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Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler

por António Filipe, em 19.09.12

No dia 19 de Setembro de 1908 estreou-se, em Praga, a Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler. Escrita entre 1904 e 1905, sofreu várias revisões. Às vezes é conhecida como "Canção da Noite", título com o qual Mahler nunca concordou. A partitura acabada tinha a data de 15 de Agosto de 1905 e a orquestração só foi terminada em 1906. A estreia, mais de 2 anos depois, aconteceu durante um festival para comemorar as bodas de diamante do Imperador Francisco José.


Final da Sinfonia nº 7, de Mahler
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 12 de Setembro de 1910, no Neue Musik-Festhalle, em Munique, realizou-se a estreia da Sinfonia nº 8, em mi bemol maior, de Gustav Mahler. Em palco, estavam 1023 músicos, dirigidos pelo compositor e, na assistência, encontravam-se 3200 pessoas.
A Sinfonia nº 8 é uma obra mais impressionante do que bela e nem é bem uma sinfonia, mas uma gigantesca cantata. A sua execução exige, entre orquestra e coro, mais de mil participantes. Por isso é mais conhecida pela “Sinfonia dos mil”, subtítulo que lhe foi dado por razões comerciais e com o qual Mahler nunca concordou.
Esta obra, rica em polifonia, é pouco convencional, na medida em que, em vez dos vários andamentos habituais, é composta por duas partes. A primeira é baseada num texto latino intitulado "Veni creator spiritus” de um hino cristão do séc. IX, para o Pentecostes. A segunda parte baseia-se na cena final do “Fausto”, de Goethe.
Composta no sul da Áustria em 1906, a Sinfonia nº 8 é a única sinfonia de Mahler inteiramente cantada e a última que foi estreada durante a vida do compositor. No período que se seguiu à morte de Mahler, esta obra foi executada muito poucas vezes. No entanto, desde meados do séc. XX, tem sido ouvida regularmente em salas de concerto por todo o mundo e gravada inúmeras vezes.
Embora reconhecendo a sua vasta popularidade, os críticos modernos dividem as opiniões sobre esta obra. Enquanto uns acham que o seu optimismo não é convincente e consideram-na inferior às outras sinfonias de Mahler, outros comparam-na à nona sinfonia de Beethoven, como sendo o auge da afirmação humana do séc. XX.
Entre o público que assistiu à estreia da Sinfonia nº 8, de Mahler, encontravam-se os compositores Richard Strauss, Camille Saint-Saëns e Anton Webern e os escritores Thomas Mann e Arthur Schnitzler. Na audiência estava, também, o maestro Leopold Stokowsky, então com 28 anos, que, seis anos mais tarde, iria dirigir a estreia, nos Estados Unidos, da “Sinfonia dos mil”.
Até à data, a reacção às sinfonias de Mahler tinha sido, muitas vezes, um desapontamento. Mas a estreia da oitava sinfonia, em Munique, foi um enorme triunfo. Depois dos acordes finais, houve uma breve pausa, antes de se ouvirem os estrondosos aplausos que duraram cerca de vinte minutos. De regresso ao hotel, Mahler recebeu uma carta de Thomas Mann, que se referia ao compositor como “o homem que, creio eu, exprime a arte do nosso tempo na sua forma mais profunda e sagrada”.

Final da Sinfonia nº 8, de Mahler
National Youth Orchestra of Great Britain
Maestro: Simon Rattle

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Maureen Forrester – Contralto canadiana

por António Filipe, em 25.07.12

No dia 25 de Julho de 1930 nasceu em Montreal a contralto canadiana Maureen Forrester, que ficou particularmente conhecida como uma intérprete de Mahler e Brahms. Com quatro irmãos, cresceu num bairro pobre e, aos 13 anos, abandonou a escola para ajudar no sustento da família, trabalhando como secretária na companhia dos telefones. Teve aulas de canto com Sally Martin, Frank Rowe e o barítono Bernard Diamant. Em 1953, deu o primeiro recital no YWCA, acompanhada pelo pianista John Newmark que passou a ser seu colaborador durante um longo período da sua carreira. Fez várias digressões pelo Canadá e Europa com o grupo Jeunesses Musicales.
A estreia de Maureen Forrester nas salas de concerto foi com a Nona Sinfonia de Beethoven, conduzida por Otto Klemperer. Em 1956 estreou-se no Town Hall, em Nova Iorque. Nesse mesmo ano, Bruno Walter, maestro e compositor alemão, convidou-a para cantar. Estava à procura de uma contralto para uma actuação e gravação da Sinfonia n º 2, de Mahler. Em 1957, Maureen Forrester realizou um recital, acompanhada pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, na despedida de Walter.
A dicção alemã que Forrester possuía era considerada excelente e o seu sentido dramático também era admirado. As suas actuações em óperas eram, preferencialmente, em papéis para mezzo-soprano e contralto. Também deu voz à personagem Bianca Castafiore na série de televisão “As Aventuras de Tintin”.
Trabalhou com todos os principais maestros de renome internacional e foi casada com o maestro Eugene Kash, com quem teve cinco filhos, entre eles os actores Linda Kash e Daniel Kash. Maureen Forrester morreu, com 79 anos, no dia 16 de Junho de 2010, em Toronto.


4º andamento "Urlicht” da Sinfonia nº 2, de Mahler
Contralto: Maureen Forrester
Maestro: Glenn Gould

 

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Claudio Abbado – Maestro italiano

por António Filipe, em 26.06.12

No dia 26 de Junho de 1933 nasceu em Milão o maestro italiano Claudio Abbado. O seu primeiro professor foi o pai, o violinista e compositor Michelangelo Abbado. Quando, ainda criança, ouviu uma interpretação dos “Nocturnos” de Claude Debussy, decidiu tornar-se maestro. Teve oportunidade de assistir a muitos ensaios de orquestra em Milão e em Viena, liderados por maestros como Arturo Toscanini e Wilhelm Furtwängler. Abbado disse a entrevistadores que ficou perturbado com a forma tirânica, e por vezes abusiva, como Toscanini tratava os músicos, e que resolveu comportar-se da forma mais delicada possível, tal como Bruno Walter. Abbado é conhecido por ser amigável, discreto e por nunca se confrontar com a orquestra no ensaio.
Após estudos no Conservatório de Milão, em 1955, Claudio Abbado estudou direcção de orquestra com Hans Swarowsky, na Academia de Música de Viena. Em 1958, venceu o Concurso Internacional Koussevitsky, o que resultou numa série de compromissos como maestro de ópera na Itália. Em 1963 ganhou o Concurso Dmitri Mitropoulos, o que lhe permitiu trabalhar durante cinco meses com a Filarmónica de Nova Iorque.
Em 1960 estreou-se no La Scala, do qual foi Director Musical entre 1968 e 1986. Dirigiu a Filarmónica de Viena, pela primeira vez, em 1965, num concerto no Festival de Salzburgo. Foi Director Musical da Ópera Estatal de Viena de 1986 a 1991. Entre 1979 e 1987 ocupou o cargo de Maestro Principal da Orquestra Sinfónica de Londres. Nos Estados Unidos, foi Maestro Convidado Principal da Orquestra Sinfónica de Chicago, de 1982 a 1986. Em 1989 sucedeu a Herbert von Karajan como Maestro Principal e Director Musical da Orquestra Filarmónica de Berlim, posto que ocupou até 2002. É também conhecido pelo seu trabalho com músicos jovens. Foi o fundador e Diretor Musical da Orquestra de Jovens da União Europeia e da Gustav Mahler Jugendorchester.
Abbado foi diagnosticado com cancro do estômago em 2000, e o tratamento levou à remoção de uma parte de seu sistema digestivo. Após a recuperação, fundou a Orquestra do Festival de Lucerna. Em Setembro de 2007, anunciou o cancelamento de todos os compromissos para o futuro próximo, a conselho dos médicos, mas daí a dois meses retomou as suas actividades normais.
Claudio Abbado recebeu muitos prémios, entre os quais o Prémio Imperial do Japão, a Medalha Mahler, o Bundesverdienstkreuz (a mais alta distinção concedida a um civil pelo Governo da Alemanha) e a Medalha Mozart, entre outros. Recebeu ainda doutoramentos honoris causa das universidades de Ferrara, Cambridge, Aberdeen, e Havana.


Excerto da Sinfonia nº 9, de Mahler
Gustav Mahler Youth Orchestra
Maestro: Claudio Abbado

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No dia 18 de Maio de 1911 faleceu, em Viena, o compositor austríaco Gustav Mahler. Tinha nascido em Kaliště, na Boémia, no dia 7 de Julho de 1860. Quando morreu o irmão mais velho, Gustav tomou conta da família que o pai, alcoólico, não conseguia governar. Tornou-se então músico profissional. Tinha 6 anos de idade. Os seus contemporâneos quase não o conheciam como compositor, pois foi como maestro que adquiriu fama e fortuna. As suas composições só viriam a ser reconhecidas nos anos 60. Para isso contribuíram as gravações de Leonard Bernstein, um dos seus sucessores à frente da Filarmónica de Nova Iorque, assim como biografias escritas por Theodor Adorno e Otto Klemperer, publicadas na década de 60. A última contribuição para a sua redescoberta foi a utilização do Adagietto da 5ª sinfonia como parte da banda sonora do filme “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, em 1970. A música de Mahler é impregnada de romantismo, mas possui novas tendências. As suas composições seguem a linha de Anton Bruckner e Beethoven.
Gustav Mahler compôs dez sinfonias, sendo que a última foi completada por Deryck Cooke, um investigador britânico, em 1964. A estreia, em 1910, da sua 8ª Sinfonia (A Sinfonia dos Mil), dirigida por ele mesmo, precisou de dois coros e um terceiro de vozes brancas, oito vozes solistas, órgão e orquestra. Mahler foi, também, um apreciado intérprete de obras clássicas. Em 1907, abandonou Viena para se instalar em Nova Iorque, onde dirigiu a Orquestra Filarmónica. Em 1911, ficou extremamente doente. A conselho do seu médico, ainda viajou até Paris, para ser tratado. Teve pequenas melhoras durante algum tempo, mas não conseguiu resistir. Deslocou-se, então, para Viena para ser internado. Veio a falecer a 18 de Maio de 1911.


3º andamento da Sinfonia nº 1, de Mahler
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 15 de Abril de 1924 nasceu, em Lincoln, na Inglaterra, o maestro e violinista Sir Neville Marriner. Realizou os seus estudos de violino no Royal College of Music e no Conservatório de Paris. Em 1949 ingressou no Martin String Quartet e fundou o Jacobean Ensemble, com o cravista Thurston Dart, e o Virtuoso String Trio. Como violinista, integrou diversas orquestras de Londres e teve, deste modo, oportunidade de trabalhar com nomes lendários da direcção de orquestra como Toscanini, Furtwängler, Cantelli e Karajan, entre outros.
Enquanto membro da Orquestra Sinfónica de Londres, fundou, em 1959, a Academy of St. Martin in the Fields, com a qual trabalhou primeiramente como violinista e, mais tarde, como maestro titular. Pierre Monteux tornou-se seu mentor e Marriner ocupou o seu primeiro cargo como maestro à frente da Orquestra de Câmara de Los Angeles, entre 1969 e 1979. Posteriormente, foi Director Musical da Orquestra de Minnesota até 1986, ano em que assumiu idênticas funções na Orquestra Sinfónica da Rádio de Estugarda.
Neville Marriner foi galardoado, por duas vezes, pela acção que desenvolveu em prol da música: em 1979 foi nomeado ''Comendador da Ordem do Império Britânico'' e em 1985 recebeu o título honorífico de ''Sir''. Mais recentemente, a Academy of St. Martin in the Fields e Neville Marriner foram distinguidos com o Queen's Award for Export Achievement, em reconhecimento pela sua destacada actividade conjunta no domínio dos concertos e das gravações internacionais. Além disso, em 1995, foi-lhe atribuída a Ordem das Artes e Letras, pelo Ministério da Cultura Francês, pela sua grande dedicação à vida cultural francesa.
Especialmente célebre pelas gravações históricas que fez com a Academy of St. Martin in the Fields, Neville Marriner desempenha as funções de Maestro Convidado Principal da Orquestra de Cadaqués desde 1992. Como curiosidade, diga-se que é pai do também famoso clarinetista Andrew Marriner, primeiro clarinete da Orquestra Sinfónica de Londres.


3º andamento da Sinfonia nº 1, de Mahler
Orquesta de Cadaqués
Maestro: Sir Neville Marriner

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