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Maurice André – Trompetista francês

por António Filipe, em 21.05.13
No dia 21 de Maio de 1933 nasceu, de uma família de mineiros, em Alès, na França, Maurice André, um dos maiores trompetistas de sempre e que serviu de inspiração para um grande número de intérpretes de instrumentos de metal.

O seu pai era músico amador. Estudou trompete com um amigo do pai, que sugeriu que ele fosse estudar para o conservatório. Uma vez que os pais eram pobres e para conseguir entrar para o conservatório sem pagar propinas, André integrou uma banda militar. Em 1951 foi admitido no Conservatório de Paris. Seis meses depois ganhou o seu primeiro prémio.
Em 1955 ganhou dois prémios internacionais: um em Genebra e outro em Munique. Nas décadas de 60 e 70, do séc. XX, fez uma longa série de gravações de obras do período barroco, o que lhe deu fama internacional. Até hoje, e desde meados da década de 50, já fez mais de 300 gravações.


1º andamento do Concerto para trompete e orquestra, de Haydn
Trompete: Maurice Andre
Orquestra Filarmónica de Munique

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No dia 14 de Abril de 1789 realizou-se a estreia do Concerto nº 26, para piano, de Mozart. O próprio compositor foi solista.

O Concerto nº 26, K. 537, em ré maior, para piano e orquestra foi completado por Wolfgang Amadeus Mozart no dia 24 de Fevereiro de 1788 e é, geralmente, conhecido como “O Concerto da Coroação”. Este nome deriva do facto de Mozart ter interpretado este concerto, aquando da coroação de Leopoldo II, em Outubro, de 1790, em Frankfurt am Main. Nessa ocasião, Mozart interpretou, também o seu Concerto nº 19.

A estreia do Concerto nº 26 realizou-se no Royal Saxon Court, em Dresden, no dia 14 de Abril de 1789. Há uma característica pouco usual neste concerto: além de omitir a indicação do tempo em dois dos andamentos, Mozart não escreveu nenhuma nota para a mão esquerda do piano em grande parte dos compassos. É o caso do solo de abertura e de todo o 2º andamento. A Enciclopédia Britânica refere-se ao K. 537, como sendo um concerto “brilhante, mas superficial”.


Concerto nº 26, K. 537, para piano e orquestra “Concerto da Coroação”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Piano: Friedrich Gulda
Orquestra Filarmónica de Munique
Maestro: Friedrich Gulda

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Friedrich Gulda – O “pianista terrorista”

por António Filipe, em 16.05.12

No dia 16 de Maio de 1930 nasceu, em Viena, o pianista e compositor austríaco Friedrich Gulda, que se destacou tanto na música clássica como no jazz. Começou a aprender piano aos sete anos, no conservatório de Viena, com Felix Pazofsky. Em 1942, entrou para a Academia de Música de Viena, onde estudou piano e teoria musical. Ganhou o primeiro prémio no concurso internacional de Genebra, em 1946. A partir daí, começou a dar concertos por todo o mundo.
Juntamente com Jörg Demus e Paul Badura-Skoda, Gulda formou o grupo que se tornou conhecido como "troika de Viena". A partir da década de 1950 começou a interessar-se por jazz, tocando com vários músicos de Viena e compondo canções e temas instrumentais, que, às vezes, combinavam o jazz com a música erudita. Em 1982, Gulda juntou-se ao pianista Chick Corea, com quem fazia longas improvisações, misturando jazz e música clássica.
Certas práticas não ortodoxas valeram-lhe a alcunha de "pianista terrorista". Manifestava grande desprezo pelas autoridades, como a Academia de Viena. Foi-lhe atribuído o prémio "Beethoven Ring", pelas suas interpretações notáveis daquele compositor, mas recusou o prémio. Chegou a encenar a sua própria morte, em 1999, cimentando o seu estatuto de “enfant terrible”, entre os pianistas.
Mesmo assim, Gulda é amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes pianistas do século XX. Entre os seus alunos, destacam-se a pianista Martha Argerich e o maestro Claudio Abbado. Expressou o desejo de morrer no dia do aniversário do seu compositor favorito, Mozart, o que de facto aconteceu, no dia 27 de Janeiro de 2000.


1º andamento do Concerto nº 20, para piano, de Mozart
Orquestra Filarmónica de Munique
Maetro e pianista: Friedrich Gulda

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No dia 31 de Março de 1732 nasceu em Rohrau, uma aldeia do sul da Áustria, o compositor Franz Joseph Haydn. Desde muito cedo os pais de Haydn aperceberam-se dos dotes musicais do filho e, compreendendo que se ficasse em Rohrau não poderia desenvolver-se no mundo da música, deixaram-no ir viver com Johann Franck, mestre de capela em Hainburg. Tinha seis anos de idade e nunca mais voltou a viver com os pais.
A vida na casa de Franck não foi fácil. Passou fome e humilhações, mas aprendeu a tocar cravo e violino e, como tinha uma bela voz infantil, começou a cantar na secção de soprano no coro da igreja. Em 1740, Georg von Reutter, director de música na catedral vienense de Santo Estêvão, impressionou-se com a musicalidade de Haydn e levou-o para Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como cantor.
Em 1749, com 18 anos, deixou de ter voz para cantar e foi expulso. Sem trabalho e na pobreza, chegando mesmo a dormir na rua, foi lançado na boémia vienense, como músico ambulante. Durante este período, que durou cerca de dez anos, Haydn acabou por penetrar nos meios intelectuais e desenvolveu várias actividades, entre as quais, a de secretário do então famoso compositor italiano Nicola Porpora, com quem acabou por aprender os fundamentos de composição.
Por volta de 1781, conheceu e estabeleceu uma sólida amizade com Wolfgang Amadeus Mozart. Haydn, que era 24 anos mais velho que Mozart, considerava-o um génio e, por sua vez, Mozart venerava Haydn como modelo e mestre e chamava-lhe “papá”, “guia” e “melhor amigo”.
Durante grande parte do séc. XIX e da 1ª metade do séc. XX, houve a ideia de que Haydn teria sido pouco mais que um percursor de Mozart e Beethoven. Tocavam-se algumas das suas sinfonias (mais de cem), quartetos de cordas, sonatas para piano e outras obras, mas ignorava-se a maior parte da sua música. Mas hoje é unanimemente reconhecida toda a sua imensa originalidade e a influência que exerceu nos músicos da posteridade.
A partir de 1802, Haydn começa a dar sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor. Veio a falecer na sua casa, em Viena, no dia 31 de Maio de 1809, durante um violento bombardeamento, na véspera da tomada de Viena pelo exército de Napoleão.


1º andamento do Concerto para trompete e orquestra, de Haydn
Orquestra Filarmónica de Munique
Trompete: Maurice André

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