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BPN - uma bomba relógio programada para 2020

por Luis Moreira, em 29.04.12

Miguel Cadilhe: O Estado terá assumido 80 milhões de ativos tóxicos do BPN relativos a dívidas de Duarte Lima, Arlindo Carvalho, antigo ministro da Saúde e José Neto, antigo secretário de Estado, aponta o Correio da Manhã. O Banco Português de Negócios faz este domingo a manchete das edições de dois jornais, com o Diário de Notícias a entrevistar Miguel Cadilhe sobre o mesmo dossier. “A maior fraude na banca portuguesa”, diz o antigo ministro das Finanças. Os 80 milhões foram retirados para uma sociedade do estado por serem de dificil recuperação mas, a verdade, é que qualquer das pessoas indicadas vivem em Portugal e exercem actividades económicas.

Cadilhe também aponta o dedo ao BdP na pessoa do seu então Governador Vitor Constâncio.  E Cadilhe questiona: "Teixeira dos Santos e Sócrates escolheram politicamente contra nós. Porquê? Por que não impediram certas entidades públicas de retirar grandes depósitos do BPN privado? Por que declararam que a nacionalização era grátis para os contribuintes?”. 

Já o DN reforça a ideia que o prejuízo será muito maior do que o actualmente conhecido porque o "lixo" foi entregue a sociedades veículos para os vender.

Entre o que o Estado pode vir a suportar há uma "bomba-relógio" que se destaca e assusta os mais atentos: os 3,9 mil milhões de euros que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de exposição nas empresas (veículos) criadas para absorver os ativos tóxicos do BPN para permitir o negócio da reprivatização. Tavares Moreira, governador do Banco de Portugal entre 1986 e 1992, explica que "só quando estes veículos forem liquidados, o que poderá só acontecer daqui a oito anos, é que se saberá a verdadeira perda do BPN. O relatório da terceira avaliação da troika indicou que só agora irá começar o processo de liquidação dos veículos". Ou seja: ainda falta muito para se saber quanto se vai perder. A certeza é que vai ser muito, segundo garantem os economistas.

"Acredito que há poucos ativos recuperáveis e o que não for recuperável o Estado será obrigado a pagar à Caixa", acrescenta Tavares Moreira. Consideração partilhada pelo especialista em banca e professor na Universidade Nova de Lisboa, Paulo Soares Pinho, que explica que "o que passou para as sociedades-veículo são ativos que ninguém quer, muitos devem valer zero".

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publicado às 16:30

...é dos gestores públicos, não dos trabalhadores. Prejuízos incrivelmente altos! Eu digo que, antes de tudo, a culpa é da natureza da empresa pública. Ninguém manda e ninguém tem culpa. Os gestores não sabem, os trabalhadores são os menos culpados, os políticos são os principais culpados e os sindicatos andam a fazer de conta que se pode "oferecer a lua".

Leiam o que pensam os portugueses : Runaldinho (seguir utilizador), 9 pontos (Bem Escrito), hoje às 14:24 Os administradores das empresas públicas não estavam minimamente preocupados com as orientações do governo cessante e provavelmente também deste. Uns porque sabiam que se iam embora, outros porque sabem que à primeira oportunidade este despacha-os em 3 tempos. para quê tanta maçada, se a vida é tão curta e este "bem bom" dura tão pouco tempo.
Basta percebermos como tudo isto funcionava, caso alguém ainda tivesse duvidas, coisa do qual eu não acredito, pois senão, alguém deu fé de que:
"Existia um saco azul para pagar a ministros de Sócrates, avançando que as verbas secretas esticavam salários para 10 mil euros.
De acordo com o diário, Sócrates usava cartões de crédito e fundo de maneio para «despesas sem rasto», a antiga ministra da Cultura Gabriela Canavilhas «tinha um plafond de cinco mil euros» e na Justiça «todo o ministério estava nos 4 mil». Os juízes admitem queixa-crime contra gabinetes que não entreguem documentos."
Por aqui se constata a deriva deste país e como pode alguém ser responsável por um ministério ou uma empresa pública se a sua única preocupação é sacar o máximo no mínimo espaço de tempo.

Desiludido... (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), hoje às 13:56
Levanta-te, oh ilustre alma lusitana!
Protesta, revolta-te, que a hora é de luta.
De esganar o vampiro filho da puta,
Que promete, te mente e te engana.

Acorda! Besta obediente e insana.
Manada apática e de gente estulta.
Que sem conhecer a sua força bruta,
Aguenta tanto ladrão, tanto sacana.

Está na hora deste povo vir p’ra rua
E tratar de pôr um fim nesta modorra
Que a verdade está, bem nua e crua

Cumpriste e pagaste a tua parte. Porra!
De uma dívida que se sabe não ser tua
Mas dos que te têm roubado á tripa forra
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/empresas-publicas-com-prejuizos-de-15-mil-milhoes-de-euros=f705414#ixzz1mmSEmbA8

Claro que isto sempre foi e continua a ser assim!Tudo é "serviço público", custe o que custar, com desperdícios manhosos em que vale tudo, emprego para a vida, vencimento certo, não há avaliação de desempenho, não há responsabilidade de ninguém. Como podem as empresas públicas serem bem geridas e darem resultados razoáveis e sustentáveis? Não podem, obviamente!

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publicado às 14:00


Cinquenta e uma greves, só este ano!

por Luis Moreira, em 30.12.11

Sem palavras.

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publicado às 21:00


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