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por n, em 10.10.12

É difícil perceber a ligação existente entre a ideia “exigências no mundo digital” e a ideia “redução da estrutura de custos” que é apresentada neste comunicado.

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publicado às 17:10

O caso terminou como se esperava, tendo em conta que estamos perante uma "entidade" anti-democrática (não verdadeiramente eleita, mas resultado dos famigerados acordos parlamentares), sem autonomia, mera marioneta política. Os três "reguladores" indicados pelo PSD votaram a favor do "não houve pressões"; os dois "reguladores" indicados pelo PS decidiram no sentido oposto. Assim sendo, ignorando o magnânimo citador-mor, como sempre fiz, passando ao lado do facto da ERC, nestas situações, votar tendencialmente pela cor (será coincidência), destaco a declaração de voto de Arons de Carvalho. Não por se tratar de um "regulador" de cor diferente do estado-de-sítio, mas porque remete para o óbvio. Porém, não posso deixar de criticar o mesmo Arons de Carvalho, um homem com um currículo magno na área das Ciências da Comunicação e, em particular, do Direito da Comunicação, por aceitar integrar um órgão presidido por alguém que de magno tem o apelido. Mutatis mutandis, é como se Mourinho aceitasse ser adjunto de Carlos Queiroz. Dito isto, eis pois a declaração, enquadrada numa notícia do Jornal de Negócios, com as inevitáveis referências ao passado político de Arons. Ter sido político não devia equivaler, neste tipo de instâncias, a uma espécie de capitis diminutio (curioso como noutras áreas se dá o fenómeno inverso); porém, quem aceita integrar um órgão 3+2 deste cariz não se pode queixar. Ainda assim, esta declaração de voto só vem reforçar a opinião que eu já tinha formado, com base no que foi saindo na comunicação social e no que sei e no que intuo de Relvas.

«Numa declaração de voto, Arons de Carvalho descreve a deliberação como uma "inaceitável renúncia à obrigação de condenar as pressões e as ameaças à liberdade de informar e aos direitos dos jornalistas".

A opinião dos outros três membros do conselho regulador, argumenta Arons de Carvalho, "escudou-se na dificuldade de obter uma irrefutável prova material das pressões exercidas". Ou seja, perante testemunhos contraditórios do ministro e das jornalistas do Público, a deliberação da ERC optou por ignorar "diversos indícios relevantes" e a entidade absteve-se de "formular um categórico juízo de verosimilhança".
O antigo secretário de Estado da Comunicação Social de António Guterres sugere que a verosimilhança das declarações das jornalistas do Público é reforçada por uma contradição no testemunho de Miguel Relvas à ERC.
O ministro disse inicialmente ter feito apenas um telefonema à editora de política do Público, "existindo agora provas cabais de que, pelo contrário, foram duas as chamadas, como [Relvas] acabou por reconhecer", escreve Arons de Carvalho.
O vice-presidente da ERC considera "correcta" a decisão do Público de "não divulgar imediatamente as pressões exercidas". No entanto, critica a deliberação por fazer uma relação "entre a gravidade da pressão e o seu efeito prático na conduta do jornal".
"Uma ameaça não é grave pelo efeito que tem, mas pelo efeito que se pretendia que viesse a ter", conclui Arons de Carvalho.
A 18 de Maio, o conselho de redacção do Público denunciou ameaças de Relvas ao jornal e à jornalista Maria José Oliveira.
As ameaças - confirmadas pela direcção do jornal e negadas por Relvas - eram a divulgação na Internet de dados da vida privada da jornalista e um boicote noticioso do Governo ao diário, caso fosse publicada uma notícia sobre declarações do ministro no Parlamento relativamente ao chamado "caso das secretas".
A notícia acabou por não ser publicada. A direcção do jornal considerou que não havia matéria nova relevante relativamente ao último texto da jornalista sobre a matéria.
Maria José Oliveira argumentou que este segundo texto pretendia evidenciar "incongruências" nas declarações do ministro no Parlamento sobre o denominado "caso das Secretas". No início deste mês, a jornalista demitiu-se do Público.»

(ilustração de Cau Gomez)

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publicado às 00:50

"A forma como o processo foi gerido fez-me perder toda a confiança na direção do Público. Achei que não tinha condições nem vontade para continuar no jornal", disse a jornalista ao DN.

Na altura, a Nota da Direcção do Público já tinha pormenores que indiciavam este desenlace. Nada que me surpreenda, portanto. Bem-vindos ao maravilhoso mundo velho. A escolha, essa, continua a ser do leitor.

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publicado às 20:29


A tentar perceber isto

por n, em 28.09.11

Não deixa de ser engraçado ler que a Champions League deve ser Serviço Público de Televisão.

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publicado às 21:48

Público Zero

por Luiz Antunes, em 03.09.10

 

 

 

Entramos na sala, o cheiro é sempre uma mistura de boticário que paira no ar. Olhamos em redor, e os “do redor” olham-nos pontualmente. E lá estamos nós à espera do inesperado, há uma expectativa que se abre sem limites concretos, sem trajectória. Esperamos e desejamos, mas será que estamos disponíveis?

Como 0’Neill escreveu “esperança e surpresa estão demasiado contaminadas de humano para poderem participar nesta disponibilidade para o que vier de um lá que nem sabemos onde se situa onde terá vigência”.

Por vezes não se sabe o que se vê, não nos parece ser nada, nem o novo, nem o esperado. Fica-se calmamente sentado a aguardar que nos entre pelos olhos. Apenas que nos entrem pelos olhos aquelas infindáveis imagens de gentes que se movem aparentemente sem rumo e sem trajectória, tal como as nossas expectativas. Eis a passividade do pensamento, eis a glória do público zero. Heraclito formulou de uma forma clara essa imposição: “ se não buscas o inesperado não o encontrarás, que é penoso e difícil encontrá-lo”. Por isso, não esperar, mas ir ao encontro de, tentar alcançar no tempo e no espaço, o que implica por parte do agente, uma vontade própria de busca.

A Dança, a dança teatral do Ocidente, já foi barroca, romântica, clássica, moderna, abstracta, com influências de tudo e apenas do nada, já foi conceito e realidade, minimal e até somente ou quase palavra. Já deixou de ser dança para ser “só” performance, ou “só” com “mente” performance contemporânea. Mas o público continua a querer ser zero e o criador um zero à esquerda que não se consegue colocar à direita e somar.

Num trabalho de Olga Roriz intitulado Jardim de Inverno, aparece um texto da coreógrafa que começa da seguinte maneira: “ No jardim da casa do mar Ela espera. Avança e logo pára. Ela não pára nunca.”

Não será isto que se pode dizer sobre a Dança? Não será isto o estado da Dança em Portugal?

Não basta apenas desejar. É preciso agir, abrir as portas ao hoje e não ficar preso no novo de ontem, ou às novas danças de antes de ontem. A maioria de nós vive presa a formas hidráulicas de vida, em que esperamos que nos elevem as pernas, para que tudo façam por nós.

Houve correntes que tudo queimaram em nome do novo, assim teve que ser; Mas agora deixem que o queimado amargo, que ficou, dê lugar às pequenas pontas verdes que surgem no meio dos troncos carbonizados e secos.

Nos anos 80 a “Nova Dança Portuguesa”, forte movimento constituído por várias cabeças pensante e corpos dançantes, que moldados foram por técnicas bem sólidas de base, trouxe grande criatividade, propondo uma nova realidade, que aceite foi. Segundo a coreógrafa e bailarina Vera Mantero “estamos, sem dúvida, num país dos mais pobres culturalmente onde as artes interessam a pouca gente e a dança interessa ainda a menos gente dentro do mundo das artes”. Será apenas isto?

E o público zero continua sem nada perceber!

As estruturas de dança actuais (formadas por bailarinos, coreógrafos, críticos, entre outros) são sempre mais pensantes do que actuantes, com o argumento de que as gerações mais novas “não assumiram as rédeas”. Mas quem as deixa?

Outra questão pertinente fica no cosmos: onde é que esta nova geração da dança teve a sua formação? Quem os formou? Todos os que anularam as suas bases, não tendo consciência, que é isso que lhes permite ter um corpo ainda actuante e pensante?

Perdoem-me, mas desconfio da consciência. Pois pelo menos as actuais estão ocidentalmente conformadas e confundem-se com a culpa, o remorso, a expiação ou, então, com vaidade, orgulho, prepotência. Tal como a consciência, por vezes a memória é curta, por isso não nos esqueçamos que muitos dos incendiários tentam hoje semear as suas colheitas em terrenos violentamente queimados. Mas a olhos vistos sem os rebentos idilicamente desejados, cada umbigo, por maior que seja, alberga em si uma quantidade reduzidíssima de sementes.

O público quer ser zero por pensamento, actos e omissões, continuando para bem de muitos e para mal dos matemáticos, que não conseguem descobrir uma nova formula, de somar ao zero, conteúdo.

O espectáculo chegou ao fim e as essências de boticário, dando cor ao olfacto, dão lugar a um bafiento transpirar de desconforto de quem nada quis perceber, ou de quem não sabe como dizer que não gostou!

Somos todos espectadores de situações zero. E ele há tanta maneira de deixarmos de o ser, não há?

 

in A23

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publicado às 00:29


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