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O Bastonário da Ordem dos Arquitectos quer um inquérito à festa da Maria de Lourdes Rodrigues.

O arquiteto afirmou que é "urgente avaliar tecnicamente o programa da Parque Escolar", aprofundando as auditorias da Inspeção Geral das Finanças e do Tribunal de Contas para "compreender as razões dos desvios de custos e saber toda a verdade".

João Belo Rodeia argumentou que "a culpa dos desvios nas obras públicas só tem um responsável, o dono da obra, ou seja o Estado".

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publicado às 21:36


Festejar é proibido?

por Francisco Clamote, em 12.04.12
"Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação, foi ao Parlamento defender a empresa pública Parque Escolar que geriu um programa de obras nas escolas, e deste disse: "Foi uma festa." Fico-me por essas palavras. Aliás, não estou sozinho, o deputado Sérgio Azevedo escreveu no seu blogue o seguinte: "Maria de Lurdes Rodrigues acaba de afirmar na Comissão Parlamentar de Educação, a propósito do desvario da Parque Escolar, que foi 'uma verdadeira festa para arquitetos e construtores'." O deputado poderia ter inventado frase ainda com maior acinte: "Ela disse que foi uma festa para patos bravos." Mas a ex-ministra, de facto, disse: "Uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitetura, para a engenharia, para o emprego e para a economia." Ou, em outro momento da audição: "[...] uma festa para o País." Chicanas iguais à do deputado foram muito repetidas ontem, com esse nosso jeito para agarrar palavras dos outros e insultá-las. É o que eu venho fazer aqui, pela metade: agarrar palavras. E depois dizer que num país onde os particulares gastam em jantes de liga leve o que não gastam em livros e os públicos fazem da paixão pela educação um mero slogan, num país pobre com bancos ranhosos que oferecem juros de 136 por cento ao ano, reconstruir escolas é uma festa. É uma festa. Sim, é uma festa. Dito isto - não, ainda quero insistir: reconstruir escolas é uma festa -, dito isto, passemos aos candeeiros de Siza Vieira."

(Ferreira Fernandes; Ponto prévio: sim, é uma festa; in DN) (Negrito meu)


- Para a direita no poder, sim , é proibido.

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publicado às 20:52


Parque Escobar

por Luis Moreira, em 12.04.12

Alçada Batista defende que candeeiros desenhados por Siza Vieira e utilisados na reabilitação das escolas não são um luxo, a Fundação de Serralves também os tem!!!

A "dondoca" Canavilhas acha que se as escolas não tiverem candeeiros "Siza Vieira" (1.700 Euros/cada) é estar a nivelar por baixo...

Maria de Lurdes acha que não haver concursos públicos, fazer ajuste directo de obras e projectos, ultrapassar em 264% a previsão inicial de custo e que não haver níveis de custos orçamentados, isto é, tudo o que o Estado de Direito construiu para que a transparência prevaleça, foi uma festa " “O programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia”, disse.
Confrontada com as críticas de deputados do PCP e do Bloco de Esquerda sobre a entrega por ajuste directo de todos os contratos de arquitectura, um procedimento também criticado pelo Tribunal de Contas, Maria de Lurdes Rodrigues insistiu que todos estes procedimentos estão previstos na lei e que “nem sempre a transparência”, garantida pela realização de concursos públicos “é convergente com o interesse público.

Enfim, mais uma festa onde se sentaram à mesa alguns e que o povo português paga!

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publicado às 17:00


Faltam 180 Milhões de euros na Parque Escolar

por Luis Moreira, em 04.04.12

Esta verba dava para reabilitar mais doze escolas.  O ex-Presidente da Administração não conseguiu explicar a diferença entra o montante que apresentou e o  montante apresentado pelo tribunal de Contas.

Como é isto possível?

Eu, francamente, não encontro explicação por uma coisa destas. As contas estão "marteladas" ? Mas se a empresa é uma Sociedade Anónima os seus balanços e Contas de exploração não têm que bater certos? Um simples " mapa de origem e aplicações de fundos" mostra de imediato a diferença e de onde vem.

Mas o que nos é informado é uma meia verdade ou , no mínimo, vem envolto em roupagem de politiquês. Não é para perceber.

Na verdade, esta empresa financiava-se no sistema bancário, basta ver a quanto montam esses financiamentos e verificar onde foram aplicados. Se não foram aplicados jazem no fundo de uma qualquer conta bancária.( que também é uma aplicação)

Desapareceu a conta bancária numa qualquer off shore? Cento e oitenta milhões de euros?

Não basta dizer que "este é o maior ataque à escola pública" é preciso que todos saibamos do que estamos a falar. O ex-presidente quando se dirigiu à Comissão na AR sabia perfeitamente que esta diferença seria objecto de análise e de perguntas. Torna-se ainda mais incompreensível que não tenha encontrado uma boa resposta. Uma coisa é certa. O estado está a arder com uma importância muito grande e, que se saiba, o dinheiro não é fêmea e não se desloca sozinho.

E o administrador financeiro e o Director financeiro nenhum deles tem nada a dizer sobre as contas erradas dos seus mapas financeiros? Não deram conta que o deve e o haver têm que se igualar?

Numa qualquer empresa SA com accionistas privados este assunto acabava na Polícia Judiciária!É no que dá administradores e quadros incompetentes, sem experiência, boys e girls com a quota em dia!

 

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publicado às 11:00

O número de alunos que aparecem nos relatórios da Parque Escolar para justificar os gastos por aluno, não corresponde ao número efectivo. As diferenças nalguns casos atingem 400 alunos a mais do que aqueles que existem realmente. Com variações entre os 100 e os 400 alunos, segundo números fornecidos pelas escolas. Um dos factores que contavam para o cálculo do custo de requalificação é o número de metros quadrados por estudante.

Os computadores comprados adquiridos pela Parque Escolar para a execução do programa da reforma da rede pública de escolas secundárias custaram mais que 50% do que valem em média no mercado. Nalguns casos a Parque Escolar pagou 800 euros por um computador. A maior parte do mobiliário das 95 escolas concluídas entre 2008 e Junho de 2011 não foi aproveitado ou reutilizado. Cada gestor do processo tinha um catálogo com 250 artigos de mobiliário para poder escolher.

Decidiu-se tornar as escolas mais sustentáveis energeticamente, sendo que as escolas passaram a ter painéis fotovoltaicos. Nenhum estudo foi feito quanto aos custos anteriores. A decisão acabou por incorrer em custos da factura energética insustentáveis, que os directores das escolas não estão a conseguir pagar. O descontrolo financeiro foi ao ponto de se terem pago duas vezes às empresas construtoras e às empresas fiscalizadoras.

Estão a decorrer várias auditorias mas quanto mais lemos menos sabemos, tal a dispersão de números que aparecem na imprensa e em relatórios. Uma desorganização muito bem montada para "tapar o sol com a peneira".

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publicado às 17:00

Aos mesmos gabinetes de sempre! José Aguiar - Branco, Sérvulo Correia, Morais Leitão e Gouveia Pereira. Como se pode ver na imagem acima ao todo executaram-se 673 reabilitações de escolas ( as de 2011 não estão terminadas). Se dividirmos os 719 milhões de euros pelas 673 escolas temos que o custo das obras foi acrescido de 1 068 350, 66 euros por cada uma.( um milhão e sessenta e oito mil trezentos e cincoenta euros e sessenta e seis cêntimos)
Não me venham dizer que a Parque Escolar não foi mais um exemplo de "fartar vilanagem" ! A que título é que uma empresa que tinha como objectivo reabilitar edifícios paga a peso de ouro a advogados ? Como é que há pagantes, que somos nós todos, que podem defender uma empresa que actua desta forma? Quando é que vamos deixar de ver as coisas que nos dizem respeito directamente, com as cores da partidarite aguda?
Eu próprio lancei mais de um dezena de hospitais novos ( incomensuravelmente mais caros e mais complexos que a reabilitação de edifícios escolares) uma centena de Centros de Saúde, durante cinco anos e nunca paguei um tostão a juristas externos ao Ministério. Trabalhei sempre com dois jovens advogados que tinham anos de treino em concursos públicos e obras públicas e que sabem mais do direito aplicável dos que estes "especialistas" que aprendem com os juristas funcionários públicos.
Estes pagamentos  são apenas uma forma de distribuir dinheiros públicos à semelhança das parcerias publico privadas e de outros negócios que as empresas do regime fazem com o estado.
Deixemos de defender o indefensável e exijamos que se responsabilize quem actua desta forma à frente de empresas públicas.
PS: li agora no "i" que apenas foram reabilitadas 181 escolas secundárias. Assim sendo os advogados custaram por escola : 3 972 375 569,00 euros! Isto é, só esta verda duplica o custo por metro quadrado reabilitado!

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publicado às 14:08

Leiam este pedaço de sapiência, de bom senso, de conhecimento da realidade : diz o senhor deputado: Rui Santos afirmou que, depois de ter acesso aos dados da auditoria da IGF, se verifica que houve um aumento de "66 por cento" no investimento médio real por escola, que é "claramente justificado com o aumento da área de construção".

Esta política, velha como o mundo, é chamada na gíria como a política do "já agora". Acrescenta-se, "já agora" mais um ginásio aos existentes; "já agora" constrói-se mais uma ala de salas que agora não são precisas mas podem vir a sê-lo; mete-se aí mais uns gabinetes, "já agora" que ainda temos verba... e, isto, "já agora" representa "só" um aumento da área construída de 66%...

Toda a vida ouvi pessoas interessadas e com grande experiência a lutarem contra esta política do "já agora" porque esta é a maneira de fazer todas as batotas, desde os concursos que se ganham por se apresentarem com menos construção e menor custos até à justificação das obras faraónicas. Mas este senhor deputado veio agora dar a benção à política mais manhosa que tem arruinado as finanças do país.

O senhor deputado não sabe sequer qual a diferença entre "custo de construção a mais" e "custo por metro quadrado". Enfim, vamos ter um lindo enterro!

 

 

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publicado às 09:00

Um truque há muito conhecido é prestar uma previsão baixa para calar as bocas e depois é um fartar vilanagem. Olhem para esse gráfico aí em cima. Uma Câmara Municipal construiu uma escola com preço metro quadrado de 650 euros, na mesma altura. Mas deve haver uma explicação qualquer para o custo metro quadrado das escolas construídas pela Parque Escolar ser superior a 1 000 euros...

A Parque Escolar, criada em 2007 pelo Governo de José Sócrates, calculou o custo da modernização de 332 escolas secundárias de todo o país com base na estimativa de reparação de 25 escolas de Lisboa. Foi assim que chegou ao valor de 2,82 milhões de euros por escola que o ministro da Educação disse terça-feira ter disparado 447%, para 15,45 milhões.

Às palavras de Nuno Crato no Parlamento, a Parque Escolar contrapõe, em comunicado hoje divulgado, que o "valor médio dos custos de construção por escola, no final de 2011, era de 12,1 milhões de euros". Isto é, 329% acima da estimativa inicial.

Realmente é notável a diferença entre 447% e 329% ! O que não interessa nada é o custo real do metro quadrado!

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publicado às 20:00

  Há quem ache que o que se passou na Parque Escolar não tem importância nenhuma : Entrega de projectos sem concurso, (alguns gabinetes de arquitectos receberam vários ) obras sem prévia orçamentação e desvios de 44%. Proceder ao arrepio dos regulamentos das obras públicas é mais uma pazada na credibilidade já tão abalada do estado e abrir portas à discricionariedade. Aí está o que não precisamos.
É, a pensar assim, que chegamos às Parcerias - Público - Privadas ( modelo de financiamento que atravessou vários governos) e que não são menos que um crime . Prejuízos para o Estado, lucros para os privados (sendo que os privados fizeram o que tinham a fazer). Até permitem o pagamento em duplicado das portagens na Ponte 25 de Abril.
A lei tem que estar acima das ideologias .                                                                      

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publicado às 09:00


Na Parque Escolar buracos e despesismo

por Luis Moreira, em 07.03.12

Bem noticiamos esta questão a tempo e horas e agora cá está a confirmação. Desvio de 44% face ao previsto!

 

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publicado às 12:43


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