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Errare humanum est, sed in errare perseverare diabolicum.“ “Errar é humano mas persistir no erro é diabólico”
(Hieronymus; Seneca, Epistulae morales VI,57,12; Cicero, Orationes Philippicae 12,2)
"Não há meio mais subtil nem mais seguro de subverter a ordem social do que o aviltamento da moeda.Trata-se de um processo que mobiliza todas as forças ocultas da lei econômica a favor da destruição, e o faz de maneira tal que em um milhão de pessoas não há uma só que seja capaz de fazer um diagnóstico". John Keynes em 1919, citado por Friedrich Von Hayek em "Desemprego e Política Monetária"
Tendo achado muito interessante o artigo do editor associado do Financial Times Wolfgang Münchau publicado em SPIEGEL ONLINE, fiz uma tradução parcial do mesmo (ver abaixo).
A solução que Münchau aponta como “única saída”, isto é, uma cooperação ainda mais estreita a nível da UE, de facto poderá trazer algum alívio. Todavia este alívio será apenas passageiro se a referida medida de índole mecanicista não for antecedida por uma medida estratégica de efeito duradouro que vira a Europa de dentro para fora. Repito: a criação de uma união política não será possível tão depressa. Mas a execução de um grande projecto comum – desenvolvimento sistemático de 3.000 milhões de pobres no mundo que são convertidos em parceiros e clientes –, não apenas criará novo crescimento orgânico a nível mundial mas também trava e inverte o processo da divisão da Europa em curso, fomentando ainda a reaproximação dos europeus e desbravando e preparando o terreno para os futuros Estados Unidos da Europa. Temos é que dar tempo ao tempo, fazendo entretanto coisas que fazem sentido e criam oportunidades para todos gerarmos verdadeira riqueza – servindo aos outros.
"Ceterum censeo Carthaginem esse delendam", ou seja, "quanto ao resto, penso que Cartago deve ser destruída".
Catão o Antigo... ...quanto ao resto, penso que a UE precisa de uma estatégia diversa -
Uma coluna de Wolfgang Münchau em SPIEGEL ONLINE de 01.12.2011
A oportunidade de uma salvação pagável do euro está desperdiçada – e a culpa é da chanceler federal. Angela Merkel arruinar-nos-á a todos porque agrava a crise com a sua hesitação. Agora só lhe restam duas opções políticas: bancarrota ou ruína.

Claro que a Angelita não surpreendeu, limitando a cumprir-se, como já aqui adiantava o António. A coisa resume-se a um novo tratado de adesão (disse bem, tratado de adesão). Um tratado de adesão é aquele em que, grosso modo, uma das partes se limita a aderir (ou não) às cláusulas que lhe são apresentadas pela contraparte. E é isso que a dupla que o António refere agora nos manda às ventas. "A chanceler alemã disse esta manhã, no Bundestag, que a Europa está prestes a criar um união orçamental, depois de ter discutido com o presidente francês formas de «refundar» a UE". Falo pois em contrato de adesão, sim, não à UE, mas a uma união de dois países (que ou matam ou se matam), da qual todos os outros não serão mais que meros vazadouros. Sucede que a este contrato de adesão falta a hipótese do "ou não". Assinamos e pronto, é essa a ideia. Rigidez orçamental, diz agora quem foi a primeira a quebrá-la (é bom não esquecer que enquanto andava a dr.a Ferreira Leite a vender os anéis para cumprir o défice, esta gente, com a garganeira que lhes é habitual, ultrapassava-o pela direita). O casalito sabe o que quer e sabe com quem conta. Um dos que não lhes faltará é o ond'é-c'assino que nos desgoverna. Vamos pois a isso, cambada. Vinde a nós as vacas a voar e bois a parir, que a gente cá se habitua.
Lema, a "nova europa" já tem. Libertem-nos, pois. Heil!
«A entrada da Grécia no euro "foi um erro", defendeu ontem o presidente da França, Nicolas Sarkozy, numa entrevista televisiva transmitida pelos principais canais franceses. Nicolas Sarkozy relembrou que nem ele nem Angela Merkel, chanceler alemã, estavam em funções quando foi decidida a entrada da Grécia no euro e afirma que o país entrou "com números falsificados" e sem uma "economia preparada para assumir a integração na zona euro".» [Antena 1]

Nem ele nem a Angela estavam em funções. Comecemos pelo princípio, que é sempre uma bela maneira de começar. Não remontemos, porém (ai o pudor), ao tempo em que o pequeno Nicolas ainda não tinha descoberto os sapatos de tacão-alto ou a desditosa Bruni. Quando falo de princípio, quero dizer dos Princípios a que já aqui aludi. E o princípio do pequeno Nicolas é algo como: a Europa somos nós, eu e a minha roliça Hausfrau. O inusitado eixo franco-alemão; é disso que ele fala. E nós, em falando, falamos de gentes – eles − que se matam quando separadas, gentes que esfolam quando unidas.
Este pequeno-grande néscio admite, pensando como deus lhe deu (QI-dois-mais-vinte-e-cinco-dá-dois), que a Europa de hoje se resume ao novo eixo (que gozo me dá usar este termo: “novo eixo”). O eixo franco-alemão. Espetem-me garfos nos olhos e rodem até sangrar (eu já o fiz e escrevo de ouvido), mas a verdade é que o pr eleito está, por uma vez, carregado de razão: quem raios deu a este casal de brita-ossos o poder de se assumir como dono da Europa?
A Grécia-Erro é um belo erro, mas não é o nosso erro? O vosso erro? Da Alemanha e da França? Como raios hei-de dizer isto de uma forma meiguinha?
Ide para a puta que vos pariu? Quem vos elegeu? Querem uma federação? Proponham-na e proponham-se para a dirigir, que isto de pagar para abater árvores de fruto ainda não é propriamente um sufrágio. De resto, isto dos 17-na-sexta-27-no-sábado é menos que zero. Temos, pois, de acordo com o pequeno Nicolas, consorte (com muita sorte) da Fräulein, quatro europas. A Europa deles, a Europa dos 17, a Europa dos 27 e a Europa apesar da Grécia. Apesar de nós, também. Mal ele sabe que a Alemanha o coloca no saco com os outros 15. E eis a quinta Europa. Está-lhes na massa do sangue.
O busílis é que estes outros 15 ou 25 não foram convidados para a casa de ninguém. Não somos, falando agora dos 15 tansos envenenados (cada um à sua maneira) pelo marco-franco denominado Euro, uma espécie de movimento-dos-trabalhadores-sem-terra. Não nos resumimos àqueles reinos lá-longe-longe. Donde vêm as encomendas de cereais e de bê-émes.
Ursinho, Angelita (até tens um petit nom hispânico, vê lá isso) que veio do leste, homem pequeno, leiteiro da mulher do homem pequeno: vós sois a circunstância; nós somos a estrutura que vos… estrutura. E que tal um Euro-Eixo? Não quereis, suponho!; que assim vos foge a clientela. Agora deixo-te em paz, Nico, falo agora para a tua chefe: porque não voltam ao marco, hein? Fica o desafio. Uma voltinha ao marco. Quarto Reich e tal. Continua a ser o vosso sonho, certo? Já lá vão cerca de sete décadas sem queimar judeus às escâncaras. A ressaca bate forte, imagino. Termino este faduncho à desgarrada, e que nem sequer vou rever, dizendo apenas: os boches mudaram de táctica, mas o sangue de 39-45 (foi em 45 que o vosso moreno-ariano-judeu-austríaco se matou) continua a bombar-vos a gelatina a que nos homens se chama coração.
Em suma, e volto ao casal adolf-eva, (abastardando o poeta) a vossa Europa é mais rica que a Europa que corre pela minha aldeia, mas (e já terminei a ignomínia de dobrar o trovador) a vossa europa não sobrevive sem a nossa europa.
Agora, os partisans somos nós. E desse vosso lado?, ninguém diz: "Vive le Québec libre"?
(este post é dedicado ao António Filipe; também no homem-garnisé...)
Acho que tenho aqui parte da solução, ora veja lá o que acha, fräulein. Centros para a Eutanásia de gregos e portugueses improdutivos. Hein? "Snap snap, grin grin, wink wink, nudge nudge, say no more?" É original ou não é? OK, não é exactamente original, mas já vai para 70 anos que vexas "abandonaram" esse método da "economia higiénica" ou "higienização económica".
Bem sei que também contam com o pessoal para comer as vossas produções, mas isso resolve-se com facilidade. Ora veja bem: nós, por aqui, somos cerca de 10 milhões de improdutivos. "Economizam-se" (nudge nudge outra vez, OK?) 5 milhões e embarcam-se para cá 2,5 milhões de "arianos puros" (daqueles "vossos arianos", sim!, esses mesmo). A mesma coisa na Grécia e tal e a coisa resolve-se numa geração e pouco. E então?, é boa ideia ou não é? Pelo menos "goes right to the point", ora conceda lá. E temos praias e tudo; olha que boa ideia.
Agora a sério, esta minha cantiga não passa, como disse aquele autor que agora bem que podia ser alemão (e até parece que o tipo também nem gostava de judeus; veja como ele pinta o Shylock); não passa, a cantiga, dizia eu, de "a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing", como diria o tal Shakespeare. Não ligue.
Olá, sou Sergio Paula DA SILVA ASSUNCAO, apresento...
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