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a ideia é mais ou menos esta.

e um gajo vive e ama e odeia e despreza.

e é feliz e é triste e excede-se e aprende e morre.

e depois tem ali o caixão.

e é só? não, não é só.

E aqueles que por obras valorosas / Se vão da lei da Morte libertando

plantar uma árvore, pisar uma erva-daninha...

ter um filho!

não, não é só

"Caminante, no hay camino / se hace camino al andar / al andar se hace el camino"

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Imagem: Django (Italy, Spain 1966 / Director: Sergio Corbucci)

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publicado às 00:37


Há que diminuir o número dos que mais têm!

por Rogério Costa Pereira, em 26.11.12

Coelho,

Desta vez vou tratar-te, não como o estupor que és, mas como alguém que não joga com o baralho todo, que não tem os cinco alqueires bem medidos, alguém que ensandeceu perigosamente. Não sei se percebeste o que disse, até agora. Basicamente é um prólogo de um fecho que não virá longe, porque tenho mais que fazer do que estar a explicar-te ao que venho e qual é o meu estado de espírito.

Não sei, de resto, se à medida que te vai caindo cabelo não se te irão também desprendendo pedaços do resto de cérebro que eventualmente ainda encarceres nesse espaço entre as duas orelhas que te amparam o crânio. Em suma, para além do que os teus actos revelam, uma demência para além de qualquer dúvida — além de uma maldade constitucional que mesmo nos insanos se revela —, nem sequer sei se ainda saberás apreender um texto, ainda que to soletrem ao ouvido.

A cena é esta, pá.

Desde que te colocaram onde estás (até parece mentira que sejas primeiro-ministro), já disseste e fizeste todo o tipo de asneiras e inanidades. Já mimaste o povo que te elegeu com todo o tipo de insultos. E sim, e isso dá-me ainda mais liberdade — toda a liberdade — para te tratar como deves ser tratado. De resto, neste caso, não me incomoda que a minha liberdade atropele a tua, desde logo porque tu e os teus donos e as tuas doninhas me atropelam e ao meu povo todos os dias.

Disseste agora que quem mais contesta o Governo é quem mais tem. No momento em que te ouvi senti uma raiva que não mereces que alguém sinta por ti — porque és reles coisa e porque está fora das tuas capacidades perceber a gravidade do que vomitaste. Tive receio de que mo tivesses dito na cara, sabes? E tenho receio que muitos dos que mais têm motivos para contestar o teu governo de marionetes tenham sentido igual receio.

Muitos dos que mais têm vêem os filhos passar fome e, desempregados por causa das tuas políticas de terra queimada e das ordens que tens para dizimar, estraçalhar, plantar-eucaliptos-e-derrubar-sobreiros; — dizia, desempregados por tua causa, se sentem na obrigação, no dever, de roubar para pôr pão na mesa. Para que os filhos, que são dos que mais têm, não morram à fome. Para que possam crescer sem morrer e chegar a ter idade comprar um bilhete de comboio e fazer-te a vontade: desaparecer deste país. É isso que tu fazes a essas crianças, que mendigam para comer. Pões-lhe dor no olhar. Ódio no agir. São as sementes que plantas, os frutos que vais colher. Pode ser que te saio o tiro pela culatra. Pode ser que percam o comboio.

E, voltando aos pais, aqueles que são dos que mais têm. Estão como estão porque se eclipsaram as empresas onde trabalhavam, continuando, porém, estas, após lançarem milhares de famílias, das que mais têm, no desemprego, a ser das (empresas) que mais têm.

Tudo malta de posses como vês! Quando te ouvi roncar aquelas palavras, depois de olhar para o meu filho, depois de sentir o que senti, depois de gritar bem alto o que tu és em forma de palavra que não quero que o meu filho oiça, sabes no que pensei? Nas crianças que desmaiam nas aulas. De fome canalha! São das que mais têm? Das que não vão à escola porque não têm como. São das que mais têm? Das que não chegam a ver a luz da vida porque os pais, que são dos que mais têm, já não têm possibilidades de as ter. Lembrei-me daqueles que se enfiam dentro dos contentores do lixo à procura de algo para comer. Para dar aos filhos. São dos que mais têm? Daquelas famílias que dormem dentro do carro porque perderam o emprego e, para não roubarem, perderam a casa. São das que mais têm? Das que dormem ao relento. São das que mais têm? Lembrei-me de quantos velhos e menos velhos já terão morrido por causa da puta da tua austeridade. Nos hospitais onde já não há compressas. Onde se doseia o que não deve ser doseado. Onde os teus especialistas querem que se tratem as pessoas em função da esperança de vida. Dois meses de vida? Deixa morrer!  São dos que mais têm? Melhor; eram dos que mais tinham?

Lembrei-me dos velhos que morrem em casa. De fome, de frio, sem cuidados médicos, sem dinheiro para comprar os remédios que o estado social que tu destróis lhes garantia. A pensão miserável que lhes roubas e para a qual eles trabalharam de sol a sol a vida inteira.  

E tudo porque não há dinheiro. Há dinheiro para os teus boys, há dinheiro para tapar os buracos marginais dos da tua laia, há dinheiro para manter em colchão o que os bancos talvez precisem, enquanto pagamos juros usurários aos prestamistas a quem prestas vassalagem. Há dinheiro para tudo. Mas não há dinheiro para dar ao povo aquilo que é do povo por direito. Os tais direitos adquiridos e que tu saqueaste. Adquiridos ao longo de séculos, de evolução da espécie, pá. Olha o ridículo! Adquiridos em Abril. Nesse mesmo Abril que tu teimas em destruir, canalha.

Estes que emigram, estes que passam fome, estes que não nascem, estes que estão doentes, estes que morrem. Por tua causa! Não são estes os que mais têm, pois não?

Os que mais têm são aqueles que, ainda que passando fome, têm força para erguer o punho e a voz para te contestar? Aqueles que, ainda que inventando formas de viver, cortando onde não deviam cortar, te colocam em causa, a ti e às tuas políticas assassinas? São esses os que mais têm? São os milhões que se reúnem aos milhões e inventam formas para te mandar bardamerda? Nos 15 de Setembro? Nos 14 de Novembro? Aqueles que amanhã, em frente à AR e por todo o país, vão contestar o teu OE que, se o teu cúmplice de Belém promulgar, e enquanto o TC não o deitar abaixo — se ousar! —, vai diminuir o número dos que mais têm?

Era aí que queres chegar, não era? Há que diminuir o número dos que contestam! Há que diminuir o número dos que mais têm! Nem que para isso lhes cortes as pernas! Lhes apliques dose reforçada do mesmo que deste aos outros que já eram. Era isso que dizias, sim! Tu e os teus donos.

Para teres mais paz e poderes mais à-vontade fazer o teu serviço de corsário e salteador, de abre-latas aos vis, retalhando e despovoando o país, para entretanto e após o venderes ao preço da uva mijona.

Como vez, fiz como tu fizeste com as tuas promessas. Tratei-te, não só como o estupor que és, mas também como o alienado perigoso que também és. Ora lê lá a primeira frase. Foi isso não foi? Cumpri ou não cumpri? Pois…

Até amanhã, infame! Não passarás!

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publicado às 19:52


PIDE/DGS - a besta matou

por Luis Moreira, em 25.04.12

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publicado às 13:00



Há, em todo o mundo, muitos milhares de pessoas que já não têm vida própria. Dependem de uma máquina que respira por eles, são alimentados por uma sonda e permanecem num estado irreversível. Se outras razões não houvesse vai haver um dia em que os doentes são mais que as máquinas e alguém tem que morrer. Desligar uma máquina por razões económicas é bem pior do que seguir um processo, envolvendo doente, médicos e família  e determinar, com o calor e o amor possíveis, a hora do "inicio da grande viagem" .

Vamo-nos juntar aos países que vêm na morte uma fase natural da vida.

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publicado às 15:00


Faz 20 anos que Salgueiro Maia nos deixou

por Luis Moreira, em 09.04.12

Salgueiro Maia o herói de Abril !

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publicado às 14:00

A frase, algo enrolada, é do assessor de Relvas & Gaspar para as cantorias, um tal de Passos de Coelho. Ainda em resposta a Jerónimo de Sousa, afiança o láparo ser: "é a primeira vez que ouço uma afirmação desta natureza e o senhor deputado se a repetir, se a repetir, deixo aqui desde já de antemão o meu vivo repúdio por esse jogo político".

Mais uma vez o jotinha anda distraído, que de há três semanas para cá não se tem dito outra coisa, que frio e gripes não são coisas novas neste país. Obviamente, o Governo, com os seus dilectos empobrecimento e austeridade, é responsável por grande parte dessas mortes. É que, jotinha, o pessoal não tem dinheiro para se aquecer, para ir ao médico. Estou certo que o dinheiro que o teu secretário do teu estado dos transportes pagou indevidamente à Lusoponte teria evitado grande parte das mortes pelas quais o Governo Relvas & Gaspar é responsável.

Fico, pois, disponível para o teu "vivo repúdio", que é para o lado que me deito melhor. E, jotinha, não se trata de "jogo político". O pessoal está mesmo a morrer em barda, jotinha. De fome e de frio. Por causa das políticas dos teus donos.

Bem podes limpar as mãos à parede.

jotinha.

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publicado às 11:55


Uma voz fantástica que se calou para sempre

por Luis Moreira, em 12.02.12

Whitney Houston foi ainda a primeira artista a colocar sete “singles” consecutivos no topo das vendas, segundo a imprensa especializada. Entre as suas canções mais conhecidas figuram “How Will I Know”, "I'm Every Woman" e “Saving all My Love for You”.

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publicado às 13:00

Depois da mudança de regime ou de uma revolução há um período em que não desapareceu o anterior regime e ainda não temos o próximo. Tal como aconteceu em Portugal na Revolução de Abril, a seguir tivemos os anos de "brasa", com manifestações e, ainda que muito esquecidos, assassinatos.

É o que está a acontecer no Egipto com os mesmos que encheram as praças e as ruas do Cairo, desiludidos, com pressa de chegarem a uma vida melhor, com uma revolta latente que rebenta a um qualquer pretexto.

A polícia não quer fazer o papel de má da fita, hesita, e quando reage já é tarde. Os apoiantes de Mubarak não perdem a oportunidade. Estamos perante um caldeirão a ferver e tudo indica que estes dramas se vão repetir. Estão criadas as condições para a revolta espontânea com a ajuda de um punhado de "profissionais" tal como aconteceu aqui em Portugal.

A Irmandade Muçulmana já veio dizer isto mesmo, trata-se de apoiantes de Mubarak que lançaram a confusão e a violência de que resultaram setenta e quatro mortos e umas centenas de feridos.

Desta vez,só por acaso, foi num campo de futebol!

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publicado às 11:00


A Morte saiu à rua....

por Luis Moreira, em 05.12.11

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publicado às 09:00

Meia hora a mais de trabalho por dia pode ajudar a salvar da falência muitas empresas de produção de urnas funerárias, disse hoje à Lusa o empresário do setor Cândido Moreira.

"Acho que é uma coisa extraordinária podermos ter os funcionários a trabalhar mais, sem termos custos acrescidos", afirmou, sublinhando os esperados ganhos de produtividade.

 

Notícia via PontoMedia

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publicado às 19:19

Os Estados, na sua dimensão gigante, na distância a que estão dos cidadãos,são capazes, em nome da Justiça, de enormidades sem nome.

A Florida, mantem um desgraçado preso durante 33 anos, no corredor da morte, todos os dias à espera do momento e, este chegado, tornam a adiar tudo porque os seus advogados estão preocupados com os eventuais danos colaterais que um novo anestesiante pode causar ao preso que vão matar!

Para além da bárbara sentença ( o estado ter poder sobre a vida e a morte das pessoas) a ausência de humanismo e a presença de vingança, deviam ser suficientes para que a humanidade inteira exigisse que a pena de morte fosse para sempre banida.

Claro que os advogados tentam a todo o custo manter o seu constituinte o mais tempo possível vivo, num jogo de contornos sádicos mas inevitáveis.

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publicado às 18:00


Amy Winehouse desafiou a morte. A morte ganhou.

por Rogério Costa Pereira, em 23.07.11

Capture-20110723-60845.jpg

 

A única coisa que me surpreende é não me sentir surpreendido. É que a vida não é como aquele conto de Woody Allen, em que a morte perde às cartas. Acho que Amy também não ignorava isso, razão pela qual estaremos perante uma espécie de suicídio em slow motion.

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publicado às 18:26


Obama + desencanto = Obush

por Rogério Costa Pereira, em 06.05.11

 

Vejo que Obama organizou uma festa para comemorar o assassinato de um homem. Era um monstro, o homem. Matou milhares de pessoas, o monstro; e temo que a sua martirização venha a provocar muitos mais. Se tivesse oportunidade de estrangular o monstro-homem com as minhas próprias mãos, fá-lo-ia sem hesitar. Mas não comemoraria, ficaria apenas feliz, no recato sem alma a que se deve remeter quem mata. Como já disse algures lá para baixo, a comemoração da morte do monstro aproxima-nos do fundamentalismo do homem cuja morte se comemora. Hoje, dei por mim a questionar-me sobre o que faria Bush no lugar de Obama. Concluí que deitaria os mesmos foguetes das canas que Obama agora apanha com regozijo. Bem sei que as eleições estão ao virar da esquina, mas sei ainda melhor que o homem que eu julgava ser Obama não nos serviria a cabeça do monstro numa bandeja de pirite. Valesse isso o que valesse. Este post está mal intitulado; o desencanto escreve-se ingenuidade. A minha.

(arquivo)

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publicado às 20:17


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