Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



William Primrose – Violista e professor escocês

por António Filipe, em 23.08.13
No dia 23 de Agosto de 1904, nasceu, em Glasgow, o violista e professor escocês William Primrose.

Inicialmente, estudou violino. Em 1919, ingressou na Guildhall School of Music, em Londres. Depois, mudou-se para a Bélgica onde teve como professor Eugène Ysaÿe, que o encorajou a estudar viola, em vez de violino. Em 1930, integrou o Quarteto de Cordas de Londres, como violista. O grupo dissolveu-se em 1935 e, em 1937, Primrose começou a tocar na Orquestra Sinfónica da NBC, sob a direcção de Arturo Toscanini. Quando, em 1941, surgiram rumores de que Toscanini ia abandonar a orquestra, Primrose despediu-se e iniciou uma carreira como solista, fazendo digressões com o tenor Richard Crooks.
Em 1944, William Primrose patrocinou um concerto para viola, de Béla Bartók. O compositor faleceu em 1945, deixando-o inacabado. A sua composição foi terminada, quatro anos depois, por Tibor Serly. A estreia realizou-se no dia 2 de Dezembro de 1949 e Primrose foi o solista. Em 1950, o compositor Benjamin Britten também lhe dedicou uma das suas obras.
Em 1953, a Rainha Isabel II atribuiu-lhe o título de Comandante da Ordem do Império Britânico. Pela sua contribuição para a indústria fonográfica, tem uma estrela no Passeio da Fama, em Hollywood.
Primrose tornou-se num notável professor, escrevendo vários livros sobre como tocar viola e ensinando em vários países como Japão, Austrália e os Estados Unidos, ocasionalmente na Universidade da Califórnia do Sul (com Jascha Heifetz), na Juilliard School, na Eastman School of Music, na Jacobs School of Music da Universidade de Indiana e no Curtis Institute of Music.
Em 1979 foi criado, em sua honra, o Concurso Internacional de Viola, que foi o primeiro concurso internacional para violistas.
William Primrose morreu, de cancro, em Provo, no estado do Utah, no dia 1 de Maio de 1982.


Polonaise, de Beethoven
Ave Maria, de Schubert
Capricho nº 24, de Paganini
Viola: William Primrose
Piano: David Stimer

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Sinfonia nº 9 “A Grande”, de Schubert

por António Filipe, em 21.03.13
No dia 21 de Março de 1839 estreou-se, na Leipzig Gewandhaus, a Sinfonia nº 9, de Schubert, que Robert Schumann considerou a maior peça instrumental desde a morte de Beethoven. O maestro foi Felix Mendelssohn.

A Sinfonia nº 9, em dó maior, D. 944, conhecida como “A Grande”, é a última sinfonia composta por Franz Schubert. O subtítulo de “A Grande dó maior” foi-lhe dado, originalmente, para a distinguir da nº 6, “A Pequena dó maior”, mas, nos dias de hoje, esse subtítulo é associado à grandiosidade da obra. Durante muito tempo, julgou-se que foi escrita no último ano de vida do compositor, 1828. É verdade que, nos últimos meses de vida, Schubert fez alguns esboços de uma sinfonia – mas era em ré maior e é, hoje, aceite como sendo a nº 10.
De facto, sabemos, agora, que “A Grande” foi, na sua maioria, composta em 1825, tendo sido terminada no Verão de 1826. Em Outubro, Schubert, sem posses para pagar uma apresentação pública, enviou-a para a Associação dos Amigos da Música, com uma dedicatória. Como agradecimento, a Associação pagou a Schubert uma pequena quantia, fez cópias das diferentes partes orquestrais e, em 1827, depois de a terem tocado uma vez, decidiram que era muito grande e difícil para apresentar em público.
A obra só foi estreada, na sua totalidade, no dia 21 de Março de 1839.


Sinfonia nº 9, em dó maior, D. 944, “A Grande”, de Franz Schubert
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: John Eliot Gardiner

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Alfred Brendel – Pianista checo

por António Filipe, em 05.01.13
No dia 5 de Janeiro de 1931 nasceu Wiesenberg, no Norte da Morávia (hoje, parte da República Checa), o pianista Alfred Brendel, que é reconhecido como um dos melhores pianistas clássicos da segunda metade do século XX.

Viria a adquirir a nacionalidade austríaca, muito graças à sua extraordinária carreira de pianista, que lhe garantiu ver a sua carreira acolhida como de interesse mundial.
A família mudou-se para Zagreb e, posteriormente, para Graz quando Alfred tinha seis anos de idade. Lá residiram durante parte da Segunda Guerra Mundial e, quando tinha apenas 14 anos, Alfred Brendel foi enviado para a Jugoslávia para cavar trincheiras. Foi, contudo, afastado do trabalho devido a uma pneumonia e foi internado num hospital.
Durante a infância, Alfred Brendel teve algumas aulas de piano, mas somente de maneira informal e esporádica. Depois da guerra compôs algumas músicas, além de continuar a tocar piano e a pintar. Continuou sem ter lições formais de piano, até começar a estudar com Edwin Fischer e Eduard Steuermann. Apresentou-se em público pela primeira vez em Graz, aos 17 anos de idade. Em 1949 venceu a 4ª edição da competição de piano Ferruccio Busoni em Bolzano, na Itália e, no ano seguinte, foi para Viena.
Alfred Brendel gravou o seu primeiro disco aos 21 anos. Recentemente parou de tocar obras que requerem um grande esforço físico, devido a problemas de artrite. Em 2008 decidiu retirar-se dos palcos. Fez uma grande digressão pela Europa e deu o último concerto público a 18 de Dezembro, no Grande Auditório do Musikverein, em Viena de Áustria. Durante esta digressão tocou na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, no dia 30 de Novembro.
A reacção dos críticos ao trabalho de Brendel é controversa: alguns acusaram-no de ser inconsistente, outros de extremamente analítico. Limitou-se sempre a responder que a sua principal preocupação, enquanto pianista, era respeitar os desejos do compositor, sem querer sobressair ou modificar o conteúdo da obra. "Eu sou responsável para com o compositor e, em especial, para com a peça.” Mas é unanimemente reconhecido como um dos melhores intérpretes da música germânica, em especial das obras de Mozart, Beethoven e Schubert.


Impromptu op. 90, nº 3, de Schubert
Piano: Alfred Brendel

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Sinfonia nº 2, de Schubert

por António Filipe, em 20.10.12

No dia 20 de Outubro de 1877 estreou-se a Sinfonia nº 2 do compositor austríaco Franz Schubert, que tinha apenas 17 anos.
A Sinfonia nº 2, D. 125, em si bemol maior, foi composta por Franz Schubert nos anos de 1814 e 1815. Sendo Schubert um incontestável admirador de Beethoven, não é de surpreender que tenha ido buscar inspiração àquele génio de Bona, para escrever esta sinfonia. Isso é notório, especialmente no 1º andamento, cujo tema inicial faz lembrar a abertura “As Criaturas de Prometeu”, que Beethoven tinha composto em 1800.
Sendo uma das obras importantes de Schubert, não se percebe a razão pela qual a Sinfonia nº 2 só foi executada, em público, 50 anos depois da morte do compositor. Embora com uma introdução lenta, o primeiro andamento é cheio de vigor e contém belas passagens, interpretadas pelos instrumentos de madeira. O final da sinfonia recria este ambiente alegre e acrescenta alguns toques de humor, bem à maneira de Haydn.


Sinfonia nº 2, de Schubert
Orquestra Sinfônica da Rádio da Bavária
Maestro: Lorin Maazel

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Josef Krips - Maestro e violinista austríaco

por António Filipe, em 13.10.12

No dia 13 de Outubro de 1974 morreu em Genebra, na Suiça, o maestro e violinista austríaco Josef Krips, que, logo a seguir à 2ª grande guerra, era um dos mais conhecidos maestros europeus, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Tinha nascido no dia 8 de Abril de 1902, em Viena, na Áustria.
Tendo sido aluno de Felix Weingartner, foi seu assistente e maestro do coro na Vienna Volksoper, entre 1921 e 1924. Depois de ter estado à frente de várias orquestras, em 1935 foi professor na Academia das Belas Artes de Viena e, até 1938, foi maestro habitual no festival de Salzburgo. Em 1938, devido à anexação da Áustria pelos nazis, foi obrigado a deixar o país. Krips mudou-se para Belgrado, onde trabalhou, durante um ano, com a Ópera e a Filarmónica daquela cidade. Depois disso, e até ao fim da guerra, trabalhou numa fábrica de alimentos. Em 1945 regressou a Viena, onde foi o primeiro maestro a dirigir a Orquestra Filarmónica de Viena e o Festival de Salzburgo, no período pós guerra.
Entre 1950 e 1954, foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Londres e, de 1963 a 1970, dirigiu a Orquestra Filarmónica de Buffalo e a Orquestra Sinfónica de S. Francisco, ambas nos Estados Unidos. Teve a sua estreia no Covent Garden em 1963 e no Metropolitan Opera três anos depois. Em 1970 tornou-se maestro da Deutsche Oper, em Berlim e, em 1973, foi o maestro principal da Orquestra Sinfónica de Viena.


Sinfonia Incompleta, de Schubert
Orquestra Sinfónica de Viena
Maestro: Josef Krips

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01

No dia 24 de Junho de 1854 estreou-se, em Weimar, a ópera “Alfonso e Estrella”, de Franz Schubert, 26 anos depois da sua morte. O maestro foi Franz Liszt.
A ópera “Alfonso e Estrella”, D. 732, foi escrita entre Setembro de 1821 e Fevereiro de 1822, pelo compositor austríaco Franz Schubert e com libreto de Franz von Schober. Juntamente com “Fierrabras”, escrita um ano depois, esta ópera marca a tentativa de Schubert compor ópera romântica em alemão, afastando-se da tradição do “Singspiel”.
Schubert nunca teve oportunidade de ver a sua ópera representada. Foi recusada por casas de ópera em Viena, Berlim, Dresden e Graz. Antes da estreia de “Alfonso e Estrella”, Liszt tinha publicado um ensaio sobre a ópera e fez alguns cortes na partitura. Esta ópera nunca foi representada na sua totalidade. Até as apresentações em Graz, em 1991, e Viena, em 1997, dirigidas por Harnoncourt, sofreram cortes.


Abertura da ópera “Alfonso und Estrella”, de Schubert
Orquestra Sinfónica de Praga
Maestro: Christian Benda

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01

No dia 28 de Maio de 1925 nasceu, em Berlim, o barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau. Embora não fosse nenhum menino-prodígio, mostrou talento musical desde tenra idade. Aprendeu com a mãe a tocar piano, instrumento que continuou a estudar durante os anos de escola. Começou a cantar ainda criança e, aos dezasseis anos, começou a estudar canto. Incorporado no exército alemão com apenas 18 anos, em 1943, seria, pouco tempo depois, capturado pelos aliados em Itália, passando os dois anos seguintes como prisioneiro de guerra. E é nessas circunstâncias que começa a cantar Lieder para os seus companheiros de prisão. É nesse género musical que se torna famoso, apesar de ter interpretado muitas óperas, principalmente na Alemanha, mas também noutros palcos europeus.
Na verdade, começando muito cedo a gravar (desde 1951), acompanhado por virtuosos do piano como Gerald Moore, Dietrich Fischer-Dieskau ocupa um lugar ímpar, a tal ponto, que numa sondagem recente, levada a efeito por uma revista norte-americana, o barítono aparece no Top 10 dos melhores cantores de sempre. Anunciou o fim da sua carreira de mais de 45 anos como cantor num concerto de gala na Bavarian State Opera, em Munique, no dia 31 de Dezembro de 1992, data a partir da qual desempenhou funções de professor, maestro e autor. Faleceu no dia 18 de Maio de 2012, dez dias antes do 87º aniversário.


Serenata (a canção nº 4 das “Canções do Cisne”), de Schubert
Barítono: Dietrich Fischer-Dieskau
Piano: Gerald Moore

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Teresa Stich-Randall - Soprano

por António Filipe, em 24.12.11

No dia 24 de Dezembro de 1927 nasceu, em New Hartford, no estado de Connecticut, a soprano norte americana Teresa Stich-Randall. Estudou na Hartt School of Music, em West Hartford. Foi descoberta nos finais dos anos 40 por Arturo Toscanini, que a contratou para uma série de actuações com a sua Orquestra Sinfónica da NBC, em Nova Iorque. Toscanini descreveu-a como “a descoberta do século”. Stich-Randall estreou-se na Europa, em Florença e ganhou uma competição em Lausanne. Isto levou a que desse uma série de espectáculos com a Basel Opera, na Suiça.
A sua estreia na ópera aconteceu em 1947, no papel de Henrietta, na ópera “Mother of us all”, de Virgil Thomson e, um ano depois, interpretou o papel principal na ópera “Evangeline”, de Otto Leuning. Estreou-se na Ópera Lírica de Chicago, em 1955, no papel de Gilda, na ópera “Rigoletto”, de Verdi. Cantou pela primeira vez no Metropolitan Opera de Nova Iorque, na ópera “Cosi fan tutti”, em 1961 e permaneceu no Met até 1966.

Em 1962, o governo da Áustria atribuiu a Teresa Stich-Randall o título de Kammersängerin, título esse que só era atribuído aos melhores artistas. Por volta de 1980, a carreira de Stich-Randall já tinha terminado. Morreu em Viena no dia 17 de Julho de 2007.


Canção “A Truta”, de Schubert
Soprano: Teresa Stich-Randall
Piano: Hans Rosbaud
1956

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:17


página facebook da pegadatwitter da pegadaemail da pegada



Comentários recentes

  • Godsto Mamedu

    Trazemos a você boas notícias dos cartões master e...

  • Anónimo

    Eles são um grupo profissional de hackers além da ...

  • Anónimo

    kkkk tipo a classe média de Cuba ou da Venezuela?

  • Anónimo

    Olá, telespectadores, quero compartilhar minha exp...

  • Anónimo

    Eles são um grupo profissional de hackers além da ...

  • Anónimo

    Muitos QUEREM SER HACKERS ONLINE Cuidado com os am...

  • Barei Khan

    Olá, deparei-me com um grupo de hackers certificad...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • SALLY PAUL

    NOTA: Se vocêestá procurando uma empresa de emprés...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog