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Oratória “Messias”, de Haendel

por António Filipe, em 06.08.13
No dia 6 de Agosto de 1768, estreou-se, no Palácio Pitti di Firenze, a oratória “Messias”, de Georg Friedrich Haendel, talvez uma das obras corais mais conhecidas de sempre.

“Messias”, HWV 56, é uma oratória composta por 51 movimentos e foi escrita por Haendel em 1741. É a sua mais famosa criação e está entre as mais populares obras corais da literatura ocidental. Narra a vida de Jesus Cristo desde a sua anunciação profética, o seu nascimento, vida, morte e ascensão ao céu.
Em 1741, Haendel recebeu um convite do Lord Lieutenant da Irlanda para ajudar a angariar dinheiro para três instituições de caridade de Dublin, através de apresentações musicais. Embora doente na altura, Haendel estava determinado a compor uma nova oratória sacra para a ocasião e pediu a Charles Jennens, o seu libretista em “Saul” e “Israel no Egipto”, um tema apropriado. Jennens respondeu com uma série de versículos do Velho e do Novo Testamentos arranjados num "argumento" em três partes.
Na época, o texto suscitou controvérsia, com alguns jornais considerando-o de natureza blasfema. O produto acabado, contudo, teve outra receptividade, sendo elogiado em Berlim e depois em Londres. Haendel fez várias revisões subsequentes, incluindo uma versão criada para o Hospital Thomas Coram, em 1754.
A tradição conta que na primeira apresentação do “Messias”, em Londres, o rei da Inglaterra, Jorge II, estava presente. Quando o coro começou a entoar os primeiros acordes do “Halleluia”, o rei, impressionado com a potência e a beleza daquela oração, levantou-se automaticamente da poltrona. Quando viram que o rei estava em pé, todas as pessoas se ergueram. Daí o costume de a assistência permanecer de pé durante a execução desta parte da oratória.
O nome da oratória foi tirado do conceito judaico e cristão de messias. Para os cristãos, o messias é Jesus. O próprio Haendel era um cristão devoto e a obra é uma apresentação da vida de Jesus e do seu significado, de acordo com a doutrina cristã.
Apesar de a obra ter sido concebida para a Páscoa, após a morte de Haendel tornou-se tradição executá-la durante o Advento, o período preparatório para as festas do Natal. Mas é também, muitas vezes, executada no domingo de Páscoa.


Halleluia, da Oratória “Messias”, de Haendel
Mormon Tabernacle Choir
Orchestra at Temple Square
Maestro: Mack Wilberg

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Seth McCoy – Tenor e professor norte-americano

por António Filipe, em 22.01.13
No dia 22 de Janeiro de 1997 morreu em Rochester, Nova Iorque, o tenor e professor norte-americano Seth McCoy. Tinha nascido em Sanford, na Carolina do Norte, a 17 de Dezembro de 1928.

Estudou na Escola Superior Agrária da Carolina do Norte, licenciando-se em 1950. Depois iniciou os estudos de canto com Pauline Thesmacher, na Escola de Música de Cleveland, e com Antonia Lavanne, em Nova Iorque.
Tornou-se conhecido como solista quando, entre 1963 e 65, apareceu com o Coral Robert Shaw, fazendo digressões pelos Estados Unidos e América do Sul. De 1973 a 1980 apresentou-se com o Bach Aria Group. Também foi solista em muitas das maiores cidades dos Estados Unidos, com orquestras como as Filarmónicas de Nova Iorque e Los Angeles e as Sinfónicas de Boston e Chicago. Cantou sob a direcção de maestros como Erich Leinsdorf, Zubin Mehta, Mstislav Rostropovich, entre outros.
Em 1978 estreou-se na Europa, no Festival de Aldebourgh e, em Fevereiro de 1979, estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, interpretando o papel de Tamino, na ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart. A sua estreia em Londres realizou-se em 1986, como solista na Oratória de Natal, de Johann Sebastian Bach. Também fez digressões pela Europa, América do Sul, África do Norte e Médio Oriente.
Seth McCoy foi professor de canto na Universidade de Michigan e, a partir de 1982, fez parte do quadro de professores da Eastman School of Music, em Rochester, Nova Iorque.


“Every Valley Shall Be Exalted”, da oratória “Messias”, de Haendel
Tenor: Seth McCoy
Orquestra de Câmara Filarmonia

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Kathleen Ferrier - Contralto inglesa

por António Filipe, em 08.10.12

No dia 22 de Abril de 1912 nasceu, em Higher Walton, Inglaterra, a contralto Kathleen Ferrier. Estava destinada a ser pianista, instrumento que desde muito cedo a sua mãe a convenceu a estudar. Não se deu mal de todo, verdade seja dita, pois, apesar de ser telefonista de profissão, terminou o curso de piano, habilitação suficiente para mudar de carreira. Vocação confirmada posteriormente no Festival Carlisle de 1937, onde foi, inicialmente, admitida como pianista e, mais tarde, desafiada pelo marido, entrou igualmente para a competição de canto.
Ferrier venceu ambas as competições e o marido perdeu a aposta. Perdeu também o casamento, diga-se de passagem, que, rezam as crónicas, foi um perfeito desastre. Obteve o divórcio, alegando que o marido não conseguiu consumar o casamento.
Kathleen Ferrier foi extraordinária nas oratórias e nas canções (lieder), mas o seu nome terá sempre uma ligação especial a Mahler e, em particular, a “Das Lied von der Erde”. O convite para cantar “A Canção da Terra” partiu do maestro Bruno Walter, o mesmo que, em 1911, estreou a obra, na cidade de Munique.
 O timbre singular de contralto (que depois se disse ser devido a uma doença na traqueia) fez dela uma excelente intérprete de Mahler, Bach e Haendel. Até à sua última performance, em “Orfeu e Eurídice", de Gluck, em Covent Garden, contracenou com grandes nomes do bel canto e trabalhou com maestros como Barbirolli, Walter e Karajan.
Gravemente doente, quis cantar até ao fim. Em Fevereiro de 1953, subiu ao palco de Covent Garden para repetir o sucesso que tinha conseguido dias antes. Estava a cantar quando um osso de uma das pernas, afectado pelas metásteses cancerosas, se partiu. Saíu em maca e a sua carreira tinha terminado. A vida chegaria ao fim uns meses mais tarde, no dia 8 de Outubro de 1953.

Ária “O Thou That Tellest”, da oratória “Messias”, de Haendel
Contralto: Kathleen Ferrier

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Malcolm Sargent - Maestro inglês

por António Filipe, em 03.10.12

No dia 3 de Outubro de 1967 morreu Sir Malcolm Sargent, um maestro inglês que, um dia, ao passar pelo Porto, teve a honra de dirigir a grande violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia.
Malcolm Sargent nasceu em Bath Villas, na Inglaterra, no dia 29 de Abril 1895. Nalgumas das suas bibliografias podem ler-se referências ao facto de ter viajado assiduamente e de ter abordado um vasto repertório. Sabe-se que uma dessas viagens foi ao Porto, em finais de Janeiro de 1943, para interpretar obras de John Ireland, Frederick Delius e Antonin Dvorák. Deste último, dirigiu o Concerto para Violoncelo, com a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia.
Além de cantar em vários coros, Malcolm Sargent começou por aprender órgão e piano. A estreia como maestro aconteceu apenas em 1921, num Concerto Promenade, em Londres. Curiosamente, viria a ser o maestro principal desses concertos a partir de 1948 e até à data da sua morte. Este cargo fez com que se tornasse um dos mais famosos maestros da Inglaterra.
Sir Malcolm Sargent fez digressões por vários países, onde a sua perícia como maestro foi sempre reconhecida. Estreou várias obras, com destaque para a Sinfonia nº 9, de Ralph Vaughan Williams, no dia 2 de Abril de 1958, cerca de 5 meses antes de falecer. Em meados dos anos 60, a sua saúde começo a deteriorar-se. Em 1967 foi operado a um cancro do pâncreas, mas ainda apareceu na última noite dos Concertos Promenade, para passar a batuta ao seu sucessor, Colin Davis. Veio a falecer, aos 72 anos, no dia 3 de Outubro de 1967.


Abertura da oratória “Messias”, de Haendel
Orquestra Filarmónica de Liverpool
Maestro: Sir Malcolm Sargent

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No dia 23 de Fevereiro de 1685, nasceu, em Halle an der Saale, o compositor Georg Friedrich Haendel, que, tendo nascido na Alemanha, passou pela Itália e foi viver para Londres, onde foi objecto de elevadíssima estima do povo britânico. Foi consagrado como um dos maiores compositores do seu tempo.
O seu pai queria que ele fosse advogado. Contudo, ao observar o interesse do filho pela música, que estudava em segredo, mudou de ideias e dispôs-se a financiar o estudo da música. Assim, Haendel tornou-se aluno do principal organista de Halle e, aos dezassete anos, foi nomeado organista da catedral calvinista. Em 1703, foi para Hamburgo, onde foi admitido como violinista e clavicordista da orquestra da ópera e estreou a sua primeira ópera, Almira, em 1705. Depois de Hamburgo, deslocou-se até Itália, onde conheceu os grandes músicos do seu tempo: Corelli, Scarlatti e Pergolesi. Nesta altura já era considerado um génio. De Itália data o primeiro conjunto de "concerti grossi" do compositor. Em 1710 entra ao serviço da corte de Hanover, mas, no mesmo ano, foi convidado a ir para Londres, para escrever uma ópera (Rinaldo).
Como tinha compromissos com Hanover, pediu ao príncipe para fazer uma curta viagem a Londres. A autorização tardou, mas quando a obteve, foi para Londres para nunca mais voltar. Como é óbvio, o príncipe não ficou nada satisfeito e Haendel teria, mais tarde, problemas quando, por ironia do destino, o príncipe, que tão astutamente tinha enganado, ascendeu ao trono de Inglaterra. Em Londres, daria início a um período de 35 anos de grande sucesso na sua carreira. Recebeu a missão de criar um teatro real de ópera, que também viria a ser conhecido como a Royal Academy of Music. Foram escritas 14 óperas para essa academia, entre 1720 e 1728, o que conferiu a Haendel uma grande fama em toda a Europa. A partir de 1740, dedicou-se mais à composição de oratórias, entre as quais “O Messias” e “Judas Macabeu”.
Consagrado como um ídolo do panorama musical inglês, faleceu no dia 14 de Abril de 1759, em Londres, oito anos após ter ficado cego do olho esquerdo e, mais tarde, de ambos.


"Hallelujah", da oratória “Messias”, de Haendel
Academia de Música Antiga
Coro da Abadia de Westminster
Maestro: Christopher Hogwood

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