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O Financial Timesreconhece sinais positivos na situação portuguesa. Sob o título de "Doing Business in Portugal" ("Fazer Negócios em Portugal"), o Financial Times analisa sectores da economia como a construção, a banca, as privatizações, o trabalho, o turismo ou a energia. 

"País prepara-se para vida depois da dívida" e "Grandes vendas constituem retirada irreversível do Governo" são outras análises do jornal à economia portuguesa, a última delas dedicada às privatizações, que "já conseguiram juntar quase 10.000 milhões de euros" e através das quais "se espera mais 7.000 milhões".

As privatizações são, no entanto, "uma das partes mais sensíveis da agenda governamental", refere o jornal.

Na terceira página, o FT diz que a as pressões externas facilitam as mudanças, refere que "pela primeira vez, há [em Portugal] uma vontade de fazer reformas estruturais e cita o ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, afirmando que "todas as condições estão garantidas".

A situação de Portugal suscita na comunicação social mais prestigiada do mundo análises que balançam entre o optimismo e a reserva. Entretanto o FMI alerta para a austeridade a mais e incentiva o governo a não pressionar mais as famílias e as empresas. As exportações crescem a dois dígitos e as importações caem criando um supéravite (+- mil milhões de euros) há muito afastado das contas nacionais. É agora necessário avançar para o investimento nas empresas ligadas à exportação e à substituição de importações que produzem bens transaccionáveis.

Como também é evidente toda e qualquer reforma levanta um clamor daqueles que nunca governaram ou que governando nunca tiveram a coragem de lhes lançar as mãos. A reforma da saúde é exemplo disso, apearam Correia de Campos por querer introduzir reformas que todos os estudos revelam ser inevitáveis. Excesso de oferta,  instalações e equipamentos subutilizados, milhões de euros deitados à rua todos os anos a remendar edifícios que são velhos conventos adaptados.

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publicado às 19:00

Quem está contra esta política? "Estamos a tornar a nossa economia mais competitiva, menos protegida, estamos a combater, como o primeiro-ministro também referiu, os setores mais protegidos, para tornarmos a nossa economia mais dinâmica. É isso que estamos a fazer", afirmou.

Não posso estar mais de acordo. Estes sectores protegidos absorvem as mais valias produzidas pelos outros sectores económicos através das rendas excessivas e das Parcerias Público Privadas . Operam no mercado interno a mais das vezes sem concorrência, com clientela garantida e com "over princing".

Para além de ser profundamente injusto onde está o mérito?

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publicado às 09:00

É preciso abrir estes sectores a uma maior concorrência, sem isso a economia não é saudável, diz Álvaro Santos Pereira. Há muito que muitos dizem o mesmo, são sectores que absorvem a maioria dos contributos dos outros sectores mais dinâmicos da economia. 

 

Insiste que vai atacar as rendas excessivas do sector energético e que não "é possível que sejam sempre os mesmos a pagar a crise". É preciso apoiar as empresas que produzem bens transaccionáveis e exportáveis, que substituem importações. Empresas que representam uma grande fatia do emprego, do PIB e das exportações. Chega de trabalharmos todos para as grandes empresas do regime, as empresas com quem o estado faz parcerias - público- privadas ruinosas.
Abrir a economia a uma maior concorrência e com isso a uma maior transparência é um objectivo fundamental!

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publicado às 11:00


A economia a correr atrás da própria cauda

por Luis Moreira, em 20.02.12

Os sectores económicos protegidos pelo Estado, os negócios que secam o estado, os lóbies que não desarmam. O Pedro Guerreiro no Jornal de negócios:

Quando se fala em sectores protegidos e "rendas monopolistas" toda a gente pensa na EDP (como antes se pensava na PT). Toda a gente e a "troika", que trouxe o assunto na algibeira na actual visita. Mas o Governo, que antes bramia vigorosamente contra a empresa, besuntou-se na sua privatização e já fez uma nova proposta para amortizar o défice tarifário que protege os subsídios às eólicas e os contratos de longo prazo da EDP, e agrava em até 15% os subsídios às indústrias na cogeração. Traduzindo: o lóbi da EDP vence o da Galp (e o dos cimentos, pasta e papel e têxteis). O que pensa Pedro Passos Coelho disso?

Mas há mais, muito mais do que a energia nesse imenso sector de empresas que são ou foram beneficiados por contratos protegidos das volatilidades dos mercados e da concorrência. Há construtoras como a Mota-Engil, as concessionárias de auto-estradas como a Brisa, muitas criminosas parcerias público-privadas, SCUT e outras minas e armadilhas. Há falta de concorrência entre produtores e as grandes distribuidoras, como a Sonae e a Jerónimo Martins. Mesmo na banca, depois das desgraças agora visíveis nos créditos concedidos sobretudo no BCP e na Caixa, é preciso garantir que o novo crédito, se o houver, não tenha como destino solver as tesourarias dos mais influentes, mas sim salvar uma economia que está a ficar seca como um bacalhau ao sol.

Falta falar dos interesses protegidos no Estado. Incluindo as empresas públicas, precisamente aquelas que estão a drenar o crédito. No sábado, o "Público" mostrava: mais derrapagens em 2011 e incapacidade de cortar custos em 15%, como exigido. É escandaloso que nove meses depois de se lhes ter encostado a faca à garganta, haja empresas de transportes a correr atrás da cauda, fazendo muito pó sem sair do sítio. O que prova que elas só apresentarão planos de saneamento financeiro no último suspiro; e que têm cobertura política dos seus ministérios sectoriais (como a Economia) em desafio às Finanças. A derrapagem no sector dos transportes é maior que os salários que a função pública perde. É preciso dizer mais?

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publicado às 22:25


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