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António da Silva Leite - Compositor português

por António Filipe, em 10.01.13
No dia 10 de Janeiro de 1833 morreu o compositor português António da Silva Leite. Tinha nascido no Porto em 1759, de uma família católica da média burguesia.

Seguiu a carreira eclesiástica que interrompeu para se dedicar à música. Foi mestre de capela na Sé Catedral do Porto e noutros agrupamentos músico-litúrgicos que, no seu tempo, floresciam na Cidade Invicta. Compôs muitas e variadas peças de música religiosa, utilizadas durante muitos anos nas cerimónias da igreja em quase todo o País. Também escreveu várias obras de música profana, de várias modalidades, dedicando grande atenção à guitarra, tendo escrito o primeiro compêndio do género publicado em Portugal.
A confiança que mereceu das instituições que o convidaram para músico, mestre de capela e cerimónias, a contratação para maestro, compositor e director artístico do Teatro de S. João e a nomeação para Mestre de Capela da Catedral, revelam que era um homem competente, de grande saber e reconhecido pelos seus contemporâneos. O ponto alto da sua obra religiosa foi a “Missa Moisés”, uma paródia da ópera “Moisés no Egipto”, de Rossini.

Ária Latina, de Antonio da Silva Leite
Soprano: Rosana Orsini
Órgão: Marco Brescia
Agrupamento Americantiga
Maestro: Ricardo Bernardes

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No dia 30 de Junho de 1758 nasceu, em Abrantes, o compositor português António Leal Moreira. Aos oito anos foi para o Seminário da Patriarcal, onde, com apenas dezassete anos, assume funções de ajudante-substituto do Mestre de Capela do Patriarcado, João de Sousa Carvalho. Terminados os estudos, assume o cargo de organista da Igreja da Patriarcal.
A sua grande estreia como compositor foi a missa da cerimónia de aclamação de D. Maria I, em 1777. Mais tarde assumiu as funções de Mestre de Capela da Patriarcal e de Mestre da Capela Real. Foi director do Teatro da Rua dos Condes, onde dirigiu variadíssimas obras de compositores como Paisiello e Cimarosa.
Quando foi inaugurado o Real Teatro de São Carlos, António Leal Moreira foi convidado para seu director, cargo que desempenhou até que, em 1800, cedeu o lugar a Marcos Portugal. O seu bailado 'A Felicidade Lusitana' foi estreado na inauguração daquele teatro.
O prestígio de António Leal Moreira como compositor foi também reconhecido internacionalmente. A sua ópera “O desertor francês” foi estreada em Turim e reposta no Scala de Milão. O compositor morreu em Lisboa, no dia 21 de Novembro de 1819.


Te Deum para 4 vozes, trompete, cordas e baixo contínuo, de António Leal Moreira
Agrupamento Americantiga
Maestro: Ricardo Bernardes

 

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João de Sousa Carvalho – Compositor português

por António Filipe, em 22.02.12

No dia 22 de Fevereiro de 1745, nasceu, em Estremoz, o compositor João de Sousa Carvalho, uma das figuras mais relevantes da música portuguesa da segunda metade do séc. XVIII, destacando-se sobretudo no campo da ópera e da música religiosa. Depois de iniciar os estudos no Colégio dos Santos Reis em Vila Viçosa, ingressou no Conservatório de Santo Onofre a Capuana, em Nápoles, a expensas do rei D. José I, grande impulsionador da actividade operática na corte portuguesa. De regresso a Portugal ocupou o lugar de professor de contraponto e, mais tarde, de Mestre do Seminário da Patriarcal, onde viria a ter como alunos alguns destacados compositores da geração seguinte (António Leal Moreira, Marcos Portugal e João José Baldi, entre outros). Em 1778 sucedeu ao napolitano David Perez como professor de música dos Infantes e como compositor oficial da corte.
À semelhança da maior parte dos seus contemporâneos, Sousa Carvalho repartiu a sua actividade entre a música religiosa e a música dramática, usando em ambos os géneros uma linguagem estética muito semelhante. No domínio sacro, chegaram até nós 17 obras em manuscritos autógrafos, das quais fazem parte sete missas, três Te Deum, três salmos, um motete e a oratória “Isaco figura del Redentore”. A sua produção dramática inclui cinco óperas e dez serenatas, um género semi-operático, de dimensões reduzidas, que se executava em versão de concerto.
Grande parte da sua obra carece ainda de divulgação e estudo, mas pode dizer-se que, em geral, ela encontra fortes pontos de contacto com as tendências estéticas do pós-barroco, em especial com o chamado estilo galante, caracterizando-se por uma harmonia relativamente simples e uma fecunda inspiração melódica.
Sousa Carvalho morreu no Alentejo, em 1798.


Dueto da ópera "L'Amore Industrioso", de Sousa Carvalho
Agrupamento Americantiga
Maestro: Ricardo Bernardes
Solistas: Silvina Sadoly e Pablo Pollitzer

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João Domingos Bomtempo nasceu em Lisboa no dia 28 de Dezembro de 1775. Era filho de Francesco Saverio Bomtempo, oboísta na Corte de Lisboa, que veio a ser o seu primeiro professor de música. Estudou no Seminário Patriarcal e, aos 14 anos, foi admitido na Irmandade de Santa Cecília, como cantor da Capela Real da Bemposta.
Em 1801 Bomtempo decidiu ir para França, contrariando o costume dos músicos portugueses da época e pondo de lado uma eventual continuação dos estudos em Itália. Foi, então, para Paris, onde encontrou o melhor ambiente para desenvolver a sua vocação musical e conviveu com o grupo de exilados, adeptos das novas correntes filosóficas e políticas, que se reuniam à volta do poeta Filinto Elísio. Acolhido por este grupo de emigrantes que partilhavam as suas ideias liberais iniciou uma carreira de pianista e estreou algumas das suas primeiras composições.
Em 1810, ano em que a sua 1ª Sinfonia é alvo dos maiores elogios por parte da crítica parisiense, foi para Londres. Na capital britânica é, uma vez mais, bem recebido pela comunidade portuguesa e algumas famílias da aristocracia inglesa dão-lhe as boas vindas especialmente como professor de piano. Dado o perfil das pessoas com que se relaciona, é provável que date desta época a sua iniciação na Maçonaria. Em 1815, após o congresso de Viena, regressou a Portugal. Depois, voltou a Londres, passou novamente por Paris e regressou, definitivamente, a Lisboa, onde, embora se dedicasse mais ao ensino, continuou a compor até 1842, ano em que faleceu, no dia 18 de Agosto.


Requiem à memória de Camões, de João Domingos Bomtempo (excerto)
Coro e Orquestra de Câmara Américantiga
Maestro: Ricardo Bernardes

 

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