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Cavalaria Rusticana, de Mascagni

por António Filipe, em 09.09.13
No dia 9 de Setembro de 1891 realizou-se a estreia, em Filadélfia, da ópera “Cavalaria Rusticana”, do compositor italiano Pietro Mascagni.

“Cavalaria Rusticana” é uma ópera num só acto, cuja estreia absoluta se realizou no dia 17 de Maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma. É dividida em duas partes, separadas por um intermezzo, mas apresentadas em cena contínua. O libreto é de Giovanni Targioni-Tozzetti e de Guido Menasci, extraído da novela homónima de Giovanni Verga.
Em Julho de 1888, o editor musical milanês, Edoardo Sonzogno, anunciou um concurso, aberto a todos os jovens compositores italianos que nunca tinham tido uma ópera encenada, que consistia na submissão de uma ópera com um único acto. As três melhores seriam encenadas em Roma, com todas as despesas pagas pelo editor.
Mascagni só soube do concurso dois meses antes de acabar o prazo para a submissão das obras. Trabalhando intensamente com o libretista, só conseguiu submeter “Cavalaria Rusticana” no último dia. Foram apresentadas 73 óperas e, no dia 5 de Março de 1890, o júri anunciou os três vencedores, entre os quais se encontrava Mascagni. O sucesso da ópera foi estrondoso desde o dia da estreia. Mascagni teve que ir ao palco 40 vezes, a pedido do público e ganhou o primeiro prémio.
À data da morte de Mascagni, em 1945, “Cavalaria Rusticana” já tinha sido apresentada mais de 14 mil vezes, só em Itália. Os produtores americanos lutavam entre si (por vezes em tribunal) para serem os primeiros a apresentar a obra na América. Finalmente, estreou-se em Filadélfia, na Grand Opera House, no dia 9 de Setembro de 1891. Depois seguiu para Chicago e Nova Iorque. No Metropolitan Opera House já teve 652 apresentações.


Intermezzo, da ópera “Cavalaria Rusticana”, de Mascagni
Orquestra Sinfónica do Teatro Comunitário de Bolonha
Maestro: Riccardo Muti

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Guilherme Tell, de Rossini

por António Filipe, em 03.08.13
No dia 3 de Agosto de 1829 realizou-se no Théâtre de l'Académie Royale de Musique, em Paris, a estreia da ópera “Guilherme Tell”, de Gioachino Rossini.

“Guilherme Tell” é uma ópera em quatro actos, com libreto de Etienne de Jouy e Hippolyte Bis, baseado na peça com o mesmo nome, de Friedrich Schiller. Inspirada na lenda de Guilherme Tell, esta foi a última ópera de Rossini, embora o compositor tenha vivido durante mais quarenta anos.
A duração da ópera (cerca de quatro horas) e as exigências do elenco têm dificultado a sua produção. Quando isso acontece, sofre muitos cortes. Tem sido apresentada, tanto em francês como em italiano.
Na Itália, pelo facto de glorificar uma figura revolucionária contra a autoridade, a ópera “Guilherme Tell” enfrentou dificuldades com a censura e o número de produções foi limitado. Por outro lado, em Viena, e apesar dos problemas com os censores, teve 422 actuações, no Vienna Court Opera, entre os anos de 1830 e 1907.
Hoje em dia esta ópera é mais conhecida pela sua famosa abertura. O seu final, cheio de energia, é particularmente conhecido devido ao facto de ter sido usado no programa de rádio e televisão americano, “The Lone Ranger”. Alguns excertos da Abertura foram também usados em vários filmes e Dmitri Shostakovich faz-lhe referência na sua 15ª Sinfonia.


Abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Rossini
Orquestra do Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Muti

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Ópera “Don Pasquale”, de Donizetti

por António Filipe, em 03.01.13
No dia 3 de Janeiro de 1843 estreou-se na Salle Ventadour, em Paris de, a ópera Don Pasquale, do compositor italiano Gaetano Donizetti.

É uma ópera cómica, em três actos, com libreto de Giovanni Ruffini. Foi escrita pouco depois de Donizetti ter sido nomeado director musical e compositor da corte do imperador Fernando I da Áustria e foi a antepenúltima das 66 óperas que escreveu.
A estreia foi interpretada por quatro dos mais destacados cantores da época e foi um sucesso imediato.
A estreia em Itália teve lugar no La Scala de Milão, no dia 17 de Abril de 1843 e em Viena, no Kärtnertortheater, no dia 14 de Maio do mesmo ano. No dia 29 de Junho realizou-se a estreia em Inglaterra, no Teatro de Sua Majestade, em Londres. Só em 1845, no dia 7 de Janeiro, foi apresentada nos Estados Unidos, em Nova Orleães, e nesse mesmo ano foi estreada no Royal Victoria Theatre, na Austrália, no dia 12 de Outubro.
A acção desenvolve-se em Roma, no início do séc. XIX. O velho solteirão e avarento Don Pasquale resolve casar-se para evitar que a sua fortuna vá para o sobrinho Ernesto, que recusa casar-se com quem o tio pretende. Ernesto só gosta de Norina, uma rapariga pobre. Mas surge um contratempo: a noiva que prometeram a Pasquale, Sofronia, afinal é Norina, que se revela, propositadamente, uma perdulária!


Abertura da ópera “Don Pasquale”, de Donizetti
Orquestra Filarmónica do Teatro La Scala
Maestro: Riccardo Muti

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No dia 18 de Agosto de 1750 nasceu em Legnago, sul de Verona, na República de Veneza, o compositor, maestro e professor italiano Antonio Salieri, que apontam como grande rival – e quem sabe, assassino – de Mozart.
É verdade que aquilo que mais tem dado fama a Antonio Salieri não são motivos de boa fama... Mas tudo indica que também não são factos de boa veracidade. Diz-se que nutria uma enorme inveja de Mozart e até que o grande compositor de Salzburgo poderá ter morrido vítima de uma maldade de Salieri – mas é pouco crível que tivesse um tal ódio por Mozart o homem que o próprio Mozart contratou para ensinar o seu filho Franz Xavier. E que tivesse razões para morrer de inveja um mestre que também ensinou Beethoven, Czerny, Hummel, Meyerbeer, Schubert e muitos outros.
E outras razões tinha Salieri para se sentir realizado como músico e mestre: foi director musical da corte do imperador José II, cargo que manteve durante 36 anos; foi, por todos os motivos já apontados, uma figura de grande influência no meio musical vienense; e deixou escritas cerca de 40 óperas, entre as quais L’Europa Riconosciuta, que compôs para a inauguração do Teatro alla Scala e que teve enorme sucesso.
Salieri morreu em Viena no dia 7 de Maio de 1825.


Salve Regina+Magnificat, para coro e orquestra, de Antonio Salieri
Coro e Orquestra Filarmónica do Teatro alla Scala
Maestro do coro: Roberto Gabbiani
Coro de vozes brancas do Teatro alla Scala e do Conservatório Giuseppe Verdi
Maestro do coro: Bruno Casoni
Soprano: Larissa Scmidt
Mezzosoprano: Natalia Gavrilan
Maestro: Riccardo Muti

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No dia 28 de Julho de 1941 nasceu, em Nápoles, na Itália, onde estudou piano, no Conservatório de São Pedro, o maestro Riccardo Muti.
É diplomado em composição e direcção de orquestra pelo Conservatório de Milão. Em 1967 ganhou o primeiro prémio numa competição para jovens maestros. De 1968 a 1980 foi o maestro principal do Maggio Musicale Fiorentino. A partir de 1972, e durante 10 anos, foi maestro principal da Orquestra Filarmónica de Londres, sucedendo a Otto Klemperer.
Entre 1980 e 1992 Riccardo Muti foi director musical da Orquestra de Filadélfia, com a qual fez muitas digressões internacionais. Em 1986 ocupou o cargo de maestro principal da Orquestra Filarmónica do La Scala. Desde 1971 é um dos maestros convidados no Festival de Salzburgo. O ano de 2001 foi o ano de Verdi. Apresentou, em Milão, várias óperas deste compositor, assim como o Requiem, com o Coro do La Scala na Basílica de São Marco, para comemorar o centenário da morte daquele compositor.
A 7 de Dezembro de 2004 Muti inaugurou o Teatro Alla Scala, após a sua restauração. Em Maio de 2008 assinou um contrato de cinco anos com a Orquestra Sinfónica de Chicago e também tem sido convidado a dirigir a Filarmónica de Nova Iorque. Em Setembro de 2008 foi convidado a dirigir a Filarmónica de Viena numa longa digressão pelo Japão.


"Coro dos escravos hebreus", da ópera “Nabucco”, de Verdi
Orquestra e Coro do Teatro da Ópera
Maestro do coro: Roberto Gabbiani
Maestro: Riccardo Muti

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Cecilia Bartoli – Mezzo-soprano italiana

por António Filipe, em 04.06.12

No dia 4 de Junho de 1966 nasceu, em Roma, a mezzo-soprano Cecilia Bartoli que, ao contrário da maioria dos cantores líricos, se tornou mundialmente célebre muito jovem, ainda antes de atingir os vinte anos de idade. Recebeu instrução vocal no Conservatório de Santa Cecilia. Os seus pais, eles próprios cantores profissionais, desempenharam também um papel muito importante na sua educação musical. Os primeiros tempos de carreira incluíram colaborações com Herbert von Karajan, Daniel Barenboim e Nikolaus Harnoncourt. Desde então tem trabalhado com muitos outros maestros de renome.
Cecilia Bartoli dedica-se, principalmente, à área da Música Antiga, para a qual tem insistentemente chamado a atenção do público com cada vez mais entusiasmo. As suas interpretações de Scarlatti, Paisiello, Caldara, Caccini, Vivaldi e Gluck têm ajudado a criar um novo público para este repertório, um pouco por todo o mundo. Este interesse crescente na Música Antiga tem levado à sua colaboração com grandes orquestras especializadas neste período.


“Halleluia”, do moteto “Exsultate Jubilate”. de Mozart
Mezzo-soprano: Cecilia Bartoli
Maestro: Riccardo Muti

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Aleksander Scriabin – Compositor e pianista russo

por António Filipe, em 27.04.12

No dia 27 de Abril de 1915 morreu o compositor e pianista russo Aleksander Scriabin. Tinha nascido em Moscovo, de uma família aristocrática, no dia 6 de Janeiro de 1872. As suas principais influências foram Chopin e Richard Wagner. Quanto tinha apenas um ano, a sua mãe, pianista de concerto, morreu vítima de tuberculose. Scriabin é entregue aos cuidados da avó e da tia, depois de o pai partir para a Turquia. Ingressou no corpo de cadetes, mas cedo abandonou a carreira militar para se dedicar à música. Começou os estudos musicais com Nikolay Zverev, na altura mestre de Sergei Rachmaninoff e de outros talentos. Scriabin ingressa posteriormente no Conservatório de Moscovo, estudando com Anton Arensky e Sergei Taneyev, demonstrando na altura um assinalável talento como pianista.
É nesta altura que Scriabin compõe a sua primeira grande obra, a Sonata em Fá menor, num acto que definiu como «um grito a Deus e ao Destino». Foi casado com Vera Isakovich, embora tenha preferido a companhia de Tatiana Fyodorovna, com quem teve um filho que acabou por morrer aos 11 anos.
Dedicou-se a especulações filosóficas e religiosas e dessa atitude de pensamento resultou uma música inédita. Apesar de as suas obras sinfónicas (como Poema do Êxtase e Prometeu, Poema do Fogo) não terem confirmado o papel messiânico que a si próprio atribuía, trocou a influência que inicialmente recebera de Chopin pela inspiração na arte do diabólico, satânico, que já tinha movido Liszt e a última fase da sua vida foi profundamente mística.
Algum tempo antes de morrer Scriabin planeou um mega-projecto a que chamou “Misteria”, um trabalho multimédia a ser apresentado nos Himalaias que desencadearia o Armagedão, uma «grandiosa síntese religiosa de todas as artes que faria nascer um novo mundo». Como pianista, ganhou fama no Ocidente, tendo dado concertos em Paris, Bruxelas e Londres. Mas foi compositor que preferiu ser e foi como compositor que ficou na História. Deixou extensa obra, apesar da sua vida relativamente curta. Morreu com 44 anos, no dia 27 de Abril de 1915.


5º andamento da Sinfonia nº 1, de Scriabin
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Riccardo Muti

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Mascagni

por António Filipe, em 07.12.11

No dia 7 de Dezembro de 1863 nasceu em Livorno, o compositor italiano Pietro Mascagni. Começou a compor ainda muito jovem. Estudou no Conservatório de Milão com Amilcare Ponchielli e era companheiro de quarto de Giacomo Puccini. Acabou por ser expulso.
Exerceu o cargo de maestro em várias companhias de ópera, com as quais fez algumas digressões. Começou a escrever ópera e ganhou um concurso com a sua ópera em um acto “Cavalleria Rusticana”, que foi um sucesso desde a estreia e continua a ser a sua obra mais conhecida. Foi escrita em apenas dois meses e é o expoente máximo do estilo de ópera italiana conhecido como verismo.
Morreu subitamente no dia 2 de Agosto de 1945, no Hotel Plaza, em Roma.


Orquestra do Teatro Comunitário de Bolonha
Maestro: Riccardo Muti

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