Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Nos dias de hoje, os canais de televisão estão infectados por um vírus a que chamam comentador e que, supostamente, sabe falar, com autoridade, sobre qualquer tema político, económico, social ou até desportivo que lhe seja apresentado. São umas impressionantes cabecinhas que começaram a estar na moda há cerca de uma dezena de anos e que, em tempos de crise, parecem reproduzir-se como coelhos. Alguns conseguem dar opiniões acerca de dez ou quinze livros por semana! E alguns (livros) bem gordinhos. O que me leva a pensar que esta gente não dorme ou tirou um curso de leitura rápida, daqueles que se compram na internet. Já não falo na quantidade de jornais e revistas que passa por aqueles olhos. São crânios que fazem inveja ao comum dos mortais que se vê e deseja para conseguir andar a par de tanta informação que pulula pelos vários canais de televisão, rádio, jornais e internet.
Mas o que me leva a este desabafo é o facto de estes comentadores quererem sempre dar a ideia de que são politicamente imparciais. Qualquer espectador atento e com dois dedos de testa repara, muito rapidamente, que isso não acontece. Até porque toda a gente sabe quem eles representam ou quem já representaram. A grande maioria é membro de um qualquer partido político e alguns até já foram dirigentes e não consta que tenham entregado o cartão. Não há nada de errado com isso, a não ser o facto de tentarem atirar-nos areia para os olhos, afirmando constantemente que as suas opiniões são isentas. A própria publicidade que é feita às rubricas de comentários, normalmente inseridas em noticiários, faz questão de anunciar essa isenção. “Hoje à noite, a não perder, a opinião totalmente isenta e independente do comentador da (preencher nome da estação), (preencher nome do artista) ”.
Mas o mais engraçado é quando um jornalista assume o papel de comentador. Este, por norma, faze questão de dizer que, sendo jornalista, não pode tomar partido. Quer dizer, tem uma opinião sobre o assunto em debate, mas tem que ter cuidado com o que diz, porque é jornalista. Donde se conclui que aquilo que ouvimos pode ou não ser a verdadeira opinião do comentador, o que se torna muito confuso.
E já agora e a propósito, outra coisa que me faz confusão é ouvir os advogados e os juízes. Constantemente ouço expressões como “Não posso falar sobre esse caso”, “Só posso comentar em termos gerais”, “Está em segredo de justiça, portanto não posso falar”. Principalmente no caso de advogados, toda a gente deduz, com alguma facilidade, qual é a sua opinião. Mas ele próprio não se pode pronunciar!
Mas há uma coisa que acontece de tantos em tantos anos que, para mim, é a cereja em cima do bolo. Refiro-me ao “dia de reflexão” que acontece no dia anterior às eleições. Nesse dia ninguém se pode pronunciar acerca de qualquer tema que possa influenciar o resultado das eleições. Será que os dias de pré-campanha, os dias de campanha oficial e os meses e anos de campanha não oficial não serão suficientes para o povo reflectir e decidir em quem vai votar?
Em canais estrangeiros de rádio e televisão, que faço questão de ouvir e ver com alguma regularidade, não me apercebo destes desnecessários cuidados que existem por cá, onde, afinal, tudo parece correr pior do que nos vários países onde estas preocupações não existem.
BEM-VINDO: O EMPRÉSTIMO ONLINE ENTRE PESSOAS GRAVE...
Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...
Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...
Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...
Saudações da temporada, eu sou David e sou um hack...
MARTINS HACKERS have special cash HACKED ATM CARDS...
I wanna say a very big thank you to dr agbadudu fo...
Olá senhoras e senhores!O ano está acabando e esta...
God is great i never thought i could ever get loan...
I am Edwin Roberto and a construction engineer by ...