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E não houve jornalismo...

por Rogério Costa Pereira, em 05.01.13

A notícia, que é a própria notícia, é do dia 1 deste mês. Nesse mesmo dia circulou no Facebook. Quatro dias depois, lá se mantém. As paredes do DN não têm "houvidos". 

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publicado às 22:46


Um jornalismo diferente...

por Rogério Costa Pereira, em 13.12.11

... e assaz divertido. Ora cliquem nos links:

http://dinheirodigital.sapo.pt/news_pda.asp?section_id=6&id_news=172183

http://dinheirodigital.sapo.pt/news_pda.asp?id_news=172184

http://dinheirodigital.sapo.pt/news_pda.asp?section_id=1&id_news=172175

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publicado às 20:33


O que é "prazo de crimes"?

por Rogério Costa Pereira, em 03.12.11

Não quero embirrar, a sério. Exerço advocacia há dezasseis anos, estudo direito há vinte e um e juro que não faço ideia do que seja um "prazo de crime". Raios partam na doutrina e na jurisprudência que não param quietas. Maldita a diarreia legislativa que me obriga a exibir ao mundo a minha ignorância. A verdade é que não faço a mais pequena ideia, aqui me confesso, do que seja um "prazo de crime". Agora a sério, estuporados ocs cultores desta forma de fazer imprensa, arranjem quem vos dê um jeito nas manchetes. O mero conceito de "Prazo de crimes" é algo demasiado idiota para ser comentado, concedo. Mas é mais forte do que eu. E, não sendo nada comigo, sinto um um bocadinho de vergonha. O que é "prazo de crimes"? Algo como um boi que canta o hino num poleiro de canário? É que se é nonsense, eu alinho!

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publicado às 02:30


Cross my heart (and hope to die)

por Rogério Costa Pereira, em 15.10.11

Enquanto esta imagem passava, na TVI, a voice-over afiançava (tenho duas testemunhas e três repetições) que Wright "fica a aguardar decisão sobre o pedido destruição das autoridades dos EUA". Assim vamos de Jornalismo.

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publicado às 02:01


Digam jornalismo! Pela nossa saúde!

por Rogério Costa Pereira, em 11.10.11

 

Comecemos pelo fim: o DIAP não pede três anos de prisão para Hulk!

Nesta coisa que se pode ver na imagem supra reproduzida (por uma questão de higiene, evito usar as palavras jornal e notícia) pode ler-se: “DIAP pede três anos de prisão para Hulk”. Ouvida a coisa logo de manhã, na Antena 1, que aludia ao chamariz, tropecei no café. Comecei a sentir aquele cheiro a podre, retive a inspiração, contei até dez e segui a minha vida. Que se lixe, pensei (na verdade, “que se foda” foi o que me veio à cabeça, mas não apetece colocar a palavra “foda” fora de um parêntesis, daí estar a usar este estratagema, para que ninguém vá ao engano com o que realmente pensei). Que se lixe, desta vez não me vou chatear. E lá segui para um tribunal, aqui das berças, onde DIAP algum pede anos de prisão para quem quer que seja. Adiado o julgamento, cheguei ao escritório e lá fiz o que tinha a fazer. Li uma ou outra parangona, num ou noutro jornal online (coisa que não me tomou mais de cinco minutos — não verdade eu só queria mesmo saber se o Conselho de Ministros de ontem já tinha acabado), fiquei a saber que um pratito de sopa num restaurante vai passar a levar com um IVA assim mais composto e passei ao correio da manhã, que entretanto havia chegado. Despachado o correio da manhã (agora me dou conta que posso estar a induzir alguém em erro; quando digo correio da manhã quero mesmo dizer correio da manhã, assim como em “o meu correio da manhã já chegou”? – raios, agora ficou ainda pior —, refiro-me àquelas notificações que os tribunais e outras entidades me dirigem diariamente para o escritório — em bom rigor, já nem lhe devia chamar correio, que a maior parte do meu correio não é bem correio, uma vez que já não vem de cavalo alado, mas por via electrónica), despachado o correio da manhã, dizia, comecei a trabalhar e nunca mais me lembrei do Hulk nem do DIAP nem dos tribunais onde o DIAP pede, logo quando acusa, anos de prisão para as pessoas.

Por volta da hora de almoço, reparei que já era por volta da hora de almoço e fui almoçar. Em casa. Televisão ligada, notícias e tal. E tungas!, Lá vai o Hulk para a prisão e o Sapunaru com ele — e este, pobre, quase de certeza leva ainda mais dois anos que é para saber o que é bom para tosse. E pimba! Deixem-me só explicar a diferença entre o “E tungas!” e o “E pimba!”. O primeiro é comparável a quando um gajo vai a andar na rua, vê um monte de merda no passeio, mas já está a três centímetros de lhe espetar com o pé em cima. Já sabemos ser inevitável passar os próximos cinco a dez minutos a raspar o sapato na areia, na relva, a passar ao de sola num charco. O “E pimba!” é todo o processo acima descrito já a ser executado, o acto, propriamente dito, de tirar a merda do sapato. Penso que fui claro.

Em suma, já não havia nada a fazer, já não ia conseguir evitar aborrecer-me, já me seria impossível não perder tempo a explicar que o que tinha acontecido não passava de uma acusação deduzida pelo Ministério Público onde se diz algo como “O Magistrado do Ministério Público acusa fulano, porquanto indiciam os autos que fez e aconteceu”. E, depois de acusar e de fundamentar a acusação, depois de enrolar (nada pejorativo, este enrolar) os factos e o direito, conclui que o tal fulano, que é o arguido, “agiu de forma voluntária, livre e consciente, bem sabendo ser-lhe proibida e punida por lei penal a sua conduta”. Algo assim. E para terminar, diz — pelo menos é costume, aqui na terra — que o arguido, com a conduta descrita incorreu na prática do crime tal, previsto e punido pela norma tal.

Ora, há-de ter sido assim que o tal DIAP — aqui, nas berças, não temos tal coisa —, por intermédio de um seu “Magistrado do Ministério Público”, fez com o Hulk e sus muchachos. Longe, bem longe, de pedir três anos de prisão para quem quer que seja (e logo haviam de ser três anos, assim certinhos!), como se afiança na imagem que acima deixei colada.  

Em suma, este cavaco todo é só para dizer que ninguém pediu três anos de prisão para quem quer que seja. O Procurador encarregue do inquérito, depois de ter ordenado as diligências que bem entendeu, terá decidido acusar o Hulk e o resto da rapaziada pela prática dos crimes que entendeu poder extrair dos factos alegadamente praticados. Acusar, assim como quem aponta um dedo (mas um dedo oficial, assim tipo o fura-bolos do Estado). E mais nada. Um procurador, tendo em conta a análise que fez dos factos, decidiu (bem ou mal, depois veremos) que determinado indivíduo cometeu um crime e, portanto, deduziu uma acusação. Como raios hei-de explicar isto de outra forma? O Ministério Público, em sede de acusação por si deduzida, não pede prisão para ninguém. Se agora, por exemplo, um dos acusados (não, não estão já condenados, bem sei que vendia mais) resolver requerer a abertura de instrução, teremos mais uma fase processual onde, e cinjo-me aos pedidos que o Ministério Público pode fazer nos diferentes estágios do processo, quanto muito poderá pedir que determinado individuo seja pronunciado e levado a julgamento. E não, mais uma vez o Ministério Público não pede três anos de prisão. Feito o julgamento, e em alegações, então sim, depois de ter desfilado toda a prova da acusação e da defesa, o Ministério Público pode, se assim quiser, concretizar a pena de prisão que, no seu entender, se adequa ao caso concreto. Ou então, pasmem!, até pode entender que não se fez prova nenhuma contra o arguido e pedir (acontece, meus caros) a absolvição. Ah, pois é! E se se tratar, como parece ser o caso, de um crime de ofensa à integridade física, até um fulano ir parar à cadeia (e, reitero, logo três anos, assim certinhos!) ainda há umas quantas alternativas com prioridade de aplicação, a começar pela multa, passando pela dispensa de pena e ainda pela suspensão da execução da pena de prisão. Tudo coisas que o Ministério Público pode pedir, finda a produção de prova em julgamento (e depois, claro, nas alegações de recurso de recursos que eventualmente venham a ser interpostos).

Em suma, e termino já, que tenho ali que ir mandar uns quantos para a cadeia (os advogados fartam-se de fazer coisas destas), o que o “Correio da Manhã” assevera que aconteceu não aconteceu. Tão simples quanto isto. O DIAP não pediu três anos de prisão para o Hulk. O DIAP não poderia pedir três anos de prisão para o Hulk. O DIAP jamais pediria, nesta fase, três anos de prisão para o Hulk. O que na imagem se pode ver, isso sim seria uma notícia. Um jornal (sem conceder e por uma mera questão de raciocínio) garante aos seus leitores algo que é facilmente comprovável não ter acontecido. E a notícia (sem conceder, mais uma vez, e sempre por uma mera questão de raciocínio) manda-se publicar e jornal manda-se imprimir. E depois distribuir. E a notícia, falsa como judas, cai nas bancas a encimar o jornal a que vem atascada. E eu leio, e tu lês, e todos lemos. E depois saímos à rua, e dizemos alto e bom som que o homem mordeu o cão. Afinal, até vinha no jornal. Eu disse “isso sim seria uma notícia”, um jornal que engana os seus leitores, que o faz dolosamente. Mas, lamentavelmente, há muito que tal deixou de ser notícia. O ar que respiramos vem pejado disto — talvez seja isso que nos anda a dizimar em forma cancro. “É fartar vilanagem”, tudo se pode dizer, tudo pode ficar por provar. É, afinal, nisso que os cultores desta “liberdade de expressão”, que nos atenta de manhã à noite, entendem sustentar-se o Estado de Direito. Nada mais errado, meus caros, é por estas pequenas cedências à mentira mil vezes dita e repetida que os tais pilares se esboroam. E que a liberdade se vai. Ou não, porque, bem vistas as coisas, nunca esteve. É que liberdade não é libertinagem.

Eu, porque não tenho mesmo mais nada para fazer e a minha vida é apenas andar a fazer posts destes (para isso me pagam), não me calo. Esteja quem estiver no lugar do Hulk. E não é só porque hoje é o Hulk e amanhã posso ser eu (quando for o próximo da fila, cá me orientarei); também não é apenas porque uma mentira publicada passa a ser verdade (que não passa, embora muitas vez doa como se assim fosse e acabe por dar no mesmo). É, acima de tudo, por uma questão de higiene, de saúde (também da minha, que fico a remoer nisto e estas coisas não me podem fazer bem), de menos merda nos passeios, de criar um ambiente mais higiénico e salutar para o meu filho. Para mim e para os meus. Menos “Pimbas!”, menos “Tungas!” E sim, também é por causa do Hulk, do Sapunaru, do Hélton. Da Leonor Beleza e do Sócrates. Do Paulo Portas e do DSK (olá, Ana Gomes). E de outras pessoas que não vou aqui elencar, para não relembrar pecados velhos. Faria isto por quase toda a gente. Eu disse quase..

E, por último, mas não em último, pela liberdade de imprensa, por paradoxal que pareça. É que, só com um forte ataque às notícias manhosas que por aí proliferam, com o diário repudiar das mesmas, teremos verdadeiro jornalismo. E também por aí, ou essencialmente por aí, passa o cultivar de uma cidadania que vamos perdendo. Bem sei que isto é uma pescadinha de rabo-na-boca, que quanto menos livre — no pensar, essencialmente no pensar — for o indivíduo, mais estas notícias vendem e rendem. E quanto mais venderem mais longe estará o cidadão. E mais estas notícias venderão.

Mas, não será por isso que deixarei de mandar as minhas postas de pescada. Se não ajudarem mais ninguém, ajudam-me a mim. E já não é coisa pouca. Não deixarei, dê lá por onde der, é de clamar pelo jornalismo que mereço. De dizer "Jornalismo". Pela nossa saúde.

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publicado às 19:19


E prémio de "título mais estúpido do ano" vai para...

por Rogério Costa Pereira, em 09.10.11

A Bola

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publicado às 13:37

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publicado às 11:30

despejo.jpg

Ninguém, bem sei!, estavam de passagem e lá calhou.

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publicado às 21:52


Mau Jesus, Mau Sócrates, Bom Jornalismo

por Rogério Costa Pereira, em 07.05.11

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publicado às 00:32


O Markl chama-lhe abuso, eu chamo-lhe filha-da-putice

por Rogério Costa Pereira, em 17.04.10

«(...) Numa secção da revista dramaticamente intitulada "A Dor..." (assim mesmo, com reticências; não percebo se para efeito poético ou para deixar um espaço em branco para preencher, semanalmente, quem são os diferentes doridos), o texto integral que aqui escrevi sobre a morte do meu pai surge numa coluna toda jeitosa com o título "A Carta Aberta da Semana", com uma fotografia minha e, rematando todo um conjunto de espectacular gosto tendo em conta o assunto do texto, uma outra foto minha e da minha namorada Ana, por coincidência vestidos de preto (conveniente) mas à saída da maternidade, em Junho passado, sorrindo alegremente e segurando o ovo onde estava deitado o Pedro. O mau gosto de tudo aquilo que está impresso é o menos; cada um tem o gosto que tem e nem todos podem nascer com o dom da sensibilidade. O mau gosto profundo e imperdoável está na maneira como, com uma falta de respeito, de consideração, dos mais elementares mecanismos da vida em sociedade; em suma: de decência, pura e simples, a Nova Gente estampa a homenagem que aqui fiz ao meu pai naquela página não se preocupando nem em pedir-me permissão pela publicação do texto integral, nem fazendo a mais pequena referência ou enquadramento sobre de onde o tirou. Quem veja aquela página da Nova Gente pensa o que pensaram algumas pessoas com quem falei e que viram esta edição da revista: que escolhi a Nova Gente como nobre plataforma para a despedida do meu pai. Que, eventualmente, lhes dei ou vendi o exclusivo da minha dor. Não há nada naquela página, naquela coluna, que explique que aquilo foi um texto publicado num blog pessoal. (...)»


Nuno Markl

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publicado às 22:39


Mais jornalismo do bom

por Rogério Costa Pereira, em 15.04.10

Ontem, um jornalista de rua (desses, sim) colocou a Teixeira dos Santos a seguinte pergunta: "Sr. Ministro, aumento do IVA jamé?". Não teve a resposta que mereceu, já que o Ministro decidiu apenas ignorá-lo.

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publicado às 12:21


Errovista de imprensa

por Rogério Costa Pereira, em 11.07.09

Leio no jornali: "Aparece como o salvador do BPP quando ninguém queria o banco. Por um erro, Duarte D'Orey compra com um plano ambicioso, talvez demasido ambicioso, segundo os primeiros sinais."


 


Em entrevista à Sabado, Pinto Monteiro diz que "O ministro da Justiça não tem razões para estar pessimista, nem há motivo para o mapa judiciário ser adiado.". A revista achou por bem dar à peça o título "O novo mapa judiciário vai naufragar".

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publicado às 22:08


O provedor segundo MMG

por Rogério Costa Pereira, em 05.06.09

"(...) vai ouvindo os infelizes deste país (...)."

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publicado às 21:27


hoje, à hora dos noticiários, na TVI

por Rogério Costa Pereira, em 27.02.09

ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...que graças a D(d?)eus não conheço [VCG]...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele... ele...ele...


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publicado às 23:25


Jornalismo à seria

por Rogério Costa Pereira, em 27.02.09


 


"Manuela Guedes - ... as próprias câmaras de televisão só podem apanhar de frente as pessoas ... ahhh ... foi tudo estudado não se pode fazer lá dentro os planos que nós queremos...


Correia Guedes - ... que era habitual fazer ... eu reparei ... eu reparei na ausência desses planos ...  ahhh ... não sei se são proibidos.


Manuela Guedes - não não, estamos proibidos de fazer de fazer muitas coisas lá dentro...


Correia Guedes - mas dantes havia planos da assistência, planos do que as pessoas estavam a fazer.


Manuela Guedes - é uma coisa um pouco estranha, mas estamos proibidos!


Correia Guedes - planos da mesa e contra-campos, ou seja, planos na direcção da sala e não na direcção do orador e hoje não vi nada disso ... ehhh ... não sei se...


Manuela Guedes - ó Vasco [é o Correia Guedes], houve um ... houve um dos temas...


Correia Guedes - pra já aquilo está eficientezinho, não é? ehhh ... ehhh ...


Manuela Guedes - Não, não, este Governo é muito eficiente nessa matéria.


Correia Guedes - o produto ...  ehhh ... ehhh ... está muito bem embalado, etcetera."

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publicado às 21:53


A febre de sexta à noite

por Rogério Costa Pereira, em 21.02.09

Já não passo sem aquele programa que, enquanto todos os outros canais se dedicam a coisas menores como os noticiários, a senhora de José Moniz apresenta à sexta-feira no número 4 da ordenação licenciada em sinal aberto. Mas que grande amor vocês estão a ver esta querida?, impreco docemente, enquanto me deleito com as apropriadas e imparciais apreciações aos acontecimentos da semana. E a minha mulher: mas muda de estação, porra, só te enervas. Nunca vemos este canal, garante algo envergonhada a quem nos rodeia - às sextas é que lhe dá para isto. Cada um tem o amok que merece - o meu é a sr.a das sextas da TVI. E desde que os Gatos, os Contemporâneos e o Aleixo (as minhas metadonas) hibernaram, a loucura aumentou. Dediquei-me por completo ao vício. Ele agora é só Manela. Manela, Manela. Ao ponto de a minha manic monday só o ser porque dista demasiado da sexta abençoada - my funday. Sem que mo digam, convenço-me que Sócrates é o responsável pelo 11 de Setembro e que foi o seu sopro que gerou o Katrina. Entretanto, acabo de jantar e sirvo-me de um Jameson (ando mal da garganta e a tripla destilação ajuda). Volto da taberna e, ó coincidência, ei-lo chegado. O momento e o homem: Vasco Valente Correia Guedes está na pantalha. A propósito, Guedes ela, Guedes ele: serão manos? Apelidos iguais, sintónicos à mete nojo - tudo indica que sim, se não biológicos, afectivos à sargento é indesmentível. E é o fastígio, medicamente falando. Todos calados, digo; e a minha mulher pede desculpas por mim. Quero ouvir isto! Estas vozes brancas e claras, estas dicções perfeitas, este primor da linguagem. Esta mestria do linguajar. Querida aqui, ó coisa linda acolá e acaba o programa. Regresso à terra. Os seres que me rodeiam, gata e papagaio incluídos, encaram-me a medo. Vão ganhando forma. Agora já distingo perfeitamente o meu sogro da minha gata. Já não confundo o meu filho com o papagaio. Com ar calmo, e excessivamente crónico, a minha mulher questiona-me sobre algo banal - para ver que tal vou. Com ar calmo, acena com a cabeça aos presentes. Está tudo bem. O exorcismo foi bem sucedido.

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publicado às 00:21


Leiam só as gordas

por Rogério Costa Pereira, em 16.02.09

"António Morais terá invocado o antigo Código de Processo Penal para se opor à publicidade do processo durante a instrução. O pedido foi aceite, muito embora a data ainda já vigorasse o novo código, curiosamente aprovado por socialistas." [TVI]


Teria imenso prazer em comentar este parágrafo assim entendesse o que lá vai escrito - a falha é por certo minha, pois que me asseveram que é excelentissimo o jornalismo praticado na estação em causa.


 


Mas há uma coisa que posso comentar, e essa é bem ilustrativa da tal excelência de que se fala. A notícia acima linkada é encabeçada pelo seguinte título: "Alegada corrupção - Processo «Cova da Beira» parado há mais de um ano. O caso, com acusação deduzida, remonta a 1999 e implica José Sócrates e António Morais."


O caso, diz o título, já tem acusação deduzida e implica José Sócrates. Ou sou eu que não percebo pevas ou dizer que um caso com acusação deduzida "implica" alguém dá a entender que esse alguém é acusado no dito caso. É que, com acusações deduzidas, não há meios termos - ou os sujeitos são acusados, por estarem implicados, ou o processo é arquivado no que lhes toca, por não estarem implicados. Tudo o resto, cartas anónimas e quejandos, vale nada. Já do que se vai entendendo do  corpo da notícia, parece certo que José Sócrates não foi acusado no dito processo. De excelência, portanto.

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publicado às 12:18


Continuemos a fazer de conta

por Rogério Costa Pereira, em 09.02.09

Mário Crespo faz de conta que escreve uma crónica, que é o mesmo que dizer que faz de conta que comenta factos da actualidade.


Comecemos por fazer de conta que Mário Crespo sabe tudo o que se passou no caso Freeport, que não mistura a gosto tios e primos, sobrinhas e sobrinhas. Que não recorre ao folhetineiro estilo “vocês sabem do que é que eu estou a falar”.


Continuando a acompanhar o estilo e a metodologia da mistela feita crónica, façamos de conta que o pregão onde Mário Crespo pretende fazer de conta “que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo” jamais poderia ser proferido numa feira, conjugado num “ó freguesa dois pares de cuecas pelo preço de uma; e a Universidade que licenciou José Sócrates está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo”.


Façamos ainda conta que tirar um curso numa universidade que “está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo” é, também por si, um caso de polícia. E que todo este fazer de conta de Mário Crespo quer dizer alguma coisa, que é afirmação contextualizada, com alguma espécie de substância, que não fica no ar uma espécie de conclusão que não chega a ser retirada. E aqui chegados façamos de conta que o inconclusivo não é propositado.


Façamos de conta que fazer de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês é arrasador para o destinatário. E que não há má fé na piadola e que a piadola ainda não chegou à tasca.


Façamos igualmente de conta que Mário Crespo sabe do que fala quando nos aconselha a fazer de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral. Façamos de conta que ignoramos as demais considerações que o neófito entrevistador de horário nobre tece a propósito da entrevista concedida por Freitas do Amaral. Façamos de conta, para isso, que Mário Crespo foi ao fundo de questão, que analisou quês e porquês, que estudou o assunto - que procurou, encontrou, comparou e concluiu. O que fez de conta que concluiu.


Façamos de conta que os media nada têm a ver com todo este mundo do faz de conta e que alguns jornalistas não escrevem crónicas como a que Mário Crespo deu à estampa, com elas contribuindo para tanto faz de conta. E, porque não?, façamos ainda de conta que uma mentira repetida à exaustão não tende a transformar-se numa verdade.


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publicado às 17:25


Agora é esperar não nos inviolem a baliza

por Rogério Costa Pereira, em 16.01.09

"Se o Sporting não sofrer golos na partida de domingo frente ao Paços de Ferreira, Paulo Bento atinge uma nova marca no comando da equipa técnica dos leões. Diante do Rio Ave, o Sporting completou o sexto jogo consecutivo sem ver a sua baliza inviolada, faltando apenas 34 escassos minutos para superar a série conseguida em 2005/06, a primeira época sob a orientação do atual treinador." [Record]

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publicado às 10:10


A oposição e ... a esquerda

por Rogério Costa Pereira, em 18.12.08

O Público assevera que "o plano anti-crise do Governo marcou o debate quinzenal de hoje na Assembleia da República, com a oposição a classificá-lo de insuficiente e a esquerda a questionar os apoios à banca."


 


Tenuíssima a questão que o Público levanta, tanto que nem o próprio jornal, concedo num lapsus linguae, há-de ter reparado, mas nem por isso despicienda - porque acaba por reorganizar conceitos (terá a ver com a alegre reorganização que se anuncia?). Temos pois a oposição que, a ser o nome que lhe dão, tem por ofício opor-se, e depois temos a esquerda.  Qual será a função da esquerda?, que não é oposição ou é mais que oposição ou é menos que oposição ou é também oposição?

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publicado às 15:12


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