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Barómetro
Os dados do Barómetro Político da Marktest de Abril indicam que tanto o Presidente da República como o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, atingiram o saldo de imagem mais baixo de sempre, o que significa que os portugueses foram este mês ainda mais críticos na avaliação negativa da sua actuação.

Estudos de Opinião  , Grupo Marktest,  Ontem

 


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publicado às 16:00


O Ministro e o jornal (i) - um deles mente!

por Luis Moreira, em 04.04.12

Pedro Mota Soares :Não podemos ficar indiferentes à mentira. O jornal i faz "notícia" que o Governo vai igualar o subsídio de maternidade ao de doença e fazer um corte de 30%. Diz mesmo que uma grávida com salário bruto de 1000€ passará a receber 800€ de sub de maternidade. Isto é completamente falso!Uma mãe com salário bruto de 1000€ continua a ter direito a 100% do ordenado bruto, i.e., 1000€ de subsídio. É curioso que o i não escreva a importante alteração que fazemos no subsídio de maternidade: antigamente quando uma mãe era despedida perdia o direito ao subsídio. Com a proposta do Governo, mantém sempre o direito ao subsídio, como é de justiça social.Estranhamos até que o jornal não nos tenha contactado antes de ter avançado com a notícia, a bem da verdade.

 

 

 

 

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publicado às 18:00

Recebi este interessante texto de um militar brasileiro de alta patente e na reserva. Passo a comentar:

"Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos." Fonte - Piloto de GuerraAutor: Antoine de Saint-Exupéry 

Ao dito General português, ao escrever

“(...) Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro (...)”,

Escapa-lhe um pequeno mas decisivo detalhe: fomos todos nós, os comuns cidadãos dos nossos respectivos estados membros da UE que votámos nessa classe política que nos tem levado ao atoleiro. Com efeito, fomos nós que acreditamos nas promessas vãs que o idílio de antes pudesse continuar sem mudanças de comportamento. O General esquece, também, que os militares fazem parte integrante das sociedades, sendo corresponsáveis pelos mandos ou desmandos de todos, tal como qualquer outro cidadão. Com efeito, a responsbilidade é sempre de todos e tem que ser expressamente admitida antes que se possa pensar em qualquer solução viável.

Quanto à solução a que neste caso o Sr. Ministro da Defesa se refere, ela vem aí “voando em piloto automático”, prometendo um desfecho igualmente automático que de feliz terá pouco ou mesmo nada.

A verdadeira solução de desfecho feliz, só será alcançada se a referida classe política desligar o “pilóto automático” programado para ir para nenhures, antes que se acabe o combustível longe de qualquer aeroporto no meio do oceano. Sim, a classe política, se quer evitar o novo 25 de Abril a nível europeu, vaticinado por mim desde há longa data, deverá urgentemente abandonar a mera táctica e passar a elaborar uma estratégia correcta.

O texto está no sítio da Academia Brasileira de Defesa.

  Carta de um General português.pdf
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publicado às 22:09

Ex..º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.

Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.

Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.

Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…”

Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração.

Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente!

As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal.

Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?

Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!

Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.

Com respeitosos cumprimentos de camaradagem

EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS

Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B

P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto.

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publicado às 18:00

Face às várias notícias sobre a intervenção do Ministro da Defesa Nacional, decidi ler na íntegra o seu “discurso”, esperando algo de substancial.

Após uma leitura atenta, eis o que encontrei: uma encenação com formulações genéricas ou vagas, para um ataque às Associações sócio profissionais militares. Isto era o que se deduzia das notícias. Porem esperava que existissem conceitos e conteúdo, para alem de alguma parra, quanto à forma de resolução da crise e ao contributo esperado das FA’s.

Vejamos então o que disse o titular da pasta da Defesa, as ideias que explanou:

A solução da crise está em nós. Em todos nós. Em cada um de nós.

É importante rever e reestruturar a nossa forma de pensar e agir.

Tudo está, entre nós, a ser repensado, por necessidade e por uma questão de oportunidade.

Seguidamente presta contas dos seus sete meses de governo:

- Duas decisões – Localização do HFA e transição para a nova tabela remuneratória

- Dois estudos concluídos: sobre o Dia da Defesa Nacional e sobre a PJM

- Início do processo de revisão da LPM (o que ocorre periodicamente)

- Início de quatro a cinco novos estudos: novo conceito estratégico de Segurança e Defesa, reorganização das estruturas do MDN e das FA’s, questão das promoções, aeroporto complementar de Lisboa, Estabelecimentos Militares de Ensino.

Classifica isto como medidas cujas necessidades todos os presentes reconhecerão, medidas que tem tanto de essenciais como de básicas, diz.

Quando aborda o processo de reorganização e reestruturação orgânica das FA’s afirma que a sustentabilidade das FA’s está hoje em causa: -“Tudo está a ser refletido. Em alguns casos chegaremos a soluções diferentes das que hoje existem, noutras perceberemos, pelo menos, o porquê das coisas.”

Questiona mesmo se o papel das FA’s é apenas o de defesa.

Há que distinguir o que é estratégico e o que foi tático.”

Este é o tempo de fazer Todas as reformas. E nós vamos fazê-las.”

São precisos todos aqueles que pensam a segurança e a defesa e todos aqueles que no terreno tem o comando efetivo das operações.”

Esta reforma faz-se convosco, faz-se com os militares, faz-se com os chefes. Ou não se faz de todo.”

Faz-se para nós, por nós e para a República.”

Comentários que me ocorrem a este tipo de formulação e afirmações:

Confessa alguma ignorância ou desconhecimento, o que não lhe fica mal, quando afirma que depois de tudo refletir e se não chegar a soluções diferentes das que existem, perceberá pelo menos o porquê das coisas.

Não será este um processo de aprendizagem do Ministro muito caro para as FA’s e sobretudo para o País?

Questiona se o papel das FA’s é apenas o de defesa. Nunca foi nem será no futuro apenas o de defesa, sempre se estendeu em maior ou menor grau, a outros campos do serviço público, da investigação, da inovação, com impacto na economia e no desenvolvimento do País.

Há que distinguir o estratégico do tático, mas não distingue nada.

É o tempo de todas as reformas, mas não diz quais, todas inclui tudo e não inclui nada. Para as concretizar são necessários todos, mas só indica os de topo e conclui que se não for assim não se fazem de todo. Conclusão certa para uma formulação vaguíssima.

Se isto fosse a substância da intervenção do Ministro, teríamos que recomendar-lhe que aplicasse a si próprio a sua afirmação de “rever e reestruturar a nossa forma de pensar e agir”; porem a substância encontra-se na abordagem que faz ao descontentamento de militares “manifestado por palavras e atos de alguns movimentos associativos”.

Faz algumas afirmações óbvias quanto ao que não é um militar e que assume como reafirmação da natureza das FA’s – “Um militar não é um funcionário público, ser militar não é uma profissão como as outras, não é um emprego como os outros, nem sequer carreira com progressão automática.”

Ser militar é servir o País em armas, ser militar é uma vocação.”

Durante anos, alguns confundiram a profissionalização das FA’s com a profissionalização dos militares que nelas serviram. Nada mais errado.”

Comentário: - este alguns serão os políticos ou serão mesmo os militares? Não se percebe se quem afirma entende a diferença. Faz um convite aos que não sentem a vocação militar para saírem com base na seguinte afirmação:

- “Nem um homem sem vocação pode servir as FA’s, nem as FA’s, chegado o momento da verdade, podem servir-se de um homem assim.”

Este parágrafo contem a substância da intervenção ministerial que comentarei na parte final.

Afirma também que: “banalizar o protesto militar desprestigia a instituição que jura cumprir as leis da República. Utilizar o protesto como forma de intervenção pública, política e partidária é grave.”

Comentário: - concordo com esta afirmação em termos genéricos, mas não posso deixar de notar a confusão estabelecida entre o protesto dos militares enquanto cidadãos e o protesto militar, que se expressará por formas e vias militares podendo ser bem mais do que um simples protesto, assim nasceu o 25 de Abril, acto fundador da nossa Democracia. Deve ficar claro que quem jura guardar a Constituição e cumprir as Leis da República são os militares individualmente e não a Instituição.

Devo referir também que repudio igualmente a utilização ou instrumentalização das Forças Armadas para fins de política partidária, mesmo que por iniciativa do Poder político legítimo, o que não seria inédito na nossa democracia.

Repudio a demagogia fácil, para consumo de opinião pública pouco esclarecida, de que os militares são gente a quem é preciso falar “grosso” e que as Forças Armadas custam muito ao erário público, a tal ponto que não seriam sustentáveis tal como existem.

Sobre o que não é sustentável teria muito a dizer, começava pelos exemplos que vem de cima, do Poder, no que se refere ao respeito pelos princípios e pela legalidade, mas isso será para outra oportunidade.

Voltemos à substância da intervenção do MDN.

O que é isso de “chegado o momento da verdade”? Está na intenção do Poder utilizar as FA’s para fins não previstos, no tal momento da verdade? Pretende ou está a desembainhar a espada?

Normalmente o momento da verdade para um militar é o da entrada em combate e devo esclarecer o senhor ministro que não é preciso ser militar profissional nem ter vocação para isso, que o digam quase um milhão de homens que participaram, direta ou indiretamente, na guerra colonial.

Para servir o País nas Forças Armadas ou noutra instituição é preciso sim um forte sentido de Serviço Público e isso os militares profissionais, os milicianos e os contratados demonstraram-no em muitos momentos.

Fosse esse o exemplo igualmente transmitido aos cidadãos por todos os que exercem funções de responsabilidade política ou governativa.

Se todos os que exercem essas responsabilidades se sentissem, primeiro que tudo, servidores públicos, não estaríamos com certeza na actual situação de crise, nem teríamos preocupações quanto ao tal “momento da verdade”.

Quanto á utilização de gestos ou expressões fortes que possam pressupor o desembainhar da espada, será bom ter presente que o militar é o cidadão mais relutante e mesmo resistente a iniciar essa via, pensará três vezes antes de o fazer mas se for forçado a desembainhar a espada não voltará a embainha-la sem honra

 

5 Fev 2012 Martins Guerreiro

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publicado às 19:00


Não diga asneiras, porra! sr ministro

por Luis Moreira, em 07.02.12

O deputado Agostinho Lopes do PCP ( veja o vídeo) hoje deixou vir ao de cima o que faria se tivesse condições para isso. É assim, porra! e não se fala mais nisso!

felizmente, para nós todos, até para ele, embora não esteja em condições de apreciar, estamos, granda porra! numa democracia burguesa que assenta no facto singelo de todos poderem expressar a sua própria opinião.

E, a grande porra! é que a Nissan ao ver o país de joelhos e ao verificar que as fábricas que tem um bocado por todo o mundo são mais que suficientes para a procura que não cessa de cair,porra! deu o dito por não dito e tentou, porra, o "golpe do baú", porra! E, se o emigrante ministro tivesse, porra, aberto os cordões à bolsa, porra? Seria chamado à Comissão para que o deputado comunista o questiona-se quanto ao "roubo", porra! que o ministro tinha feito, dando apoios e mais apoios a uma multinacional que, porra! um dia zarpa de cá do rectângulo.

E não há dúvida, isto de governar um país onde, porra! se tem que tomar decisões que não nos agradam é uma grande, porra!

PS: como sabem, no país vizinho, porra, é um pau de figueira...

Reparem como o deputado diz entre dentes : "o sr seria doutorado, segundo chegou aqui a portugal..."

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publicado às 20:00

Em função de uma entrevista no magazine DER SPIEGEL, resolvi escrever a seguinte carta aberta ao Ministro das Finanças da República Federal da Alemanha, Wolfgang Schäuble. Os anexos abaixo referidos, entre eles o esboço estratégico “New Deal”, já são do conhecimento dos meus leitores e amigos; por isso os omito neste post. 

“A história da filosofia, das ciências, da religião, mostra que as opiniões têm uma divulgação em massa, ganhando contudo sempre a primazia aquela opinião que for a mais compreensível, isto é, mais de acordo e mais cómoda ao espírito humano no seu estado comum. De facto, aquele que tenha evoluido num sentido superior, poderá sempre partir do princípio de que tem a maioria contra ele”.

Johann Wolfgang von Goethe, Obras – Edição de Hamburgo, tomo 8, Romances e Novelas III, Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister

Exmo. Sr. Schäuble,

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publicado às 18:00


O sorriso "cínico e maldoso" do Relvas! Topem!

por Luis Moreira, em 29.10.11

Devo uma explicação. Nunca vi o Relvas na vida mas, é verdade, que tenho um amigo que o conhece bem que diz cobras e lagartos dele. Mas nunca me tinha falado no sorriso. Nem no nariz "adunco"! E os lábios? Frios, delgados...

O queixo avança em frente e fica quase ao nível da testa o que indica determinação, gajo capaz de fazer o que for preciso para obter o que quer. Mas acima de tudo os olhos. Entre o fixo ( quase "víbora") e os movimentos rápidos ( tipo "hiena") mostra que o homem quer sujeitar todos os que o ouvem, à penúria, ao degredo...

Carvalho da Silva foi o primeiro a perceber, estamos perante um gajo perigoso, temos que ir pr'a rua à séria, senão somos engolidos vivos. A Estrela Serrano foi a segunda a "topar o gajo", aqueles lábios, quase sem lábios não  enganam, estamos perante um gajo sem sentimentos, sem emoções... 

Mirem:

 

Ah?Ah?Ah? (não são gargalhadas, são aquela insistência nervosa...) que me dizem? Olhem quem é que o gajo tem atrás dele, escolhido, com estes gajos "de olhar fixo" não há coincidências, o gajo quer ser mesmo o "bom aluno" de outro gajo que era "fresco"! Lembram-se?

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publicado às 22:00

Aquela forma pausada de falar é mesmo assim ou é técnica de discurso? Fala inspira, pausa, pensa, fala, inspira, pausa...

 Mas não é só nisso que é diferente dos outros ministros que nos habituaram a sound bytes e a falarem o mais depressa possível para dizerem o maior número possível de palavras. E, por arrasto, nos dizerem o menos possível.

Reparamos que Passos diz "iremos para além da Troika". Ficamos na mesma, ir além da Troika é sacar mais ou é emagrecer o estado?

Para Gaspar é mudar o sistema, vamos ficar mais perto da sociedade liberal dos Estados Unidos que do estado social da Europa.É bom? Acho que não.

Mas se calhar é necessário. Que precisamos nós para termos um estado social sustentável? E uma Justiça eficaz? E uma economia a crescer?

Eu sou de opinião que tudo vale a pena para conseguirmos manter o Estado Social que cresceu aqui na Europa e que é a mais extraordinária obra social do homem.Mas as condições mudaram. A população envelheceu e produz menos e é mais pesada nas contas; a economia não cresce e não havendo criação de riqueza não se pode distribuir; os jovens não arranjam emprego; aparecem novos conceitos difíceis de assimilar: mobilidade laboral,vários empregos durante a vida activa; mais do que uma profissão;

Aqui, em Portugal, vamos ter uma "desconstrução" que vai ser feita à custa de privatizações dirigidas ao capital externo e ao reajustamento do papel regulador do estado, mas a verdade é que depois de 50 anos de sucesso económico, Portugal entrou numa recessão profunda. E, outra verdade, é que o país precisa de (tem que) sair dela. Reinventar um pais sustentável.

Percebe-se a intenção mas os cuidados vão colocar o doente "em coma induzido". Com que saúde sairemos do coma? Dentro de dois anos saberemos.

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publicado às 10:00


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