A Lusa, esse rio informativo, fecha a comporta e as edições online dos OCS sofrem imediatamente. Hoje, salvo erro na Antena 1, alguém de um jornal afirmava que as actualizações online em vez de serem ao minuto (ou seja, tudo é publicável) estavam a ser efectuadas com intervalos de 6 minutos.
No Público deambula-se provavelmente entre uma aposta clara no digital (?), uma aposta num híbrido menos-papel e mais online, ou no fecho completo da publicação.
Na Controlinveste surgem alegadamente novos donos. Ou seja, novos donos, novas ideias, reestruturações, despedimentos, etc...
Na imprensa local as dificuldades são uma realidade.
Na rádio local acabam-se os projetos de proximidade e surgem os retransmissores musicais de Lisboa. Se isso permite sublinhar o excessivo número de frequências atribuidas no passado, a retracção económica/publicitária dos últimos dez anos sublinham o fim dos discos-pedidos e dos programas das câmaras municipais nas rádios locais.
Assim vamos!
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Um ano e uns dias depois do crocodilo na barragem em Castelo do Bode chegou a vez do tubarão de Vila Nova de Milfontes. Para o ano que seja o Monstro do Alqueva.
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Diz-me um amigo, entre o gozo e a indignação, que a sic notícias, a tvi24 e a rtp informação, estão há cinco minutos a mostrar a porta de um avião que chegou à Polónia. Segundo ele estou a perder um grande momento da "história televisiva portuguesa". Não estou a ver, mas atendendo ao relato, sinto-me obrigado a concordar.
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Apesar de surpreendido com a «aprovação do plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP», o
Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social (GT) [reduzido após a saída de Felisbela Lopes, Francisco Sarsfield Cabral e João Vasco de Lara Everard do Amaral (que, pelos vistos, não são de tão boa boca quanto os restantes) a João Luís Correia Duque (o coordenador que, de comunicação social deve perceber mais ou menos o mesmo que eu) e a António Ribeiro Cristóvão; Eduardo Cintra Torres; José Manuel Fernandes; Manuel José Damásio; Manuel Villaverde Cabral e Manuela Franco) acabou por engolir aquela desconsideração, bastando-se com uma espécie de explicação do ministro Relvas e lá apresentou o seu
relatório. Não sendo entendido na matéria, não vou apreciá-lo em profundidade. Deixo essa tarefa a especialistas como
Arons de Carvalho, por exemplo, que já se pronunciou sobre o assunto. Tal facto não impede que deixe aqui um breve comentário sobre algumas das propostas mais discutíveis.
A começar pela proposta de extinção, pura e simples, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), como se a, por eles, bem-amada auto-regulação fosse o meio adequado e suficiente para evitar o desastre. É que já se sabe pelo que ocorreu noutros sectores, o financeiro, por exemplo, a que lindos resultados conduziu a auto-regulação.
Passando depois ao conceito de serviço público de comunicação social defendido no relatório constata-se que o GT: propõe a extinção da RTP Informação e da RTP Memória e a fusão da RTP Internacional e da RTP África; defende quanto "aos conteúdos noticiosos do operador de serviço público de rádio e televisão" que "sejam concentrados em noticiários curtos, (...) limitados ao essencial e [que] recuperem o carácter verdadeiramente informativo, libertos da crescente dimensão subjectiva e opinativa no jornalismo", com a singular nota de conceber o serviço internacional como "um instrumento da política externa, devendo depender a definição do contrato-programa e seu financiamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros", conceito que já levou a que se rotulasse o relatório de "albanês" (
Eduardo Pitta) e que, a tal propósito, já se tenha falado em "saudades da Albânia (
Porfírio Silva).
Quanto a financiamento do serviço público, nada de publicidade, diz o relatório, pois não se pode cortar no bolo, destinado, por inteiro, segundo o GT, aos operadores privados do audiovisual. Esta malta, com destaque para sua alteza, o Duque, o famigerado Zé Manuel e Villaverde Cabral (os outros não conheço) não deixa os seus créditos de defensores do estado liberal, por mãos alheias. O Estado pode ser mínimo, mas, sem publicidade, lá terá que engordar, à custa do contribuintes, os operadores privados.
Neste sentido, bem se pode dizer que até parece que o relatório foi encomendado pelo sector sector privado da comunicação social, pois não há dúvida que é feito à medida dos seus interesses.
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