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Emil Gilels – Pianista russo

por António Filipe, em 14.10.12

No dia 14 de Outubro de 1985 morreu, em Moscovo, o pianista Emil Gilels, aclamado pelo seu brilhante domínio da técnica e pelo apurado controlo da tonalidade do piano. Tinha nascido em Odessa, na Rússia, no dia 19 de Outubro de 1916, filho de uma família de músicos judeus. Começou a estudar piano aos seis anos e fez a sua primeira apresentação em público em 1929 e, em 1930, ingressou no Conservatório de Odessa. Em 1933, apenas com 16 anos, Gilels vence o inédito "Concurso de piano da União Soviética". Após a graduação no Conservatório de Odessa em 1935, frequentou o Conservatório de Moscovo, onde foi aluno do famoso professor Heinrich Neuhaus e companheiro do pianista Sviatoslav Richter. No último ano do Conservatório, aos 21 anos, venceu o Festival Internacional de Bruxelas, derrotando, por exemplo, os pianistas Arturo Benedetti Michelangeli (que recebeu nota zero dos juízes italianos) e Moura Lympany.
Emil Gilels foi o primeiro artista soviético a ter permissão de viajar extensivamente para o Ocidente. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1947, o pianista iniciou uma digressão pela Europa e estreou-se na América em 1955, interpretando o Concerto para piano nº 1, de Tchaikovsky, em Filadélfia. Deu, ainda, concertos em Nova Iorque e Chicago, onde foi dirigido por Fritz Reiner. Na União Soviética era considerado um herói, e ganhou o Prémio Stalin em 1946, o Prémio Ordem de Lenin em 1961 e 1966, e o Prémio Lenin em 1962. Do seu vasto repertório, podemos destacar as interpretações das obras de Schumann, Brahms, e principalmente de Prokofiev e Beethoven.


Polonaise, op. 53, de Chopin
Piano: Emil Gilels

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Vladimir Horowitz – Pianista ucraniano

por António Filipe, em 01.10.12

No dia 1 de Outubro nasceu, em Kiev, o pianista ucraniano Vladimir Horowitz. Não se sabe ao certo o ano do seu nascimento. No seu país, tinha-se como certo que tivesse ocorrido em 1904 – mas o pai deixou um dia escapar que afinal tinha sido em 1903… tinha falsificado a idade dele, para o livrar de cumprir o serviço militar e assim poupar as suas especialíssimas mãos.
Aos 16 anos, o jovem Vladimir Horowitz tinha o Conservatório feito e, para o exame de aferição, tocou nada mais nada menos que o Concerto nº 3 de Rachmaninov – “simplesmente” a obra que muitos consideram a mais difícil que existe para tocar no piano e que muitos chegaram a dizer impossível de ser tocada. Em 1932 tocou pela primeira vez com o maestro Arturo Toscanini, apresentando o Concerto nº5 para Piano, de Beethoven.
Maestro e pianista parecem ter ficado maravilhados um com o outro. No ano seguinte, casou com Wanda, filha de Toscanni. Casamento curioso: ele judeu e ela católica… sem problema, porque nenhum dos dois era devoto. O pior era que ele não sabia falar o italiano dela e ela nada percebia da língua russa dele. Passaram a comunicar-se em francês – e a filha, Sonia Toscanini Horowitz, teve de crescer falando russo, italiano e francês.
Durante muitos anos, Horowitz detestou o palco. Tanto, que várias vezes se retirou da carreira de concertista em público. Passava anos sem aparecer às plateias… e diz-se que algumas vezes, na hora de entrar no palco, tiveram de o empurrar. Como quase todos os espíritos geniais, era modesto e muito exigente consigo mesmo. Felizmente, havia a possibilidade de fazer programas em televisão – e já antes disso havia as gravações em disco.
Começou a gravar em 1928, quando fazer discos ainda parecia uma arte do outro mundo. Durante a sua longa vida, gravou para as maiores etiquetas e um extraordinário número de obras. A partir de 1985, a Deutsche Grammophon produziu fantásticas gravações de programas televisivos e de espectáculos ao vivo. Nos últimos anos da sua vida foram feitos quatro grandes documentários em que o brilho era tão somente o da magia de um octogenário para quem o piano parecia um maravilhoso brinquedo.
Vladimir Horowitz faleceu em Nova Iorque no dia 5 de Novembro de 1989.


Polonaise, op. 53, de Chopin
Piano: Vladimir Horowitz

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