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Alfredo Casella – Compositor e maestro italiano

por António Filipe, em 25.07.13
No dia 25 de Julho de 1883, nasceu, em Turim, o compositor e maestro italiano Alfredo Casella.

A sua família esteve sempre ligada à música: o seu avô paterno foi amigo de Paganini e foi primeiro violoncelista do Teatro de São Carlos, em Lisboa e solista no Royal Chapel, em Turim. O pai e os 2 irmãos também foram violoncelistas profissionais. A mãe era pianista e deu-lhe as primeiras lições de música.
Casella ingressou no Conservatório de Paris em 1896 para estudar piano com Louis Diémer e composição com Gabriel Fauré. Durante esse período em Paris, conheceu Debussy, Stravinsky e Falla e manteve contacto com Busoni, Mahler e Richard Strauss.
Casella desenvolveu uma profunda admiração por Debussy após ouvir uma obra sua, em 1898, mas, mesmo assim, seguiu uma linha mais romântica, ao estilo de Strauss e Mahler. A sua primeira sinfonia foi composta em 1905 e estreou-se como maestro dirigindo a sua estreia em Monte Carlo, em 1908. De 1927 até 1929 Casella foi o maestro principal da Orquestra Pops de Boston, sendo sucedido por Arthur Fiedler.
Quando voltou a Itália, durante a 1ª Guerra Mundial, Alfredo Casella começou a ensinar piano na Academia Nacional de Santa Cecília, em Roma. Foi um dos pianistas italianos mais conhecidos da sua geração e, em 1930, fundou o Trio Italiano, que foi muito aclamado na Europa e na América.
Faleceu, em Roma, no dia 5 de Março de 1947.


Paganiniana op.65, de Alfredo Casella
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Eugene Ormandy

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Paul Dukas - Compositor francês

por António Filipe, em 17.05.13
No dia 17 de Maio de 1935, morreu, em Paris, o compositor francês Paul Dukas. Tinha nascido na mesma cidade, a 1 de Outubro de 1865.

 Compositor de música clássica do modernismo, Paul Dukas foi também conceituado professor de composição e crítico musical. Era um perfeccionista extremo. E foi-o principalmente consigo próprio, a ponto de, em 1920, ter destruído parte da obra musical que tinha produzido.
A obra mais conhecida de Dukas é "O Aprendiz de Feiticeiro", baseada num conto de Goethe. A peça tornou-se popular em todo o mundo com a sua utilização no filme de banda desenhada “Fantasia”, de Walt Disney, em que o simpático rato Mickey desempenha o papel do protagonista aprendiz de feiticeiro.


O Aprendiz de Feiticeiro, de Paul Dukas
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowkski

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Sinfonia Doméstica, de Richard Strauss

por António Filipe, em 31.12.12
Na véspera de Ano Novo de 1903, Richard Strauss terminou a composição do poema sinfónico em fá maior, a que chamou "Sinfonia Doméstica".

Richard Strauss começou a trabalhar nesta obra em 1902, quando passava férias com a mulher e o filho na ilha de Wight. De regresso a Berlim, começou a sua orquestração, terminando-a no dia 31 de Dezembro de 1903.
A "Sinfonia Doméstica" descreve a vida familiar de Richard Strauss, que, em 1894, tinha casado com Pauline de Ahna, soprano de temperamento ardente, com quem teve um único filho, Franz, nascido em 1897. Durante uma tournée pela América, dirigiu-a pela primeira vez em Março de 1904, no Carnegie Hall, de Nova Iorque. É possível que esta sinfonia mostre um lado mais alegre do que a maioria das composições orquestrais de Richard Strauss, mas grandes secções da obra também retratam brigas e outras tensões domésticas, concluindo com uma fuga elaborada que restaura a coerência na casa.


Final da Sinfonia Doméstica, de Richard Strauss
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Wolfgang Sawallisch

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Aleksander Scriabin – Compositor e pianista russo

por António Filipe, em 27.04.12

No dia 27 de Abril de 1915 morreu o compositor e pianista russo Aleksander Scriabin. Tinha nascido em Moscovo, de uma família aristocrática, no dia 6 de Janeiro de 1872. As suas principais influências foram Chopin e Richard Wagner. Quanto tinha apenas um ano, a sua mãe, pianista de concerto, morreu vítima de tuberculose. Scriabin é entregue aos cuidados da avó e da tia, depois de o pai partir para a Turquia. Ingressou no corpo de cadetes, mas cedo abandonou a carreira militar para se dedicar à música. Começou os estudos musicais com Nikolay Zverev, na altura mestre de Sergei Rachmaninoff e de outros talentos. Scriabin ingressa posteriormente no Conservatório de Moscovo, estudando com Anton Arensky e Sergei Taneyev, demonstrando na altura um assinalável talento como pianista.
É nesta altura que Scriabin compõe a sua primeira grande obra, a Sonata em Fá menor, num acto que definiu como «um grito a Deus e ao Destino». Foi casado com Vera Isakovich, embora tenha preferido a companhia de Tatiana Fyodorovna, com quem teve um filho que acabou por morrer aos 11 anos.
Dedicou-se a especulações filosóficas e religiosas e dessa atitude de pensamento resultou uma música inédita. Apesar de as suas obras sinfónicas (como Poema do Êxtase e Prometeu, Poema do Fogo) não terem confirmado o papel messiânico que a si próprio atribuía, trocou a influência que inicialmente recebera de Chopin pela inspiração na arte do diabólico, satânico, que já tinha movido Liszt e a última fase da sua vida foi profundamente mística.
Algum tempo antes de morrer Scriabin planeou um mega-projecto a que chamou “Misteria”, um trabalho multimédia a ser apresentado nos Himalaias que desencadearia o Armagedão, uma «grandiosa síntese religiosa de todas as artes que faria nascer um novo mundo». Como pianista, ganhou fama no Ocidente, tendo dado concertos em Paris, Bruxelas e Londres. Mas foi compositor que preferiu ser e foi como compositor que ficou na História. Deixou extensa obra, apesar da sua vida relativamente curta. Morreu com 44 anos, no dia 27 de Abril de 1915.


5º andamento da Sinfonia nº 1, de Scriabin
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Riccardo Muti

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No dia 6 de Abril de 1971 morreu, em Nova Iorque, o compositor russo Igor Stravinsky, que foi considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do séc. XX. Tinha nascido em Oranienbaum, no dia 17 de Junho de 1882. Filho de um cantor da ópera imperial de São Petersburgo, aos vinte anos estudou com o compositor Rimsky-Korsakov. Em 1910, compôs o ballet Pássaro de Fogo – o primeiro de uma série encomendada pelo Ballet Russo, e obteve imediato sucesso. A partir daí, outras obras para ballet lhe seriam solicitadas. Mas foi com a célebre “A Sagração da Primavera”, em 1913, que o seu nome entraria mesmo para a história da música universal. A apresentação da obra causou escândalo devido às dissonâncias, à assimetria e alternância de ritmos. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, mudou-se para a Suíça. De 1920 a 1939, Stravinsky viveu na França.

Na década de 1930, em menos de dois anos, perdeu a filha mais nova e a mulher, ambas vítimas de tuberculose. Pouco tempo depois, perdeu também a mãe. Desgostoso, buscou novos ares. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Stravinski foi viver para os Estados Unidos. Desembarcou no país em Setembro de 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1945. Em 1963, resolveu visitar a sua pátria e foi recebido com carinho pelos fãs e homenageado pelo governo soviético. O compositor continuou a trabalhar até os oitenta anos.


1ª parte do bailado “A Sagração da Primavera”, de Stravinsky
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowsky

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No dia 28 de Março de 1881, morreu, em São Petersburgo, Modest Mussorgsky, um dos mais conhecidos compositores do romantismo russo. Tinha nascido em Karevo, na província de Pskov, no dia 21 de Março de 1839. Compositor e militar, foi membro do nacionalista Grupo dos Cinco, ao lado dos músicos Balakirev, Borodin, César Cui e Rimsky-Korsakov. Aos seis anos de idade começou a ter aulas de piano com a mãe, que era professora. Aos dez, ingressou na escola de cadetes da Guarda de São Petersburgo. Em 1856, conheceu Balakirev, com quem aprendeu a técnica musical. Abandonou a vida militar em 1858, após sofrer uma crise nervosa. Inicialmente, a música de Mussorgsky foi muito influenciada por Balakirev e pela música estrangeira. Essa influência foi-se desfazendo aos poucos, à medida que se tornava autodidacta.
Com a morte da mãe, em 1865, o alcoolismo passou a fazer parte da vida de Mussorgsky. A partir de 1874, a qualidade da sua música começou a decair, embora algumas peças dessa época sejam notáveis. Nos anos que se seguiram, o alcoolismo passou a intensificar-se e foi perdendo amigos e parentes. Em 1880 foi despedido do cargo que ocupava no governo. Durante um internamento num hospital de São Petersburgo, Modest Mussorgsky morreu, devido ao alcoolismo, uma semana após completar 42 anos, no dia 28 de Março de 1881.


Uma noite no monte calvo, de Moussorgsky
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowski

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Amilcare Ponchielli – Compositor e professor

por António Filipe, em 16.01.12

 

No dia 16 de Janeiro de 1886 faleceu, em Milão, o compositor italiano Amilcare Ponchielli. Tinha nascido em Paderno Fasolaro, perto de Cremona, a 31 de Agosto de 1834. A sua cidade natal é hoje chamada Paderno Ponchielli. Aos nove anos obteve uma bolsa de estudo para aprender música no Conservatório de Milão e, aos dez, escreveu a primeira sinfonia. Dois anos depois de acabar o curso no Conservatório escreveu a sua primeira ópera e foi com este género musical que veio a adquirir fama. Inicialmente, a sua carreira foi complicada. Teve que aceitar pequenos trabalhos em pequenas cidades e compôs algumas óperas, todas sem sucesso. Apesar de tudo, adquiriu experiência como mestre da banda, em Piacenza e Cremona, fazendo arranjos e compondo mais de 200 obras para banda. O ponto de viragem foi o grande sucesso obtido com a versão revista da sua primeira ópera “I promessi sposi”, em 1872. Um ano mais tarde o bailado “Le due gemelle” confirmou o sucesso. Em 1881 foi nomeado mestre de capela da Catedral de Bergamo e assumiu o cargo de professor de composição no Conservatório de Milão, onde teve como alunos os compositores Puccini e Mascagni. A sua ópera mais conhecida é “La Gioconda”, que o libretista Arrigo Boito adaptou de uma peça de Victor Hugo.

 


“A dança das horas”, da ópera "La Gioconda", de Ponchielli
Excerto do filme “Fantasia”, de Walt Disney
Orquestra de Filadélfia
Maestro: Leopold Stokowsky

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