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Benjamin Britten – Pianista e compositor inglês

por António Filipe, em 22.11.12
No dia 22 de Novembro de 1913 nasceu em Lowestoft, no condado de Suffolk, o compositor inglês Benjamin Britten. O Barão Britten de Aldeburgh era simpatizante da filosofia anarquista.

Pianista virtuoso, foi essencialmente um compositor vocal e as suas óperas e ciclos de canções tiveram grande aceitação internacional.
Iniciou-se na música desde muito cedo, talvez influenciado pelos seus pais, que eram músicos amadores. Aos 14 anos, Britten já tinha composto dez sonatas para piano, seis quartetos de cordas, uma oratória e um poema orquestral intitulado “O Caos e o Cosmos”. A sua educação passou, como era normal na época, por uma escola particular local e, mais tarde, pela Escola Gresham, de boa reputação a nível nacional. Depois da escola, o conservatório: o Colégio Real de Música, em Londres, do qual não guardou boas recordações, conforme declarou em 1961. Mas foi ali que Britten captou a atenção do público, ao interpretar uma das suas partituras estudantis, a Sinfonietta, op. 1.
Quando se dedicou a compor para filmes, Britten conseguiu trabalho em Londres com maior regularidade. Aí conhece o tenor Peter Pears de quem se tornaria amigo e companheiro para toda a vida. A sua amizade com Pears (que o acompanhou no exílio nos E.U.A. durante a guerra) teve decisiva influência em muitas das suas obras, que inclusivamente lhe dedicou.
No Outono de 1937, Britten, cuja casa natal de Lowestoft fora vendida por morte dos pais, comprou The Old Mill, na vila de Snape, um moinho antigo transformado em vivenda em 1933, onde passou a viver, acompanhado frequentemente por Pears e outros amigos. Em 1976 foi passar umas férias em Bergen onde, apesar da sua saúde já debilitada, iniciava novas obras enquanto ali descansava. Morreu em Aldeburgh, no dia 4 de Dezembro de 1976, pouco depois de completar 63 anos.


Guia da Orquestra para Jovens, de Benjamin Britten
Orquestra Sinfónica do YouTube
Maestro: Michael Tilson Thomas

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Giovanni Gabrieli – Compositor italiano

por António Filipe, em 12.08.12

No dia 12 de Agosto de 1612 morreu o compositor italiano Giovanni Gabrieli. Não há certezas sobre o ano em que nasceu (teria sido entre 1554 e 1557, em Veneza).
Na sua juventude, Giovanni Gabrieli viveu durante quatro anos na corte de Munique, em contacto com Orlando di Lasso, mas em 1585, quando o tio, Andrea Gabrieli, foi nomeado organista da Basílica de São Marcos, em Veneza, Giovanni foi escolhido como seu auxiliar no segundo órgão e permaneceu neste cargo até à morte do tio. Assumiu, então, o posto de organista principal, conservando-o por toda a vida.
Em 1593, em colaboração com o tio, publicou algumas peças para órgão, compreendendo pequenos prelúdios de carácter semi-improvisado, para serem usados nos serviços religiosos. Mas foi com o aparecimento de 14 canções, duas sonatas e das sinfonias sacras, em 1597, que deixou um marco na história da música italiana.
Além da sua qualidade intrínseca, estas obras trazem inovações no método de impressão de música, com indicações precisas de dinâmica e de instrumentação. Outra colecção de canções e sonatas veio a público em 1615.
A música de Giovanni Gabrieli pertence ao período de transição entre o renascimento e o barroco. Foi um dos primeiros venezianos a utilizar o recurso do baixo contínuo, que seria uma característica de todo o período barroco.


Canzon Septimi toni nº 2, de Giovanni Gabrieli
Orquestra Sinfónica do YouTube
Maestro: Michael Tilson Thomas

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No dia 3 de Abril de 1897 morreu, em Viena, o compositor alemão Johannes Brahms. Tinha nascido, em Hamburgo, no dia 7 de Maio de 1833. O pai cedo se apercebeu dos dotes de Brahms e quando este completou 7 anos, contratou um professor para lhe dar aulas de piano. Desde muito jovem acompanhou o pai, que era contrabaixista em bares, e, aos 10 anos, deu o primeiro concerto em público, interpretando Mozart e Beethoven. Não tardou a ser convidado para tocar nas cervejarias de Hamburgo e foi nesse ambiente que um dia decidiu sair de casa, aliciado por um violinista húngaro a fazer uma tournée pela Alemanha. A companhia não era a melhor, mas a digressão valeu a Brahms conhecer e fazer-se amigo de Joseph Joachim, Liszt e, Schumann. Em 1853, Robert e Clara Schumann receberam Brahms na sua casa, em Dusseldorf. Reconhecendo-lhe o génio, Schumann recomendou as suas obras aos seus editores e escreveu um famoso artigo na Nova Gazeta Musical, intitulado Novos Caminhos, onde lhe chamou "jovem águia" e "Eleito".
Em 1860, comete um grande erro: assina, junto com Joachim e outros dois músicos, um manifesto contra a chamada escola neo-alemã, de Liszt e Wagner, e o que chamava "música do futuro". Embora Brahms nunca fosse afeito a polémicas, acabou classificado de reaccionário, rótulo de que só se livrou muitos anos mais tarde, graças ao famoso ensaio de Schoenberg “Brahms, o Progressista”. Por isso ou não, deixou a Alemanha e fixou-se em Viena. E foi na Áustria que construiu algumas das suas principais obras e o prestígio que a qualidade destas merecia. Van Büllow referiu-se a ele afirmando que estava encontrado o 3º B da genialidade alemã (depois de Bach e Beethoven)
Mas foi só a partir da estreia do Réquiem Alemão, em 1868, que Brahms começou a ser reconhecido como grande compositor.
Em 1876, estreia a sua Primeira Sinfonia, ansiosamente aguardada. Foi um grande sucesso e Brahms ficou marcado como sucessor de Beethoven - o maestro Hans von Bülow até apelidou a sinfonia de Décima. Em 1890, depois de concluir o Quinteto de Cordas, op. 111, decide parar de compor e até prepara um testamento. Mas não se aguentou muito tempo. No ano seguinte, encontra-se com o clarinetista Richard Mülhfeld e, encantado com o instrumento, escreve inúmeras obras de câmara para clarinete. A sua última obra publicada foi o ciclo Quatro Canções Sérias, onde praticamente se despede da vida. Ofereceu a si mesmo esta colectânea, no aniversário de 1896. Johannes Brahms viria a morrer um ano depois, no dia 3 de Abril de 1897, em Viena.


3º andamento da Sinfonia nº 4, de Brahms
Orquestra Sinfónica do YouTube
Maestro-Michael Tilson Thomas

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