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János Starker – Violoncelista americano

por António Filipe, em 05.07.13
No dia 5 de Julho de 1924, nasceu, em Budapeste, na Hungria, o violoncelista americano, nascido na Hungria, János Starker.

Era filho de pai polaco e mãe ucraniana, ambos judeus. Os seus dois irmãos mais velhos eram violinistas. Antes de fazer seis anos, ofereceram-lhe um violoncelo. Menino-prodígio, Starker já actuava em público aos sete anos. Entrou para a Academia de Música Franz Liszt, em Budapeste, onde se estreou, como violoncelista, aos onze anos. Zoltán Kodály, Béla Bartók e Ernő Dohnányi eram, nessa altura, membros da faculdade.
Aos oito anos, começou a ensinar outras crianças e, aos doze, tinha cinco alunos.
Starker estreou-se profissionalmente aos 14 anos, tocando o Concerto para violoncelo, de Dvořák. Só soube três horas antes que ia interpretar esse concerto, porque o violoncelista que constava do programa não podia comparecer.
Deixou a Academia de Música Franz Liszt, em 1939, e passou a maior parte da 2ª Guerra em Budapeste. Porque era muito jovem, conseguiu escapar do trágico destino dos seus irmãos mais velhos, que, obrigados a fazer trabalhos forçados, foram assassinados pelos Nazis. No entanto, ainda passou três meses num campo de concentração.
Depois da guerra, Starker assumiu o cargo de violoncelista principal da Ópera de Budapeste e da Orquestra Filarmónica daquela cidade. Nunca lhe tendo sido atribuída a cidadania húngara, deixou a Hungria, em 1946. Deu concertos em Viena, onde permaneceu para se preparar para o Concurso de Violoncelo de Genebra, que se realizou em Outubro de 1946. Eva Janzer, uma aluna de Starker, ganhou o primeiro prémio.
De Genebra, partiu para Paris, onde passou um ano. Foi aí que gravou a Sonata, op. 8, para violoncelo, de Kodaly, uma obra que algumas pessoas consideravam tecnicamente intocável. Esta gravação ganhou o Grande Prémio do Disco e cimentou a fama de Starker.
Em 1948, emigrou para os Estados Unidos para se desempenhar o cargo de violoncelista principal da Orquestra Sinfónica de Dalla, sob a direcção de Antal Doráti. Foi para Nova Iorque, em 1949 e foi primeiro violoncelista no Metropolotan Opera, sob a direcção de Fritz Reiner. Em 1952, assumiu o cargo de violoncelista principal da Orquestra Sinfónica de Chicago e, em 1958, mudou-se para Bloomington, no estado de Indiana, onde permaneceu até ao fim da vida. Foi professor na Escola de Música Jacobs, da Universidade e Indiana e retomou a sua carreira a solo, dando centenas de concertos em todos os continentes. Desde 2001, tem-se dedicado ao ensino, a “master classes” e a ocasionais actuações.
János Starker faleceu no Indiana, Estados Unidos, a 28 de Abril de 2013.


“O Cisne”, da Suite “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Saens
Violoncelo: Janos Starker

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Christa Ludwig - Mezzo-soprano alemã

por António Filipe, em 16.03.13
No dia 16 de Março de 1928 nasceu, em Berlim, no seio de uma família musical, a mezzo-soprano alemã Christa Ludwig, já aposentada, e cuja carreira se expandiu desde a década de 1940 até ao início dos anos 90, do séc. XX.

A primeira professora de canto de Ludwig foi a sua própria mãe. Estreou-se em 1946, com dezoito anos, na ópera “O Morcego”, de Johann Strauss, em Frankfurt, onde cantou até 1952, ano em que se tornou membro da Ópera de Darmstadt. Em 1954 e 55, cantou na Ópera Estatal de Hannover. Também trabalhou na Ópera Estatal de Viena, em 1955, onde se tornou a principal artista e actuou durante mais de trinta anos. Em 1954, estreou-se no Festival de Salzburgo, onde apareceu regularmente até 1981. Estreou-se no Festival de Bayreuth em 1966.
Em 1960, Christa Ludwig interpretou Adalgisa, ao lado de Maria Callas, na ópera “Norma” de Bellini. Em 1959 estreou-se nos Estados Unidos, na Ópera Lírica de Chicago e, no mesmo ano, fez a sua estreia no Metropolitan, onde actuou cento e vinte e uma vezes, até 1993. No Royal Opera House, Covent Garden, em Londres, apareceu pela primeira vez, em 1969. A última actuação de Christa Ludwig foi na Ópera Estatal de Viena, em 1994, na interpretação de Elektra, de Richard Strauss.


Ária "Mon coeur s'ouvre a ta voix", da ópera “Sansão e Dalila”, de Saint-Saens
Mezzo-soprano: Christa Ludwig

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Andre Kostelanetz – Maestro arranjador russo

por António Filipe, em 22.12.12
No dia 22 de Dezembro de 1901 nasceu, em S. Petersburgo, o popular arranjador e maestro Andre Kostelanetz, um dos pioneiros da chamada música “easy listening”, conhecido por fazer arranjos e gravações de famosas obras de música clássica e versões orquestrais de canções da Broadway.

Depois da revolução russa, em 1922, fugiu do país e, ainda nesse ano, foi para os Estados Unidos. Nos anos vinte do século passado dirigiu concertos para a rádio e, nos anos trinta, iniciou um programa semanal, na CBS, chamado “Andre Kostelanetz apresenta”.
Durante muitos anos, Kostelanetz também dirigiu a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. De 1940 a 1980 gravou para a Columbia Records uma série de álbuns de música instrumental, hoje conhecida como “easy listening”. Continuou a gravar este género de música, mesmo depois dos seus contemporâneos, como Mantovani, terem deixado de gravar.
Fora dos Estados Unidos, uma das obras mais conhecidas de Andre Kostelanetz foi um arranjo orquestral da canção “With a song in my heart”, que serviu de genérico a um popular programa de rádio da BBC. Patrocinou várias obras conhecidas de grandes compositores, como Aaron Copland, Jerome Kern, William Schumann, Ferde Grofé, Virgil Thomson e Paul Creston.
William Walton dedicou o seu “Capricho burlesco” a Kostelanetz, que dirigiu a estreia e fez a primeira gravação da obra, com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. O seu último concerto foi na War Memorial Opera House, em Viena, no dia 31 de Dezembro de 1979. Foi o segundo marido da soprano Lily Pons, com quem esteve casado, de 1938 a 1958, ano em que se divorciaram. Andre Kostelanetz morreu no Haiti, no dia 13 de Janeiro de 1980.


Abertura da ópera “La princesse jaune”, de Saint-Saens
Orquestra Sinfónica de Columbia
Maestro: Andre Kostelanetz

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