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Richard Strauss – Compositor alemão

por António Filipe, em 11.06.13
No dia 11 de Junho de 1864 nasceu em Munique, o compositor romântico alemão Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores do século XX.

Filho de um trompista da Ópera de Munique, Richard Strauss, estudou violino e harpa desde criança e aos dez anos já tinha escrito uma serenata para instrumentos de sopro. Iniciou os estudos de filosofia em Munique, mas resolveu dedicar-se à direcção de orquestra. Em 1886, Richard Strauss compôs o seu primeiro poema sinfónico, iniciando assim uma bem-sucedida carreira de compositor.
Além de compositor e maestro, foi muito activo na área da cultura. Dirigiu a Ópera Real de Berlim e, em 1919, foi nomeado director da Ópera de Viena, cargo que ocupou durante cinco anos. Foi também o criador do festival de Salzburgo.
Em 1932, a Alemanha já era governada pelos nazis e Strauss acabou por se envolver com o regime. Aceitou o cargo de presidente da Câmara de Música do Reich, mas foi demitido por Goebels. A acusação foi manter o nome do libretista Stefan Sweig, que era judeu, nos cartazes de divulgação da ópera "A Mulher Silenciosa".
Richard Strauss nunca mais foi importunado pelos nazis. Com o tempo foi se recolhendo na sua casa de campo em Garmisch e diminuindo as actividades. Regeu pela última vez em 1949, nas comemorações de seu 85º aniversário.
Faleceu nesse mesmo ano, no dia 8 de Setembro, depois de uma série de problemas cardíacos.


Sinfonia Alpina, de Richard Strauss
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Bernard Haitink

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Clemens Krauss – Maestro austríaco

por António Filipe, em 16.05.13
No dia 16 de Maio de 1954 morreu na Cidade do México o maestro austríaco Clemens Krauss. Tinha nascido em Viena no dia 31 de Março de 1893.

Era filho de Clementine Krauss, então com quinze anos de idade e dançarina do Bailado da Ópera Imperial de Viena e que, mais tarde, se tornou actriz e cantora de operetas. O pai de Clemens, Hector Baltazzi, pertencia a uma família de banqueiros ricos residentes em Viena.
Durante a infância, Krauss foi corista no Coro Imperial. Frequentou o Conservatório de Viena, graduando-se em 1912. Depois de se graduar tornou-se maestro de coro no Brno Theater, entre 1912 e 1913. Foi aí que se estreaou como maestro, em 1913
Teve a oportunidade de viajar até Berlim para conhecer o maestro húngaro Artur Nikish, que dirigia a Filarmónica de Berlim e que teve nele uma grande influência. O próximo passo de sua carreira foi ir para a Áustria, onde se tornou director da ópera e concertos sinfónicos, em Graz. Em 1922 ingressou na Ópera Estatal de Viena e ensinou direcção de orquestra na Academia Estatal da Alemanha.
Krauss visitou os Estados Unidos em 1929, onde dirigiu a Filarmónica de Nova Iorque e a Orquestra de Filadélfia. Também em 1929, foi nomeado director da Ópera Estatal de Viena. Foi maestro regular no Festival de Salzburgo, entre 1926 e 1934).
Em 1935, tornou-se director musical da Ópera Estatal de Berlim, após Erich Kleiber se demitir, como protesto contra o regime nazi. Em 1937 foi para Munique e tornou-se amigo íntimo de Richard Strauss, para quem escreveu o libreto da ópera Capriccio, que estreou em Munique em 1942. Também se apresentou no Covent Garden em Londres, em 1951, e no Festival de Bayreuth, em 1953.
Krauss não fez muitas gravações, mas a sua interpretação, em 1950, dirigindo a ópera “O Morcego”, de Johann Strauss II, gravada em Viena, é considerada, por muitos, uma das melhores. Ficou particularmente associado à música de Richard Strauss.


Poema Sinfónico “Assim falou Zaratustra”, de Richard Strauss
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Clemens Krauss

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Sinfonia Doméstica, de Richard Strauss

por António Filipe, em 31.12.12
Na véspera de Ano Novo de 1903, Richard Strauss terminou a composição do poema sinfónico em fá maior, a que chamou "Sinfonia Doméstica".

Richard Strauss começou a trabalhar nesta obra em 1902, quando passava férias com a mulher e o filho na ilha de Wight. De regresso a Berlim, começou a sua orquestração, terminando-a no dia 31 de Dezembro de 1903.
A "Sinfonia Doméstica" descreve a vida familiar de Richard Strauss, que, em 1894, tinha casado com Pauline de Ahna, soprano de temperamento ardente, com quem teve um único filho, Franz, nascido em 1897. Durante uma tournée pela América, dirigiu-a pela primeira vez em Março de 1904, no Carnegie Hall, de Nova Iorque. É possível que esta sinfonia mostre um lado mais alegre do que a maioria das composições orquestrais de Richard Strauss, mas grandes secções da obra também retratam brigas e outras tensões domésticas, concluindo com uma fuga elaborada que restaura a coerência na casa.


Final da Sinfonia Doméstica, de Richard Strauss
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Wolfgang Sawallisch

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No dia 9 de Janeiro de 1982, a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, interpretou, pela primeira vez, o poema sinfónico “Morte e Transfiguração”, de Richard Strauss. Foi composto entre 1888 e 1889 e a sua estreia absoluta foi no dia 21 de Junho de 1891, em Eisenach, tendo o próprio compositor, como maestro. A música tenta “representar a morte de uma pessoa que tinha aspirado à mais alta e ideal das metas, possivelmente um artista”. O enredo trata, basicamente, de um homem que, na hora da morte, passa a vida em revista: a infância inocente, as lutas da idade adulta, a realização das suas aspirações, recebendo, por fim, a desejada transfiguração.

Este drama orquestral é reconhecido como o precursor do expressionismo na música. Richard Strauss, no leito da morte, teria dito ao seu filho: “Agora posso afirmar-te que tudo o que compus em ‘Morte e Transfiguração’ estava absolutamente correcto: vivi exactamente tudo aquilo nestas últimas horas...” Em 1895 Strauss, ao explicar o programa desta obra, escreveu que o homem revê “o fruto da sua lida, a ideia, o Ideal que tentou concretizar e representar com a sua arte, sem conseguir, porque isso não é possível a nenhum ser humano. (...) A hora da morte aproxima-se, a alma deixa o corpo, para encontrar a perfeição na mais gloriosa forma no cosmos eterno, o que não poderia realizar-se na terra.”
 


Final do poema sinfónico “Morte e Transfiguração”, de Richard Strauss
Orquestra Sinfónica de Chicago
Maestro: Georg Solti

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