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Jean Martinon - Maestro e compositor francês

por António Filipe, em 01.03.13
No dia 1 de Março de 1976 morreu, em Paris, o maestro e compositor francês Jean Martinon. Tinha nascido em Lyon a 10 de Janeiro de 1910.

Em Lyon e em Paris estudou violino, composição e direcção de orquestra. Foi essencialmente violinista e director de orquestra até à II Guerra Mundial, mas durante a guerra, cativo num campo de concentração nazi, dedicou-se mais detalhadamente a compor. Escreveu um grande número de peças, incluindo concertos para violino e violoncelo. Depois da guerra, escreveria a sua 4ª Sinfonia, por encomenda para a comemoração dos 75 anos da Orquestra Sinfónica de Chicago, orquestra esta com que trabalhou entre 1963 e 1969.
No pós-guerra, Martinon foi uma figura chave na reconstrução da grande música francesa. A par de grandes trabalhos com orquestras como a Filarmónica de Londres ou a Sinfónica de Chicago, foi um estudioso incansável e recuperou e deu a conhecer importantes obras da música francesa até então ignoradas ou pouco divulgadas, entre as quais concertos de Saint-Saens e a Suite Sheherazade, de Ravel.

Final do Concerto para violoncelo, de Schumann

Violoncelo: Pierre Fournier
Orquestra da Radiodifusão e Televisão Francesa
Maestro: Jean Martinon

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Sinfonia nº 3, de Robert Schumann

por António Filipe, em 06.02.13
No dia 6 de Fevereiro de 1851 estreou-se, em Düsseldorf, na Alemanha, a Sinfonia nº 3, do compositor alemão Robert Schumann. O maestro foi o próprio compositor.

A Sinfonia nº 3, em mi bemol maior, op. 97 (Renana) foi escrita por Schumann entre os dias 2 de Novembro e 9 de Dezembro de 1850, depois de uma viagem ao Reno, com a mulher, Clara. O compositor descreveu-a como “Episódio de uma vida às margens do Reno”, donde resultou o subtítulo pelo qual ficou conhecida – “Renana”.
A estreia foi recebida pelos críticos com uma mistura de sentimentos, que variaram desde inqualificável louvor a perplexidade. Mas a audiência aplaudiu-a mesmo entre os 5 andamentos e especialmente no final, quando a orquestra se juntou ao público, dando os parabéns a Schumann e gritando: “hurrah!”.
Apesar da sua numeração, foi a última das quatro sinfonias compostas por Schumann, mas a terceira a ser publicada. Para escrever a Sinfonia nº 3, o compositor inspirou-se nas sinfonias nº 3 e 6, de Beethoven, e na Sinfonia Fantástica, de Berlioz. Schumann desejava exprimir tudo o que pode evocar, na alma dos românticos alemães, o rio, as suas paisagens e as suas lendas. Eminentemente poética e de inspiração popular, esta obra é uma homenagem à velha Alemanha.

1º andamento da Sinfonia nº 3, de Schumann

Orquestra de Câmara da Europa
Maestro: Yannick Nézet-Séguin

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Hans Hotter - Baixo-barítono alemão

por António Filipe, em 19.01.13
No dia 19 de Janeiro de 1909 nasceu, em Offenbach am Main, o baixo-barítono alemão Hans Hotter, admirado internacionalmente depois da Segunda Guerra Mundial pelo poder, beleza e inteligência da sua voz, especialmente nas óperas de Wagner.

Estudou em Munique e trabalhou como organista e director de coro. Cantou pela primeira vez em Opava, em 1930 e estreou-se no Covent Garden, de Londres, em 1947. Depois cantou em todas as grandes casas de óperas da Europa e estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, em 1950. Em quatro temporadas no Met, apresentou-se trinta e cinco vezes em treze papéis diferentes, quase todos Wagnerianos.
Hans Hotter cantou no Festival de Bayreuth e também no Covent Garden entre 1961 e 1964. Embora famoso por obras alemãs, interpretou também obras de Verdi e era um óptimo cantor de Lieder.
Retirou-se dos palcos em 1972 e faleceu no dia 6 de Dezembro de 2003.


Canção “Die Beiden Grenadiere”, de Robert Schumann
Baixo-barítono: Hans Hotter

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No dia 2 de Setembro de 1853, Robert Schumann inicia, em Düsseldorf, a composição da Fantasia em dó maior, op. 131, para violino e orquestra, que viria a terminar cinco dias depois.
A composição desta obra foi o resultado directo de uma visita do maior violinista do século XIX ao compositor, numa altura em que este já se encontrava doente e a poucos meses da sua morte. Joseph Joachim, a quem a obra foi dedicada, foi o protagonista da sua estreia, em Outubro de 1853. A Fantasia afasta-se do tradicional diálogo concertante entre a orquestra e o solista, dando a este último toda a primazia.
O início desta fantasia, em modo menor, com a sua tristeza e melancolia, evoca o grande escritor de lieder, que tinha sido Robert Schumann. O violino introduz o seu canto e virtuosismo, afastando-se, imediatamente, para ritmos de dança. O solista dialoga com a orquestra até nos conduzir à cadência. Aqui, nota-se, claramente, a influência de Mendelssohn, nos arpejos orquestrais, característicos do concerto em mi menor daquele compositor.


Fantasia em dó maior, para violino e orquestra, de Schumann
Violino: Heesun Shin
Orquestra Sinfónica Ossia
Maestro: Orlando Alonso

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Robert Schumann – Compositor alemão

por António Filipe, em 08.06.12

No dia 8 de Junho de 1810 nasceu em Zwickaua, na Alemanha, o compositor Robert Schumann, considerado por muitos “o eterno adolescente”. Interrompeu uma carreira em Direito pelo desejo de vir a ser pianista, mas teve de renunciar a esse sonho, ao sofrer um acidente num dedo da mão direita. O desgosto por essa frustração levou-o a viver entre o génio e a loucura e a morrer deprimido, num manicómio. No entanto, o piano continuou a ser o centro inspirador da sua veia criativa, como compositor, sobretudo depois de ter casado com Clara Wieck, filha de um seu professor e que foi uma das pianistas mais célebres da sua época. Schumann foi um dos mais importantes compositores (se não o mais importante) do romantismo musical alemão.
Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou, em 1834, uma revista dedicada à música – “Neue Zeitschrift für Musik”. Manteve-se dez anos à frente desta publicação. A partir de 1850 foi director musical na cidade de Düsseldorf, mas foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental, causado por uma séria inflamação do ouvido, que o afligia desde pequeno, tendo tentado o suicídio nesse ano.
Robert Schumann teve uma vida curta. Morreu aos 45 anos, no manicómio de Endenich, perto de Bona, no dia 29 de Julho de 1856.


“Träumerei”, de “Cenas Infantis”, de Schumann
Piano: Vladimir Horowitz

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