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No dia 28 de Maio de 1925 nasceu, em Berlim, o barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau. Embora não fosse nenhum menino-prodígio, mostrou talento musical desde tenra idade. Aprendeu com a mãe a tocar piano, instrumento que continuou a estudar durante os anos de escola. Começou a cantar ainda criança e, aos dezasseis anos, começou a estudar canto. Incorporado no exército alemão com apenas 18 anos, em 1943, seria, pouco tempo depois, capturado pelos aliados em Itália, passando os dois anos seguintes como prisioneiro de guerra. E é nessas circunstâncias que começa a cantar Lieder para os seus companheiros de prisão. É nesse género musical que se torna famoso, apesar de ter interpretado muitas óperas, principalmente na Alemanha, mas também noutros palcos europeus.
Na verdade, começando muito cedo a gravar (desde 1951), acompanhado por virtuosos do piano como Gerald Moore, Dietrich Fischer-Dieskau ocupa um lugar ímpar, a tal ponto, que numa sondagem recente, levada a efeito por uma revista norte-americana, o barítono aparece no Top 10 dos melhores cantores de sempre. Anunciou o fim da sua carreira de mais de 45 anos como cantor num concerto de gala na Bavarian State Opera, em Munique, no dia 31 de Dezembro de 1992, data a partir da qual desempenhou funções de professor, maestro e autor. Faleceu no dia 18 de Maio de 2012, dez dias antes do 87º aniversário.


Serenata (a canção nº 4 das “Canções do Cisne”), de Schubert
Barítono: Dietrich Fischer-Dieskau
Piano: Gerald Moore

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No dia 31 de Janeiro de 1797 nasceu, num pequeno subúrbio de Viena, o compositor austríaco Franz Schubert. Aos seis anos, entrou na escola de Lichtenthal, onde passou alguns dos melhores anos da sua vida. A sua educação musical começou também por esta altura. O seu pai transmitiu-lhe alguns conhecimentos rudimentares sobre violino e o seu irmão, Ignaz, iniciou-o no piano.
Aos sete anos, foi entregue à guarda de Michael Holzer, o mestre de capela da igreja de Lichtenthal. As lições de Holzer consistiam mais em manifestações de espanto por parte do mestre. O jovem Schubert beneficiou muito com a ajuda de um seu colega que o levava a um armazém de pianos, onde tinha oportunidade de praticar em instrumentos mais sofisticados do que aquele que a sua família lhe podia proporcionar.
Aos 11 anos foi ouvido por Antonio Salieri, compositor oficial da corte (que também foi mestre de Mozart), o que lhe valeu um lugar de soprano no coro da corte e uma bolsa de estudo num dos melhores colégios de Viena. Depois, foi uma vida de criação e produtividade imensas. Dessa vida nasceram 600 lieder, a imortal Ave Maria, concertos e peças de piano e sinfonias que, enriquecendo o património da humanidade, de pouco adiantaram a um génio que lidava mal com o dinheiro e morreu sem ver publicadas algumas das suas mais geniais obras. Depois da morte, as partituras de Schubert foram vendidas ao desbarato e vieram a enriquecer editores como Diabelli.
A obra de Franz Schubert não teve grande reconhecimento por parte do público durante a sua curta vida. Teve sempre dificuldade em assegurar um emprego permanente, vivendo muitas vezes à custa de amigos e do trabalho que o pai lhe dava. Conseguia ganhar algum dinheiro com obras que publicava e, ocasionalmente, dando explicações de instrução musical. Só no último ano de vida conseguiu alguma aceitação por parte do público.
A sua saúde deteriorou-se no auge da sua actividade criativa. Sofria de sífilis desde 1822. Supõe-se que morreu de febre tifóide, ainda que vários biógrafos apresentem outras possíveis doenças, no dia 19 de Novembro, na casa do seu irmão Ferdinand, em Viena, com 31 anos de idade e sem quaisquer recursos financeiros. Parecia ter morrido um qualquer vagabundo, desprezado por quase todos, boémio miserável que nunca tivera para tocar senão um piano alugado com o dinheiro que um amigo rico lhe emprestava.
Ao fazerem o despejo da casa em que habitava, fizeram um inventário de uns míseros 63 florins – dos quais 53 foram contados como "roupas domésticas e pessoais" e 10 – apenas 10 florins – como “músicas".
Foi sepultado num pequeno cemitério local e, 60 anos mais tarde, trasladado para o cemitério central de Viena, para repousar ao lado de Beethoven. Continua ainda hoje lembrado por uma estátua digna, na principal praça de Viena.


Serenata, de Franz Schubert
Tenor: Peter Schreier
Piano: Rudolf Buchbinder

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