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Este discurso é um exemplo da falta de capacidade de decisão, da forma atabalhoada como os políticos olham para os problemas reais, como embrulham tudo por forma a não dizerem nada.
"O autarca voltou hoje a opor-se ao encerramento daquela unidade hospitalar de Lisboa antes de Julho, enquanto não houver nenhuma decisão quanto à construção do Hospital de Todos os Santos". Reparem que não é existir o Hospital é "enquanto não houver decisão", forma de pressionar o governo para tomar a decisão quanto à construção do novo hospital ( que eu aplaudo com ambas as mãos).
MAC :Tanto o S. Francisco Xavier como o Hospital de Santa Maria alegam ter capacidade para realizar os partos actualmente feitos na Maternidade Alfredo da Costa. E todos concordam que, do ponto da vista da segurança clínica da mãe e do bebé, é aconselhável as maternidades estarem integradas em hospitais gerais, o que não acontece com a MAC.
Não se compreende que face à unanimidade de opiniões o governo não avance com a medida de encerramento da MAC.
O Governo ainda não decidiu se avança ou não com a construção de um novo hospital e, para Fernando Cirurgião, director do serviço de obstetrícia do Hospital S. Francisco Xavier, é preciso agir e acabar com o impasse, desde logo porque a capacidade instalada é superior às necessidades da população, porque é preciso eliminar desperdícios, mas também - questão mais imediata - porque não há médicos suficientes para assegurar as urgências.
A mulher de Louçã é médica na MAC (Maternidade Alfredo da Costa) e isso ajudou a que o BE percebesse que estava a jogar uma carta furada. Agora já aceita que a MAC encerre desde que o Hospital de Todos-os-Santos esteja construído. Fecham-se os seis hospitais centrais de Lisboa com enormes vantagens financeiras e de qualidade para o doente.
Aquelas manifestações do "abraço humano" ao edifício não passaram do habitual "não" a tudo o que mexe.
Na Comissão de Saúde na Assembleia da República discutiu-se a construção do Hospital de Todos-os-Santos. Em junho saberemos se sim ou não se vai construir. A construir-se muda tudo, evidentemente, mas acham vocês que isto travou obras de ampliação e requalificação? Diz o Presidente da ARSLVT :
Que é natural que as equipas da Maternidade Alfredo da Costa serão repartidas pelos hospitais de Santa Maria, S. Francisco Xavier e Garcia de Orta. Isto porque com a abertura do hospital de Loures, Santa Maria corre o risco de perder a maternidade. São Francisco Xavier fez um investimento de 48 milhões de euros na criação de um serviço materno-infantil e está com uma ocupação de 50% ; e o Garcia de Orta está a contratar serviços externos de obstetrícia.
Entretanto gasta-se um milhão para arranjar um edificio já sem condições (MAC). Perceberam o planeamento e o rigor ? O desperdício é aos milhões !
Não planear e organizar, serve a todos menos a quem paga a factura!
O que se discute não é já o encerramento da MAC é quando encerra. Todas as entidades ligadas à saude estão de acordo com o encerramento dos cinco hospitais Centrais de Lisboa, incluindo a MAC e serem substituídos pelo novo Hospital de Todos-os-Santos. ganha-se em qualidade, segurança e poupam-se muitos milhões.
É preciso não esquecer que os velhos hospitais há muito que estão ultrapassados. No século anterior a filosofia era que as maternidades constituíam uma instituição monovalente, o que está completamente ultrapassado. Também em Coimbra as duas maternidades vão ser incluídas nos HUC.
"..Além disso, acrescentou, “há a indefinição em relação ao novo hospital de Todos os Santos”, que o PS considera “fundamental para a reorganização dos serviços de saúde na área de Lisboa”.
António Serrano explicou que foi decidido em 2005 que após a construção do novo hospital de Lisboa, o Todos os Santos, “poderiam então ser encerradas seis unidades hospitalares em Lisboa e, nessa altura, também fechada a Maternidade Alfredo da Costa, porque permitia que para esse hospital fossem transferidas todas as equipas qualificadas”.
“O Partido Socialista concorda com uma transferência dos serviços da Maternidade Alfredo da Costa, mas é para um novo hospital. Em Lisboa não há nenhuma unidade hospitalar [neste momento] que possa albergar aqueles serviços. Se for feito como se fala, isso significa e implica um desmantelamento das equipas” da maternidade, acrescentou.
Assim, com estas audições, o PS quer também saber se o Governo “quer ou não quer avançar com o novo hospital, se quer ou não quer encerrar as várias unidades”, quando e em que circunstâncias.
Como se vê o que se discute é quando e em que circunstâncias a MAC vai encerrar.
| Total de partos vindos do concelho de Loures | Total de partos no hospital | Total de partos s/ Loures | |
| Hospital de São José | 168 | 2008 | 1840 |
| Maternidade Dr. Alfredo da Costa | 2172 | 5304 | 3132 |
| Hospital de São Francisco Xavier | 65 | 2861 | 2796 |
| Hospita de Santa Maria | 592 | 2622 | 2030 |
A maternidade Alfredo da Costa vai fechar. Deve fechar! Por todas as razões. Racionalizar e aproximar os serviços das pessoas, não devem ser as emoções a prevalecer.
A racionalização da rede de cuidados de saúde é um dos elementos fundamentais para o sucesso de uma política de Saúde que melhore a qualidade e quantidade dos serviços prestados. É preciso conciliar a necessidade de estar perto da pessoas com a impossibilidade de ter um hospital em cada localidade. É preciso que quem presta serviços de saúde siga as pessoas, e não fique nas estruturas apenas porque elas existem e com elas foram criadas ligações afectivas. É ainda preciso que os serviços de saúde se adaptem às abordagem mais modernas que minimizam o risco de vida humana.
Quando se faz passar a Maternidade Alfredo da Costa por todos esses critérios a conclusão é apenas uma: deve encerrar. Já esteve, mas hoje não está, perto de quem tem filhos. A mãe, de preferência, deve ter os filhos num hospital, onde estão cobertos todos os riscos que um parto pode ter, e não, como se defendia no passado, numa maternidade.
A carta hospitalar de Lisboa é constituída por vários hospitais centenários instalados no Centro de Lisboa sem condições para fornecer um serviço digno e cuja manutenção custa muitos milhões todos os anos. Em contrapartida foram-se construindo vários hospitais modernos na periferia da cidade. S. Francisco Xavier, Garcia da Horta, Amadora-Sintra, Loures, Cascais...
Disto resultou um desequilíbrio de oferta excessivamento dispendioso que é necessário repor. Insere-se nesta equação o fecho de vários hospitais centrais e a
integração dos serviços da Maternidade Alfredo da Costa e, possivelmente, D. Estefânia e Curry Cabral no Hospital Santa Maria ou no novo hospital de Todos-os-Santos..
Basicamente trata-se de trocar hospitais velhos e ineficazes por um hospital novo e integrar serviços monovalentes em hospitais multivalentes. Com estas medidas poupam-se muito milhões de euros e melhora-se a qualidade dos serviços prestados.
O mesmo se diga para Coimbra onde se prepara o fecho de velhos hospitais e cujos serviços serão integrados nos novos hospitais.
Trata-se de reformar tendo como objectivo melhorar a qualidade dos serviços e poupar nas ineficiências. No Serviço Nacional de Saúde, volto sempre a Correia de Campos, que teve razão antes do tempo. Iniciou um movimento reformista que vai ter continuação e que, pese a contestação de quem diz "não" a tudo, será concretizado.
Só assim se defende o Serviço Nacional de Saúde.
Vem desde 2005 a morte anunciada da Maternidade Alfredo da Costa. A construção de novos hospitais nas cercanias de Lisboa e a existência de outros hospitais com mais valências e, por isso, com mais capacidade de intervenção em casos mais abrangentes, apontam sem qualquer dúvida para o fecho da maternidade. Para o fecho do edifício, note-se, não para o esfrangalhar das suas equipas que deverão ser distribuídas, intactas, pelos outros hospitais que vão receber mais partos.
A demografia, com o decréscimo pronunciado de nascimento de crianças e com o aumento do parque instalado, levou à situação de haver menos 8 000 partos/ano necessários para ocuparem toda a oferta hospitalar só na região de Lisboa. É um desperdício tremendo a que se juntam muitos outros que devem igualmente ser racionalizados. Só 47% da capacidade dos blocos operatórios instalados no país é utilizada. Alguém em seu juízo acha que é possível manter este nível de desperdício? Nos medicamentos, os genéricos nos países que nos emprestam dinheiro representam 60% dos consumos. Em Portugal menos de metade o que representa milhões de euros que o estado paga a mais à indústria farmacêutica! Atacar o desperdício é a única forma de defender o Serviço Nacional de Saúde!
Correia de Campos (socialista, ex- ministro da saúde de Sócrates) tentou defender o Serviço Nacional de Saúde há cinco anos atrás, cheio de razão, avançou com medidas de racionalização imperativas face à situação. Como se vê agora tinha a razão toda do seu lado mas os imobilistas levaram a sua avante!Não se diga pois que se trata de uma ofensiva da direita.
Paulo Macedo, lembrando o início do primeiro Governo de José Sócrates (PS), quando terá sido reconhecido que "tecnicamente uma maternidade monovalente não faz sentido".
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