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Para os neoliberais o que é o salário mínimo?

por Luis Moreira, em 01.06.12

O salário mínimo é o salário abaixo do qual ninguém está interessado em trabalhar. Assim, o mercado de trabalho encarrega-se de o calcular, não há, pois, razão para que se determine por decreto-lei o salário mínimo.

É, claro, que para este conceito não entram outros considerandos que não os económicos. Não há aqui razões de equidade, nem de justiça, nem morais. Até mesmo razões de produtividade não são para aqui chamadas, afinal todos sabemos que um chefe de família produz o mesmo quer os seus filhos estejam ou não bem alimentados e frequentem ou não uma boa escola.

António Borges navega nestas águas. Em termos macroeconómicos as medidas tomadas no que se refere à redução dos salários, têm razão de ser porque apanham quatro ou cinco milhões de trabalhadores e isso tem impacto macroeconómico. Mas ao nível individual isto fere, na maioria dos casos, a qualidade (já baixa) de vida dos trabalhadores e suas famílias. É, também por isso, que estas reduções nunca são dirigidas a quem ganha muito porque são "apenas" uns milhares e sob o ponto de vista macro - económico não tem impacto nenhum. Também aqui não entram considerandos de ordem moral ou de equidade. 

Descer os salários em Portugal, como bem percebeu Teodora Cardoso, é empurrar Portugal para uma economia do terceiro mundo de onde é muito mais difícil sair do que da presente situação.

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publicado às 23:20


Um exemplo de produtividade

por Luis Moreira, em 04.03.12

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publicado às 16:58

 

 Essa anedota da meia-hora de trabalho a mais, a ir para a frente, vai dar num fartote de produtividade tal que há mesmo que ter cautela com o superavit que nos vai cair em cima, não nos vá rebentar algum tímpano ou isso por causa da diferença de pressão. Deste arremedo para boche ver virá apenas isso mesmo. Uma ridícula vénia macaca de uma voz ao respectivo dono. Os "mestres do privado" guiam-se pela bitola do público; só podia dar merda.

Eis, pois, a medida mais idiota deste governo marioneta, ex aequo com umas dezenas de outras. A começar pelo lamber dos tomates à igreja, pontuado (pentelhado?) pelo fim de dois feriados marcantes em vez de acabar com duas tangas beatas que nada podem significar num Estado Laico. Essa da igreja ter chegado a acordo, então, é demais para mim. Pura e simplesmente não concebo, não aceito e essa merda não pode ficar assim. Mandam o 5 de Outubro às malvas por causa de uma espécie de mênstruo esquisito? "Não é o que tu pensas, José!"? Chocam-vos, as minhas palavras? Pois assim mas dita a vossa acção.

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publicado às 22:20


Trabalhar ou fazer "cera" ?

por Luis Moreira, em 06.02.12
Na verdade o tempo de trabalho é só um dos factores da produtividade. A organização, as máquinas, a direcção, o planeamento e o controlo são igualmente factores importantes, até mais importantes, conforme a actividade. Por isso esse gráfico aí em cima pode dar uma ideia de mais horas de trabalho ou, simplesmente, de mais horas de permanência no posto de trabalho.
O que não é bem a mesma coisa! Mas já que temos que estar presos a uma máquina ou isolados num escritório, então que se trabalhe mesmo!

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publicado às 09:00


Acordo é uma boa surpresa

por Luis Moreira, em 17.01.12

Diz o economista Daniel Bessa : "É um bom princípio", salientou ainda o economista, lembrando que "no meu tempo as coisas seguiam sempre no sentido de mais férias e mais flexibilidade". A existência de um banco de horas por trabalhador de 150 horas, "é bem mais importante para a melhoria da competitividade do País", acrescentou.

Este acordo protege quem trabalha e não quem abusa, gozando mais férias que os colegas, utilizando sistematicamente as pontes ...menos quatro feriados e mais flexibilização, ao estilo do que há muito se faz na Auto Europa. Que se saiba nesta empresa (onde há acordos sistemáticos) todos trabalham e ganham segundo a produtividade,é uma das fábricas mais fiáveis a nível do grupo , paga bem mais que a maioria das empresas nacionais

Onde está o regresso ao feudalismo?

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publicado às 15:00

Há dois conceitos de produtividade, por hora e por pessoa, e em qualquer deles Portugal está a uma distância abissal das médias dos Estados Unidos e da Zona Euro. Mas há um elemento a ter em conta: a distância por pessoa é menor do que a distância por hora, o que significa que em média trabalhamos mais horas do que os outros. O mal não está nos trabalhadores mas nas empresas, que precisam de investir mais e melhor.
Diz e bem o Daniel Amaral, economista, no Económico.

 

Como se vê pelo gráfico a produtividade é muito baixa em Portugal.

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publicado às 12:30

Quando o escudo era a moeda corrente, os governantes puxavam pelas exportações empobrecendo os trabalhadores. Desvalorizavam a moeda e já está!Estava reposta a capacidade de competir em mercados abertos. Como agora a moeda é o euro e os países não têm essa capacidade, reduzem-se os salários. Num caso ou noutro a finalidade é a mesma. Eu tenho 100 no bolso, e na manhã seguinte a desvalorização tirava-me 10%, ficando com 90. O mesmo com o abaixamento dos salários, ganho 100 passo a ganhar 90.

Isto é bom para as exportações mas deixa cair o consumo interno ainda mais. O melhor mesmo é o que a CIP propõe. Aumento das horas de trabalho pelo mesmo salário. Aumenta-se a produção pelo mesmo custo!

Mas nunca nos dizem, ou esquecem-se de nos dizer, que os factores de custo não são só os salários. O custo do capital investido também pode ser mais alto ou mais baixo, conforme a taxa de juro contraída. Podem e devem baixar as taxas de juro! Ou baixar o IRC! Ou a factura da electricidade...

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publicado às 21:38


A ponte - não há ninguém em Lisboa

por Luis Moreira, em 01.11.11

Preocupadíssimos, os Lisboetas foram reflectir para o Algarve ou visitar os cemitérios da terra, colocando flores nas campas dos familiares, entre dois almoços bem regados. Amanhã já é 4ª feira, e aí temos uma semana de três dias de trabalho. Isto é, simplificando, a produção em quantidade de bens e serviços foi à vida em 40%. Quem ainda não tinha percebido o que são pontes e quem as goza ( os que têm trabalho e vencimento, 13º e 14º mês) fica agora a saber do que se trata.

Não acho nada que a meia hora a mais no trabalho acrescente o quer que seja, a não ser que seja implementada conjuntamente com um "banco de horas" e, assim, flexibilizar o horário ( trabalha quando há encomendas, descansa quando há menos).

A produtividade da nossa economia sempre foi uma desgraça, há que avançar rapidamente. Pede-se, por isso, aos sindicatos e às centrais patronais que se deixem de mesuras e de declarações indendiárias na televisão, (para os que pagam as quotas verem como são esforçados) e resolvam o que tem que ser resolvido.

Não inventem o que está há muito inventado!

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publicado às 19:21


Trabalhamos muito mas produzimos pouco

por Luis Moreira, em 20.07.11

É como estar numa bicicleta a dar ao pedal em cima de um rolo. Damos ao pedal mas não saímos do mesmo sítio.A isto chama-se baixa produtividade!

Há várias maneiras de resolver isto. No caso da bicicleta é tirar os rolos, mas nas fábricas e nos campos e no mar e nos escritórios há várias maneiras:

produzir o mesmo com menos horas de trabalho, pagando menos vencimentos. Dá em desemprego; produzir mais com os mesmos trabalhadores. Dá com os sindicatos a fazerem greve; investir na formação dos trabalhadores. Dá na fuga deles para a concorrência; investir em melhores máquinas e condições de trabalho. Dá em desemprego a não ser que se consiga vender mais o que não é fácil...

Mas a melhor forma é fazer um par de sapatos em Felgueiras, exportar para Milão, e eles lá colocam "made in" e multiplicam o preço por dez ou, então, inovar e levar as pessoas a pagar mais por coisa igual...

"O problema de Portugal não está, portanto, no volume de trabalho mas na sua produtividade, tendo em conta o custo-horário. O que interessa é o custo unitário de cada peça produzida. É por isso que economistas como Alberto Castro, em entrevista recente ao Expresso (ver relacionados), aponta a redução dos custos de produção como objetivo prioritário.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/portugueses-trabalham-muito-ou-pouco=f662530#ixzz1SapK2ipH
E, há, os custos directos e os de "contexto", nos quais abundam os custos da Administração Pública e, dentro destes, os resultantes da incapacidade da Justiça. Um dia, em Manchester, na maior exposição mundial de equipamentos médicos, um "british" pediu a palavra, virando-se para mim: "olhe, eu já investi em Portugal. Tive que recorrer à Justiça e há cinco anos que não obtenho resposta. Em Portugal só as praias do Algarve".E saiu pela porta fora.
Melhorar a celeridade da Justiça seria um dos maiores feitos de qualquer governo! Mesmo falando em produtividade na economia!
A melhor maneira de mostrar a diferença na produtividade.

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publicado às 09:00


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