cuja genialidade musical desempenhou um papel importante na formação da identidade nacional finlandesa. Tinha nascido no dia 8 de Dezembro de 1865, na cidade de Hämeenlinna, no Grão-Ducado da Finlândia, então pertencente ao Império Russo. Era conhecido pela família como Janne mas, quando era estudante, teve a ideia de usar a forma francesa do nome e passou a ser conhecido por Jean. Terminou o liceu em 1885 e começou a estudar Direito na Aleksander's Imperial University, em Helsínquia. As suas melhores notas eram na disciplina de música e, por isso, desistiu de Direito e, de 1885 a 1889, estudou música na escola de música de Helsínquia (hoje a Academia Sibelius). De 1889 a 1890 continuou os estudos em Berlim e, depois, em Viena, até 1891.
Em 1911 submeteu-se a uma intervenção cirúrgica, por suspeita de cancro na garganta. A perspectiva de morte coloriu várias das suas composições na época, incluindo Luonnotar e a Quarta Sinfonia. Mas Sibelius só veio a falecer no dia 20 de Setembro de 1957, em Järvenpää. Está sepultado num jardim de Ainola, a casa que Sibelius mandou construir e onde viveu desde 1904. Em 1972, as duas filhas de Sibelius ainda vivas venderam Ainola ao Estado da Finlândia. O então Ministro da Educação e a Sociedade Sibelius transformaram-na num museu, que está aberto desde 1974.
A principal parte da música de Sibelius é a sua colecção de sete sinfonias.
Como Beethoven, o compositor finlandês usou cada uma das suas sinfonias para trabalhar uma ideia musical ou desenvolver o seu próprio estilo.
Sibelius fez parte de um grupo de compositores que aceitou as normas de composição do Século XIX. Por essa sua preferência, foi muitas vezes criticado como conservador, por críticos que o comparavam sobretudo com Gustav Mahler, seu grande rival musical. Mas a natureza severa da orquestração de Sibelius era para ele uma opção por um estilo em que à música se deve retirar tudo o que é supérfluo – e isso pode mesmo ser visto como uma "característica finlandesa".
Ciente do que queria e do papel que a sua música desempenhava como característica da identidade finlandesa, Sibelius – que viria a ser reconhecido pelo seu país ao ponto de o governo ter encomendado o desenho de uma imagem sua ao consagrado artista gráfico Erik Bruun para a cunhar numa nota da moeda oficial – reagiu sempre com firmeza às críticas de conservadorismo que eram dirigida à sua música. Ficou célebre a sua frase: «Não prestem atenção ao que os críticos dizem. Nunca nenhum prémio foi dado a um crítico.»
No dia 18 de Julho de 1900 estreou-se, em Estocolmo, a versão final da Sinfonia nº 1, de Jean Sibelius. O maestro Robert Kajanus dirigiu a Orquestra Filarmónica de Helsínquia.
A Sinfonia nº 1, op. 39, em mi menor, foi composta em 1898 pelo compositor finlandês Jean Sibelius. A obra foi tocada, pela primeira vez, no dia 26 de Abril de 1899, pela Filarmónica de Helsínquia dirigida pelo compositor. Esta versão original da sinfonia não sobreviveu. Depois da estreia, Sibelius fez algumas revisões, que resultaram na versão que hoje conhecemos.
Esta sinfonia é caracterizada pelo uso de solos de instrumentos de cordas e madeira. O primeiro andamento abre com um longo solo de clarinete sobre um rolar de tímpanos. Esta ideia volta no início do 4º andamento, com as cordas em fortíssimo, acompanhadas pelos naipes de sopros e metais. Os outros andamentos incluem solos de violino, viola e violoncelo.
O próprio Sibelius não estava completamente satisfeito com a sinfonia. Fez-lhe revisões, durante a Primavera e o Verão de 1900, para uma digressão pela Europa da orquestra do seu amigo Robert Kajanus. A atmosfera era triste porque a filha de Sibelius tinha morrido com apenas 1 ano e Aino, a sua mulher, tinha ficado doente devido à morte da filha.
No entanto, a estreia desta versão final foi um sucesso. A Sinfonia nº 1 foi a obra com a qual Sibelius atingiu fama internacional. Foi aclamada pelos críticos em Copenhaga, Estocolmo, Hamburgo, Berlim e, um pouco menos, em Paris.
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