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William Schuman – Compositor norte-americano

por António Filipe, em 04.08.13
No dia 4 de Agosto de 1910, nasceu, em Nova Iorque, o compositor americano William Schuman.

Nasceu no seio de uma família de judeus, em Manhattan, e foi-lhe dado o nome de Eilliam em honra do 27º presidente dos Estados Unidos, William Howard Taft, embora a família preferisse trata-lo por Bill. Enquanto criança, tocou violino e banjo, mas a sua grande paixão era baseball. Durante os tempos de liceu formou um grupo de música de dança, chamado "Billy Schuman and his Alamo Society Orchestra", que tocava em casamentos e bar mitzvahs.
Em 1928, William Schuman ingressou na Escola Comercial da Universidade de Nova Iorque, ao mesmo tempo que trabalhava numa empresa de publicidade e escrevia canções populares.
No dia 13 de Abril de 1930, foi, com a sua irmã mais velha, a um concerto no Carnegie Hall, pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, dirigida por Arturo Toscanini. Acerca desta experiência, Schuman disse: “Fiquei abismado ao ver o mar de instrumentos de cordas. Esta visão, por si só, foi fantástica. Mas o som! Fiquei possesso. Nunca tinha ouvido nada como aquilo.
No dia seguinte, decidi tornar-me compositor.”
Abandonou a escola e o emprego e foi estudar múesica. Em 1935, licenciou-se em Educação Musical, na Teachers College da Universidade de Columbia. Chamou à atenção do maestro Serge Koussevitzky, que patrocinou muitas das suas obras.
Em 1934, ganhou o Prémio Pulitzer para a Música, com a sua cantata “Uma Canção Livre”, adaptada de poemas de Walt Whitman. Entre 1935 e 1945, ensinou composição na Faculdade Sarah Lawrence e, em 1945, tornou-se presidente da Juilliard School, onde fundou o famoso Quarteto de Cordas Juilliard. Deixou o cargo em 1961 para se tornar o primeiro presidente do Lincoln Center, cargo que exerceu até 1969. Em 1987, foi-lhe atribuída a Medalha Nacional das Artes.
William Schuman faleceu em Nova Iorque, com 81 anos, no dia 15 de Fevereiro de 1992.


Sinfonia nº 5 “Sinfonia para Cordas”, de William Schuman
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Leonard Bernstein

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O Rei Pastor, de Mozart

por António Filipe, em 23.04.13
No dia 23 de Abril de 1775, estreou-se, no Palácio do Arcebispo, em Salzburgo, a ópera “Il Re pastore”. O compositor, Wolfgang Amadeus Mozart, tinha apenas 19 anos de idade.

Para esta “serenata teatral”, em dois actos, Mozart trabalhou com um libreto de Pietro Metastasio, autor de grande prestígio na época. O Rei Pastor conta a história de Aminta, pastor que se recusa a sacrificar o seu amor pela ninfa Elisa e que, no final, é coroado rei. Embora só tivesse 19 anos, Mozart já era experiente no género lírico, com cerca de uma dezena de obras no seu currículo.
Esta ópera, que Mozart levou seis semanas a compor, foi encomendada pelo arquiduque Maximillian Franz, filho mais novo da imperatriz Maria Teresa de Salzburgo. O libretista da ópera escreveu o libreto em 1751, baseando-se numa obra de Torquato Tasso, chamada Aminta.


Ária "L'amero saro costante", da ópera “O Rei Pastor”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Soprano: Leontyne Price
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 24 de Dezembro de 1906 nasceu, em Königshütte, província da Silésia, hoje Polónia, o compositor Franz Waxman, mais conhecido como compositor de bandas sonoras.

Aos 3 anos sofreu uma grave lesão nos olhos, provocada por água quente, que lhe afectou a visão permanentemente. Orquestrou a partitura para o filme de 1930 “Anjo Azul”, de Frederick Hollander e depois compôs bandas sonoras para vários filmes alemães. Com os nazis no poder, a partir de 1933, trabalhou algum tempo em França, onde escreveu a banda sonora para o filme “Liliom”, de Fritz Lang. Em 1935 foi para os Estados Unidos.
O realizador James Whale, que tinha gostado do seu trabalho no filme “Liliom”, encomendou-lhe a música para o filme “A Noiva de Frankenstein”, o seu primeiro filme americano. Franz Waxman teve 12 nomeações para os Óscars, ganhando em dois anos consecutivos, com “Sunset Boulevard” e “Um lugar a sol”.
Além de bandas sonoras, Franz Waxman também compôs música de concerto e, em 1947, foi o fundador do Festival de Música Internacional de Los Angeles, que dirigiu durante vinte anos. Durante a sua direcção, o festival serviu de palco para a estreia de 80 obras importantes de compositores como Stravinsky, William Walton, Vaughan Williams, Shostakovich e Schoenberg.
Waxman trabalhou com o realizador Alfred Hitchcock em quatro filmes, recebendo por dois deles, nomeações para o Óscar da Academia. Uma das suas obras mais conhecidas é a Fantasia para violino e orquestra, baseada em temas da ópera “Carmen”, de Georges Bizet. Franz Waxman morreu com 60 anos, vítima de cancro, no dia 24 de Fevereiro de 1967.


Excerto da Fantasia sobre temas da ópera “Carmen” de Bizet, de Franz Waxman
Violino: Glenn Dicterow
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 13 de Dezembro de 1928 realizou-se a estreia do poema sinfónico "Um americano em Paris", de George Gershwin. O evento realizou-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, com o maestro Walter Damrosch à frente da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.

O poema sinfónico “Um Americano em Paris” foi composto em 1928, graças a um patrocínio da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. Inspirado na estadia de Gershwin na capital francesa, evoca as paisagens e a energia de Paris, nos anos vinte, do séc. XIX, e é uma das obras mais conhecidas do compositor.
Gershwin orquestrou “Um americano em Paris” para os instrumentos habituais de uma orquestra sinfónica, juntando-lhe uma celesta, um saxofone e buzinas de automóvel. O compositor trouxe, de Paris, algumas buzinas de táxis parisienses, que usou na estreia, em Nova Iorque. Normalmente, a parte das buzinas é interpretada pelo trompete.


1ª parte do Poema Sinfónico “Um Americano em Paris”, de George Gershwin
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Lorin Maazel

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Ralph Vaughan Williams – Compositor inglês

por António Filipe, em 26.08.12

No dia 26 de Agosto de 1958 morreu o compositor inglês Ralph Vaughan Williams. Tinha nascido a 12 de Outubro de 1872, em Down Ampney, Gloucestershire.
Foi um dos compositores mais significativos da música inglesa durante a primeira metade do séc. XX. Compôs sinfonias, música de câmara, ópera, música coral e bandas sonoras para filmes. Mas, embora tivesse formação clássica e actividade no domínio da música erudita, teve também grande apreço pela música de raiz popular e dita ligeira, à qual dedicou intensos e aprofundados estudos.
Para além de compositor e musicólogo estudioso, Vaughan Williams foi também pianista e violinista, embora dissesse de si próprio, a propósito dos seus estudos de piano, esta frase que ficou célebre: “o piano, mais valia que nunca o tivesse tocado e o violino foi a minha salvação musical”.
Questão de modéstia, está visto. Dele disse a crítica ser um dos mais característicos representantes da grande música inglesa, a par de Holst, Delius, Butterworth e William Walton. Muitos acharam na música de Williams um certo “sabor a Ravel”, que foi seu mentor durante uma temporada de 1908 em Paris – mas é curioso que ninguém viu nisso imitação e o próprio mestre francês dizia, referindo-se a ele: “foi o único dos meus alunos que não escreveu a minha música”.
A importância e o reconhecimento público da música de Vaughan Williams (que era parente de Charles Darwin) ficou patente nas honras de sepultura na Abadia de Westminster, depois de ser condecorado com a Ordem de Mérito e ter recusado a classe de Cavaleiro e a inerente atribuição do título de Sir.
Preferiu ficar conhecido como apaixonado pela tradição popular. Prova disso é o arranjo orquestral que deu ao tema “Greensleaves”, melodia tradicional que ajudou a tornar imortal, também no ambiente da música erudita.


Fantasia sobre “Greensleaves”, de Ralph Vaughan Williams
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Leopold Stokowski

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John Barbirolli - Maestro inglês

por António Filipe, em 29.07.12

No dia 29 de Julho de 1970 morreu o maestro inglês John Barbirolli. Tinha nascido em Londres no dia 2 de Dezembro de 1899. Começou por estudar violino, mas, aos 7 anos, já tinha mudado para o violoncelo, que viria a tocar na Henry Wood's Queen's Hall Orchestra (onde, à data da entrada, era o membro mais novo, com apenas 17 anos), na Orquestra Sinfónica de Londres e na Orquestra do Covent Garden. A partir de 1926 dedicou-se em exclusivo à regência, começando por dirigir a British National Opera Company e a Covent Garden Opera Company. Nesse mesmo ano dirigiu a Orquestra Sinfónica de Londres, interpretando a Sinfonia nº 2, de Elgar. Em 1933 assumiu a condução da Scottish Orchestra, de Glasgow (mais tarde Royal Scottish National Orchestra).
Em 1937, perante alguma surpresa dos seus compatriotas (na terra natal era ainda considerado uma promessa...), sucedeu a Arturo Toscanini à frente da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, lugar que ocupou até 1943. Nessa altura a vontade de regressar a casa prevaleceu. A Inglaterra estava totalmente envolvida na 2ª Guerra Mundial e Barbirolli não estava disposto a permanecer longe do seu país. Após o seu regresso passou a dirigir a Hallé Orchestra, que, em pouco tempo, se transformou numa das orquestras mais conceituadas e apreciadas. Barbirolli viria a dirigi-la durante 27 anos, até ao fim dos seus dias. Foi com ela que deu o seu último concerto, no dia 25 de Julho de 1970, quatro dias antes de morrer.


Abertura “Festival Académico”, de Brahms
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: John Barbirolli

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Pinchas Zukerman – Maestro e violinista israelita

por António Filipe, em 16.07.12

No dia 16 de Julho de 1948 nasceu, em Tel Aviv, o maestro e violinista israelita Pinchas Zukerman.
Partiu para os Estados Unidos e estudou na Juilliard School, em Nova Iorque, onde fez a sua estreia, como violinista, em 1963. Em 1966 ganhou o Concurso Internacional de Jovens Artistas de Concerto. De 1980 a 1987 foi director da Orquestra de Câmara de S. Paulo, no estado de Minnesota. Foi nomeado Director Musical da Orquestra Nacional do Centro de Artes, de Otava, no Canadá, em Abril de 1998.
Durante a temporada de 2005/2006, Zukerman deu vários concertos fora do Canadá. Fez uma digressão com Itzhak Perlman pelas principais cidades dos Estados Unidos. Também dirigiu ou actuou como violinista com grandes orquestras nos Estados Unidos, Israel, Coreia, Bélgica e Alemanha. Em 2003 fundou o agrupamento Zukerman Chamber Players que já actuou em 40 concertos um pouco por todo o mundo. Pinchas Zukerman faz parte do corpo de professores da prestigiada Escola de Música de Manhattan.


3º andamento do Concerto para violino, de Beethoven
Violino: Pinchas Zukerman
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

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