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A Sinfonia das Cores, de Arthur Bliss

por António Filipe, em 07.09.13
No dia 7 de Setembro de 1922, estreou-se, na Catedral de Gloucester, “A Sinfonia das Cores”, op. 24, do compositor inglês Arthur Bliss.

“A Sinfonia das Cores”, dedicada ao lendário maestro Sir Adrian Boult, foi a primeira grande obra orquestral de Arthur Bliss. Embora partilhe do estilo romântico dos seus professores Gustav Holst e Ralph Vaughan Wiliams, esta sinfonia também tem um carácter mais progressista, característico do séc XX.
Sir Edward Elgar conseguiu convencer os organizadores do Festival dos Três Coros, de Gloucester, a patrocinar a obra, juntamente com outras de dois jovens compositores ingleses, Eugene Goossens e Herbert Howells.
A estreia da “Sinfonia das Cores”, dirigida pelo compositor, foi marcada por uma interpretação que tinha sido mal preparada. O próprio Elgar considerou-a demasiado moderna. Bliss fez várias revisões à obra, em 1932, e é esta versão que é popular nos dias de hoje.
Arthur Bliss foi buscar inspiração para a “Sinfonia das Cores” a um livro acerca de associações simbólicas das cores primárias com os símbolos heráldicos. Cada um dos quatro andamentos caracteriza uma cor particular. Segundo o próprio compositor, a ideia desta obra é provocar certos sentimentos e disposições em vez de ditar um programa ou cenário específico.


A Sinfonia das Cores, de Arthur Bliss
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Sir Arthur Bliss

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No dia 28 de Julho de 1840, estreou-se, em Paris, a Grande Sinfonia Fúnebre e Triunfal, do compositor francês Hector Berlioz. Foi o próprio compositor que dirigiu a orquestra. Com uma espada, em vez de uma batuta!

A Grande Sinfonia Fúnebre e Triunfal, op. 15, é a quarta e última sinfonia de Berlioz. O governo francês patrocinou a obra para as comemorações do décimo aniversário da Revolução de Julho, que levou ao poder o Rei Luís Filipe. Berlioz tinha pouca simpatia pelo sistema, mas aproveitou a oportunidade de ganhar os 10 mil francos oferecidos pelo governo.

Inicialmente intitulada “Sinfonia Militar”, a partitura foi composta em apenas 40 dias, segundo afirmou o próprio compositor, que usou partes de outras obras que ainda não tinha acabado.

A estreia foi um estrondoso sucesso. Foi interpretada mais duas vezes em Agosto e tornou-se uma das obras mais populares durante a vida do compositor. Berlioz fez uma revisão à sinfonia em Janeiro de 1842, adicionando uma parte opcional para cordas e um coro final, com um texto de Antony Deschamps. Richard Wagner assistiu a uma interpretação desta nova versão, na Salle Vivienne, no dia 1 de Fevereiro de 1842. No dia 5, disse a Robert Schumann que encontrou passagens, no último andamento da sinfonia de Berlioz, tão “magníficas e sublimes que nunca será possível ultrapassá-las”.


4º andamento “Apoteose”, da Sinfonia Fúnebre e Triunfal, de Berlioz
Coro John Alldis
Coro e Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Sir Colin Davis

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Adrian Boult – Maestro inglês

por António Filipe, em 22.02.13

No dia 22 de Fevereiro de 1983 faleceu o maestro inglês Adrian Boult. Tinha nascido a 8 de Abril de 1889, em Chester.

Estudou em Oxford e no Conservatório de Leipzig. Em 1918 estreou-se à frente da Orquestra Sinfónica de Londres. Estreia auspiciosa que lhe valeu, pouco depois, a possibilidade de estrear “Os Planetas”, ainda hoje a obra por que é mais conhecido o seu compatriota Gustav Holst.
Em 1930, Adrian Boult fundou a Orquestra Sinfónica da BBC, que dirigiu até 1950. Permaneceu activo até depois dos 90 anos.


1º andamento do Concerto para violino, de Beethoven
Violino: David Oistrakh
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Sir Adrian Boult

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Albert Coates - Maestro e compositor anglo-russo

por António Filipe, em 23.04.12

No dia 23 de Abril de 1882 nasceu, em S. Petersburgo, na Rússia, o maestro e compositor Albert Coates. De pai inglês e mãe russa foi o mais novo dos sete filhos do casal. Estudou no Conservatório de Leipzig, trabalhou, durante algum tempo, na Semperoper, em Dresden e foi maestro no Teatro Mariinsky, em S. Petersburgo. Com grande dificuldade, conseguiu fugir da Rússia em Abril de 1919.
Estreou-se na Royal Opera House, Covent Garden, em 1914, dirigindo a ópera Tristão e Isolda, de Wagner. Dinâmico na sua abordagem e com especial sucesso na música russa, deu a conhecer ao público muitas obras novas, incluindo peças de Ralph Vaughan Williams, Arnold Bax e Alexander Scriabin, e, ainda mais digno de nota, dirigiu a primeira apresentação completa da Suite “Os Planetas”, de Gustav Holst.
Nos anos 20 e 30 do séc. XX, Albert Coates trabalhou, frequentemente, com a Orquestra Sinfónica de Londres. Desempenhou um papel importante na inclusão da música orquestral no gramofone, começando, em 1920, com o Poema do Êxtase, de Scriabin, depois, dirigindo vários excertos do Anel dos Nibelungos, de Wagner e, em 1925, a gravação completa da nona sinfonia, de Beethoven. Foi ele o maestro quando Vladimir Horowitz gravou, pela primeira vez, o Concerto nº 3, para piano, de Rachmaninoff.
Em 1925, Albert Coates dirigiu a primeira representação, em palco, fora da Rússia, da ópera “A cidade invisível de Kitezh”, de Rimsky Korsakov. Entre as suas composições encontramos as óperas “Samuel Pepys” e “Pickwick”, um concerto para piano e o poema sinfónico “A Águia”, dedicado à memória do seu antigo professor Artur Nikisch. Em 1946, Albert Coates radicou-se em Milnerton, Cidade do Cabo, na África do Sul, onde morreu no dia 11 de Dezembro de 1953.


Poema sinfónico “Uma noite no Monte Calvo”, de Mussorgsky
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Albert Coates

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Frédéric Chopin – O "Segundo Mozart"

por António Filipe, em 01.03.12

No dia 1 de Março de 1810, na aldeia de Żelazowa Wola, Ducado de Varsóvia, nasceu Frédéric Chopin. Filho de mãe polaca e de pai francês expatriado é considerado um dos maiores pianistas e compositores do período romântico. Recebeu as suas primeiras aulas de piano da sua irmã mais velha, Ludwika, e foi, posteriormente, ensinado pela mãe. O seu talento musical manifestou-se imediatamente, ganhando, em Varsóvia, a reputação de "segundo Mozart". Aos sete anos já era autor de duas polacas para piano. Apareceu pela primeira vez em público, como pianista, aos oito anos de idade.
Aclamado na sua terra natal como uma criança prodígio, aos vinte anos deixou a Polónia para sempre. Mudou-se para Paris e lá viveu uma importante parte da sua curta vida. Chopin estava a caminho de Paris quando recebeu a notícia de que tinha fracassado o levantamento de 1830, pela restauração da independência da Polónia. Regressar ao seu adorado país tornou-se uma ideia distante, se não impossível.
Na capital francesa, fez carreira como intérprete, professor e compositor e adoptou a versão francesa dada ao seu nome, Frédéric-François Chopin. O seu nome polaco era Federico Chopino. De 1837 a 1847 teve uma relação turbulenta com a escritora francesa George Sand.
Foi, na sua época, muito reconhecido como pianista, mas o séc. XIX não deu a devida atenção às suas composições. Antes dele, houvera as sonatas e os concertos de Beethoven e, depois, sucederam-lhe as imponentes obras para piano de Brahms e outros pós-românticos. Generalizou-se a opinião de que Chopin tinha sido um compositor de peças para piano bonitas mas triviais, utilizadas como música de salão. Mas o séc. XX fez a justiça de reconhecer a sua música como expansora do universo harmónico e formal. A sua força, brilho e poesia tornaram-se uma verdadeira adoração para os mais notáveis pianistas.
Chopin continua a ser uma das grandes, senão a maior, de todas as referências da música de piano. Célebre e apreciado pelo grande público, sobretudo por causa dos seus Nocturnos, é também preferido dos estudiosos e intérpretes, a propósito dos seus complexos e completos estudos para piano. Um dos mais exaustivos e consagrados cultores da grande música de Chopin foi o pianista Arthur Rubinstein.
Sempre com a saúde frágil, Chopin morreu no dia 17 de Outubro de 1849, em Paris, com apenas 39 anos, vítima de tuberculose. No seu funeral, a que assistiram cerca de 3 mil pessoas, junto ao túmulo, foi tocada uma versão instrumental da célebre “Marcha Fúnebre”.


1º andamento do Concerto nº 2, op. 21, de Chopin
Piano: Arthur Rubinstein
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: André Previn

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