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No dia 12 de Junho de 1911, foi apresentada, pela primeira vez na Europa, a ópera “La Fanciulla del West”, do compositor italiano Giacomo Puccini. O evento realizou-se em Roma.

“A Rapariga do Oeste” é uma ópera em três actos com libreto de Guelfo Civinini e Carlo Zangarini, baseado na peça “The Girl of the Golden West”, do autor americano David Belasco e a acção tem lugar na Califórnia, durante a corrida ao ouro de 1849.
A estreia absoluta foi realizada a 10 de Dezembro 1910, em Nova Iorque, no Metropolitan Opera House, com direcção musical de Arturo Toscanini, que se referiu a esta ópera como “um grande poema sinfónico”. Entre outros intérpretes, encontravam-se Enrico Caruso e Emmy Destinn, para quem Puccini tinha criado os papéis principais. No entanto, depois de assistir à interpretação do papel de Minnie pela soprano Gilda dalla Rizza, na Ópera de Monte Carlo, o compositor exclamou: “Finalmente, vi a minha verdadeira Fanciulla”.
Apesar de ter sido um enorme sucesso nos Estados Unidos, esta ópera nunca foi muito popular na Europa, excepto, provavelmente, na Alemanha, onde estreou na Deutsche Opera de Berlim, em Março de 1913, sob a direcção musical de Ignatz Waghalter.

“A Rapariga do Oeste” veio a seguir à “Madame Butterfly”, que também foi baseada numa peça de Belasco. Notam-se algumas influências de compositores como Debussy, Stravinsky e Richard Strauss.
Esta ópera é apresentada de vez em quando, mas não tanto como outras óperas de Puccini. O Metropolitan Opera de Nova Iorque levou-a à cena na temporada de 2010-2011, para celebrar o centésimo aniversário da obra.


Final da ópera “La fanciulla del west”, de Puccini
Orquestra da Metropolitan Opera de Nova Iorque
Maestro: Leonard Slatkin

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Mirella Freni – Soprano italiana

por António Filipe, em 27.02.13
No dia 27 de Fevereiro de 1935 nasceu, em Módena, Itália, a soprano italiana Mirella Freni e, admirada pela qualidade jovial da sua voz e das suas interpretações.

Foi casada durante vários anos com o baixo búlgaro Nicolai Ghiaurov, que faleceu em 2004, com quem costumava apresentar-se frequentemente e a levou a cantar o repertório russo. Com apenas dez anos, Mirella interpreta, num concurso radiofónico, a ária “Un Bel di vedremo”, da ópera Madame Butterfly, de Puccini. O tenor Beniamino Gigli, apercebendo-se dos belos matizes da sua voz, incentivou-a a não cantar por uns tempos, para não a estragar. Freni aceitou o conselho e só recomeçou a estudar canto quando tinha 17 anos. Em 1955, com dezanove anos, estreou-se, no papel de Micaela, da Carmen de Bizet.
Três anos depois, Mitrella Freni atingiu fama internacional e o sucesso foi imparável. Estreou-se no Covent Garden em 1961, no La Scala em 1963 e no Metropolitan, em 1965. Era uma das cantoras favoritas de Herbert von Karajan. Depois da morte do grande maestro, Freni recordou a sua primeira La Bohème, no La Scala: “Karajan, com lágrimas nos olhos, abraçou-se a mim e disse: ‘Estou a chorar pela segunda vez na vida. A primeira foi na morte da minha mãe’.” O repertório de Mirella Freni inclui Verdi e Puccini em particular, mas também Tchaikovsky e Mozart.


Ária “O mio babbino caro”, da ópera “Gianni Schicchi”, de Puccini
Soprano: Mirella Freni

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Richard Tucker – Tenor norte-americano

por António Filipe, em 08.01.13
No dia 8 de Janeiro de 1975, enquanto descansava, antes de uma actuação em Kalamazoo, no Michigan morreu, de ataque cardíaco, o tenor norte-americano Richard Tucker. Tinha nascido no dia 28 de Agosto de 1913, em Brooklyn, Nova Iorque.

A sua aptidão para a música foi descoberta muito cedo e desenvolvida sob a tutela de Samuel Weisser, na Sinagoga Tifereth Israel, na baixa de Manhattan. Enquanto adolescente, os interesses de Tucker dividiam-se entre o atletismo, no qual se distinguiu durante o liceu, e cantar em casamentos e baptizados, como estudante de canto. A pouco e pouco foi progredindo, até que, em Junho de 1943, conseguiu emprego como cantor no grande e prestigiado Centro Judeu de Brooklyn.
No dia 15 de Dezembro de 1945, Richard Tucker estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, no papel de Enzo, da ópera La Gioconda, de Ponchielli. Essa estreia, que foi uma das que obteve mais sucesso nos anais do Met, foi o início de uma carreira de 30 anos como o tenor mais importante da América, depois da 2ª guerra mundial., Richard Tucker morreu no dia 8 de Janeiro de 1975 e foi a única pessoa cujo funeral se realizou no palco do Metropolitan Opera. Como tributo à sua obra no Met, a cidade de Nova Iorque atribuiu o nome de Praça Richard Tucker a um parque adjacente ao Lincoln Center.


Ária “E lucevan le stele”, da ópera “Tosca”, de Puccini
Tenor: Richard Tucker

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Renata Tebaldi – A voz de anjo

por António Filipe, em 19.12.12
No dia 19 de Dezembro de 2004 faleceu, em San Marino, a cantora lírica italiana Renata Tebaldi, considerada a segunda melhor soprano de todos os tempos, atrás apenas de Maria Callas. Tinha nascido em Pesaro, no dia 1 de Fevereiro de 1922.

Com apenas três anos, sofreu de poliomielite, mas conseguiu curar-se completamente. Ainda muito cedo, interessou-se pelo canto e precisou de mentir em relação à idade, ainda de dezasseis anos, para entrar no Conservatório Arrigo Boito, que só permitia alunas com mais de dezoito anos. Depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Teatro alla Scala de Milão foi reaberto, Tebaldi foi convidada por Arturo Toscanini para cantar no concerto de abertura. A sua reputação cresceu rapidamente e foi nessa ocasião que surgiu o famoso apelido La Voce d'Angelo (a voz de anjo), pelo qual ainda hoje é conhecida.
Em 1950, viajou com a companhia do La Scala para cantar no Festival de Edimburgo e no famoso Covent Garden, em Londres. No mesmo ano, obteve grande sucesso com a sua estreia norte-americana, em San Francisco. O apogeu da carreira de Tebaldi deu-se nas décadas de 50 e 60, do séc XX. Nesse período ficou conhecida pela rivalidade existente entre ela e Maria Callas. Em Janeiro de 1955, estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque e tornou-se uma das mais ouvidas e amadas sopranos daquele teatro.
Em 1963, enfrentou um período de crise vocal, e parou durante um tempo para descansar e reeducar a voz. Voltando em 1964, apareceu com uma voz mais segura e de grande beleza. Nessa nova fase da carreira, abandonou praticamente a Europa e passou a apresentar-se basicamente na América do Norte.
Renata Tebaldi actuou pela última vez no Metropolitan Opera em 1972 e, em 1973, saiu definitivamente dos palcos, mas continuou a cantar até ao dia 23 de Maio de 1976, quando se despediu do La Scala para sempre. Recebeu vários prémios durante a sua vida.


Ária "Un bel di vedremo"da ópera “Madama Butterfly”, de Puccini
Soprano: Renata Tebaldi
Maestro: Erich Leinsdorf

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Beniamino Gigli – Tenor italiano

por António Filipe, em 30.11.12
No dia 30 de Novembro de 1957 morreu em Roma, vítima de broncopneumonia, Beniamino Gigli, um tenor italiano de fama internacional, dotado de uma voz de grande e rara extensão a quem chamaram Caruso Segundo.

Tinha nascido em Recanati, no dia 20 de Março de 1890. Estreou-se como Enzo, na ópera Gioconda, de Ponchielli, a 15 de Outubro de 1914. Em Novembro de 1918 cantou no La Scala de Milão, na ópera Mefistófeles de Arrigo Boito, sob a direcção de Arturo Toscanini. No dia 26 de Novembro de 1920 estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, novamente com Mefistófeles, seguida de Andrea Chérnier, de Umberto Giordano, que cantou durante onze temporadas consecutivas, La Bohème, de Puccini, O Elixir do Amor, de Donizetti e outros sucessos. Foi o tenor principal do Metropolitan Opera durante doze anos, sucedendo ao mito italiano, Enrico Caruso.
Em 1955 fez a tournée de despedida dos Estados Unidos, com três concertos, em Abril, no Carnegie Hall. O último concerto da sua vida foi em 25 de Maio de 1955, no Constitution Hall de Washington.


Ária “Che gelida manina”, da ópera “La Bohème”, de Puccini
Tenor: Beniamino Gigli

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Franco Corelli – Tenor italiano

por António Filipe, em 29.10.12
No dia 29 de Outubro de 2003 morreu, em Milão, o tenor italiano Franco Corelli. Tinha nascido a 8 de Abril de 1921, na cidade de Ancona – a mesma cidade em que ele próprio veio a promover um importante concurso internacional de canto, destinado a descobrir e estimular jovens cantores talentosos.

Um pouco à imagem do exemplo da sua própria carreira, que apenas quis iniciar depois dos 30 anos, por exigência de um trabalho de aperfeiçoamento da voz que nunca achava completo…
Por esse trabalho muito sério e pelos excepcionais dotes vocais que tinha, Franco Corelli foi reconhecido e aclamado como um dos maiores tenores do séc. XX. Um tenor que tinha tudo para ser o preferido de muitos dos críticos e melómanos do século: voz potentíssima, de agudos claros e fortes, excelentes atractivos físicos, presença de palco carismática.
O compositor preferido de Corelli era Puccini. Com dotes únicos de “casar” a voz com a orquestra, ele deslumbrava todos com a “cor” que dava aos personagens, com a perfeição de harmonia entre a personalidade da voz e o acompanhamento da música.


Ária “Che gelida manina”, da ópera “La bohème”, de Puccini
Tenor: Franco Corelli

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No dia 16 de Outubro de 1982 faleceu em Mestre, Veneza, o tenor italiano Mario Del Monaco. Tinha nascido em Florença, a 27 de Julho de 1915. Passou a infância em Cremona, mas em 1924 teve que ir morar na Líbia (durante 4 anos) por causa do trabalho do pai que era um amante da ópera e o seu grande sonho era que um dos seus filhos fosse um grande músico. Por isso escolheu ir viver para Pesaro porque, além de ser a cidade natal de Rossini, também tinha um conservatório de grande reputação, do qual Pietro Mascagni era director. Aos 13 anos, Del Monaco começou a estudar violino, mas já possuía um enorme desejo de cantar e testava a voz com algumas árias de barítono.
A estreia oficial de Mario Del Monaco foi na ópera Madame Butterfly no dia 29 de Dezembro de 1940 no Teatro Puccini de Milão. Um marco importante na sua carreira foi Andrea Chènier em 1949, para a comemoração da morte de Umberto Giordano. Foi o próprio Giordano quem o preparou para o papel de Chènier. O seu desempenho era tal, que durante praticamente 28 anos no La Scalla, essa ópera foi somente interpretada por ele. Em 1951 foi contratado pelo Metropolitan Opera, onde se manteve durante nove anos e inaugurou 4 temporadas. Em 1976 retirou-se dos palcos, com “I Pagliacci”, em Viena.


Ária "E lucevan le stelle", da ópera “Tosca”, de Puccini
Tenor: Mario del Monaco

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Ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini

por António Filipe, em 05.10.12

No dia 5 de Outubro de 1897 estreou, em Viena, na Áustria, a ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini que, devido à humanidade das suas personagens e à sua partitura, se tornou numa das óperas mais famosas do compositor.

“La Bohème” é uma ópera em quatro actos com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no livro de Henri Murger “Scènes de la vie de bohème”. A sua estreia absoluta realizou-se no Teatro Regio de Turim, a 1 de Fevereiro de 1896, sob a direcção de Arturo Toscanini. A história passa-se em Paris, por volta de 1830. La Bohème é um exemplo de uma ópera proletária. Até à época em que Puccini compôs La Bohème, quase todas as personagens de ópera tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. As personagens de La Bohème são intelectuais proletários que nem dinheiro têm para pagar a renda.
Assim como Violetta Valéry em “La Traviata”, de Verdi, a protagonista de “La Bohème” morre de tuberculose. Mas, ao contrário de Violetta, a bordadeira Mimi não é nenhuma cortesã dos salões elegantes de Paris, mas antes uma mulher pobre, da periferia. Até ao sucesso de “Manon Lescaut”, o próprio Puccini conheceu grande pobreza. A vida boémia que o compositor vivia na época também era muito semelhante à das personagens de “La Bohème”. Entusiasmou-se tanto com a sua obra que fundou o Club Bohème, onde, com um grupo de amigos, proclamava a divisa "viver bem e comer melhor".
Puccini havia de morrer triste e sem amigos, sem conseguir terminar uma obra de qualidade muito especial: a ópera Turandot.


"Quando Men Vo", da ópera “La Bohème”, de Puccini
Soprano: Anna Netrebko
Orquestra Filarmónica de S. Petersburgo
Maestro: Yuri Temirkanov

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Margaret Sheridan - “Maggie from Mayo”

por António Filipe, em 16.04.12

No dia 16 de Abril de 1958 morreu a soprano irlandesa Margaret Sheridan, que, nunca tendo cantado no seu país natal, foi uma das principais sopranos dos anos 20 do século passado. Tinha nascido em Castlebar, Condado de Mayo, na Irlanda, no dia 15 de Outubro de 1889. Infelizmente começou tarde e teve uma carreira curta. Estreou-se em Roma, em 1918, na ópera La Bohème, de Puccini. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez no Covent Garden, em Londres. Foi muito bem recebida pelo público e muito elogiada pela crítica. Em 1919 regressou a Itália para se estrear na ópera Madame Butterfly, de Puccini, no dia 30 de Dezembro. Estreou-se no La Scala de Milão no dia 6 de Abril de 1922 e, em 1923, cantou com Beniamino Gigli, em Rimini, na ópera Andrea Chenier, de Umberto Giordano. Foi com esta ópera que Gigli se estreou no Covent Garden, em 1930, novamente ao lado de Margaret Sheridan.
Foi convidada para cantar nos Estados Unidos, mas recusou. Não há dúvidas de que Sheridan foi muito estimada em Itália durante vários anos e que cantou com muitos dos principais tenores dos anos trinta, do séc. XX. Deixou-nos muitas gravações memoráveis, entre elas, duetos com o tenor Aureliano Pertile, de Manon Lescaut, Madame Butterfly e Andrea Chenier.


Ária “Un bel di vedremo", da ópera “Madama Butterfly”, de Puccini
Soprano: Margaret Sheridan
Orquestra do Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Carlo Sabajno

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No dia 11 de Maio de 1902 nasceu em Itaguaí, a soprano brasileira Bidu Sayão. Começou a estudar canto com Elena Teodorini, uma romena que, na altura, vivia no Brasil, e que a levou para a Roménia, onde continuou os seus estudos. Mais tarde foi para Nice, na França, onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polaco que a ajudou a consolidar a sua técnica vocal.
Estreou-se em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina, d’O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. A sua estreia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque aconteceu em 1937, no papel de Manon, na ópera de Massenet. Fez parte do elenco do MET durante muitos anos. Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como “la piccola brasiliana”.
Em Fevereiro de 1938, Bidu Sayão cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. O Presidente ofereceu-lhe a cidadania americana, mas ela recusou imediatamente. Respondeu: "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei". Mas o destino foi diferente. Veio a morrer de pneumonia, nos Estados Unidos, no dia 13 de Março de 1999, antes de completar 97 anos. Nunca chegou a realizar um dos seus maiores sonhos: rever a Baía de Guanabara. Ao morrer, morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.


Ária “Un bel di”, da ópera “Madama Butterfly”, de Puccini
Soprano: Bidu Sayão

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No dia 24 de Fevereiro de 1934 nasceu, em Savona, na Itália, Renata Scotto, que se tornou mundialmente famosa como soprano, devido às suas habilidades técnicas e dramáticas e que, depois de se aposentar dos palcos, passou a actuar como directora de ópera. Iniciou os estudos de canto aos catorze anos, na sua cidade natal. Mudou-se para Milão dois anos mais tarde, e estreou-se no Teatro Nuovo desta cidade, em 1952, como Violetta, em La Traviata, de Verdi. No ano seguinte, foi escolhida para o papel de Walter em La Wally, de Alfredo Catalani, contracenando com Renata Tebaldi e Mario Del Monaco, no La Scala, de Milão. Na noite de abertura da ópera, no dia 7 de Dezembro de 1953, a cantora foi ovacionada, voltando ao palco quinze vezes para agradecer os aplausos do público. Após superar uma crise de voz nos anos seguintes, Scotto voltou ao La Scala em 1957.
Quando o teatro fazia uma digressão pela Escócia, Renata Scotto foi contratada, à pressa, para substituir Maria Callas em duas récitas extraordinárias da ópera “La sonnambula”, de Bellini. Preparando o papel de Amina em apenas dois dias, Scotto apresentou-se, com grande sucesso, em Edimburgo, e projectou-se deste modo como uma cantora lírica de renome internacional. Depois da sua estreia em 1965, no papel de Cio-Cio-San, na Madama Butterfly, de Puccini, Scotto actuou em diversas produções do Metropolitan Opera de Nova Iorque. A partir do final dos anos 80, do séc XX, ocupou o cargo de directora, retirando-se, definitivamente, dos palcos em 1991.


Ária “Si mi chiamano Mimì”, da ópera “La Bohème”, de Puccini
Soprano: Renata Scotto
Orquestra do Metropolitan Opera de Nova Iorque
Maestro: James Levine

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Giacomo Puccini

por António Filipe, em 22.12.11

A 22 de Dezembro de 1858 nasceu em Lucca, na Itália, o compositor Giacomo Puccini. Estudou órgão com o pai até que este morreu, em 1864, quando Puccini tinha 5 anos. Continuou os estudos de órgão com o tio e, aos dez anos, começou a cantar no coro da igreja. Parecia destinado a seguir a tradição da família e ser um simples músico de igreja, até que um dia, em 1876, aos 18 anos, ouviu a ópera “Aida”, de Verdi, que despertou nele a paixão pela composição de óperas. Conseguiu uma bolsa de estudo da rainha Margherita e, com a ajuda financeira do tio, entrou para o Conservatório de Milão, onde foi aluno de Amilcare Ponchielli e se graduou em 1883. A sua primeira ópera, Le Villi, foi composta em 1883 para participar num concurso. Não ganhou o primeiro prémio, mas chamou a atenção de Giulio Ricordi, dono da uma editora de música, que lhe encomendou uma segunda ópera, Edgar, que foi friamente recebida quando estreou no Teatro La Scala de Milão, na primavera de 1889.
Puccini casou com Elvira Gemignani, em 1904, mas a relação do casal foi turbulenta. Elvira era ciumenta e acusou a empregada de manter relações íntimas com o compositor. A vida da garota era um inferno, a tal ponto que acabou por cometer suicídio, em 1909. Mas a autópsia revelou que ela era virgem, provando assim a inocência do compositor. A Senhora Puccini foi presa e obrigada a pagar uma indemnização à família da rapariga.
Em 1924, diagnosticado com cancro na garganta, Puccini foi-se tratar para Bruxelas, onde morreu, no dia 29 de Novembro do mesmo ano, deixando inacabada a sua última ópera, Turandot.
 


“Un bel di vedremo” da ópera “Madame Butterfly”, de Puccini
Soprano - Angela Gheorghiu

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Rita Streich, soprano

por António Filipe, em 18.12.11

No dia 18 de Dezembro de 1920 nasceu em Barnaul, na Rússia, a soprano alemã Rita Streich. Durante a infância mudou-se, com os seus pais, para a Alemanha, onde cresceu a falar duas línguas (o russo e o alemão), algo que lhe foi extremamente útil durante a sua carreira de soprano. Por exemplo, interpretou as obras de Rimsky-Korsakov, no original, em russo, sem o mínimo de sotaque.
Rita Streich estreou-se como cantora de ópera durante a segunda guerra mundial, no Stadttheater de Ústí nad Labem, na Boémia, no papel de Zerbinetta, da ópera 'Ariadne auf Naxos' de Richard Strauss. Três anos depois conseguiu o primeiro contrato na Staatsoper Unter den Linden, em Berlim, onde permaneceu até 1952. Nesse ano foi para Bayreuth, no ano seguinte para Viena e, em 1954, para Salzburgo. Seguiram-se actuações no La Scala, de Milão e no Covent Garden, em Londres.
No filme de 2007 “Bean em férias” Rowan Atkinson canta a ária "O mio babbino caro" de Puccini. Na realidade a voz que se ouve é a de Rita Streich, na sua famosa gravação com a Orquestra da Ópera de Berlim, dirigida por Reinhard Peters. Rita Streich morreu no dia 20 de Março de 1987, em Viena.


"O mio babbino caro" da ópera "Gianni Schicchi", de Puccini
Soprano-Rita Streich
Filmado na Salle Pleyel, Paris, a 24 de Fevereiro de 1968

 

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