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Eileen Farrell - Soprano norte-americana

por António Filipe, em 23.03.13
No dia 23 de Março de 2002 morreu ,em Park Ridge, Nova Jersey, devido a problemas circulatórios, a soprano norte-americana Eileen Farrell. Tinha nascido no dia 13 de Fevereiro de 1920, em Willimantic, Connecticut.

Filha de cantores de vaudeville, Eileen Farrell sempre gostou mais das salas de concertos e da rádio do que dos palcos da ópera. Mas foi uma excelente intérprete lírica, e o seu registo de soprano era tão perfeito quanto o timbre da sua voz foi inconfundível para os rádio ouvintes e os amantes da música ligeira.
Mesmo tendo feito apenas cinco temporadas no Metropolitan Opera de Nova Iorque, Eileen era considerada uma das sopranos dramáticas mais importantes da sua época. Além de cantar ópera, Eileen Farrell também explorou o jazz e a música pop.
O recital de canto que deu em Nova Iorque, em Outubro de 1950, valeu-lhe entusiástica aclamação e imediato reconhecimento geral. Pouco depois foi contratada para cantar a Nona Sinfonia de Beethoven com a Orquestra da NBC por, nada mais nada menos que o “mestre” Arturo Toscanini. E ainda na década de 1950 havia de reunir um auditório de 13.000 pessoas para a ouvirem cantar árias de “Ernani”, de Giuseppe Verdi, em Nova Iorque.
O seu primeiro trabalho em ópera foi em 1956, na ópera de São Francisco. Poucos anos depois, foi levada a Nova Iorque por Rudolf Bing, gerente da Metropolitan Opera, que não costumava contratar novos cantores que não fossem já consagrados noutros teatros.
Em 1962, Eileen Farrell inaugurou a temporada do Metropolitan Opera como Madalena em Andrea Chenier, de Giordano. Farrell passou a ser conhecida pelas suas actuações em óperas do repertório italiano, como Alceste, Medea, La Gioconda, ou em papéis wagnerianos como Isolda e Brunhilde. Eileen Farrell também actuou como cantora pop, estreando em 1959, enquanto nos círculos eruditos cantava o Requiem de Verdi, no festival de Spoleto. Nos palcos da música popular, Farrell chegou a substituir Louis Armstrong, cantando as suas baladas e blues com a banda Satchmo.
A par de uma carreira de êxito na ópera, em que desempenhou dezenas de papéis, foi solista preferida de Bernstein na Filarmónica de Nova Iorque.
Durante duas décadas foi professora de música em duas universidades americanas e nunca deixou de gostar de cantar música pop.
Em 1987 voltou a dedicar-se à gravação desse género musical. Fez várias gravações e teve sucesso com todas. A música ligeira não ensombrou a magnífica voz da soprano nem fez esquecer os papéis com que, principalmente no Metropolitan, protagonizou “A Força der Destino” de Verdi ou “La Gioconda" de Ponchielli.


Ária “Suicidio”, da ópera “La Gioconda”, de Ponchielli
Soprano: Eileen Farrel

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Amilcare Ponchielli – Compositor e professor

por António Filipe, em 16.01.12

 

No dia 16 de Janeiro de 1886 faleceu, em Milão, o compositor italiano Amilcare Ponchielli. Tinha nascido em Paderno Fasolaro, perto de Cremona, a 31 de Agosto de 1834. A sua cidade natal é hoje chamada Paderno Ponchielli. Aos nove anos obteve uma bolsa de estudo para aprender música no Conservatório de Milão e, aos dez, escreveu a primeira sinfonia. Dois anos depois de acabar o curso no Conservatório escreveu a sua primeira ópera e foi com este género musical que veio a adquirir fama. Inicialmente, a sua carreira foi complicada. Teve que aceitar pequenos trabalhos em pequenas cidades e compôs algumas óperas, todas sem sucesso. Apesar de tudo, adquiriu experiência como mestre da banda, em Piacenza e Cremona, fazendo arranjos e compondo mais de 200 obras para banda. O ponto de viragem foi o grande sucesso obtido com a versão revista da sua primeira ópera “I promessi sposi”, em 1872. Um ano mais tarde o bailado “Le due gemelle” confirmou o sucesso. Em 1881 foi nomeado mestre de capela da Catedral de Bergamo e assumiu o cargo de professor de composição no Conservatório de Milão, onde teve como alunos os compositores Puccini e Mascagni. A sua ópera mais conhecida é “La Gioconda”, que o libretista Arrigo Boito adaptou de uma peça de Victor Hugo.

 


“A dança das horas”, da ópera "La Gioconda", de Ponchielli
Excerto do filme “Fantasia”, de Walt Disney
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowsky

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