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E agora, sai remodelação, sai o governo ou sai o sistema?

por Rogério Costa Pereira, em 04.04.13

Ontem foi dia de moção de censura para inglês ver, hoje demite-se o Miguel relves (assim o chamava o JN), amanhã parece que vai sair a decisão do TC, cujo teor quer o psd quer o ps já conhecerão (só assim se explica tanta movimentação).

E agora, sai remodelação ou sai o governo?

Podia dar a opinião de outra pessoa, mas como o Marcelo ainda não falou vou dar a minha. Aí vai ela.

Na minha opinião (lá está ela), relvas não sai do governo, apenas faz de conta que sai do governo (e isto ainda que a causa directa tenha a ver com o facto de ele ter perdido a licenciatura – como se pode perder uma coisa que nunca se teve é coisa que não consigo descortinar).

Seja como for, só quem não tenha aprendido nada nos últimos dois anos pode acreditar que relvas e este governo não são a mesma pessoa (já alguém os viu separados, a propósito?). Não vivemos num Estado de Direito Democrático e esta cambada já mostrou bem o tipo de respeito que tem pela Constituição. Fazendo de conta que sai do governo, relvas dá a desculpa que o pm precisa para uma remodelação em que muito mudará mas tudo ficará na mesma.

A ideia-chave passará mais ou menos por isto: atendendo à recente saída do ministro relvas e patati-patatá e mais uns secretários de estado (e não esquecer o crato que teve/tem o relatório da licenciatura de relvas na gaveta há mais de um mês) é chegada a hora de dar uns toques no elenco governativo, sendo que para o novo pagode serão convidadas pessoas próximas do PS (co-subscritor deste memorando), assim se tentando arranjar formas alternativas e constitucionais de arrancar o escalpe ao povo. Esta seria uma das hipóteses e, não duvido, é o Plano A.

Porém, atendendo a que as normas que o pr remeteu para o TC estarão entre as chumbadas, há que traçar um Plano B. Pega-se no Plano A e vestem-se-lhe umas roupagens diferentes com carimbo de belém. E sai um governo de salvação nacional, com as tais figuras ligadas ao ps. Claro que isto passará por uma série de “entretantos” e “poréns” ligados à chatice que é ter uma Constituição que insiste em tentar ser democrática.

Com ou sem passos coelho, com ou sem seguro (estou convicto de que sem ambos), o Plano B será uma iniciativa aparentemente presidencial, mas com os apoios dos partidos do arco da destruição (ps+psd+cds).

E, no que realmente importa, com mais tempo e mais juros e com ou sem segundo resgate, no final vai continuar tudo na mesma. Tudo o que acima escrevi não deve ser lido na óptica do que interessa, de forma isolada, a um dos partidos que acima referi ou ao pr. Mas na óptica do sistema que “interessa” preservar. O actual sistema do ora mamas tu ora mamo eu. E no que toca a preservar o sistema, é só ir somando interessados: ps mais psd mais cds mais pr mais grande capital mais mais mais…

Mais do mesmo, menos para os de sempre.

Mas há um novo cheiro no ar, rapaziada. A chatice é que esse cheiro a novo vem misturado com um cheiro a mofo de algo muito, muito velho. O fascismo puro e duro que já está com pé e meio dentro do sistema.

Este país já não é para tenrinhos. Digam adeus aos brandos costumes que, aliás, não passaram nunca de uma ideia que nos foram impondo, para que se tornasse num facto. E nós mastigando, mastigando. Moendo e mastigando. Anos a fio. E se queremos começar por “agradecer” este lindo estado de coisas a alguém comecemos pelos espelhos de cada um. Espelhos de um Povo que tem sido indiferente, apático e acomodado e que sempre mamou, à hora certa, o que lhe puseram no biberão. Que sempre foi na direcção do dedo que aponta. Que fez uma revolução com cravos quando a devia ter feito com rosas cheias de espinhos. Revolução que devia ter eliminado logo ali a pandemia de vilões e seus sequazes que hoje e sempre nos atentam e atentaram.

Chegou a hora de dizer basta. E, ainda que meio esquecido, este há-de ser um Povo que ainda há saber como se diz Não!  

Cerrem os dentes, cerrem os punhos, cerrem fileiras e ergam o dedo do meio.

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publicado às 17:25

O "Expresso" de ontem, depois de anunciar em letras gordas na 1ª página, que "Passos quer remodelar o mais depressa possível", desenvolve o tema nas páginas interiores, especulando sobre o quando e o como. A dúvida que me assalta, depois de questionar para que serve a remodelação, é qual é o objecto da remodelação. Dir-se-á que o objecto da remodelação só pode ser o governo. Mas será que este (ainda) existe?
A pergunta, por paradoxal que pareça, é legítima. Assente numa coligação há muito feita em cacos, colados apenas com o "mel do pote", o governo nunca foi mais que uma invenção sem pés nem cabeça, saída da mente dum "rapazola", confirmado agora por gente das suas próprias hostes, como "impreparado". Nada que qualquer olhar atento não tivesse visto há muito, mas realidade hoje evidente até para os mais distraídos. Como é também óbvio e, neste ponto, são múltiplas as análises coincidentes, que tal governo sempre foi disfuncional e nunca passou duma equipa desorganizada e, o que é mais grave ainda, formada por gente que, salvo raras ou nenhumas excepções, não tem gabarito para ocupar uma cadeira ministerial.
Que sentido faz pois falar em remodelação do pretenso governo quando o alegado primeiro-ministro, que o concebeu, tem dado sobejas provas de incompetência e de incapacidade e que tem hoje a sua credibilidade reduzida a zero. Tudo o que ele disser a partir a partir de agora, só pode ser entendido se lido ao contrário. Mas o que se diz do alegado primeiro-ministro pode repetir-se em relação a toda a equipa dita ministerial: Paulo Portas, por muito inteligente que se diga que é, já deu abundantes provas de que não é de fiar; o ministro Gaspar tem a sua competência completamente estilhaçada, pois todas as contas lhe saem furadas, tendo-se revelado incapaz de acertar em qualquer espécie de previsão económica; Aguiar Branco é o que sempre foi, uma nulidade; o Álvaro, desde a primeira hora classificado como "o homem dos pastéis", tem de há muito, colada na testa a palavra "pateta"; a super-ministra Assunção Cristas não passa de mais um super-fiasco ou, se preferirem, duma mosca-morta, porventura, não tanto por culpa própria, mas mais por culpa de quem lhe enfiou nas mãos quatro pastas em relação às quais ela não percebe patavina ; o ministro Mota Soares, "o homem da vespa", agora transportado numa "bomba", não deixou,  por esse facto, de ser o que sempre foi: um zé-ninguém às ordens de Portas, capaz de dizer uma coisa, para logo a seguir, se desdizer, bastando que Portas lhe acene em sentido contrário; o ministro matemático Nuno Crato, que tomou a seu cargo a destruição da Escola Pública, já é mais conhecido por "Erro Crasso" do que pelo próprio nome; a ministra Paula Teixeira da Cruz, pelas posições que tem tomado, quer pressionando o Tribunal Constitucional, quer assegurando o fim da impunidade, com referência a casos concretos, dá provas de que, não obstante ser uma jurista, não faz ideia do que seja um Estado de Direito e revela ter uma personalidade em tudo desadequada ao cargo que ocupa, o de ministra da Justiça, cargo onde é exigível sentido de equilíbrio que é tudo o que ela não tem; o ministro Miguel Macedo está na berlinda desde que foi conhecida a história do subsídio de deslocação que recebia tendo casa em Lisboa e esteve novamente sob a luz da ribalta com a história da "cigarra e da formiga"; Paulo Macedo não se livra da fama de ser o encarregado do desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde.
E com isto tudo, estava a esquecer-me de Relvas, o relapso (por via dos muitos "lapsos") mentiroso, que "nunca" pressionou jornalistas e que é  titular duma licenciatura por equivalência. Esquecia-me, é verdade,  mas será que o nosso homem ainda é ministro?
Aqui chegados; pergunto: Haverá em toda esta construção alguma pedra que se aproveite?
Se não é o caso, para quê, remodelar?
Qualquer remodelação, nestas circunstâncias, é uma perda de tempo e não passa duma manobra de diversão.
O povo pode ter tido a distracção de eleger a actual maioria parlamentar e escolhido, de forma indirecta, o tal governo. Não me parece, a crer nas últimas e recentes manifestações, que esteja muito disposto a deixar-se enganar segunda vez.

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publicado às 21:56


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