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No dia 15 de Setembro de 1933 nasceu, em Burgos, de pai alemão e mãe espanhola, o compositor, maestro e director de orquestra espanhol Rafael Frühbeck de Burgos.

Estudou violino, piano e composição nos conservatórios de Bilbao e Madrid e formou-se “cum laude” na Universidade de Música de Munique. Estreou-se nos Estados Unidos com a Orquestra de Filadélfia. Entre 1962 e 1978 foi maestro principal da Orquestra Nacional de Espanha e de 1980 a 1983 foi maestro titular da Orquestra Sinfónica Yomiuri Nippon de Tóquio, da qual é maestro honorário.
Rafael Frühbeck de Burgos foi director musical da Orquestra Sinfónica da Radiodifusão de Berlim e da Ópera Alemã de Berlim, maestro principal da Orquestra Sinfónica de Bilbao e da Sinfónica de Viena e maestro convidado principal de numerosas orquestras na Europa, Estados Unidos e Japão. Desde 2006 é titular da Orquestra Filarmónica de Dresden, na Alemanha, e da Orquestra Sinfónica Nacional de Turin, na Itália.


Bolero, de Ravel
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão da Dinamarca
Maestro: Rafael Frühbeck de Burgos

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Vlado Perlemuter – Pianista e professor francês

por António Filipe, em 04.09.13
No dia 4 de Setembro de 2002, faleceu, em Genebra, na Suíça, o pianista e professor francês Vlado Perlemuter. Tinha nascido a 26 de Maio de 1904, em Kaunas, na Lituânia.

Os seus pais eram judeus, nascidos na Polónia. Aos três anos, Perlemuter perdeu a visão no olho esquerdo, devido a um acidente.
A sua família fixou-se na França, em 1907. Em 1915, com apenas 10 anos, ingressou no Conservatório de Paris, onde obteve a licenciatura aos 15 anos e ganhou o 1º Prémio, interpretando “Tema e Variações”, de Gabriel Fauré, em frente ao compositor, embora este, na altura, já fosse surdo. Em 1925, conheceu Maurice Ravel e, em 1927, estudou, com o próprio compositor, todas as suas obras para piano solo. Mais tarde, tornou-se num dos expoentes máximos da música de Ravel. Em 1929, em dois recitais em público, aos quais Ravel assistiu, Perlemuter tocou as obras completas para piano daquele compositor, uma façanha que repetiu em 1987, no Wigmore Hall, em Londres, numa celebração do 50º aniversário da morte de Ravel.
Durante a 2ª Guerra, como era judeu, foi perseguido pela Gestapo, na França ocupada pelos nazis. Conseguiu escapar para a Suíça, onde viveu até 1949. Em 1951, assumiu o cargo de professor do Conservatório de Paris, onde permaneceu até 1977.
A sua carreira internacional prolongou-se durante mais de 70 anos e deu concertos um pouco por todo o mundo. O seu último recital foi realizado aos 89 anos, em que interpretou obras de Ravel, no Victoria Hall, em Genebra.


Gaspard de la Nuit, de Ravel
Piano: Vlado Perlemuter

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A Valsa, de Maurice Ravel

por António Filipe, em 12.12.12
No dia 12 de Dezembro de 1920, nos Concertos Lamoureux, em Paris, foi estreada, em versão orquestral, a obra de Maurice Ravel conhecida como “La Valse”. A direcção de orquestra esteve a cargo de Camille Chevillard. Como balé, foi encenada, pela primeira vez, no dia 23 de Maio de 1929, na Ópera de Paris, tendo como bailarina Ida Rubinstein.

“La Valse” é obra orquestral concebida como uma homenagem em forma de apoteose à valsa vienense. É classificada pelo compositor como "Poema Coreográfico", devido ao seu desejo de vê-la como um bailado. Ravel chegou a apresentá-la ao empresário Serguei Diaghilev em 1919, mas este considerou que a obra não era apropiada para um bailado.
Maurice Ravel já tinha pensado, por volta de 1909, em compor uma obra em homenagem à valsa de Viena. Seria uma obra dotada de romantismo, bem ao espírito da época. No início de 1916, alistou-se no exército, interrompendo assim a sua produção musical. Só em 1919 se voltou a dedicar à composição de “ La Valse”.
Como indicação para uma montagem coreográfica, no prefácio da partitura, o compositor escreveu:
"Através de nuvens em turbilhão, são vistos, aqui e ali, pares que dançam a valsa. A névoa dissipa-se gradualmente, distinguindo-se um imenso salão povoado por uma multidão que baila. A cena torna-se cada vez mais iluminada. As luzes dos candelabros acendem-se (…). Encenada na corte imperial, por volta de 1855."
Devido aos horrores da guerra que Ravel presenciou, a obra perdeu parte do romantismo que, inicialmente, tinha concebido. O ritmo de valsa é misturado com imagens musicais, por vezes caóticas e muitas vezes nervosas.


A Valsa, de Ravel
Orquestra Nacional da França
Maestro: Leonard Bernstein

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Maurice Ravel - Compositor e pianista francês

por António Filipe, em 07.03.12

No dia 7 de Março de 1875 nasceu em Ciboure, parte do País Basco francês, o compositor e pianista Maurice Ravel. A vida não lhe correu bem desde jovem. Começou a querer estudar música aos 7 anos, mas só aos 14 entrou no Conservatório de Paris. Depois abandonou o conservatório e estudou sozinho. Só bastante mais tarde voltou - e em boa hora, já que teve o privilégio de estudar composição com Gabriel Fauré, que o achou “muito bom aluno, laborioso e pontual, com uma sinceridade que desarma”. Mais tarde, aspirou ao consagrado Prémio de Roma, mas o júri recusou-lho.
Foi influenciado principalmente por Debussy, mas também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss, mas encontrou o seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado sobretudo pela corrente impressionista que, na sua época, fazia sucesso na Europa.
Em 1932, teve um acidente de táxi. Perdeu parte da sua capacidade de compor, por causa de lesões cerebrais causadas pelo acidente. A sua inteligência sempre se manteve intacta mas o corpo já não respondia adequadamente, porque sofria de graves problemas motores. Maurice Ravel morreu, em Paris, no dia 28 de Dezembro de 1937.
Exemplo máximo do seu estilo pessoal foi a mais imortal das suas composições: o Bolero, ainda hoje a obra francesa mais tocada em todo o mundo e que foi escrito por encomenda da bailarina Ida Rubinstein e estreou na Ópera de Paris em 1928. Ravel descreveu-o como "uma obra para orquestra sem música", querendo significar que só com o acompanhamento de bailarinos a peça fazia sentido.


Bolero, de Ravel
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Gustavo Dudamel

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No dia 20 de Fevereiro de 1969 faleceu o matemático, físico e maestro suíço Ernest Ansermet. Tinha nascido em Vevey, na Suiça, a 11 de Novembro de 1883. Apesar de ter nascido no seio de uma família com tradições musicais, os seus estudos focaram-se principalmente na matemática, e não propriamente na música. No entanto, ainda novo, estudou vários instrumentos, entre os quais o clarinete e o violino, e mais tarde, enquanto prosseguia os estudos na Sorbonne, frequentou cursos no Conservatório de Paris. No regresso à pátria começou por ser professor de matemática na Universidade de Lausanne, antes de se dedicar exclusivamente à música.
Estreou-se como maestro em 1910 e entre 1915 e 1923 foi maestro nos Ballets Russes de Diaghilev. Viajando pela França, encontrou-se com Debussy e Ravel, e pedia-lhes conselhos sobre a interpretação das suas obras. Durante a primeira guerra mundial encontrou-se com Stravinsky, que estava exilado na Suíça, e a partir deste encontro começou a sua associação com a música russa.
Fundou a Orquestra Nacional de Buenos Aires e, em 1918, a Orquestra de la Suisse Romande, da qual foi maestro até 1967. Fez várias tournées pela Europa e pela América e ficou famoso pelas suas precisas interpretações da música moderna, fazendo primeiras gravações de obras como o “Capriccio”, de Stravinsky, tendo o compositor como solista. Ansermet nunca concordou com o hábito de Stravinsky fazer revisões às suas obras e por isso tocou sempre as versões originais deste compositor. Era um homem enérgico, que defendia as suas opiniões com veemência. Ficou conhecido na Grã-Bretanha pelas suas discussões nos ensaios com as orquestras inglesas, cujos músicos estavam habituados ao estilo mais jovial de Sir Thomas Beecham ou à maneira mais introvertida de Sir Adrian Boult.
Foi sob a sua batuta que se estrearam diversas obras de Stravinsky, Satie, Prokofiev, Honegger e Frank Martin, entre outros. A sua última gravação, “O Pássaro de Fogo”, de Stravinsky, foi feita em Londres, com a Orquestra Nova Filarmonia e incluiu a gravação dos ensaios, em memória do maestro.


“La Valse”, de Ravel
Orquestra de La Suisse Romande
Maestro: Ernest Ansermet

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rcp waves 22:22 #5, #6

por Rogério Costa Pereira, em 09.08.11

#5 Faroeste Caboclo, Legião Urbana

Dedicado à minha mulher (e ao Quico, que hoje é dia 9).

#6 David Oistrakh plays Tzigane by Ravel

Era deste Tzigane que eu falava, António.

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