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[...]O facto de os seus preceitos, aplicados à prática serem austeros e por vezes intragáveis, deu-lhe uma aura de virtude. O poder sustentar uma superstrutura lógica vasta e coerente conferiu-lhe beleza. O poder explicar muitas injustiças sociais e crueldades aparentes como incidentes inevitáveis da marcha do progresso, e mostrar que, em geral, as tentativas de modificar esse estado de coisas provavelmente causaria mais danos do que benefícios emprestou-lhe autoridade. O ter propiciado alguma justificação para a liberdade de actuação do capitalista individual atraiu-lhe o apoio das forças sociais dominantes, agrupadas atrás da autoridade.
Quem, como eu, acreditar que a liberdade do intelecto é o principal motor do progresso humano, não pode deixar de se opor a [...] tanto como à Igreja de Roma. As esperanças que [...] inspiram, são, no essencial, tão admiráveis como as que são instiladas pelo Sermão da Montanha, mas são sustentadas tão fanaticamente num caso como no outro e igualmente susceptíveis de produzir os mesmos danos.

A nomeação de Maria Luís Albuquerque para o cargo de Ministra das Finanças é uma provocação reles e vil saída da cabeça de uma criatura infame que, de derrota em derrota que não mata-mas-mói (não ainda totalmente real e eficaz, para meu lamento; que tais derrotas são o lado para onde eles melhor se deitam), insiste em vingar-se de quem, dia após dia -- na rua, nos jornais e nas redes sociais --, faz por lhas infligir. Falo das pedras no caminho do esvaziamento, do despejo, do esgotamento de um país; as areias na engrenagem da aniquilação total. Falo do POVO que ousa respirar.
Para o “neoliberalismo segundo coelho e respectivos caudilhos”, quanto pior melhor. Não quero com isto dizer que Gaspar era melhor do que a ora indigitada – ao nível do “pior é impossível”, não é sério fazer tal comparação. Ao dizer que, para Passos y sus muchachos, “quanto pior melhor”, refiro-me ao pior para Portugal e para os portugueses.
Gaspar era a pedra angular deste governo e das suas políticas de terra queimada. O plano de acabar com Portugal e com os Portugueses, pela via duma espécie de genocídio social, cultural, económico e institucional, sustentando numa espécie de solução final política, foi traçado a régua e esquadro por Gaspar, orientado pelos seus mandantes. E, ainda que fosse factual que Gaspar houvesse sido escolhido por Passos para a função – no que não concedo e apenas por uma questão de raciocínio refiro --, tal não retiraria ponta de verdade ao que atrás disse. Pelo contrário. Passos, eleito pelo voto popular, era a legitimação democrática, salvo seja, de um mercenário pago para trazer o país até aqui. Mas Gaspar já fez o seu trabalho e pode seguir adiante, para outras funções.
Em suma, neste estado de coisas, tanto fazia escolher Maria Luís Albuquerque como a nossa senhora de Fátima. O trabalho já está feito e o barco dos infernos já dispensa Caronte. Aos olhos dos neoliberais, o ideal até dispensaria, neste momento, um ministro das finanças – não vá correr-se o risco de o escolhido não ter a arte e o engenho de ir além de apenas se certificar de que o leme se mantém seguro na direcção do abismo.
Posto isto, e porque parece mal não ter alguém na pasta das Finanças, qual a razão para não dar mais uma cuspidela no POVO e escolher quem, antes de o ser, já reúne todas as condições para não o ser? Penso que foi o João Semedo que disse, as palavras são minhas mas ideia é esta, que a cabeça de Maria Luís Albuquerque podia ser pedida hoje mesmo, que quem o fizesse não cairia no ridículo.
Por mais absurdo que pareça, Passos escolheu Albuquerque para o cargo porque esta já reunia, hoje mesmo, aos olhos da higiene democrática, condições para ser demitida de secretária de estado. Que pior afronta para a democracia e para o regular funcionamento das instituições democráticas do que escolher Albuquerque? Alguém que comprovadamente mentiu e reincidiu na mentira? Antes que alguém ousasse pedir-lhe a cabeça, Passos promoveu-a. E como se deve estar a rir, e como deve estar a ser felicitado pela sua vilanagem companheira.
Se vivêssemos numa Democracia, se tivéssemos um Presidente da República, o governo cairia já hoje. Mas tal não acontece nem vai acontecer pelas mãos de Aníbal, o traidor. Para o decano regedor da destruição pátria, ora elevado a chefe de estado, este é um sonho tornado realidade.
E amanhã assistiremos à alegoria sórdida que aníbal, Passos e seus mandantes nos servem no prato – o gozo primário de homologar a ignomínia. Apesar de não a ter jurado – ou por isso mesmo --, à constituição democrática que cada vez mais se resume ao papel, sinto-me completamente desobrigado de respeitar o estado de sítio actual. E direi e agirei em conformidade.
Não assistirei cego, surdo e mudo a este “quanto pior melhor”, que tem como fim único a destruição e venda a retalho do país do meu filho. Continuarei a não dar para o peditório destes canalhas. Não assistirei sentado à destruição de Portugal. E continuarei a escrever e a fazer, em Liberdade – aqui ou ali --, aquilo que a consciência me dita.
Continuo a sonhar que é possível, mesmo que tudo indique o contrário. Assim o engenho e as forças mo permitam – e a loucura não me atente --, continuarei a contribuir para o extermínio do projecto de aniquilação de Portugal.
Este é o meu testemunho e a minha certeza.

Faz hoje anos que uma pré-hippie avant-garde subiu a uma azinheira e disse a três jovens dealers e seu rebanho: "tragam-me mais daquela barba-de-milho". Estes, que estavam a compor "Fátima in the Sky with Diamonds", mesmo naquela parte do "A girl with kaleidoscope eyes / Cellophane flowers of yellow and green / Towering over your head" (a raíz de azinheira misturada com pêlo de cabra é uma loucura), perceberam "quero que façam aqui uma capela em minha honra". E assim foi. E hoje é isto, este narguilé de tubos muitos. Produto de exportação. O Shiva tuga. Tem um não-sei-quê de neoliberalismo; destruir para renovar. A parte do renovar ainda está em estudo. Só renova os saldos bancários dos renovadores.
Estive a dar uma vista de olhos nos ditos do Gaspar durante a audição parlamentar e gosto particularmente de um que mostra bem o ridículo do "economês" da moda, a patetice do sistema estúpido e desfigurado que nos abraça como um urso.
«15h17 - Vítor Gaspar mostra as perspectivas de crescimento para 2013. "Temos um crescimento previsto de -2,3%"».
E um gajo vai-se habituando a isto e até acha natural e tal. Que é assim que a malta que sabe de números fala e se entende.
"Temos um crescimento previsto de -2,3%".
Porra, pá, isso não é crescer, é minguar.
O domínio dos números sobre os homens e sobre as palavras dos homens, bem sei.
Sei, mas não aceito. Não quero. Não compro.
Não sei se percebeste, Gaspar; vou dar-te um exemplo. Se eu te arrancar uma orelha e te disser que a tua orelha cresceu -100% és gajo para achar que estou a gozar contigo, não é? E eu perceberia isso, e, por piedade, até era gajo para te devolver a orelha que não havia crescido -100%, mas sim sido arrancada a pontapé. E dava-te a orelha de volta ou, como tu dirias, terias a tua orelha novamente a crescer os previstos 0%.
Vá, agora vai-te lá embora (tipo, mesmo). Parece que há para aí malta com vontade de te ver crescer -100%.
Ouvi ontem à noite, na rádio, que Marques Mendes teria anunciado, na TVI 24, a existência de um acordo entre o governo e os “parceiros sociais” sobre a questão dos 12 dias. Já era tarde e pensei que havia de ser exagero ou da boca do radialista ou dos meus cansados ouvidos.
Hoje de manhã, leio no DN que: "Na prática há um acordo feito. Não está ainda formalizado, mas está feito", afirmou. Segundo Marques Mendes, "este acordo tem dois aspectos. O objectivo de redução para os 12 dias mantém-se, mas a sua aplicação será gradual. Muito gradual. Não três, quatro ou cinco anos, mas muito mais tempo. O Governo salva assim a face mas a grande vitória é da UGT. E bem. Acho que é sensato, porque me parecia ser de uma certa violência aquilo que existia".
Vou ser franco, estou cansado. Cansado de me repetir perante tanta repetição. Sinto-me como que a jogar o jogo deles. As minhas palavras têm sido mais ou menos as mesmas. E, francamente, penso que com estoutro post poderia, vivesse eu bem com isso, ter dado por encerrado este meu capítulo de acção. Poder podia, é um facto. Podia mudar a forma de teclar e mudar o formato do teclado. Até podia enlouquecer, se quisesse (trocando as voltas aos passos do Herberto Hélder). Mas há argumentos contra factos.
Vou narrar. A coisa é mais ou menos self-explanatory. Ontem o cu do neoliberalismo, António Borges, que tem (só ele) onze dedos no gatilho, veio dizer que chegava de austeridade. Houve para aí uma esquerda que embarcou na conversa e até bateu umas palminhas. No mesmo dia, Marques Mendes, mandatado como está, anuncia o que parece que anunciou. Dois factos, pois. Aparentemente desencontrados, mas obviamente concertados.
De Borges já disse, mais do que uma vez, o que pensava. Está a soldo do Goldman Sachs e tudo o que ele diz é em prol do patrão. Patrão com quem nunca terá assinado contrato, logo não precisam de o rasgar. Está como efectivo. Há tempos — isto é como as cerejas —, alguém dizia que o tipo havia sido sumariamente despedido do GS. Pensem de novo. Nunca o trabalho foi tanto para o goldman boy.
Quanto ao marcelo-versão-de-bolso (já repararam que o tipo até tenta imitar o caga postas de pescada de Domingo à noite na TVI?; a voz, o tom…), quanto ao Mendes, dizia, ainda não o dissequei que chegue, sendo que seria um prazer fazê-lo mesmo, ao invés de com palavras. Mas cinjo-me às palavras e faço-o de seguida. Tudo sobre Marques Mendes.
Já está.
Agora a UGT. Roma não paga a traidores. Mas eles nunca foram romanos, ergo, talvez Roma lhes pague. No que me toca, vou registando. Sendo que já todos os homens de bem terão percebido quem é aquele tipo que todos os dias anuncia rasgar o acordo para todos os dias o voltar a assinar. Um parceiro social, por certo. Meus caros, nos dias de hoje, parceiro social é quem recusa sentar-se à mesma mesa com o neoliberalismo que nos rege e que põe o fascismo em pose de menino de coro.
Já está.
Esta Universidade é um templo da inteligência e eu sou o seu Sumo-Sacerdote. Vós estais a profanar o seu recinto sagrado. [...] Considero inútil exortar-vos a pensarem no vosso País. - Miguel de Unamuno - Salamanca, 12 de Outubro de 1936
Esta citação pode parecer demasiado dramática, se a usarmos para falar da aceleração académica do ministro Relvas. Convenhamos, é um epifenómeno; é ridículo, essencialmente uma maroteira inútil, porque já lá diz o povo, «O diabo tem sempre uma manta com que tapa, e uma com que destapa». No entanto, se pensarmos num "templo" (!), como a faculdade de economia da Universidade Nova de Lisboa, em que as cátedras têm nome de bancos, começaremos provavelmente a interrogarmo-nos se o epifenómeno Relvas não é apenas a ponta dum iceberg mais ameaçador e muito mais destrutivo. No fim de contas, que deuses serão adorados em tal templo? A Inteligência e o Espírito Humano, ou a reprodução ad infinitum do sistema monetário actual? Yanis Varoufakis é um sacerdote que decidiu revelar a nudez crua dos deuses loucos. Fala-nos dum navio perdido, verdadeira Nave dos Loucos: «Entre nós, de um professor de economia para outro, necessito partilhar um profundo sentimento de vergonha pela nossa profissão.»
A auto-análise de Varoufakis pode estar muito dentro da profunda tendência das culturas de tradição ortodoxa grega para a auto-crítica: «Pensa nisto: por detrás de cada CDO tóxico, por detrás de cada engenharia financeira letal, espreitava algum desses modelos originais construídos por nós. Por detrás de cada política económica responsável pelo (pretenso) “crescimento” tipo Ponzi anterior ao crash de 2008, pode sempre encontrar-se algum afamado e respeitado economista que forneceu a cobertura ideológica da política que acabou por ser adotada. Por detrás de cada medida de austeridade que hoje sufoca as nossas sociedades, há também um colega académico cujos modelos e teorias fornecem aos poderes existentes a audácia necessária para infligir aos seus povos o chicote dessas políticas. Em suma: tu e eu somos culpados pelo sofrimento dos nossos compatriotas gregos e italianos. Embora não acreditemos nesses modelos particulares, a verdade é que não fizemos o bastante para alertar o mundo da sua toxicidade. Somos, pois, culpados.». Contudo, muito fica por ser dito a respeito das pedras angulares da chamada Síntese Neo-Clássica, que nós conhecemos por neo-liberalismo. Um passo de cada vez.
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oi me explica mais siobre isso