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Ruth Laredo – Pianista americana

por António Filipe, em 26.05.13
No dia 26 de Maio de 2005, morreu de cancro, em Nova Iorque, a pianista americana Ruth Laredo, conhecida como “a primeira-dama do piano”. Tinha nascido em Detroit, no estado de Michigan, no dia 20 de Novembro de 1937.

Aos dois anos já tocava algumas canções no piano. Frequentou o Liceu Mumford, em Detroit, que acabou em 1956. Sob a tutela do pianista Rudolf Serkin, licenciou-se, em 1960, no Curtis Institute of Music de Filadélfia. Nesse mesmo ano casou-se com o violinista boliviano Jaime Laredo. Em 1962, ganhou as audições internacionais para jovens artistas de concerto.
Ainda no ano de 1962, Ruth Laredo estreou-se com orquestra, num programa em que Leopold Stokowski dirigiu, no Carnegie Hall, a Orquestra Sinfónica Americana. Ficou conhecida pelas suas gravações das obras de Scriabin e Rachmaninoff e foi a primeira pianista a gravar as obras completas para piano solo, de Rachmaninoff.


Prelúdio em sol maior, op. 32, nº 5, de Rachmaninoff
Piano: Ruth Laredo

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O Rochedo, de Sergei Rachmaninoff

por António Filipe, em 20.03.13
No dia 20 de Março de 1894 estreou-se o poema sinfónico “O Rochedo”, de Sergei Rachmaninoff.

“O Rochedo”, op. 7, é uma fantasia para orquestra, escrita por Rachmaninoff, no Verão de 1893 e foi dedicada ao compositor Rimsky-Korsakov. Como epígrafe da composição, Rachmaninoff escolheu um excerto de um poema de Mikhail Lermontov: “A nuvem dourada dormiu toda a noite sobre os seios da grande pedra”. No entanto, mais tarde, o compositor admitiu que se tinha baseado numa história de Anton Chekhov, em que uma rapariga encontra um velho, durante uma tempestade nocturna, numa pousada à beira da estrada, na véspera de Natal. O homem conta-lhe a história da sua vida, as suas crenças e fracassos.
Rachmaninoff tinha um grande respeito pelo compositor mais velho, Tchaikovsky e, num encontro entre os dois, em casa de Taneyev, o jovem compositor teve oportunidade de executar, ao piano, a sua recente composição. “O Rochedo” teve um efeito positivo em Tchaikovsky, que pediu a Rachmaninoff que o deixasse incluir o poema sinfónico na digressão que, brevemente, iria fazer pela Europa. No entanto, isso nunca chegou a acontecer, porque Tchaikovsky faleceu, repentinamente, algum tempo depois.


Poema Sinfónico “O Rochedo”, de Sergei Rachmaninoff
Orquestra Sinfónica do Estado Russo
Maestro: Valeri Polyansky

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Talento, ambição, sucesso e perdição. Uma história.

por António Leal Salvado, em 17.08.12

A abrir o dia de hoje, António Filipe divulga na Pegada, a propósito do aniversário do nascimento de Artur Pizarro, o Concerto nº 3 para Piano, em ré menor, de Sergei Rachmaninov - obra que muitos (não eu) consideram o "top" do state of the art no piano. No mesmo screen do blogue, umas horas antes, está um registo da interpretação do "Rach 3" pelo pianista David Helfgott.

Esta fabulosa obra (por muitos considerada a peça pianística de mais difícil interpretação em toda a História da Música), quando associada a este extraordinário pianista, causa um estranho arrepio. A dupla (intérprete-obra) protagonizou os factos de um dos maiores dramas do talento artístico: o transvio da superação técnica para a perdição do artista enquanto homem.
Helfgot perdeu a vida para cumprir o 'sonho' do seu frustrado pai, aprendendo o Rach 3 quando era apenas um miúdo e insistindo aperfeiçoar a interpretação até ao que lhe faziam crer (ou obrigavam a aceitar) seria o céu. O talentoso pianista morreu por causa disso - e morreu da pior forma, transformado em morto-vivo residente de um hospício.

Quem vive próximo do mundo da Arte vai conhecendo exemplos de vítimas da frustração alheia, como David Helfgott. Helfgott teve a milagrosa sorte de encontrar um "deus" (no caso, uma deusa) que o conseguiu ressuscitar, depois de perdidos os anos que deveriam ter sido os de ouro. Mas poucas ou raras das vítimas vivem esse milagre.
A história deste exemplo, biografada com significativo respeito dos factos no filme "Shine", é um excelente guião para a obrigatória reflexão sobre sucesso, eficiência e ambição de perfeição, que a todos se nos impõe.

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Artur Pizarro – Pianista português*

por António Filipe, em 17.08.12

No dia 17 de Agosto de 1968 nasceu, em Lisboa, o pianista português Artur Pizarro, um nome grande na música da Europa de hoje. Filho de pais portugueses, nascido em Portugal, criado no nosso país.
Começou a estudar música no ano em que a Democracia voltou a Portugal. Nesse ano de 1974 Artur tinha 6 anos e era já aluno do grande mestre do piano, Sequeira Costa.
Vive actualmente em Londres, onde tem sede profissional a actividade artística que desenvolve por todo o mundo, como distinto representante da cultura europeia.
Comemorou os 25 anos de carreira artística em Portugal, num concerto no Teatro Municipal de São Luís, em Lisboa.
No palco, o pianista tocava Ravel, com uns legattos muito de sua criação, que faziam a interpretação soberba. Na plateia tocou um telemóvel, num sample da Missão Impossível ou do CSI ou de coisa nenhuma – mas estridente. O pianista parou.
A seguir veio Débussy. O pianista voltou a parar, porque o piano não conseguia competir com mais um toque do telemóvel.
Quando o pianista quis recomeçar, foi impossível. Os assuntos políticos do afanoso empresário, ou as obras grandes do autarca sem descanso, não podiam esperar. A música incomodava o negócio. No corredor do São Luís, a teleconversa subiu de tom. E a seguir subiu mais ainda, na discussão do importante senhor com o guarda do Teatro.
Ninguém chamou a polícia – e talvez não servisse de nada. A suite de Débussy não chegou ao fim. E ninguém pôde ouvir a sonata de Rachmaninov que muitos aguardavam.
O concerto ficou por ali. O importante senhor do telemóvel reclamou o preço do bilhete que pagou pelo concerto que não ouviu.
As salas do seu país são pequenas demais para a sua música… E o pianista, filho de pais portugueses, nascido em Portugal, voltou para Inglaterra.
Hoje faz anos. Por isso, ou por ser Agosto, ou por saudades da sua terra natal, talvez queira gozar o aniversário e as férias no alegre ambiente de uma praia do sul da Europa. Quem sabe não estará em Espanha…

* Texto de António Leal Salvado

 


Início do Concerto nº 3, para piano, de Rachmaninoff
Piano: Artur Pizarro
Orquestra Sinfónica da Cidade de Birmingham
Maestro: Simon Rattle

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No dia 1 de Abril de 1873 nasceu, em Semyonovo, perto de Novgorod, no noroeste da Rússia, o compositor, pianista e maestro Sergei Rachmaninoff. Os pais eram ambos pianistas amadores e teve as primeiras lições de piano com a mãe, mas ninguém lhe notou nenhum talento extraordinário. Por causa de problemas financeiros, a família mudou-se para São Petersburgo, onde Rachmaninov estudou no Conservatório da cidade antes de ir para Moscovo estudar piano, harmonia e contraponto. Além de compositor, é considerado um dos pianistas mais influentes do Século XX. Os seus trejeitos técnicos e rítmicos são lendários e as suas mãos largas eram capazes de cobrir um intervalo de uma 13ª no teclado.
A reputação de Rachmaninoff como compositor tem gerado alguma controvérsia. A edição de 1954 do Dicionário de Música e Músicos da Grove desprezou a sua música como "monótona em textura... consistindo principalmente de melodias artificiais e feias" e previu o seu sucesso como "não duradouro". A isto, Harold Schonberg no seu livro “Vidas dos Grandes Compositores”, respondeu, "é uma das colocações mais vergonhosamente snobes e mesmo estúpidas a ser encontrada num trabalho que se propõe ser uma referência objectiva". De facto, não apenas os trabalhos de Rachmaninoff se tornaram parte do repertório padrão, mas a sua popularidade, tanto entre músicos como entre ouvintes, tem vindo, no mínimo, a crescer desde a segunda metade do séc. XX.
Em 1904, depois de várias apresentações como maestro, Rachmaninov desempenhou o cargo de maestro do Teatro Bolshoi. Em 1906, foi para a Itália, onde se manteve até Julho. Passou os três invernos seguintes em Dresden, na Alemanha, trabalhando intensivamente como compositor. Em 1909, fez as primeiras apresentações nos Estados Unidos como pianista, um evento para o qual compôs o Concerto para Piano nº 3. Estas apresentações bem-sucedidas fizeram dele uma figura popular na América.
Após a Revolução Russa de 1917, juntamente com a mulher e duas filhas, deixou S. Petersburgo e foi para Estocolmo. Nunca mais regressariam a casa. Rachmaninov estabeleceu-se na Dinamarca e passou um ano a dar concertos pela Escandinávia. Saiu de Oslo para Nova Iorque, no dia 1 de Novembro de 1918, o que marcou o início do período americano da vida do compositor. Após ter deixado a Rússia, a sua música foi banida na União Soviética por muitos anos.
Rachmaninov e a sua mulher tornaram-se cidadãos americanos no dia 1 de Fevereiro de 1943. Deu o seu último recital a 17 de Fevereiro desse ano, no Alumni Gymnasium, da Universidade de Tennessee, em Knoxville, profeticamente interpretando a Sonata nº 2 em si bemol menor, de Chopin, que inclui a famosa marcha fúnebre. Uma estátua comemorativa do seu último concerto existe no Parque da Feira Mundial, em Knoxville.
Rachmaninov morreu no dia 28 de Março de 1943, em Beverly Hills, na Califórnia, apenas alguns dias antes de seu 70º aniversário. Nas horas finais da sua vida, insistia que estava a ouvir música a tocar algures por perto. Depois de ser repetidamente assegurado de que não era o caso, declarou: "Então a música está na minha cabeça".


"Vocalise", op. 34, nº 14, de Rachmaninoff
Soparano: Kiri Te Kanawa
Orquestra da Royal Opera House, Covent Garden
Maestro: Stephen Barlow

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