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Maxim Vengerov – Violinista e maestro russo

por António Filipe, em 20.08.13
No dia 20 de Agosto de 1974, nasceu em Novosibirsk o violinista e maestro russo Maxim Vengerov.

Iniciou os estudos de violino aos quatro anos e deu o primeiro recital um ano depois, interpretando obras de Paganini, Tchaikovsky e Schubert. Começou por estudar em Novosibirsk e continuou a sua formação em Moscovo, regressando, depois, à sua cidade natal para trabalhar com o violinista e professor Zakhar Bron. Aos dez anos ganhou o primeiro prémio no Concurso Wieniawsky, na Polónia, para jovens instrumentistas e em Julho de 1990 foi primeiro classificado no Concurso Internacional de Violino Carl Flesch. Desde então, tem sido reconhecido como um dos maiores violinistas de sempre.
Na temporada de 1998-99 interpretou o Concerto Cantabile de Chtchedrin (composto especialmente para si) e participou num concerto, em Chicago, com Barenboim e Yo-Yo Ma.
Na temporada seguinte realizou uma digressão pela Europa com a Orquestra de Câmara Inglesa, no decurso da qual se apresentou pela primeira vez na dupla qualidade de intérprete e maestro. Esta colaboração revelou-se extremamente frutífera, passando a estudar direcção de orquestra. Outros eventos destacados da temporada de 1999-2000 incluíram vários recitais com Trevor Pinnock, nos quais Vengerov se apresentou com um violino barroco, e uma digressão a solo com obras de Bach, Ysaÿe e Chtchedrin. Um acontecimento especial nessa temporada foi o Concerto Comemorativo do 65º aniversário de Seiji Osawa, em Tóquio, sob a direcção de Mstislav Rostropovitch, por ocasião do qual Vengerov viajou da Europa para o Japão e vice-versa, em pleno decurso de uma série europeia de recitais a solo, a fim de poder participar nas celebrações.
A temporada de 2000-2001 inaugurou-se com concertos com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, sob a direcção de Michael Tilson Thomas, seguidos de uma extensa digressão de concertos, recitais a solo e a duo com Vag Papian, o seu habitual pianista acompanhador, na Austrália, Coreia, Japão e Macau. Realizou digressões na Europa e nos Estados Unidos, para além de concertos com o Maestro Claudio Abbado e a Orquestra Filarmónica de Berlim, no Festival de Salzburgo.
Desde Outubro de 2000, Vengerov é também professor de violino na Escola Superior de Música de Saarland.
Maxim Vengerov recebeu, em 1996, duas nomeações para os prémios Grammy, nas categorias de Álbum Clássico do Ano e de Melhor Solista Instrumental com Orquestra, pela sua gravação dos primeiros concertos para violino e orquestra de Shostakovitch e Prokofiev. Este álbum recebeu igualmente o prémio de Melhor Gravação do Ano, concedido pela revista Gramophone. Em 1997, recebeu o Prémio Edison para a categoria de Melhor Gravação de Concerto, atribuído à sua gravação dos Segundos Concertos de Shostakovitch e Prokofiev.
Em 1997, Maxim Vengerov foi nomeado representante da UNICEF na área da música, o que lhe permitiu divulgar a sua arte junto das crianças de todo o mundo e contribuir para a angariação de fundos para programas de apoio.


Concerto para violino, op. 35, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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No dia 26 de Janeiro de 1790, no Burgtheater, em Viena, estreou-se a ópera “Cosí fan tutte”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

“Così fan tutte” (“Assim fazem todas” ou “A escola dos amantes”) é a antepenúltima ópera de Mozart e o libreto é de Lorenzo da Ponte. É a terceira e última ópera de Mozart para a qual da Ponte escreveu o libreto (as outras duas colaborações tinham sido “As bodas de Fígaro” e “Don Giovanni”). A composição desta ópera foi sugerida pelo imperador austríaco José II. O libreto foi originalmente destinado a Antonio Salieri, compositor contemporâneo de Mozart, mas o compositor italiano só escreveu algumas partes do 1º acto e desistiu do trabalho.
A ópera “Cosi fan tutte”, concebida por Mozart em 1790, é uma acesa crítica aos costumes do seu tempo. "Assim fazem todas" - diz Don Alfonso a Ferrando e Guiglielmo ao apostar com eles que não existe mulher capaz de ser fiel. Com a ajuda da criada Despina, resolvem disfarçar-se e testar as raparigas, ficando cada um com a namorada do outro, o que resulta numa grande confusão.


Terceto “La mia Dorabella”, da ópera “Così fan tutte”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Tenor: Anson Austin
Barítono: Thomas Allen
Baixo-barítono: Frantz Petri
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: John Pritchard

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No dia 4 de Dezembro de 1881, o maestro Hans Richter dirigiu a Orquestra Filarmónica de Viena na estreia do Concerto para violino e orquestra, op. 35, em ré maior, de Tchaikovsky. O solista foi Adolf Brodsky, a quem a peça tinha sido dedicada.

O Concerto foi composto por Piotr Ilitch Tchaikovsky em Março de 1878. Inicialmente foi dedicado a Leopold Auer, mas este recusou-se a executar a obra. Na mesma altura, Tchaikovsky também escreveu um arranjo para violino e piano. É um dos mais conhecidos concertos para violino e figura entre as obras de mais difícil execução técnica.
O concerto para violino foi escrito em Clarens, uma estância turística na Suíça, para onde Tchaikovsky tinha ido para se refazer da depressão causada pelo casamento desastroso com Antonina Miliukova.


Concerto em ré maior, op. 35, para violino e orquestra, de Tchaikovsky
Violino: Maxim Vengerov
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Mstislav Rostropovich

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Anatole Fistoulari – Maestro russo

por António Filipe, em 20.08.12

No dia 20 de Agosto de 1907, nasceu em Kiev, na Ucrânia, Anatole Fistoulari, um dos mais notáveis maestros do século XX.
Nasceu no seio de uma família musical. O seu pai, Gregor Fistoulari, era um conhecido maestro que tinha estudado com Rimsky-Korsakov e Anton Rubinstein. Anatole apresentou-se como maestro, pela primeira vez, aos 7 anos, dirigindo a Sinfonia nº 6 (a “Patética”), de Tchaikovsky. Em 1931, dirigiu várias temporadas, em Paris, para o famoso baixo Fyodor Chaliapin. Esta foi a base do talento de Fistoulari para acompanhar solistas, pois era sabido que quem conseguia acompanhar Chaliapin, poderia dirigir qualquer outro solista.
Em 1933 começou a colaborar com os Ballets Russes, em Paris, fazendo uma digressão em Londres e pelos Estados Unidos, em 1937. Em 1942, Fistoulari casou com Anna Mahler, filha do famoso compositor Gustav Mahler. No ano seguinte foi nomeado maestro principal da Orquestra Filarmónica de Londres e, em 1948, adquiriu a nacionalidade inglesa. Dirigiu óperas e concertos, principalmente com as Orquestras Sinfónica e Filarmónica de Londres, com a qual fez uma digressão, em 1956, pela França e Rússia. Também dirigiu óperas em Nova Iorque e foi maestro convidado em vários países. Anatole Fistoulari morreu, em Londres, no dia 21 de Agosto de 1995.


3º andamento do Concerto para violino, de Khachaturian
Violino: Ruggiero Ricci
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Anatole Fistoulari

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Variações “Enigma”, de Elgar

por António Filipe, em 19.06.12

No dia 19 de Junho de 1899, estreou-se aquela que é, porventura, a obra musicalmente mais importante do compositor inglês Edward Elgar: as Variações Enigma. Hans Richter dirigiu a Orquestra Hallé, no Queen's Hall, em Londres. Mais completa e propriamente, Variações sobre um tema original para orquestra, op. 36 é o título desta obra. Enigma é o tema original e à volta dele Elgar “teceu” um conjunto de colossais variações orquestrais. Conta-se que um dia, depois de um dia cansativo como professor, Elgar começou a improvisar ao piano. Uma das melodias que improvisou despertou a atenção da esposa, que lhe pediu para a repetir. Então, para a entreter, começou a improvisar variações, cada uma retratando um amigo. Algum tempo depois, Elgar expandiu estas variações e orquestrou-as, transformando-as nas "Variações Enigma".
A obra foi estreada em Londres pela Orquestra Hallé, sob a direcção de Hans Richter. No início, a crítica irritou-se com a aparência complicada da obra, mas logo a seguir, a estrutura e orquestração da obra deram lugar a uma grande admiração. Desde então transformou-se numa peça muito popular.
O tema, alternadamente adocicado e envolvente, conduz directamente a uma primeira variação mais apaixonada, que Elgar intitulou C. A. E., as iniciais da sua mulher Caroline Alice Elgar.
O compositor dedicou a obra aos "meus amigos retratados nela". Cada uma das variações mostra um retrato emotivo de algumas das suas relações sociais mais próximas. Das 14 variações sobre o tema “Enigma”, aquela que é, provavelmente, mais apreciada pela sua beleza e riqueza musical é a nona, que recebe o nome de “Nimrod”. O nome de Nimrod evoca não só o caçador bíblico, mas também a pessoa do gerente da editora musical de Elgar, Arthur Jaeger (cujo apelido significa “caçador” em alemão).


Variação nº 9 “Nimrod”, das Variações Enigma, de Elgar
Orquestra Filarmónica de Londres
Maestro: Sir Georg Solti

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