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A história dos 150 000 empregos de Sócrates é injusta para o próprio, pois aquela ideia não foi uma mentira inventada e aquele número é redondo porque sim. Não, resultou de um estudo que previa uma evolução para a economia portuguesa à volta dos 3% e que criaria aquele emprego. Como se sabe a crise que ninguém previu, fez de Sócrates um mentiroso que, no caso, é uma imputação injusta para Sócrates.

O Manuel Pina escreve no JN " E Sócrates é que mentia"? E, socorre-se das mentiras de Passos Coelho para "branquear" as mentiras do seu antecessor.

Mentir é faltar à verdade, as mentiras de Passos Coelho não fazem das mentiras de Sócrates verdades nem lhe tiram a gravidade.

Mas a verdade é que as mentiras de Sócrates tinham como objectivo, quase diário, fazer-nos crer, a nós, povo, que o país estava no caminho certo, que todos os dias obtínhamos vitórias e que já tínhamos saído da crise (como se lembram saímos da crise uma dúzia de vezes) isto é, Sócrates mentia para esconder a verdade.

Com Passos Coelho, as mentiras resultam de promessas que não cumpriu. Pode, pois, pensar-se que Passos Coelho sabia da verdadeira situação do país e mentia para nos enganar ou, estava também ele enganado por Sócrates. Estava convencido que a situação não era tão má como a que encontrou e, isso, levou-o a não cumprir o que prometeu. Não cumprir uma promessa é mentir? Como se vê resulta das circunstâncias, mas com Sócrates, mentir fazia parte da sua maneira de estar na política. Mentia, sabendo que mentia! Passos Coelho mentiu, não na altura em que prometeu mas na altura em que não cumpriu. Há aqui uma diferença temporal que faz toda a diferença.

Tal como no futebol, em política o que é verdade hoje é mentira amanhã, e a Troika veio cá pôr a descoberto o que Sócrates escondia o que levou a que promessas de Passos não pudessem ser concretizadas no Orçamento.

Que uma mão não lave a outra!

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publicado às 14:00


O limite dos sacrifícios

por António Leal Salvado, em 15.08.11

Sem surpresa para ninguém, o líder sindical dos professores classificou de “mais do mesmo” a proposta apresentada por Nuno Crato para o regime de avaliação da classe docente no ensino público. E o inquietante não serão tanto as razões porque os professores poderão voltar ao conflito com o ministério que os tutela – é que o ressurgir das divergências entre o Governo e a classe fosse e seja mais do que esperado.

Quando Cavaco, logo no discurso da sua posse em Março, incitou à rebelião nas ruas e assim deu o sinal que estava na hora de dar o golpe final para derrubar o Governo de José Sócrates, o inteligente Paulo Portas e o obediente Passos Coelho lançaram-se a cortejar os professores, a mais organizada classe no exercício do direito de manifestação. Com o mesmo “automatismo” com que as falanges da ‘jota’ laranja saltaram para a cabeça das manifs dos ‘indignados’, o caudilho erigia o lema para campanha eleitoral – “Há limites para os sacrifícios” – e o candidato Passos Coelho tinha mais certezas da razão dos professores do que sobre se as medidas do PEC que a UE enviou por Sócrates eram demasiado severas ou se as mesmas medidas que a UE enviou pela ‘troika’ eram demasiado brandas. Tão certo como a razão dos professores, só a terminante aversão ao aumento de impostos.

Sócrates foi derrubado e a aliança CDS-PSD entronizada. A velocidade da aprendizagem sobre os verdadeiros efeitos da crise (que era mero resultado da incompetência governativa interna, mas passou a ser uma calamitosa fatalidade internacional) essa velocidade intensificou-se – mas com sentido inverso.

Tão claro como a urgente necessidade de aumentar impostos, tão claro como a imperiosa mudança de atitude dos indignados para resignados, tão indiscutível como o apoio aos governantes que Cavaco passou a ditar aos portugueses – tão claro como isso tudo é, agora, que os professores têm de ser comedidos, que têm sido arbitrariamente promovidos na carreira, que têm de se submeter à mesma austeridade que os demais portugueses não governantes. E que têm de ser avaliados.

Avaliados e seriamente avaliados. Todos. Todos os que exercem a docência no Ensino Público. No ensino de empresa privada, regem os princípios do livre – libérrimo – critério do empresário empregador. O empresário pode contratar, promover, despedir e privilegiar quem quiser, que era o que faltava intrometer-se o Estado na confiança que o empresário de ensino tem ou deixa de ter nos professores seus assalariados ou colaboradores. Aí, o Estado só tem que transferir o dinheiro público, arrecadado dos impostos de todos, para a eficiente gestão do empresário privado. E, com a mesma imperatividade da paciência que têm de ter os professores do Ensino Público diante da austeridade, preferiu a impaciente urgência de aumentar os donativos públicos aos empresários privados do ensino – não vá a austeridade apanhá-los, por contágio.

Pelo meio, veio a devolução do BPN (que a rede de Cavaco entregou ao Estado cheio de lixo tóxico e agora recebeu do Estado, ‘limpinho’ de problemas) à inefável gestão privada que José Sócrates fora tão negligente a apoiar. Só mais um sinal, afinal, de que o Presidente da República de todos os portugueses – os 20% que nele votaram e os 80% que nada disso – não mudou de convicções da primavera para o verão.

Há um limite para o sacrifício, sim. Há uma linha de limite, traçada através dos portugueses. E o sentido e os contornos dessa linha nunca foram tão claros.

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publicado às 15:12


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